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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Mais uma da Strellitziah...

Minha amiga Strellitziah K. Dent continua falando de futebol,
desta vez, comentando acerca do que acontece na
Copa do Mundo da África do Sul. Apreciem:

AS ASSOMBRAÇÕES DA COPA

Caros e caras, queridos e queridas, eis-me aqui, novamente, pois que fatos relevantíssimos ocorrem neste mundo de emoções que é a Copa da África do Sul! Então, volto à tona para discutirmos algumas questões que extrapolam o plano meramente racional, pois não pensem que futebol é só tática, técnica e retrospecto – o imponderável sempre se faz presente e, às vezes, muda totalmente a história, dependendo de como as pessoas lidam com os acontecimentos. São as assombrações da Copa.

De pronto, vamos bater uma bolinha, melhor dizendo, uma jabulani que considero, até agora, a estrela maior da competição...Jabulani, a bola da Adidas que significa celebrar, em Bantu isiZulu, um dos 11 idiomas oficiais da África do Sul, tem sido a algoz de goleiros e centroavantes que ainda não conseguiram chamá-la de meu bem, devido às novidades tecnológicas que ela apresenta, dizem os especialistas; por força do feitiço poderoso de grandes mestres da magia, digo eu... Quem primeiro conseguir apaixoná-la, de fato, domando a danadinha, será o virtual vencedor deste Mundial! Convém lembrá-los de que não vale registrar Portugal como adestrador oficial da jabulani, mediante a vitória de sete contra a Coreia do Norte, porque no dia em questão os súditos de Kim Jon Il não receberam a dose diária de carne de cachorro, já que devoraram todo o estoque da iguaria antes do jogo contra o Brasil!

Pois bem, meus queridos e queridas, vocês, tanto quanto eu, devem estar decepcionados com o pouco futebol apresentado por seleções como as da Itália, França e Inglaterra, outrora sempre fortíssimas candidatas ao título maior. Salvo melhor juízo, os dirigentes dos clubes desses países preferiram contratar jogadores estrangeiros às pencas, para qualificar os campeonatos nacionais e esqueceram da formação de suas categorias de base, o celeiro gestador de novos craques. Daí, na hora de montar a seleção, não há mais bons jogadores nativos disponíveis...Vejam o caso dos goleiros ingleses – Robert Green, o do frangaço contra os Estados Unidos, é guarda-valas de um obscuro time inglês e David James, seu substituto, é mais conhecido como “Calamity James”, tal a sua ruindade...Aliás, o peru memorável de Green, afora a má colocação, teve uma colaboração preciosa da manhosa jabulani...

Já que estamos falando em assombrações, vamos nos deter um pouquinho no intolerável comportamento do técnico Dunga que, como já avisei em participação anterior, neste espaço, continua agindo a mando de seu irmãozinho Zangado cujos eflúvios desagradáveis se fazem sentir quando ele volta a sua raiva contra a Imprensa, nas poucas entrevistas que concede, sempre com o mau humor que o tem caracterizado. Não pensem que sou contra o Dunga. Ele é um técnico vencedor, tem feito um bom trabalho, ganhou a Copa América, a Copa das Confederações e classificou o Brasil para a Copa do Mundo com louvor. Mas não esqueceu algumas críticas recebidas e pessoalizou-as, o que prejudica o ambiente e o torna pesado, demasiadamente perturbador. Não esqueçamos que a Imprensa faz o seu papel, quer informar. É claro que sempre haverá um urubu travestido de jornalista, empenhado em provocar o técnico para que ele perca a esportiva e acrescente mais lenha na fogueira...

Creio que o Dunga precisa de um tratamento de choque que reverta, definitivamente, sua idiossincrasia esportiva. Recomendo a Técnica do Joelhaço, utilizada, com enorme sucesso, por famoso psicanalista gaúcho, o Analista de Bagé, já detalhada por Luis Fernando Verissimo, em seu livro homônimo. Para quem não conhece, a terapia consiste em aplicar, de surpresa, uma forte pancada, com o joelho, nas partes pudendas do vivente...Assegura o profissional que nunca mais o paciente volta a apresentar o comportamento anterior (provavelmente pelo medo de ter que fazer mais uma sessão terapêutica!).

