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quarta-feira, 28 de março de 2012

A. p.a.l.a.v.r.a. n.e.c.e.s.s.á.r.i.a.



A palavra necessária é rara. E real o seu esplendor.

A palavra necessária é essencial porque única e unívoca em significante e significado.

Necessária é a palavra de conforto. A palavra de carinho. A palavra de solidariedade. Na medida e na hora certas. Morno alento para quem é sedento. Da palavra necessária.

Necessária também é a palavra dura. Severa. Áspera. Necessária para corrigir, recuperar, reencaminhar quem dela precisa e não sabe. Da palavra necessária. Dita com frio talento, se torna implemento para a retomada do fio.

A palavra necessária é composta de luz essencial. Clara, translúcida de sons e imagens e cores e valores imprescindíveis à vida.

Palavra às vezes morna às vezes fria mas duplamente necessária. Para autor e interlocutor.

Uma pergunta que não cala. Por que é tão rara a palavra necessária?

Por que é tão difícil de entoar a palavra necessária?

Falta vontade?

Falta coragem?

Ou já se acha descartável a palavra necessária?

Não. Criticamente analisando, a palavra necessária é vida válida. Vislumbre do por-vir. Horizonte.

Inválida é a omissão. O não-falar que invalida nossa vida, que a torna bruma, não brisa. Opaca, não lisa. Escura, não pura.

A palavra necessária é rio em desafio constante de seguir em frente, de encontrar gente.

A palavra necessária abomina o limitante. É cria-ativa. Magia polissêmica da linguagem universal, ordenada, harmônica, simbiótica, mística. Muito mais do que poema simétrico. Rítmico.

Muito mais do que rito. Real rima do eu que com o tu nos torna um só.

Imagem: Do blog Uma Pena que Eu Não Sou Burra, de Michelle Silva

Um comentário:

Newton Kage disse...

É tão bom receber uma palavra amiga, não? No entanto, paradoxalmente, às vezes, o silêncio é a melhor ajuda...