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sábado, 29 de dezembro de 2012

Do desabafo de um blogueiro


Vulmar Leite escreveu, hoje, em seu blog, um belo manifesto a favor da liberdade de expressão nas diversas plataformas de mídia, especialmente nos blogs que, em Santiago, são muitos. O pano de fundo da veemente manifestação foi texto publicado pelo blogueiro Jorge Ireno Reis. Comungo com a opinião dos dois blogueiros, tanto que as reproduzo:

"Do desabafo de um blogueiro:


Jorge Ireno Reis, titular do blog: http://jorgeirenoreis.blogspot.com.br/ publica, hoje, um forte desabafo sobre as pressões e críticas que recebeu ao expressar suas opiniões sobre acontecimentos e fatos que são notícia na nossa comunidade. Um dos orgulhos de muitos da nossa terra é a existência de muitos blogs titulados por jornalistas, poetas, escritores, artistas, profissionais liberais, estudantes, professores, juízes, agricultores, leigos, - são múltiplas as visões, concepções de sociedade, costumes, crenças, saberes que se entrechocam, interagem, debatem - . A riqueza maior dessa profusão virtual de blogs é a de proporcionar a livre expressão e o compartilhamento de ideias, pensamentos e informações, de forma rápida e instantânea, que muitos as reprimiam no seu íntimo por não terem acesso aos canais de comunicação tradicional, privilégio de poucas pessoas.


A moderna tecnologia mudou paradigmas, rompeu barreiras, quebrou tabus, aproximou as pessoas de todos os quadrantes; democratizou o acesso à informação em todos os campos do conhecimento, como jamais poderíamos sonhar. Isso é bom? É ruim? É muito bom exercitar nossa capacidade e liberdade de pensar, criar, propor, criticar, elogiar e poder compartilhar, quase que instantaneamente, com as pessoas que estimamos, desejamos, ou não, já que a informação jogada na rede independe do nosso controle.

O que é inaceitável, triste e retrógrado é quando algumas pessoas se arvoram de censores do pensamento e da vontade alheia, infelizmente, não se contrapondo com os mesmos instrumentos e no plano das ideias, mas tentando, através de subterfúgios, impedir, evitar, barrar, tutelar, controlar a livre manifestação dos indivíduos que pensam e veem o universo de forma diferente de seus estreitos mundinhos.

É por isso, Jorge, que quero lhe dizer que continue se expressando livremente, de acordo com a sua consciência, rejeitando o patrulhamento de quem aprendeu a somente cumprir ordens, incapaz de refletir, questionar ou propor algo de novo ou de bom para sua própria vida, quiçá da comunidade onde vive."

Reproduzo, abaixo, o desabafo do Jorge Ireno:


Os Blogueiros e as Fofocas


Não sei por qual o motivo, mas tem pessoas em Santiago incomodadas porque escrevi sobre “O Silêncio”, não estou instigando ninguém a nada, apenas expresso a minha opinião sobre fatos e não sobre boatos, e o “Silêncio” é um fato.

Sei que o meu blog é pouco acessado, mas as pessoas que acompanham os blogs de Santiago sabem muito bem quem são os fofoqueiros.
Não sou jornalista, sou um cidadão comum e repito: Eu expresso a minha opinião sobre o que é fato e não sobre boatos.

Se alguém acha necessário manter em segredo um fato, que guarde-o a sete chaves, mas se alguém, que não sei quem é, ligou para o diretor da maior rádio da cidade para relatar um acontecimento, fica difícil manter em segredo, até porque é fato, e assim os leitores dos blogs podem chegar a uma conclusão de quem realmente são os fofoqueiros.

Eu não sobrevivo de patrocínios, não vivo babando ovo dos que “se acham” donos da cidade, pago os meus impostos em dia, sou um cidadão que procuro ser o mais correto possível, sou pobre mas tenho orgulho de ser honesto, não bebo água nas orelhas de ninguém.

Santiago é a minha terra querida, sou brasileiro e na Constituição Federal 1988 tenho assegurado o meu direito de expressão.

sábado, 15 de dezembro de 2012

O rei nu



"O rei está nu

A partir das
bolsinhas, o
seu reino
alcançou altos
índices de
desenvolvimento
social
JAYME EDUARDO MACHADO*

Era uma vez, no palácio de um reino distante, um monarca muito vaidoso, mas muito amado pelo seu povo. Suas grandes virtudes: a generosidade e a persuasão. Pela generosidade, queria que todos os pobres ficassem ricos como ele. Pela persuasão, a todos convencia. E todos o ouviam, e todos acreditavam no que ele dizia. Era tido por sábio, principalmente quando dizia que não sabia.