Ninguém quer um Dunga risonho, gentilíssimo e galante, pois amabilidade não é a sua praia. Entretanto, ele poderia agir com mais civilidade, assim, a atmosfera ficaria menos pesada. Advirto-os de que conversei com a Branca de Neve sobre o assunto e ela, esperançosa, já entrou em contato com o tal analista que, por coincidência, está na África do Sul. Aguardemos os desdobramentos.

Quanto à Seleção Brasileira, meus amores, passada a tensão da estreia, creio que equilibra-se e sinto ótimas emanações, todas positivas. Mas ainda não me conformei com a ausência do Ronaldinho Gaúcho. O rapaz não merecia ter ficado de fora, é craque. Como na partida vindoura, contra os patrícios portugueses, o Kaká não poderá jogar, por força de sua injusta expulsão contra a Costa do Marfim, o Ronaldinho serviria como uma luva de pelica negra...Tenho certeza de que ele chamaria a jabulani de querida ao primeiro toque! Enfim...o que vale, mesmo, é que o povo brasileiro continua atuando como o 12° jogador do Escrete Canarinho. Um amor puro, indesmanchável. Sintonia total rumo ao hexa!

Outra assombração que se manifesta, poderosa, nesta Copa, em forma de um ruído ensurdecedor, é o som das vuvuzelas, as cornetas que originalmente serviam aos torcedores da África do Sul, os Bafana Bafana. Agora, todos vuvuzelam, seja qual for a cor e a nacionalidade do time. Permitam-me, modestamente, fazer uma revelação, mediante uma constatação óbvia: as vuvuzelas emitem som parecido com um zumbido de inseto elevado à décima potência - é o bzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz... Percebam, desde o início da Copa, elas anunciam o vencedor...O Bzzzzzzzz... Brasil, está claro!

Nem todas as assombrações da Copa têm caráter metafísico. Algumas são a representação da beleza, personificadas em corpos atléticos e perfeitos. Verdadeiros colírios para os olhos femininos, que sabem apreciar a simetria especial a conjugar inteligência, força, garra, agilidade e beleza física. Asseguro-lhes que há exemplares para todos os gostos. Destacaria alguns - Kaká (E), o nosso lindinho; o inglês Michael Owen (D1) e o francês Yoann Gourcuff (D2). Do Cristiano Ronaldo não gosto. Ali, a vaidade destruiu a beleza, embora o gajo tenha afinidade com a pelota...Todavia, tenham sempre em mente que a beleza verdadeira está além dos limites da experiência material...

Por derradeiro, lhes digo que as assombrações da Copa serão todas afastadas até o fim do evento e o escrete vencedor surgirá, altaneiro, magnífico, dentre aqueles que melhor souberem administrar o curso de sete partidas, com pragmatismo, determinação e, em especial, com a jabulani ao pé, dominada, escancaradamente apaixonada!

Que toquem as vuvuzelas! Bzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz!

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*Strellitziah K. Dent é consultora para assuntos sentimentais, vidente, astróloga, guru & assemelhados. Absolutamente do bem.
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Se quiserem ler mais crônicas da
Série A COPA NO BLOG, acessem

Um comentário:

Prof Ms João Paulo de Oliveira disse...

Prezada articulista esotérica Strellitziah K. Dent!
Que alvissareiro vê-la novamente no imperdível espaço cibernético da renomada e tarimbada jornalista Nívia Andres!
Sua crônica de hoje desvela fatos que não tem explicação racional! Como dizia seu ascendente famoso, o notável dramaturgo do reino distante setentrional além-mar, Wiliam Shakespeare: "Há mais mistérios entre o céu e a Terra do que imagina nossa vã filosofia".
Até breve...
João Paulo de Oliveira
Diadema-SP