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sábado, 24 de abril de 2010

Uma verdade inconveniente

O jornalista Adão Oliveira, do Jornal do Comércio, teve a coragem de publicar o que nenhum dos outros veículos de comunicação teve peito para fazer - comentou, em sua coluna, acerca da rídicula exigência (coligação na proporcional) do Partido Progressista(PP) para apoiar a reeleição de Yeda Crusius ao governo do Estado. Leiam:

"O Partido Progressista - PP - discutia na segunda-feira com quem se coligaria na eleição deste ano para governador do Estado. Em meio às discussões, alguém disse que a governadora Yeda Crusius, do PSDB, partido que detém a preferência das bases dos pepistas em caso de uma coligação, estava com índices de rejeição lá nas alturas. Na avaliação dos “progressistas”, isso seria temerário para o partido. De repente, o deputado João Fischer, com lucidez, entrou no debate para lembrar a seus colegas que o escândalo do Detran, protagonizado por gente influente do PP, que deixou um rombo de R$ 40 milhões ao Tesouro do Estado, foi responsável, em grande parte, pelos piores momentos passados pela governadora durante seus quase quatro anos de governo. Aí começou a rejeição de Yeda Crusius. Graças ao PP. Esta foi, decididamente, uma verdade inconveniente. O deputado Fischer abalou as consciências de seus companheiros. Naquele momento, passou pela cabeça de todos que ali estavam o filme da Operação Rodin. Na certa, eles lembraram aquela manhã, em que o influente Flávio Vaz Neto, diretor-presidente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), até então um cidadão acima de qualquer suspeita, chegou preso à Polícia Federal. E lá ficou por alguns dias. O Bira Vermelho, pasmem, que era diretor-financeiro do Trensurb, também foi em cana. E mais: o outrora poderoso diretor-geral da Assembleia, Antonio Dorneu Maciel, que se gabava de ter os deputados “na sua mão”, também pagou o mico de ser conduzido num camburão da Polícia Federal. Todos esses caras eram influentes caciques do Partido Progressista. Aí começava o calvário de Yeda Crusius. Depois disso, seguiu-se uma série de acusações contra a governadora. E agora vem o PP, agente primeiro do escândalo do Detran, alegar rejeição para tirar vantagens em caso de coligação. Ah! Não amolem!"

Pois bem, essa é uma verdade inconveniente que o PP teima em varrer para debaixo do tapete. Aliás, verdade também é que o PP foi o partido mais paparicado e privilegiado pela Governadora durante todo o seu mandato, até aqui. Ela aguentou, firme, quieta, toda a sorte de denúncias, cumprindo fielmente o acordo partidário que a elegeu. E essa é a paga. Esse comportamento dos progressistas é bem típico de uma agremiação partidária que parece apreciar o fisiologismo. Não devemos esquecer, também, que a governadora suportou todo o desgaste de manter a indicação do deputado Marco Peixoto para o Tribunal de Contas.

Ah! Admirei a coragem do deputado João Fischer!

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