Mas, desde que foi coroado, se angustiava com o pesadelo de um dia não ser mais rei. Afinal, à coroa tudo devia, pois com ela tudo podia. Adorava viajar. Tudo com o dinheiro arrecadado dos súditos que pagavam rigorosamente os impostos ao tesouro do rei, temerosos de que, caso os sonegassem, ele mandasse soltar os leões famintos que mantinha, para esse fim, numa jaula junto à estrebaria do palácio. Mas o de que ele mais gostava mesmo era de passear pelas terras do seu reino numa bela carruagem que de tão grande tinha até um compartimento escuro do lado oposto àquele do cocheiro. Lá - cochichavam as fofoqueiras do reino - se ele quisesse (?) até que poderia levar alguma cortesã, que no palácio elas eram abundantes. Era preciso eternizar seu governo.


A melhor ideia foi encomendar aos tecelões da aldeia milhares de bolsinhas de pano, que mandou distribuir aos mais pobres. Cheias de moedinhas, para que, segundo se dizia, não precisassem mais trabalhar, nem escolher outro rei. Com isso, aumentou o número de cavalos e de carretas pelas trilhas do reino - embora continuassem péssimas -, dando muito trabalho aos seleiros, carpinteiros e a todos os trabalhadores. Inclusive aos curandeiros, pois os afetados pelas pestes continuavam amontoados, e até morrendo nas precárias enfermarias do reino. Mas isso não aparecia, e, a partir das bolsinhas, o seu reino alcançou o que, no futuro, passaria a se chamar de altos índices de desenvolvimento social.

Pois foi então que o mais esperto dos tecelões mandou ao palácio dois malandros para vender ao rei vaidoso um tecido jamais visto, de uma seda mágica que, de tão linda, só pessoas estúpidas ou incompetentes seriam incapazes de admirá-la. Embora não tenha enxergado nada do que os embusteiros afirmavam estar mostrando, mas para não passar por estúpido, concordou com eles. Seus acólitos - que no futuro seriam chamados "puxa-sacos" - também não quiseram passar por ignorantes, muito menos contrariar seu soberano e encomendaram o "traje" para um desfile inaugural. Não sem antes seus marqueteiros - que então já os havia mas com o nome de arautos - tratarem de bolar uma sigla para tirar proveito político, relacionando o traje do rei com o fim da pobreza. E a escolhida foi IDS, que fazia combinar o tecido (i)nvisível (d)e (s)eda com os altos (i)ndices de (d)esenvolvimento (s)ocial de seu governo.


Pois foi enquanto o rei desfilava trajando seu flamante IDS imaginário, que uma criança, na sua inocência, gritou: "Coitadinho, o rei está nu!". E é quando todos ganham coragem para dizer a verdade e repetem em coro: "O rei está nu! O rei está nu...!" 


Mas aí já era tarde, porque, temendo que tivesse que fugir se descobrissem tudo, antes de deixar o palácio o rei passou a chave para sua filha...

(O articulista agradece à alma de Hans Christian Andersen, autor do conto "A roupa nova do rei", o prazer de sua leitura)."

*Jornalista, ex-subprocurador-geral da República

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Pensamento Único


Do Blog de Vulmar Leite:


Em Santiago foi decretado pelos donos da cidade que a verdade é uma só, a de que ninguém está autorizado a fazer críticas contra as pessoas, instituições, gestores públicos vinculados ao interesses dos lideres do partido dominante, exceto para desqualificar, desmerecer, desfazer, distorcer fatos, obras e realizações dos adversários e eventuais desafetos - nestes casos há licença compulsória. Também estão livres para tecer loas aos simpatizantes da causa, desde que estes sejam obedientes e não ofereçam riscos de pensar e assumir posições autônomas no futuro.

Nossos comunicadores, emissoras de rádio, jornais, e outros são constantemente compelidos a guardarem silêncio sobre eventuais mazelas e desmandos que são descobertos e que, em hipótese alguma, um órgão de imprensa que se preza deveria silenciar. Há, na "entourage" de pessoas designadas para exercer o papel de censores, aliás, são alunos e/ou discípulos daqueles que cumpriram, num passado não muito distante, esse triste papel durante os governos autoritários.

Na nossa boa e valorosa Santiago esse procedimento funesto e antidemocrático está profundamente enraizado nas atitudes e no comportamento de muitas pessoas. Há os que provocam o temor e há os que têm medo. Nesses quase quarenta anos de convívio com as pessoas desta terra, percebo que a cultura do medo não se modificou com o advento da democracia e com a explosão e acumulação do conhecimento universitário ocorrido nestes últimos 20 anos. Pelo contrário, agudizou-se o comportamento medroso, sofisticaram-se os métodos de coação e de controle das pessoas e, em consequência, o pensamento crítico, capaz de promover e induzir o tão sonhado desenvolvimento econômico e social, não prosperou  em nosso meio.

As mesmas ideias, os mesmos discursos, os velhos problemas e dilemas permanecem vivos nas nossas rotinas. O nosso inconsciente coletivo, letárgico e apático, não foi capaz de estimular a criatividade dos nossos lideres e empreendedores para avançar na proposição e implementação de políticas públicas coerentes e concernentes com o fantástico avanço da humanidade em todos os campos. O conhecimento sobre a tecnologia moderna, artes, cultura, medicina, relações sociais e humanas, valores morais e éticos,  que são de domínio e de acesso quase instantâneo por muitos, manejados com espírito crítico, autonomia de pensar e agir, e de forma articulada, são passíveis de gerar projetos e programas para proporcionar promover maiores e significativos ganhos de bem estar social  ao nosso povo.

