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terça-feira, 25 de maio de 2010

Pedro Weingärtner no Museu de Arte do Rio Grande do Sul

Uma das manifestações artísticas que mais me impressiona e sensibiliza é a pintura. Admiro quem tem o dom de transferir para uma tela aspectos da natureza e, especialmente, a representação da figura humana, com toda a gama inesgotável de sentimentos que carrega, captada, em dado momento, pelo pincel do artista, que age como um decodificador particular e único de determinada situação.
Por isso me encantam as exposições de arte. No final de semana fui apreciar a obra do pintor gaúcho Pedro Weingärtner (1853-1927), no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, denominada “Um Artista entre o Velho e o Novo Mundo”. São mais de cem obras advindas de acervos de museus brasileiros e de colecionadores particulares.

Trata-se de uma oportunidade rara para conhecer a obra de um grande artista que usava como inspiração cenas que viu e viveu. Aliás, a interação entre a cena que o artista reproduziu e quem a está fruindo é impressionante. Weingärtner sempre nos conta alguma coisa – sejam os usos, hábitos e costumes dos conterrâneos gaúchos e dos imigrantes italianos e alemães, sejam as cenas da natureza em transformação, sejam pequenos detalhes ou nuances de sentimentos implícitas nos rostos de homens e mulheres que retratou. Também chama particular atenção a diversidade e a beleza dos animais reproduzidos – cavalos, vacas, porcos, galinhas, patos, cabras e outros tantos bichos, pintados à perfeição. O artista, caracteriza-se, ainda, pelo detalhismo, tanto na representação da figura humana quanto na dos bichos e nas fachadas e interiores dos prédios que reproduziu.
A exposição está dividida em três grupos e ocupa as pinacotecas do Museu. As obras produzidas durante o período em que o pintor viveu na Europa retratam a juventude romana e cenas campestres europeias, de rara beleza. O cenário gaúcho apresenta o homem em contato com a terra, com os animais e no comércio, tão belo quanto. As cenas de festas e bailes mostram as confraternizações realizadas, principalmente, entre os imigrantes alemães. Estupendas.
De resto, o MARGS preparou-se adequadamente para receber Pedro Weingärtner – além da beleza das pinacotecas e da arquitetura interior, a fachada do prédio está toda iluminada com as cores da bandeira do Rio Grande do Sul. Um primor. A exposição vai até o dia 13 de junho.

Um comentário:

Prof Ms João Paulo de Oliveira disse...

Prezada jornalista Nívia Andres!
Tivemos a prerrogativa de receber esta imperdível exposição, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, no ano passado! Para meu grande deleite tive a oportunidade de visitá-la em duas ocasiões, sempre concorridíssimas! A exposição foi um sucesso estrondoso! Nunca me canso de apreciar estas belíssimas obras de arte, do notável artista, Pedro Weingärtner, que a cada olhar damos outros viéses, além de divagarmos sobremaneira!
Até breve...
João Paulo de Oliveira
Diadema-SP