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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

E a Língua Portuguesa unificada, pra quando é, mesmo?

Reportagem de Zero Hora do dia três de janeiro dá um panorama do andamento do acordo ortográfico nos oito países que adotam a língua portuguesa como idioma oficial. Pois é, a reforma engatinha - só o Brasil aplicou a nova ortografia, que já completa um ano. Nos demais países - Portugal, Cabo Verde, Guine-Bissau, São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique e Timor Leste, a mudança engatinha.

Com o pé no acelerador, o Brasil foi o único a concretizar as medidas para disseminar as novas regras, como a conversão dos livros didáticos, o uso nas escolas e as mudanças na forma de escrever na imprensa. Afora algumas poucas críticas pela rapidez exagerada do lançamento do VOLP (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa), que provocou questionamentos acerca de algumas normas, mencionadas por este blog, na ocasião, a população aceitou perfeitamente a novidade.
Já em Portugal, a população é contrária ao acordo e a implantação, segundo ZH apurou, é vacilante e cheia de indefinições. Somente alguns jornais adotaram a regra unificada. Após anúncio da ministra da Cultura, Maria Gabriela Canavilhas, de que as novas regras passariam a vigorar em 2010, houve recuo e a ministra da Educação, Isabel Alçada, explicou que ainda não é tempo, pois há trabalho a fazer com os diferentes parceiros, para definir a forma de como o acrdo ortográfico será introduzido. Portugal fixou prazo até 2015 para a implantação. A maior dificuldade é que Portugal possui adversários ferrenhos à mudança - 57,3% dos portugueses são contra as novas regras.

Nos demais países, a discussão está ainda mais atrasada. Em novembro, o governo de Cabo Verde anunciou que o acordo entrou em vigor, mas ainda não foram tomadas medidas práticas para a implementação. Angola e Moçambique sequer o ratificaram oficialmente. São Tomé e Príncipe, Guiné Bissau e Timor Leste já aprovaram as mudanças, mas ainda não as implantaram.

Enfim, há resistências históricas. Mas o acordo só terá sentido se todos os países lusófonos o impantarem definitivamente, para que o Português seja reconhecido como idioma oficial da Organização das Nações Unidas (ONU).

Gostaria de uma manifestação de nossos amigos portugueses que frequentam este blog, bem como de nossa querida conterrânea Heloísa Flôres, que mora em Lisboa, sobre o assunto.

3 comentários:

Prof Ms João Paulo de Oliveira disse...

Prezada jornalista Nívia Andres:
Por conta dos ofícios que exerço (Professor e Coordenador Pedagógico) tenho como escopo incorporar, quando me expresso através da linguagem escrita, as novas normas ortográficas... Considero de bom alvitre, para que a nossa amada língua seja reconhecida internacionalmente, com uma escrita unificada, as novas normas ortográficas! Infelizmente encontramos a resistência dos habitantes do reino distante além-mar, que arrogantemente consideram-se "os donos da língua" de Camões e de Machado de Assis... Nossa amada Pátria, que ainda tem palmeiras e sabiás, acertadamente já tomou medidas para tornar um fato a unficação da escrita da nossa língua a partir do ano vindouro de 2012. Por que os demais falantes da língua portugesa, dos reinos distantes além-mar, estão protelando para também agilizarem ações, tornando um fato as novas normas ortográficas?
Até breve...
João Paulo de Oliveira
Diadema-SP

PS - A Senhora lembra quando escrevíamos "planêta", "agôsto" e "êle" desta forma?!...

JORGE LOEFFLER .'. disse...

Boa tarde cara blogueira.
Tenho lido comentários seus no blog do Ruy Gessinger, comentários de excelente conteúdo e de grafia perfeita. Sou um leitor do blog do Ruy já faz algum tempo, pois vivo aqui nesta beira de praia já dez longos anos. Aqui vivo muito feliz de março a dezembro. Desnecessário penso explicar as razões. Como seu texto diz foram impresso milhões de livros didáticos com tal nova grafia. Além-mar a mesma vem sendo ignorada. Penso certos eles e nós vítimas de mais uma bela e grande picaretagem. Que adianta uniformizar a grafia se a Internet já reconhece existir o português e o português brasileiro como idiomas. A uniformização da grafia em nada irá contribuir para uniformizar o uso da língua. Temos no nosso português, o português brasileiro tal como lá no português de Portugal e demais nações vocábulos que são totalmente desconhecidos de um lado e de outro. Aqui mesmo a nossa bergamota, ora pode ser mexerica, a abóbora pode ser jerimum, a mandioca pode ser macaxera e assim vai. Lá igualmente, pois se ouvirmos alguém bradar na rua por um puto, não será o mesmo que aqui, estará bradando por um guri, se alguém convidar outrem para saborear uma punheta nada terá a ver com masturbação, mas sim com um prato preparado com bacalhau e por aí vai.
Cordialmente,

Jorge Loeffler

Prof Ms João Paulo de Oliveira disse...

Caros(as) confrades!
Onde se lê portugesa leia-se portuguesa.
Até breve...
João Paulo de Oliveira
Diadema-SP