Estas reflexões que acabo de fazer são motivadas por fato que considero de extrema relevância para romper com esse ciclo vicioso que denomino, na falta de uma definição mais adequada, de cultura do medo, que é a orientação que está sendo imprimida pela Rádio Verdes Pampas, agora sob a direção dos santiaguenses Paulo Saciloto e Leudo Costa.

A determinação de Paulo e Leudo é exatamente no sentido de provocar a livre manifestação da população e estabelecer o contraditório no debate das questões de interesse público, sem aceitar ameaças e atitudes coercitivas de qualquer natureza, tais como, telefonemas impróprios,pagamento ou supressão de publicidade, pressão sobre anunciantes privados, privilégios ilegais, entre outras, o que constrange, deseduca, desinforma, avilta a infraestrutura de comunicação privada, postura autoritária e equivocada que retrai e entrava o processo de desenvolvimento da nossa terra.

A ousadia desses Dois Filhos de Santiago prenuncia novos e promissores tempos para Santiago, pela possibilidade de contribuírem com instrumento rádio, de abrangência regional, para o livre debate, despartidarizado, sem peias e tutelas, sem licença prévia de caudilhos ou chefetes políticos, sem dúvida vai acordar e despertar o inconsciente coletivo da nossa gente e ajudar a espancar, para sempre, do íntimo das pessoas, os sentimentos reprimidos que a impostura herdada dos regimes autoritários lhes impingiu por tantas décadas." 

domingo, 25 de novembro de 2012

Bravo!

Um pouco mais do talento de Ana Luiza, na audição anual da Academia Harmonia Musical, conduzida, magnificamente, pela professora Dinorá Campelo.

Ao piano, Ana Luiza Saldanha Andres

Minha sobrinha, Ana Luiza Saldanha Andres, participou, ontem, da audição anual da Academia Harmonia Musical, com admiráveis interpretações! Bravo! 

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Revisitando Drummond...


... no dia em que completaria 110 anos!


Reconhecimento do Amor

Amiga, como são desnorteantes
Os caminhos da amizade.
Apareceste para ser o ombro suave
Onde se reclina a inquietação do forte
(Ou que forte se pensa ingenuamente).
Trazias nos olhos pensativos
A bruma da renúncia:
Não querias a vida plena,
Tinhas o prévio desencanto das uniões para toda a vida,
Não pedias nada,
Não reclamavas teu quinhão de luz.
E deslizavas em ritmo gratuito de ciranda.

Descansei em ti meu feixe de desencontros
E de encontros funestos.
Queria talvez - sem o perceber, juro -
Sadicamente massacrar-se
Sob o ferro de culpas e vacilações e angústias que doíam
Desde a hora do nascimento,
Senão desde o instante da concepção em certo mês perdido na História,
Ou mais longe, desde aquele momento intemporal
Em que os seres são apenas hipóteses não formuladas
No caos universal

Como nos enganamos fugindo ao amor!
Como o desconhecemos, talvez com receio de enfrentar
Sua espada coruscante, seu formidável
Poder de penetrar o sangue e nele imprimir
Uma orquídea de fogo e lágrimas.

Entretanto, ele chegou de manso e me envolveu
Em doçura e celestes amavios.
Não queimava, não siderava; sorria.
Mal entendi, tonto que fui, esse sorriso.
Feri-me pelas próprias mãos, não pelo amor
Que trazias para mim e que teus dedos confirmavam
Ao se juntarem aos meus, na infantil procura do Outro,
O Outro que eu me supunha, o Outro que te imaginava,
Quando - por esperteza do amor - senti que éramos um só.

Amiga, amada, amada amiga, assim o amor
Dissolve o mesquinho desejo de existir em face do mundo
Com o olhar pervagante e larga ciência das coisas.
Já não defrontamos o mundo: nele nos diluímos,
E a pura essência em que nos transmutamos dispensa
Alegorias, circunstâncias, referências temporais,
Imaginações oníricas,
O vôo do Pássaro Azul, a aurora boreal,
As chaves de ouro dos sonetos e dos castelos medievos,
Todas as imposturas da razão e da experiência,
Para existir em si e por si,
À revelia de corpos amantes,
Pois já nem somos nós, somos o número perfeito: UM.

Levou tempo, eu sei, para que o Eu renunciasse
à vacuidade de persistir, fixo e solar,
E se confessasse jubilosamente vencido,
Até respirar o júbilo maior da integração.
Agora, amada minha para sempre,
Nem olhar temos de ver nem ouvidos de captar
A melodia, a paisagem, a transparência da vida,
Perdidos que estamos na concha ultramarina de amar.


Carlos Drummond de Andrade

LULA, O OCASO?


