Acompanhando Interface Ativa!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Longevidade aumenta. Mortalidade infantil diminui. Violência campeia!

No espaço de dez anos (1998 a 2008), os brasileiros ganharam mais três anos, dois meses e 12 dias de vida. É o que noticia o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ao constatar que a esperança de vida no país saltou de 69,6 anos para 72,8 anos. O ganho foi de três meses de vida entre 2007 e 2008. Em 1970, a expectativa de vida do brasileiro era de 57 anos.

A pesquisa mostrou que as mulheres continuam vivendo mais. Elas agora chegam a 76,7 anos; os homens vivem, em média, até 69,1 anos.

Também houve progresso considerável na queda do índice de mortalidade infantil: 30% entre 1998 e 2008. Dados mais abrangentes, comparando os índices de 1970 com os alcançados em 2008 mostraram uma diminuição de 100 para 23 óbitos por mil nascidos vivos.

Porém essas vitórias esbarram no índice relativo a mortes causadas por violência (homicídios e acidentes de trânsito) que é responsável por 288 óbitos diários (241 deles são de homens). Nos últimos dez anos, o número de mortes violentas na faixa de 15 a 39 anos foi quase tão grande (676.316) quanto o de falecimento por causas naturais (763.821). Quase a metade dessas pessoas (306.019) tinha entre 15 e 24 anos.

O ponto mais importante é que continuamos aumentando a nossa longevidade. Mas, ao mesmo tempo, vemos que a população está padecendo de enfermidade crônica: a violência. É lamentável que tantas pessoas percam a vida em idade produtiva — disse Juarez de Castro Oliveira, gerente de estudos e análises da dinâmica demográfica do IBGE.

Aumento da longevidade implica em melhoria da qualidade de vida, assim como a queda dos índices da mortalidade infantil, mas a violência que ceifa vidas é inaceitável - são índices de mortalidade de guerra. E notem que nenhuma política pública tem surtido efeito para amenizar essa realidade. As guerras do tráfico e do tráfego continuam, impávidas, sem que providência mais enérgica seja tomada.

Fonte: O Globo

Nenhum comentário: