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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Acaba um, vem outro...

"Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, o que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para diante vai ser diferente."

*Carlos Drummond de Andrade, citado por Ana Célia de Freitas em comentário ao texto Reflexos e reflexões, no blog de Edward de Souza

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Reflexos e reflexões*

Chega o fim do ano. Natal. E logo, o começo de um novo ano na vida de todos nós. Entre o fim de um e o início de outro, uma pausa saudável para reflexão. Uma parada estratégica, simbólica, enfim, um exercício de logística existencial, para um acerto com os ponteiros da vida.

Valeu a pena todo o esforço?

Você não trabalhou muito mais do que deveria?

Não dedicou demasiado tempo (precioso tempo!) a causas externas, que em nada têm a ver com o seu bem-estar interior?

Como anda a sua auto-estima?

Como? Você não consegue parar, nem para refletir, mesmo que por um instante?

Ei! Sente! Encontre uma posição confortável para meditar.

Relaxe por alguns minutos. Tente visualizar o seu reflexo, com os olhos fechados. Tente observar o seu equilíbrio em movimento. Controle a sua respiração. Busque sintonizar-se harmonicamente com o espaço circundante, mesmo que haja barulho e ruído. Instale o silêncio, aquele que vem de dentro. Cubra de luz o seu reflexo e viaje.

Viaje. Uma jornada para o interior da alma. Para aquele lugar tão profundo e submerso que você teima em manter com a porta fechada.

E daí, medite... Refaça a sua trajetória até agora. Enxergue o que foi bom. Armazene. Descubra o que foi ruim. Descarte ou recupere, se houver como. Tente compreender o que ainda não faz sentido. Se não puder, esqueça, ou procure ajuda para entender o que parece insólito e sem finalidade. Sempre há um propósito...Seja generoso, até com aqueles que te fizeram sofrer, porque eles foram o exercício drástico e definitivo para que pudesses transformar a tua dor em pérolas. O sofrimento nos recompõe como seres humanos e nos faz crescer.

Continue, num lento e leve caminhar, sem que se possa sentir os teus passos para dentro de ti mesmo. E aí, aí mesmo, embaixo dessa árvore verde, fresca, silenciosa e luzidia, como num suave amanhecer, deite na relva e descanse.

Crie, no repouso, o que você quer que aconteça no ano que vem chegando. Planeje, cuidadosamente, os passos e ouça a voz do coração, aquela que nunca está errada.

Inicie a transformação, despindo a casca que você criou, ao longo de todos esses anos acumulando ressentimento, mágoa, solidão, desamor, insegurança, isolamento, preconceito, descrença. Deixe-se envolver por uma nova pele, resplandecente, diáfana, cristalina, palpitante...

Levante, num lento e leve caminhar e retorne para a vida. Vista o seu reflexo, ainda pleno de reflexões e acredite. Desate os nós, estenda as mãos, abra os braços. Conquiste. Compartilhe. Divida. Ampare. Ouse. Ame. Lute. Viva!

Espero que você tenha passado um bom Natal e desejo um Ano Novo cheio de oportunidades. Entre um e outro, dê um tempo para a sua alma respirar...

Lembre que, todos os dias, a flor da VIDA renasce, mesmo no meio de tanta adversidade. Cuide-a, com amor, para que o seu perfume inebrie a todos e, quando as pétalas se desprenderem e voarem com o vento, tenha a certeza de que a doce fragrância espalhada não terá fim...

* Minha crônica publicada hoje, no Blog de Edward de Souza - http://artigosedwardsouza.blogspot.com

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

A transparência como um valor

César Maia discute hoje, em seu ex-blog, trechos do artigo de Joan Subiratis, diretor do Instituto de Governo e Políticas Públicas da UAB, publicado no jornal El País, em 22 de dezembro. Na Espanha e em outros países da Europa crescem o desencanto, a desconfiança e o descrédito popular para com os governos e a política, mercê dos escândalos pessoais e da corrupção, que campeia solta, tal qual no Brasil. Os ditos civilizados e desenvolvidos também protagonizam vilanias em grande estilo...talvez, apenas, com uma diferença - a impunidade não sobrevive por muito tempo.