Mauro Pereira: ‘Lula saiu da eleição municipal bem menor do que entrou’

MAURO PEREIRA
Mais uma vez, Lula irá se beneficiar de louros que não são só dele.Tomo por óbvio que muito se falará sobre a sua participação na eleição de Haddad como prefeito de São Paulo e creditarão a vitória do candidato petista à sua popularidade. O deus de Marta será a personagem principal de mais uma empulhação, pois, lá no seu íntimo, ele sabe que, se Haddad dependesse do seu apoio solitário, não passaria do primeiro turno.
Analisada ainda sob o calor do resultado, a vitória de Fernando Haddad induzirá os mais afoitos a pressupor que foi uma vitória pessoal de Lula, porém, uma análise mais serena demonstrará que o apoio do ex-presidente foi importante, mas que passou distante de ser fundamental. Se, entre uma baixaria e outra, ele não tivesse rastejado até Paulo Maluf, nem exigido o desembarque descarado do governo federal na campanha, por exemplo, a possibilidade de ele e Haddad assistirem à definição do segundo turno da eleição paulistana no conforto de seus lares seria pra lá de razoável.
Outro fator que não pode ser desconsiderado foi a conjunção perversa da péssima avaliação da administração de Kassab pela maioria da população com a rejeição absurda de José Serra junto ao eleitorado. Essa somatória sinistra foi muito mais preponderante na derrota do candidato tucano do que o apoio de Lula na vitória petista. Mesmo com o eleitorado dando visíveis sinais de que queria mudanças no comando da prefeitura de São Paulo, Lula teve que se aliar ao diabo para que seu candidato não ficasse pelo meio do caminho e naufragasse ainda na primeira etapa da disputa.
No segundo turno, mais do que simplesmente aliar-se ao diabo, mudou-se de mala e cuia para o inferno e de suas profundezas colocou em prática o seu jeito sórdido de fazer campanha. Ainda assim, apesar do imenso leque abrigando as mais diferentes lideranças apoiando seu candidato, conseguiu impor pouco mais de 10% de vantagem a um adversário cuja rejeição, acrescida pela desídia dos aliados, já havia derrotado com antecedência. Se redobrarmos a atenção, perceberemos que a rejeição a Lula se mostrou tão vigorosa quanto a imposta a Serra.
No âmbito nacional, então, tivemos a oportunidade de ver a arrogância lulista reduzida a pó. Derrotas desmoralizantes como as de Recife, onde fez prevalecer sua vontade enfiando goela abaixo do partido o nome de sua preferência para disputar a prefeitura da capital pernambucana, e a de Porto Alegre, cujo Estado é governado por um petista, ambas no primeiro turno, já demonstravam que seu propalado fascínio sobre o eleitorado experimentava um declínio irreversível, tendência que se consolidou nos fracassos de Manaus, onde disse no palanque que vencer o candidato tucano lhe dava um prazer especial e de Salvador, onde, acumpliciado com a presidente Dilma Rousseff, tentou, mais do que vencer, desmoralizar e humilhar seu antagonista. As respostas dos eleitores dessas duas capitais foram devastadoras. Há que se destacar, também, o simbolismo negativo que envolve a derrocada em Diadema, reduto histórico do orgulho petista.
Por mais que queiram superdimensionar a vitória em São Paulo, ela será incapaz de aplacar a frustração pelos naufrágios de Recife, Salvador, Porto Alegre, Manaus e, principalmente, Diadema. Sozinha, não se fará suficiente para mascarar a curva descendente que já se manifesta com alguma vitalidade na popularidade de Lula. A presença de Paulo Maluf no palanque festivo de Haddad cantando “olê, olê, olê, olá…, Lula, Lula” dispensa maiores comentários. Seria constrangedor se eles se dessem ao hábito de constranger-se.
Uns têm Lula como deus. Outros, como diabo. Particularmente, não o acho nem um nem outro. Eu o tenho somente como um embusteiro oportunista que a sorte, tudo indica, está se cansando de bafejar. O novo quadro político que as urnas desenharam não torna ilícita a conclusão de que as eleições municipais encerradas domingo último mostraram que Lula saiu delas bem menor do quando entrou.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Mulheres e Práticas de Saúde: Medicina e Fé no Universo Feminino



Nesta terça-feira, dia 23, às 18h30min, Santiago recebe a exposição "Mulheres e Práticas de Saúde: Medicina e Fé no Universo Feminino", que ficará em exposição na Estação do Conhecimento. A realização é do Museu de História da Medicina e do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul juntamente com sua Delegacia Regional. Visitação até o dia 1º de novembro, de segunda a sexta-feira das 8h às 12h e das 13h30 às 17h. Sábados das 17h às 19h.

A exposição 

Montada pela primeira vez em 2008 na sede do Museu, em Porto Alegre, a exposição recentemente passou a ser itinerante. Após algumas passagens por pontos da capital, a exposição agora viaja pelo interior do RS. Este ano a exposição já esteve em Bagé, Cachoeira do Sul, Pelotas e São Gabriel. Depois de Santiago, encerra o ano em São Borja. 

O público poderá conhecer por meio de dois documentários - "Fé" e "Vida" - as histórias das benzedeiras e parteiras retratadas pelo fotodocumentarista Felipe Henrique Gavioli a partir das entrevistas feitas pelo historiador Éverton Quevedo. Além dos depoimentos, são expostas as fotos e biografias dessas mulheres e de médicas que são referência em suas áreas da medicina. Também compõem a mostra as histórias das três primeiras médicas mulheres a formarem-se no Brasil, todas gaúchas. A primeira delas, Rita Lobato, foi também a primeira vereadora.

Mais informações sobre a exposição em 
www.muhm.org.br/mulheres

Fonte: jornalista Letícia Castro. Setor de Comunicação. Museu de História da Medicina do RS

sábado, 29 de setembro de 2012

O muro



Muros são construções variadas, de diversos tamanhos, formatos e espessuras.

Muros funcionam como proteção e proporcionam privacidade.

Muros são muito mais do que a significação linguística aponta.

Nossa intenção é ir além do significado comum e marcar o muro como um referencial que expressa a realidade em que vivemos.

O muro é um espaço interessante e demarcador de ações, pensamentos, gestos e atitudes. Há gente instalada do lado de cá, há gente abrigada do lado de lá e, ainda, há gente que prefere ter uma visão panorâmica da situação, sem posicionar-se, olhando o mundo de cima (do muro), pendendo para um dos lados conforme julgar oportuno e lhe ditarem os interesses, de qualquer espécie.

Segundo o ângulo de visão do observador, em posição frontal, quem está do lado de cá, está sempre a favor, pertence à situação; quem está do lado de lá, certamente é opositor, totalmente contrário a todas as ideias existentes do lado de cá. Os que vivem em cima do muro têm uma visão privilegiada – além de descompromissados com os lados em constante litígio, podem pender, ora para um, ora para outro, sem que isso lhes pareça constrangedor, ou seja, quem prefere habitar em cima do muro não é contra nem a favor, muito antes pelo contrário.

Assim visto, o muro comporta, em tese, três tipos de comportamento social e político quanto à ideologia vigente: situação, oposição e sem posição. Quem é da situação corrobora as ações governamentais ou da classe dominante; quem pertence à oposição é sempre contrário a essas medidas e os sem posição dançam, livremente, entre os de cá e os de lá.

Falei em tese, porque há, ainda, um quarto tipo de comportamento social em que não é possível usar o muro como parâmetro – o daqueles que não têm qualquer posição, dos excluídos, dos marginalizados pelo muro que, de tão combalidos, estão absolutamente á margem de qualquer processo que inclua pensar, avaliar e posicionar-se. São os sem registro. São muito numerosos os que passam ao largo do muro, uma edificação que não lhes interessa, têm mais a fazer do que ficar do lado de cá, do lado de lá, ou em cima. Precisam correr, e muito, para sobreviver. Mesmo porque manifestarem-se a favor ou contra ou permanecerem em silêncio em nada modificaria a sua realidade. Não seriam ouvidos. São a antítese do muro.

É o muro e suas confluências que produz a distância e afasta as pessoas. Todos devem ocupar o seu lugar na sociedade, enquanto seres de relação e comunicação. Precisamos nos reconhecer como interlocutores válidos que usam regras comuns e respeitam a diferença, para que possamos sobreviver. A isso chamamos de cooperação. Os do lado de cá pulando para o lado de lá e vice-versa. Os da zona de conforto descendo de suas defesas. Sem que renunciem aos seus princípios. Todos aprendendo e melhorando continuamente, através do intercâmbio com os diferentes.

É o muro dando lugar ao caminho da sensatez.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Tempo de decisão



Vivemos num tempo em que urgem decisões e atitudes. O mundo precisa decidir. O Brasil precisa decidir. Santiago precisa decidir. Não só os governos precisam agir. Os cidadãos têm que tomar atitudes. Sair do marasmo, da omissão, do muro, da alienação. Mostrar a cara.

Chega de ver e não fazer nada. Ficar na cômoda posição de assistente, sem interferir. Quem não se posiciona não tem o direito de criticar. Quem se dá ao luxo de permanecer mudo antes e durante tem o dever de ficar calado depois. O muro deixou de ser uma posição confortável.

A omissão, o não-fazer (mesmo sabendo o que deve ser feito) implica em ceder espaço - é transferir responsabilidades, é perder oportunidades. Significa apartar, separar, desviar e fazer fracassar o que poderia ser aproximar, aprofundar e compartilhar.

Ao mesmo tempo, quem quer contribuir para que se construa uma nova realidade tem que vencer a barreira da vaidade e interagir, sair da casca e conversar, discutir, reunir argumentos, analisar, dialogar e vencer as barreiras, abandonando futilidades, mesquinharias, miçangas, canutilhos e paetês. Reduzir a pó os empecilhos (na maioria das vezes, imaginários) projetados apenas pelo temor de que uma atitude conciliatória seja tomada por demonstração de fraqueza ou de covardia.

Quem participa, constrói junto.

Quem contribui por ter consciência de que não se faz nada sozinho, é sábio.

Quem participa para construir e contribui para a transformação, colabora para que haja um milagre.

Quem não acredita no impossível não tem forças nem para concretizar o possível.

Será que ainda é possível mudar? Abandonar a prepotência, a arrogância, a insânia da autossuficiência?

Será que ainda é possível sonhar com a soma das parcelas para constituir um produto
muito melhor?

Será que ainda é possível sonhar com adição e multiplicação em vez de penar com diminuição e divisão?

Unir forças ainda serve para multiplicar resultados.

Escolhas



Todos os dias fazemos escolhas e delas depende, invariavelmente, a qualidade da nossa vida.

O problema é que, hoje em dia, está cada vez mais difícil sermos os artífices das nossas escolhas. Tem muita gente escolhendo por nós, como se fôssemos marionetes, como se não tivéssemos opinião nem vontade; como se não pudéssemos discernir o que é melhor para cada um de nós – o que é justo, o que é correto, o que é bom. E assim, vamos-nos deixando levar por escolhas alheias, afrouxando as correntes que nos retêm nos limites da nossa capacidade discricionária de efetuar julgamentos.

Pois é, a condição de cidadania, a missão individual dentro do ambiente coletivo, as aspirações pessoais, a integridade do comportamento face a um ambiente contraditório e hostil são patrimônio do qual não podemos abrir mão, sejam quais forem os impactos e as consequências. A ética é um valor elementar, impregnado em nossos registros básicos. É preciso coragem, maturidade e elevado nível de consciência para escolher a opção ética, que permite ao indivíduo desenvolvimento sem amarras, liberdade de comportamento e tranquilidade moral que lhe dá cada vez mais condições de avançar em termos de realizações, pessoais e profissionais. E comportamento ético pressupõe que desejemos bem-estar coletivo.

A ética é uma característica inerente a toda ação humana e, por esta razão, é um elemento fundamental na produção da realidade social. Todo homem possui um senso ético, que poderíamos chamar de consciência moral, a possibilitar constantemente avaliação e julgamento de suas ações para perceber se são boas ou más, certas ou erradas, justas ou injustas. Porém, nem sempre o que nós acreditamos ser justo e certo é o julgamento de outrem...

Há condutas humanas classificáveis sob a ótica do certo e errado, do bem e do mal. Embora relacionadas com o agir individual, essas categorias sempre têm relação com as matrizes culturais que prevalecem em determinadas sociedades e contextos históricos.

A ética está relacionada à escolha, ao desejo de realizar a vida, mantendo, com os semelhantes, relações justas, aceitáveis e harmoniosas. Via de regra está fundamentada nas ideias de bem e virtude, enquanto valores perseguidos por todo ser humano e cujo alcance se traduz numa vida plena e feliz para todos.

Agir eticamente é poder escolher, é ser competitivo, comprometido consigo mesmo, em sintonia com a essência, descartando a aparência que fere e afasta o que temos de melhor. Esse é o comportamento desejável. Decisões e ações geram consequências que precisam ser sempre medidas, porém a atitude ética e íntegra, vai permitir que ultrapassemos nossas limitações e tentações diárias.

É muito mais fácil deixarmos de fazer escolhas e alugar nossa integridade aos gentios, agindo dentro dos cânones do oportunismo que grassa descaradamente no cenário nacional, aonde o maior exemplo vem daquele que nada vê, nada sabe e nada faz, mas é o senhor oculto e in-culto de todos os destinos, en passant, é claro! Continuar fazendo escolhas deve ser a meta elementar de todos os cidadãos e ainda há instrumentos muito poderosos ao nosso alcance. Basta que não nos esqueçamos deles, que sonhemos com eles e os façamos prosperar. E a ferramenta mais valiosa, com certeza, é o voto, que vamos exercitar proximamente.

Um bom exercício de análise do cenário que se avizinha é prudente e interessante. Até mesmo porque a escolha terá consequências como quase nunca antes na história desta cidade.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

As sugestões da Martha



Há um texto da excelente cronista Martha Medeiros, chamado Como vencer uma eleição, onde a autora fornece algumas estratégias aos candidatos de como convencer os eleitores de que eles são a melhor escolha. Vejam só as sugestões: 1. Não beije criancinhas, abandone as atitudes clichês. 2. Não prometa nada do tipo acabar com o desemprego e a violência, gerar 5.000 novas vagas de trabalho ou triplicar o número de viaturas da Brigada... 3. Crie um jingle diferenciado, nada de gritarias, prefira o ritmo bossa nova ou blues... 4. Não faça carreata, passeie pela cidade, não faça alarde, só dê uma buzinadinha e pisque o olho, aparecendo discretamente. Nada de forçar a barra...

Boas sugestões as da Martha. E de graça, válidas para qualquer época e para todos os candidatos. Há que se abandonar as antiquadas e hipócritas campanhas eleitorais. Não cola mais fazer promessas incumpríveis, gastando um tempo precioso em discursos intermináveis que não dizem nada, sacrificando ainda mais um eleitor desinteressado, apático e sem esperanças.

