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domingo, 27 de janeiro de 2013

Tragédia em Santa Maria



Lamentável a tragédia que se abateu sobre a cidade de Santa Maria, a 140 Km de Santiago, nesta madrugada. A boate Kiss, situada no centro da Cidade Universitária, onde mais de 2 mil jovens participam de uma festa organizada pelos cursos ligados ao Centro de Ciências Rurais da UFSM, incendiou, a partir do uso de artefatos pirotécnicos por membros de uma banda que animava o evento, já registra 232 mortos e 116 feridos, que estão em atendimento nos principais hospitais da cidade e nos municípios vizinhos.

A utilização sinalizadores pelos componentes da banda Gurizada Fandangueira atingiu a proteção acústica de espuma, altamente inflamável, causando o incêndio, que não pode ser contido, já que os extintores de incêndio não funcionaram.

A tragédia teve consequências avassaladoras porque a segurança trancou as portas de entrada da boate, impedindo as pessoas de saírem rapidamente e as saídas de emergência, que ficavam junto aos sanitários, confundiram os jovens. Muitos entraram nos banheiros e ali ficaram. Outros pereceram pisoteados, na ânsia de saírem do local. A maioria foi vítima da fumaça tóxica liberada pelo material altamente inflamável que foi tomado pelo fogo.

Infelizmente, a falta de segurança, a fragilidade da fiscalização dos órgãos públicos responsáveis, omissos e coniventes, aliada à ganância de empresários mais interessados em ganhos econômicos ceifou centenas de vidas.

A tragédia de Santa Maria é notícia em todo o mundo. Choremos por aqueles que morreram por causa da desídia de quem era responsável por sua segurança e, como cidadãos responsáveis, busquemos evitar que novas tragédias aconteçam, exigindo fiscalização adequada, cumprimento das leis que disciplinam eventos em locais confinados e tudo mais que implique em risco para a nossa vida e a de nossos semelhantes.

Como Santa Maria é um centro universitário importante, milhares de jovens de toda a nossa região vivem na cidade. Há informações de que a jovem Vanessa Vanovitch, natural de Santiago e Júlia Cristofari Saul, sobrinha do prefeito João Mário Cristofari, de Jaguari, estariam no local, já que até o momento não foram localizadas. Familiares se aglomeram no Centro Desportivo Municipal, para onde foram levados os corpos, com vistas à identificação.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Patrulha, NÃO!



Ontem, o jornalista Júlio Prates postou, em seu blog, (julioprates.blogspot.com.br) comentário intitulado "O PP e as ideologias", em que conta ter recebido longo e-mail de amigo e companheiro do PT, questionando as fontes das matérias e revistas usadas por mim e pelo colega Júlio Barcelos, no programa jornalístico que comando todas as manhãs, das 10h ao meio-dia, na Rádio Verdes Pampas FM. Pelo que entendi, o "amigo" desejava que Júlio Prates interferisse junto à rádio, já que é assessor jurídico da emissora, para que as tais fontes - jornais e revistas - não fossem mais utilizadas.

Pois bem, como o meu nome e o meu programa foram mencionados no texto, decidi que deveria responder, hoje, no ar. Assim fiz, reafirmando que o meu programa, acima de tudo, é democrático e aceita críticas. Só não aceita PATRULHAMENTO ou tentativa de. E também não é orientado pela Lei do Pensamento Único, tão difundida em Santiago. O interlocutor de Júlio Prates, que pediu a interferência do jornalista junto à emissora, para evitarmos comentários e opiniões que o incomodam, poderia ter ligado para o Programa e externado a sua insatisfação, livremente, através dos telefones 3251 5500 ou 3251 9900, ou, quem sabe, poderia vir nos visitar - será sempre muito bem recebido, com toda a cordialidade. E será ouvido. Aqui não tem burocracia e nem patrulhamento.

De outra parte, quero dizer ao jornalista Júlio Prates, a quem admiro pela cultura e conhecimento que, no exercício da minha profissão não tenho partido político. No programa, reproduzo e repercuto as notícias que são manchetes nos jornais diários e nas revistas semanais do país e do exterior, sem privilegiar partidos, ideologias ou pessoas.

Nunca ofendi, caluniei ou difamei pessoas. Ao contrário, trato meus interlocutores com respeito e educação.

Criticar posições ou fatos é natural exercício do direito de expressão e opinião que podemos externar, ainda, com liberdade.

