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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Viagem fatídica

Considero vergonhoso para os brasileiros o recente episódio da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Cuba, para visita de cortesia aos Castro, antes do final de seu mandato presidencial. Note-se bem que ele viajou como presidente, não está licenciado do cargo e, portanto, representava o povo brasileiro no encontro.

Eu, como brasileira, rejeito terminantemente essa visita e creio que aconteceu em má hora, no momento em que mais um cidadão cubano perecia nas mãos dessa odiosa ditadura. Orlando Zapata Tamayo estava em greve de fome há 84 dias, preso, condenado a 32 anos de prisão pelo crime de querer liberdade de expressão. Parece que não lhe restou saída outra que escolher a liberdade da morte.

Ao manifestar-se sobre o assunto, o presidente Lula foi de um cinismo revoltante, dizendo que lamentava que Zapata tivesse "se deixado morrer...", como se não houvesse nada a fazer!

Foi constrangedor ver a imagem do presidente Lula e de seus assessores confraternizando, alegremente, ao lado dos irmãos Castro, enquanto o governo cubano prendia os amigos de Orlando Zapata que tentavam comparecer ao enterro.

Os detalhes da morte de Zapata embram os piores regimes de exceção. Sua casa, onde o corpo foi velado, ficou cercada de seguranças. Pessoas que tentavam chegar perto do livro de condolências não conseguiam. Alguns amigos dele permanecem presos só por quererem ir ao enterro.
É assustador constatar que, em pleno século XXI, ainda existam tiranias desse calibre aqui na América, sem contar os projetos bolivarianos de Chavez & companhia, cada vez mais saltitantes e enlouquecidos.

O presidente Lula deve estar maldizendo quem agendou-lhe a viagem fatídica para essa época...Como bem disse a colunista Míriam Leitão "...E que não se diga que isso é assunto interno dos cubanos, porque terá que dizer que a queda de Manuel Zelaya era um assunto dos hondurenhos."

Imagem: Ricardo Stuckert/PR

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Crimes x virtudes

O jornalista Reinaldo Azevedo é um dos profissionais de opinião mais contundente da imprensa brasileira e justamente por sua palavra sem meia-medida, é um dos mais respeitados e também dos mais odiados. É sagaz, cirúrgico, crítico, muitíssimo bem informado e culto. Acompanho o seu blog, ancorado no site da Revista Veja e hoje chamou-me a atenção o texto que transcrevo abaixo:

GUIA PARA IDENTIFICAR UM JORNALISTA VIGARISTA
"Quer identificar um vigarista a serviço do petismo - pouco importa se remunerado ou não? Verifique se ele escreve coisas como: “DEM, ex-PFL e ex-Arena” para desqualificar o partido. Quando se formou a Frente Liberal, rachando o PDS - ele, sim, era a continuidade da Arena -, alguns dos vigaristas já estavam por aí e cobriam o então vice-presidente Aureliano Chaves de salamaleques. E qualquer historiador honesto saberá que foi a então frente, depois PFL, que viabilizou a tão elogiada transição pacífica, permitindo a vitória de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral.

Sarney é ex-Arena; outros tantos da base lulista, incluindo Paulo Maluf (candidato contra Tancredo), são ex-Arena; o agora novamente respeitado Delfim Netto é ex-Arena. Ou esse passado perde importância quando se apóia Lula e só deve ser lembrado contra aqueles que agora lhe fazem oposição?

Por que, ao se falar sobre Dilma, não se diz: “Ex-Colina”, “ex-VPR”, “ex-VAR-Palmares”? O passado “Arena” de alguns membros do DEM — há gente no partido que veio do brizolismo — deveria envergonhar mais do que o passado de um militante de organizações terroristas? “Ah, muitos que estão hoje do DEM apoiavam uma ditadura”. E Dilma? Ditaduras diferentes, claro. As que ela apoiava matavam aos milhões; a que eles apoiavam era muitíssimo mais modesta. Desconheço que exista político no DEM que tenha pegado no trabuco. Dilma pegou! Desconheço políticos do DEM que façam a apologia da ditadura. No seu primeiro discurso como candidata do PT, Dilma tratou seu passado de membro de organizações terroristas com visível nostalgia.

Vejam o que fez o meu blog único: escrever esses “absurdos”. Então alguém me diga o que há de mentiroso no que vai acima. Já até apresentei a lista das pessoas que essas organizações mataram — e ainda deixei de lado os seqüestros e os assaltos. Mas vejam que curioso: Dilma é aquela que mudou, que se converteu, que não é mais radical, que descobriu a ternura, que modernizou seu pensamento. O trabuco ficou no passado. Já o DEM não tem perdão: ex-Arena, ex-PDS…

Vai ver o não pegar no trabuco faz os seres desprezíveis, e o pegar, os heróis!

O DEM não se reúne a portas fechadas com um bando de ditadores e facínoras para falar sabe-se lá o quê. Mas Dilma se reuniu com a escória do esquerdismo mundial, um encontro “secreto”. A imprensa foi posta pra fora. Dilma voltou a ser a companheira Estela, dirigente - porque ela era dirigente - de uma organização clandestina.

Mas os colunistas não estão nem aí para o passado dela. A mulher é tratada como um exemplo de conversão à democracia. Já o DEM - de fato, ex-PFL e ex-Frente Liberal -, que se formou para fazer a transição, ah, esse partido tem de acabar… Assim é um vigarista, leitor: OS CRIMES daqueles por quem tem simpatia são virtudes inextinguíveis; as virtudes daqueles que considera adversários são tratadas como crimes."

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Saravá, Excelência! - Um senhor embaixador, sob o signo da paixão

Lendo o Segundo Caderno de ZH de sábado, 20, deparei-me com um artigo de Luiz Antônio Araujo sobre Vinicius de Moraes, intitulado Saravá, Excelência, comentando que o poeta (que também era diplomata, servidor do Ministério das Relações Exteriores) foi promovido a embaixador pela Câmara dos Deputados, 30 anos depois de sua morte.

Pois bem, acontece que Vinicius de Moraes foi cassado pela ditadura militar porque fez questão de colocar a condição de servidor de carreira do Ministério das Relações Exteriores a par com a de poeta - por isso foi expulso sumariamente do Itamaraty em 1969, com base no AI-5, mas não resignou-se com essa condição, até o final da vida.

Agora, 30 anos após a sua morte, a Câmara dos Deputados aprovou a promoção póstuma de Vinicius a ministro de primeira classe, equivalente a embaixador, auge da carreira.

Vejam só, Vinicius e outros 43 servidores foram vítimas da maior caça às bruxas da diplomacia brasileira, sob pretextos que iam desde simpatias esquerdistas a homossexualismo, boemia e alcoolismo (o poeta foi enquadrado nos dois últimos pecados!). Interessante notar que os registros dos postos em que serviu - Los Angeles, Paris e Roma - não revelam nada que o desabone.

A promoção póstuma que ainda deve passar pela aprovação do Senado foi uma das raras iniciativas a unir governistas e oposicionistas na Câmara, à exceção do ultrarradical Jair Bolsonaro. Bom lembrar que a homenagem acontece justamente com o reavivamento do interesse pela obra do poeta, reeditada pela Companhia das Letras. Em julho de 2009 saiu Vinicius Menino, edição ilustrada de suas crônicas sobre infância e juventude, e em novembro um concurso premiou estudantes do Ensino Médio que escreveram sobre sua obra. Sua canção Sei lá é tema de abertura da novela Viver a Vida, da Globo e suas canções serão novamente gravadas pelo eterno parceiro Toquinho, em dupla com Paulo Ricardo, no CD Viva Vinicius. Até o presidente Obama referiu-se a Orfeu Negro, filme de Marcel Camus, baseado na peça de Vinicius, Orfeu do Carnaval, dizendo que sua mãe comentou que esse era o primeiro filme estrangeiro que ela viu na vida.

Vinicius merece. Merece tudo. E muito mais...porque não teve medo de viver.

Como dizia o poeta

Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Nao há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Será que estamos sozinhos?


SERÁ QUE ESTAMOS SOZINHOS?*


A Terra é o terceiro planeta do Sistema Solar, situado na Via Láctea, galáxia constituída por cerca de 400 bilhões de estrelas. Abrigo de milhões de espécies de seres vivos,
que incluem os humanos, a Terra ainda é o único lugar no universo onde a existência de vida é conhecida. O planeta formou-se 4,54 bilhões de anos atrás e as primeiras evidências de vida surgiram um bilhão de anos depois. Desde então, a biosfera terrestre alterou significativamente a atmosfera do planeta, permitindo a proliferação de organismos aeróbicos, bem como a formação da camada de ozônio que, em conjunto com o campo magnético terrestre, absorve ondas do espectro eletromagnético, permitindo a vida, em todas as suas manifestações. As propriedades físicas do planeta, bem como sua história geológica e sua órbita, permitiram que a vida persistisse durante este período. Acredita-se que a Terra poderá suportar vida por outros 1,5 bilhão de anos. Após este período, o calor do Sol terá aumentado, tornando inviável qualquer forma de vida aqui.