Conquistar votos também é uma questão de arte e criatividade. Nem precisa de muitos recursos. Os melhores são o olho no olho e a verdade. Chega de poluir o ambiente com propaganda desnecessária. Essa atitude só denigre o nome dos candidatos ao mostrar o desrespeito e o menosprezo que têm para com a natureza. O que precisa ser grande não é a fotografia e sim a qualidade do candidato, sua honradez, competência e vontade de trabalhar.

Chega de hipocrisia. Tolerância zero para com o uso da máquina pública que privilegia uns poucos, sempre os mesmos e, entre nós, de geração à geração. Há que cumprir estritamente o que determina a Lei Eleitoral. Chega de demagogia. Acabe-se com a ideia de que o eleitor é um joguete, manipulável conforme as circunstâncias. Respeito é fundamental para que possamos crescer como pessoas e fazer da “temporada” eleitoral um instrumento hábil de fortalecimento da cidadania, elegendo os melhores candidatos, aqueles que têm algo mais a dar para a sociedade que não seja a sua narcísica figura.

Oriente-se, reflita e mude. A Martha usou ironia e humor para criticar os políticos que utilizam estratégias obsoletas. Você tem uma arma melhor – o seu voto.

sábado, 18 de agosto de 2012

Polícia apreende cestas básicas distribuídas irregularmente no Sul do Estado

Três toneladas de alimentos poderiam estar sendo usados no processo eleitoral de São Lourenço do Sul
Cestas Básicas foram apreendidas em São Lourenço do Sul
Crédito: Divulgação / CP
Agentes da Delegacia de Polícia de São Lourenço do Sul apreenderam três toneladas de kits de cestas básicas, nessa sexta-feira. Os alimentos estavam sendo distribuídos de forma irregular no município do Sul do Estado. 

De acordo com a Polícia Civil (PC), a investigação tinha como núcleo uma empresa fantasma que agia na cidade sem possuir documentação necessária. A PC descobriu que a distribuição era fracionada, por uma pessoa em um veículo de pequeno porte, para não levantar suspeitas e que estava circulando com a mercadoria apenas com uma nota promissória emitida em nome do comprador.

Os policiais apreenderam os kits de cesta básica em uma residência utilizada como depósito para empresa. A Receita Estadual irá apurar a situação fiscal e avaliará a carga apreendida, composta de gêneros alimentícios e produtos de limpeza.

Segundo o delegado Guilherme Calderipe, há suspeita de que estas cestas básicas poderiam ser utilizadas no processo eleitoral, já que a empresa teria sido criada há apenas dois meses. A responsabilidade penal será apurada em inquérito policial.

Fonte: ZERO HORA, 18/8/2012

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

O Farol

O belíssimo vídeo de animação do diretor taiwanês Po Chou Chi (radicado em Los Angeles) – O Farol - é um curta de animação pleno de sutilezas e simbolismos, que trata da relação entre pai e filho, de crescimento, de amor, carinho, admiração e respeito. Mostra o crescimento, o aprendizado, a partida, o retorno e o envelhecimento. E o fim, que é também começo.

O Farol é a casa, o lar, o porto seguro, o sinalizador de que está tudo certo, o abraço do pai. Os barcos a um só tempo simbolizam as conquistas, mas também as idas e vindas. Cartas são escritas, o pai espera, as estações mudam, e o inverno chega.  Tudo embalado pelo sensível piano de Chien Yu Huang.

Po Chou Chi criou esta obra de arte na Universidade da Califórnia, em Los Angeles (UCLA), onde está atualmente fazendo seu mestrado em Belas Artes, o MFA, e ganhou com este curta 27 prêmios internacionais e participou de 50 festivais de cinema.
Fonte: Da coluna de Ricardo Setti, em Veja On line

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

A República da língua presa




Desde logo vou avisando: não trata esse singelo escrito do pequeno problema de articulação do órgão muscular móvel, situado na boca, que serve para sentir os sabores, deglutir e articular sons, apresentado por alguns políticos que se movem com grande relevo no cenário nacional e internacional, conhecido, erroneamente, como língua presa. Tecnicamente, o nome da deficiência é língua flácida e pode ser corrigida por um bom especialista em fonoaudiologia, se o vivente quiser...

Afastando a digressão, voltemos à questão prioritária que enseja a discussão desejada – a dificuldade de expressão verbal e escrita que apresentam os brasileiros, como usuários da Língua Portuguesa, para comunicar pensamentos, desejos e emoções. O idioma pátrio encontra-se, permanentemente, atrás das grades e, até mesmo assassinado, morto e enterrado por gente que nunca fez questão de fazer o dever de casa. Há exceções óbvias, quem nunca teve oportunidade de estudar, por miséria extrema, possui atenuantes...

É certo, também, que as políticas governamentais de Educação têm redundado em fracasso  e não são prioridade, até mesmo porque um povo inculto, inerte e acrítico pode ser mais facilmente dominado – aceita tudo, nada questiona!