Então, amigos, nada de patrulha! Pensamento único é ranço da época da ditadura. Comigo, não!

As demais posições externadas pelo jornalista Prates em seu artigo, acerca de PP, PSDB e PT são fruto de suas convicções e a elas cabe respeitar, visto que, também, são parte do seu direito inalienável de livre opinião.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Caminhada silenciosa marca protesto na Praça Moisés Viana



A família de Yuri Gavioli Badeati, de 18 anos, que faleceu tragicamente no dia 30 de dezembro, em acidente de moto, na localidade do Passo da Cruz, interior do município de Santiago, promoveu Caminhada Silenciosa nesta manhã de domingo, ao redor da Praça Moisés Viana, centro da cidade, para protestar, pacificamente, pela falta de médicos legistas, já que só um profissional atua e, na ocasião do acidente estava em período de folga. Mesmo procurado pelos familiares, o médico não atendeu a ocorrência, alegando estar exercendo legítimo direito funcional.


A circunstância trágica da morte do jovem, que ocorreu às 9h, aliada à demora da liberação do corpo pela perícia no local do acidente, efetivada somente ao meio-dia, e o sofrimento causado pela peregrinação até Santa Maria, onde também não havia profissional disponível para a necropsia, sendo necessária a vinda de médico de Caçapava do Sul, só aumentou o sentimento de angústia e pesar dos familiares, amigos e da comunidade interiorana, em que Yuri e os pais residiam.


Na sexta-feira, 04 de janeiro, durante a Missa de Sétimo Dia, a comunidade resolveu fazer um protesto silencioso, culminado na manhã deste domingo, em que cerca de 200 pessoas acompanharam a família, na caminhada ao redor da Praça Moisés Viana, portando faixas negras, com letras prateadas, em que se lia: “Queremos mais médicos legistas”; “Temos deveres a cumprir e onde estão os nossos direitos?”; “Chega de sofrimento” e “Todos juntos venceremos”, além de balões, pequenas bandeiras negras e fotos de Yuri, carregados por familiares, amigos e colegas. Durante o trajeto, várias dezenas do Terço foram rezadas, culminando com a oração do Santo Anjo.

Informações não confirmadas dão conta que o maior pesar da família de Yuri foi saber que o profissional legista de folga no dia do acidente também gozava dessa premissa funcional na ocasião em que político conhecido de Santiago faleceu, vítima de acidente de trânsito e, prontamente, atendeu o chamado para realizar o serviço.

De qualquer maneira, é notória a falta e a necessidade de mais médicos legistas na cidade e na região, competência exclusiva do Governo do Estado para prover os cargos, através de concurso público. A manifestação de hoje ampara o início de uma campanha para sensibilizar o governo a tomar atitude para sanar essa realidade que causa sofrimento e prejuízos de toda a espécie.

Fato relevante a destacar é a mobilização da comunidade, ocupando o espaço público no entorno da praça central para protestar e reivindicar, pacificamente, por seus direitos como cidadãos.

Fato negativo foi a ausência quase absoluta dos representantes da comunidade, recém-eleitos e empossados. Apenas o vereador Décio Loureiro esteve presente e, em conversa com a imprensa, revelou que foi convidado pelos parentes de Yuri a participar da manifestação.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Santiago e São Francisco de Assis no Almanaque Gaúcho de ZH

O jornal Zero Hora de hoje, na seção Almanaque Gaúcho, destaca o aniversário das cidades de Santiago e São Francisco de Assis. A primeira foto mostra cerimônia que antecedeu o embarque de tropas durante a Campanha da Legalidade, em 1961.

Bastante curiosa, tentei identificar algumas pessoas que aparecem na imagem, mas somente pude reconhecer o escritor e poeta Oracy Dorneles. 

Quem se habilita a identificar os principais personagens? E a menina que olha atentamente para a câmera, quem será?


04 de janeiro de 2013

Duas importantes cidades gaúchas, ambas próximas à região das Missões, comemoram hoje seus aniversários. As vizinhas Santiago e São Francisco de Assis foram desmembradas, respectivamente, de São Borja e de Itaqui, segundo a lei provincial 1.427, de 4 de janeiro de 1884.

A proximidade com as unidades religiosas dos jesuítas foi determinante para as duas cidades. No caso de Santiago, o famoso boqueirão – que por muito tempo fez parte do nome do lugar – representava um estratégico cruzamento entre estradas que levavam à Serra e à Campanha, tornando-se com o tempo uma passagem obrigatória para caravanas e tropas entre os Sete Povos e outras partes do Estado. A cidade foi palco de acirrados conflitos, como a Batalha de Carovi, em 1893, e de grandes movimentos, como o embarque de soldados para a Campanha da Legalidade, em 1961.


