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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Caixas eletrônicos à prova de ladrões



Informa o  o site do Wall Street Journal – Américas, por Suzane Kapner e Paulo Trevisani que para evitar ladrões sofisticados, os caixas eletrônicos estão ficando com cara de ficção científica.

Tentando acabar com caixas eletrônicos explodidos e com o roubo de informações para clonagem de cartões, fabricantes desse equipamento que achamos tão prático e dispensa a demorada visita aos bancos estão construindo máquinas em que não há contato físico com o usuário, já que armazenam dados em servidores longe do ponto de atendimento e até mantêm o dinheiro à distância.

A Diebold Inc. trabalha numa máquina que usa a chamada computação "em nuvem" para armazenar informação de forma remota, reduzindo o risco de que alguém acesse dados de clientes arquivados no computador da máquina. A NCR Corp. lançou um modelo que identifica os clientes lendo o desenho das veias de suas mãos. E a Itautec SA está finalizando um protótipo que permite efetuar transações usando gestos — tornando possível manter a máquina por trás de vidro à prova de balas.

"A ideia é que, se você não pode tocar a máquina, ela vai ser mais difícil de assaltar", disse Mauricio Guizelli, diretor comercial de operações bancárias da Itautec.

Resta saber se o novo esforço tecnológico vai vingar, pois chega quando muitos bancos estão reduzindo custos, e podem não estar inclinados a investir em máquinas novas.

Há muito em jogo. Autoridades e especialistas em diferentes países dizem que hoje se rouba mais dinheiro através de fraude eletrônica que dá aos criminosos acesso a dados de correntistas, do que por meio de assalto a bancos. Um método comum de fraude é o uso de um mecanismo copiador, popularmente conhecido como "chupa-cabra", que os fraudadores instalam no caixa eletrônico para copiar os dados do cartão e usar a informação para acessar a conta do usuário.

Segundo a Federação Brasileira de Bancos, um caixa eletrônico pode conter de R$ 100.000 a R$ 150.000, de modo que explodir um para pegar o dinheiro pode ser melhor negócio do que assaltar um banco. A equivalente americana da Febraban estima que, num roubo de caixa eletrônico, os ladrões levem dez vezes mais dinheiro do que se assaltassem uma agência.

Os primeiros caixas eletrônicos surgiram em 1971, e hoje chegam a milhões de máquinas ao redor do mundo. Um caixa eletrônico custa, em média, cerca de US$ 20.000, segundo analistas.

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