Data de tempos imemoriais a curiosidade do homem acerca da existência de vida extraterrestre. Gravuras rupestres desenhadas nas cavernas habitadas por nossos antepassados já mostravam a indagação, pois grafitavam nas paredes estranhas figuras, diferentes da humana anatomia. Comenta-se à larga que obras gigantescas construídas por antigas civilizações egípcias, maias, aztecas e incas cujo engenho e execução não é explicável nem pela moderna engenharia, teriam a parceria de civilizações de outros horizontes que não a Terra. Porém, o que falta é comprovação.

Há farto material sobre o assunto, que é fascinante e, por isso mesmo, objeto de muitos livros, filme e séries. Erich Von Däniken foi um dos primeiros a explorar a questão em seu célebre Eram os Deuses astronautas? Quem não assistiu Guerra dos Mundos, Contatos Imediatos do 3º Grau, ET - O Extraterrestre, Guerra nas Estrelas, Taken, o novíssimo Avatar e outras tantas produções que tematizam a existência de vida extraterrestre, a invasão da Terra, o contato com os estranhos e assustadores seres e seus maravilhosos artefatos voadores, conhecidos como OVNI’s!

É certo que a ciência se ocupa em estudar e rastrear a possível existência de vida fora da Terra, analisando sinais do espaço em busca de emissões de ondas sonoras feitas por seres inteligentes, mas tudo o que conseguiram captar até hoje foi estática. Porém, notícias recentes revelam que as chances de se descobrir vida fora da Terra são maiores do que nunca, anuncia Martin Rees, o principal astrônomo britânico e presidente da Royal Society, a academia de ciências da Grã-Bretanha, que está organizando.uma conferência com pesquisadores de várias partes do mundo para discutir as perspectivas de se encontrar formas de vida extraterrestres. Uma descoberta como essa poderia representar um momento de mudança para a humanidade, alterando nossa visão de nós mesmos e de nosso lugar no cosmos.

Para Rees, o avanço tecnológico torna maior do que nunca a possibilidade de que essa busca se mostre frutífera e, pela primeira vez, possamos ter a esperança realista de detectar planetas não maiores do que a Terra orbitando outras estrelas, saber se eles têm continentes e oceanos, descobrir que tipo de atmosfera possuem. Apesar de ser um longo passo para sermos capazes de descobrir qualquer forma de vida nesses planetas, é um avanço importante a obtenção de algum tipo de imagem comprobatória. O envio ao espaço de telescópios capazes de detectar planetas semelhantes à Terra no entorno de estrelas distantes agora torna possível concentrar mais os esforços de busca.

Se encontrarmos vida, mesmo a forma mais simples de vida, fora da Terra, essa seria, claramente, uma das maiores descobertas do século 21. E o astrônomo inglês conclui: “Desconfio que pode haver vida e inteligência lá fora em formas que não podemos imaginar. E poderia, claro, haver formas de inteligência aquém da capacidade humana, mais avançada do que somos avançados em relação a um chimpanzé.”

Pessoalmente, nunca tive qualquer tipo de experiência que comprovasse a existência de seres extraterrestres ou avistei seus pretensos artefatos voadores, mas ouvi, certa vez, o relato surpreendente de uma colega de colégio e, por tratar-se de pessoa séria e equilibrada, não tive motivos para duvidar. Contou-me ela que, uma noite, estava viajando numa camionete, com o seu primo e a esposa, de Santiago para Itaqui. Estrada deserta, noite escura. Em certo momento, olhou no retrovisor e percebeu que alguma coisa se movimentava atrás do veículo. Parecia um contêiner e não fazia qualquer ruído, tampouco era iluminado por luz. Avistava apenas os vagos contornos. Ficou paralisada de medo. Alguns minutos depois, foi capaz de falar e contou ao primo o que vira. Ele olhou e confirmou a sua impressão, bastante assustado. Movido pela sensatez, continuou normalmente o percurso, seguido pelo estranho artefato que, segundo ela, às vezes, desaparecia, voltando, em seguida. Não houve contato, nem ruído ou abordagem. Algum tempo depois, o objeto sumiu, evaporou-se...e eles chegaram ao seu destino, sem saber o que e quem os tinha seguido...

Pela lei das probabilidades acredito que possa haver vida inteligente fora dos limites da Terra. E vocês, já tiveram alguma experiência que os levasse a acreditarem que é possível?