Militares mobilizados em Santiago pela Campanha da Legalidade, em 1961. Foto: reprodução

São Francisco, logo a Oeste, fica no território onde havia surgido, no século 17, uma das antigas reduções jesuíticas da região, São Tomé. Foi decisiva para o povoamento da área a construção do Forte de São Francisco de Assis, à margem esquerda do Rio Inhacundá, em 1801. Duas décadas depois, começaram a chegar os primeiros colonos alemães à área.


São Francisco de Assis no início do século 20. Foto: reprodução
A foto acima, do início do século 20, fornece um panorama do aspecto antigo da área urbana de São Francisco de Assis, cidade que hoje soma cerca de 20 mil habitantes. A ênfase econômica na criação de bovinos de corte é uma herança dos primeiros colonizadores portugueses da região – e se soma à agricultura praticada pelos descendentes dos imigrantes italianos que colonizaram a parte serrana do território do município, na década de 1890.

Postado por Luís Bissigo, em http://wp.clicrbs.com.br/almanaquegaucho

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Reflexos e reflexões



Chegou 2013, o começo de um novo ano na vida de todos nós.  No início de uma nova caminhada, uma pausa saudável para reflexão. Uma parada estratégica, simbólica, enfim, um exercício de logística existencial, para um acerto com os ponteiros da vida.

Valeu a pena todo o esforço?

Você não trabalhou muito mais do que deveria?

Não dedicou demasiado tempo (precioso tempo!) a causas externas, que em nada têm a ver com o seu bem-estar interior?

Como anda a sua auto-estima?

Como? Você não consegue parar, nem para refletir, mesmo que por um instante?

Ei! Sente! Encontre uma posição confortável para meditar.

Relaxe por alguns minutos. Tente visualizar o seu reflexo, com os olhos fechados. Tente observar o seu equilíbrio em movimento. Controle a sua respiração. Busque sintonizar-se harmonicamente com o espaço circundante, mesmo que haja barulho e ruído. Instale o silêncio, aquele que vem de dentro. Cubra de luz o seu reflexo e viaje.

Viaje. Uma jornada para o interior da alma. Para aquele lugar tão profundo e submerso que você teima em manter com a porta fechada.

E daí, medite... Refaça a sua trajetória até agora. Enxergue o que foi bom. Armazene. Descubra o que foi ruim. Descarte ou recupere, se houver como. Tente compreender o que ainda não faz sentido. Se não puder, esqueça, ou procure ajuda para entender o que parece insólito e sem finalidade. Sempre há um propósito...Seja generoso, até com aqueles que te fizeram sofrer, porque eles foram o exercício drástico e definitivo para que pudesses transformar a tua dor em pérolas. O sofrimento nos recompõe como seres humanos e nos faz crescer.

Continue, num lento e leve caminhar, sem que se possa sentir os teus passos para dentro de ti mesmo. E aí, aí mesmo, embaixo dessa árvore verde, fresca, silenciosa e luzidia, como num suave amanhecer, deite na relva e descanse.

Crie, no repouso, o que você quer que aconteça no ano que vem chegando. Planeje, cuidadosamente, os passos e ouça a voz do coração, aquela que nunca está errada.

Inicie a transformação, despindo a casca que você criou, ao longo de todos esses anos acumulando ressentimento, mágoa, solidão, desamor, insegurança, isolamento, preconceito, descrença. Deixe-se envolver por uma nova pele, resplandecente, diáfana, cristalina, palpitante...

Levante, num lento e leve caminhar e retorne para a vida. Vista o seu reflexo, ainda pleno de reflexões e acredite. Desate os nós, estenda as mãos, abra os braços. Conquiste. Compartilhe. Divida. Ampare. Ouse. Ame. Lute. Viva!

Desejo a todos um Ano Novo cheio de oportunidades. E neste novo começo, dê um tempo para a sua alma respirar...

Lembre que, todos os dias, a flor da VIDA renasce, mesmo no meio de tanta adversidade. Cuide-a, com amor, para que o seu perfume inebrie a todos e, quando as pétalas se desprenderem e voarem com o vento, tenha a certeza de que a doce fragrância espalhada não terá fim...