Vejam bem, quem deveria fornecer exemplos de virtude vocabular são as personagens que ora nos representam na seara política, já que de suas mãos e mentes é gerado e conformado o arcabouço legal que move o país.

E justamente os políticos são os maiores criminosos do vernáculo, pois que o ferem de morte constantemente, sem a menor cerimônia, a sangue frio, com requintes de crueldade. O maior problema é que as excelências sequer conseguem articular convenientemente a palavra-chave de sua ação política – a proposta de solução para os “problemas” que o país enfrenta. Daí, é um tal de “poblema”, “probrema”, “plobema” “pobrema”...Pobres de nós! Parafraseando Dadá Maravilha, o homem-gol, ora transitando no cenário nacional como palestrante motivacional, para essa problemática, por enquanto, não há solucionática...

Aliás, um ex-mandatário-mor da nação, durante seus mandatos, prestou relevante desserviço ao povo na medida em que não perdia oportunidade de repudiar boas e saudáveis práticas de leitura, afirmando que não lia jornais porque lhe causavam azia; que não estudou porque não viu necessidade, glamurizando o fato de um operário, um homem humilde, sem estudo, ter chegado à presidência da República. Ora, não é demérito ser humilde, simples, sem posses. Denigre sua imagem quem faz a apologia da ignorância, da mediocridade. Melhor e mais apropriado seria o estímulo, pelo exemplo pessoal e através de ações e iniciativas governamentais, da importância da educação sistemática e continuada, para que os conterrâneos possam adquirir habilidades e competências que os façam crescer pessoal e profissionalmente. Ganham os indivíduos, enriquece a nação! 

Não podemos esquecer que a situação do Brasil é aflitiva no que tange à Educação, já que ainda são altas as taxas de analfabetismo e, mesmo os estudantes que adquiriram as habilidades de ler e escrever são considerados analfabetos funcionais pois sequer conseguem formular uma frase completa, resolver um problema de ordem matemática que exija algum raciocínio lógico ou interpretar textos sem maior complexidade. Se “O Cara” tivesse utilizando o seu carisma e os altos índices de popularidade que amealhou para estimular o povo a pensar, através da educação, teríamos melhor sorte... Sua discípula e sucessora não faz melhor, ao desprezar os inevitáveis e graves prejuízos de uma greve de docentes do combalido ensino superior, ora em curso, prefere concentrar esforços para a entrada da Venezuela no Mercosul. Questão de prioridade...

Assim, nossa República continua com a língua presa, sem direito a habeas-corpus ou progressão de pena, pois crime hediondo não dá direito à liberdade condicional...


Arte: Cristina Fonseca

segunda-feira, 30 de julho de 2012

O poder da comunicação – 61 anos da Rádio Santiago



O significado definidor da palavra comunicação vem do latim, communis, comum e comunicare, tornar comum, compartilhar.

Adotando o mesmo modelo etimológico, encontramos uma definição igualmente clara para o termo informação. Origina-se, também, do latim, in formare, dar forma, enformar, organizar, imprimir significado.

No mundo contemporâneo, a comunicação é fator essencial para a vida. Sem a comunicação não existimos, não somos, não fazemos, não acontecemos, não interagimos.
Faço referência a esses conceitos para lembrar que amanhã, 31 de julho, comemoramos uma data muito especial para todos os santiaguenses. Mais do que isso, para todos que habitam a região e, porque não, para a aldeia em que se transformou o nosso mundo, pelo poder da internet. Há 61 anos, está no ar e, certamente, em nossos corações, uns mais antigos, outros mais jovens, outros ainda bebês, a Rádio Santiago!

Nesse dia ímpar porque raro, o poder da comunicação vai tornar-se muito mais forte, pois a mensagem vai imprimir, além da simples congratulação, a força do afeto, do carinho e da admiração que sentimos pelos homens e mulheres que fazem da Rádio Santiago uma amiga inseparável.

E a amiga que nos acompanha na jornada só é inseparável porque nos conquistou, cumprindo, com brilhante determinação, sua missão de informar, com precisa imparcialidade, de compartilhar conosco o que ouve, sabe, pressente e sente, com a ética do profissionalismo e do cuidado permanente.

Compartir, dividir, estabelecer paridades na diversidade são tarefas difíceis. Só possíveis quando a mão que conduz a partilha é guiada por uma consciência iluminada. Ao longo dos anos de intensa troca com a comunidade, a Rádio Santiago adquiriu sua identidade a partir da proposta de integração, da constante interação com o seu cativo público ouvinte.

Talvez seja esse o maior elogio que podemos fazer à nossa amiga, no dia em que completa 61 anos – dizer que todos nós somos seus ouvintes!

No dia 31, sugiro que todos enviem um cumprimento especial à Rádio Santiago. Liguem, mandem um bilhetinho, um cartão, um e-mail, uma mensagem ao site. Passem pela Rádio e abracem os que ali trabalham. Em agradecimento à amiga de todas as horas!