Ou será que estamos condenados à solidão eterna nesse universo sem confins?
*Artigo originalmente publicado no Blog de Edward de Souza, em 08 de fevereiro.

A sofisticada linguagem dos cães-da-pradaria

Quando falamos de linguagem pensamos apenas no sistema de comunicação humano, esquecendo que os animais também dispõem de sistemas especializados de transmissão de mensagens. Prova está que um pequeno roedor pode ter a linguagem mais sofisticada do mundo animal. A descoberta é do acadêmico Con Slobodchikoff, que trabalha nos Estados Unidos e vem estudando há mais de 30 anos o repertório vocal do chamado cão-da-pradaria-de-cauda-curta (Cynomys gunnisoni). Com um único latido, diz o cientista, um animal pode alertar sobre o tipo e direção de um predador oculto e até descrever a cor. Se a descoberta for confirmada, isso significa que estes roedores comunicam-se de uma maneira mais complexa até do que macacos e golfinhos.

O cão-da-pradaria-de-cauda-curta pertence à família dos esquilos e vive no norte dos Estados do Arizona, Novo México e sul do Colorado. A espécie já foi abundante, mas como é considerada praga pelos fazendeiros, atualmente tem a população sensivelmente diminuída. O cão-da-pradaria-de-cauda-curta vive em “cidades” bem organizadas, de centenas de indivíduos e possui um sistema complexo de tocas subterrâneas e também têm que competir com posseiros, com coelhos, cobras, tarântulas, corujas, texugos e raposas que, muitas vezes, entram em suas tocas.. Com a aproximação de predadores, os pequenos roedores emitem uma série de ruídos que foram estudados, por muitos anos, pelos cientistas.

Os pesquisadores descobriram que os cães-da-pradaria enfrentam tantos predadores que desenvolveram "palavras" diferentes para qualificá-los – são latidos e sons que contêm diferentes vocalizações rítmicas e modulações de freqüência. As qualidades tonais são diferentes, tal qual as vozes humanas, mas diferentes roedores usam as mesmas palavras para descrever os mesmos predadores, para que o resto da colônia possa entender a mensagem.

Um único latido, por exemplo, pode dizer "coiote alto, magro ao longe, movendo-se rapidamente em direção à colônia". Outros estudiosos contestaram esta ideia pois significaria que, apenas com um latido breve, os cães-da-pradaria transmitem informações sobre tamanho, cor, direção e velocidade do deslocamento de um predador. A equipe de Slobodchikoff acredita que os cães-da-pradaria incluem esta informação ao variar a modulação do chamado e a harmonia do latido. Ao fazer isso, eles podem incluir uma vasta quandidade de informações em um som muito breve.

"Cães-da-pradaria têm a linguagem natural mais complexa decodificada até agora. Eles têm palavras para diferentes predadores, eles têm palavras para descrever as características individuais de predadores diferentes, por isso é uma língua muito complexa, que tem muitos elementos", disse Slobodchikoff.

No documentário, os cientistas registraram o primeiro chamado dos cães-da-pradaria "para alertar sobre texugos". É sutil, mas sempre diferente de todas as outras chamadas. Quando o alarme é reproduzido para uma colônia de roedores, eles reagem de forma diferente em relação a quando o aviso é sobre coiotes. Coiotes caçam de surpresa, então os roedores respondem fugindo instantaneamente. Texugos tentam cavar tocas e, quando os cães-da-pradaria são avisados sobre um texugo, ficam vigilantes.

Ao contrário do que a maioria pensa, animais são muito inteligentes.

Fonte: BBC Brasil

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Calor!

Altas temperaturas têm marcado o verão no Rio Grande do Sul, especialmente no primeiro mês de 2010 e que, parece, vão continuar fevereiro adentro... Os meteorologistas (profissão que admiro muito) frequentemente, informam a sensação térmica que acompanha a temperatura. Neste momento, 11h40min, a temperatura, em Porto Alegre, é de 31ºC e a sensação é de 37ºC. Sempre me intrigou a maneira como é calculada a sensação térmica, por isso fui investigar. Tem a ver com a umidade do ar, que, agora, é de 70%. Quanto mais alta a umidade do ar, maior é a sensação de calor. No inverno, para medir a sensação térmica, entra a variável da velocidade do vento. Mas não me perguntem qual é a fórmula nem como se faz o cálculo. Dirijam-se aos meteorologistas!

Sempre apreciei o verão. Sol, calor, praia, luz, cor, pouca roupa... Mas o calor excessivo é desagradável. O consolo reside, ainda, em que detesto o frio!