Alguns tópicos do artigo:

1. Começa a se tornar “lugar comum” falar da distância entre as instituições e os cidadãos ou a desconfiança generalizada das pessoas sobre a forma de proceder daqueles que nos governam e representam. São necessários mais mecanismos para controlar os políticos. Em um ano, dobrou o número de espanhóis que dizem que um dos principais problemas do país são os políticos. O gotejamento de escândalos que vinculam poder político e corrupção não ajudam a melhorar o sentimento negativo. Mas são escassas as propostas que vão para além de recomendações éticas.

2. Por outro lado, o crescente afastamento da política institucional por boa parte dos cidadãos, contrasta com o aumento de atividades participativas em esferas que não são diretamente político-institucionais, mas fortemente ligadas a políticas específicas (solidariedade, cooperação, redes de intercâmbio). Os partidos sofrem perdas significativas de confiança, mas aparecem novas formas de grupos e coligações que promovem aqui e ali iniciativas de significado coletivo.

3. Perde pontos a participação política centrada somente na direção eleitoral, enquanto aumenta o grosso de outras formas de participação. É mais fácil que a ação da cidadania se desloque para o controle e a fiscalização, dadas as dificuldades de se identificar e intervir em uma política oficial e formal, sentida como alheia. A transparência surge como um valor que permite, pelo menos, que todos nós possamos saber o que acontece e, portanto, agir de uma maneira ou de outra. A transparência é um valor fundamental e relativamente despolitizado. Através da transparência é possível vigiar um poder que tende a ser autista e enviesado, politizando assim a desconfiança que isso gera.

4. Precisamos que, por exemplo, os contratos públicos, as mudanças no planejamento de capacitação, os estudos e relatórios encomendados pelas administrações, possam ser vistos por qualquer pessoa, de maneira fácil, de qualquer computador. Sem substituir os mecanismos reguladores e de controle já existentes em nosso sistema, poderemos contar com a capacidade de vigilância e monitoramento permanente de qualquer interessado pelos assuntos e decisões públicas.

A transparência nos atos da gestão pública é um princípio elementar e o primeiro a não ser cumprido pelos gestores que, ao ascenderem ao cargo apropriam-se do poder, tornando-se soberanos absolutistas, esquecendo que são apenas representantes da sociedade e sob suas rédeas devem governar. Rédeas? Mas que rédeas? Somos um povo inerte, frouxo, interessado apenas nos favores que o governo se compraz em oferecer...Uma esmolinha lá, um presentinho aqui e tá tudo dominado! Desta maneira vamos levar mais 500 anos para tornar concreto o princípio da transparência nos atos da gestão pública.

Fonte: ex-blog do César Maia

Retornando...

Após alguns dias de folga - condição elementar para reflexões e ajustes, retorno a postar, procurando ser um pouco mais objetiva e determinada em minhas opiniões, o que não significa que vá mudar radicalmente a abordagem dos temas que me sensibilizam e costumo discutir. Cada um tem seu estilo e suas referências. Não me afasto um milímetro daquilo em que acredito e defendo.

Então, vamos em frente. Deixa rolar...

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

É arte? Acho que não...

Ontem, Ruy Gessinger escreveu, em seu blog, que "ser sem-vergonha é uma arte", referindo-se, certamente, àqueles políticos malandros que, ao longo do tempo, hipnotizam seus eleitores, submetendo-os a uma lavagem cerebral que não permite que se livrem do "efeito manada"... Belo texto, inclusive sugeriu um fim original para os malandros - a rocha Tarpeia - suplício dos falcatrueiros romanos de antanho...

Concordei em quase tudo com o brilhante blogueiro, menos na afirmação de que "ser sem-vergonha é uma arte"", e enviei-lhe minha discordância:

"Permita-me, humildemente, discordar de sua afirmação. Não creio que ser sem-vergonha seja uma arte, antes é um defeito de caráter para o qual não há conserto. No caso dos políticos, então, a deformação adquire ares de epidemia, contaminando, sistematicamente, seus eleitores que, por muitos anos, por razões diversas, ficam privados de algumas faculdades mentais relevantes, do tipo percepção, sensibilidade e discernimento. Há cura para os viventes, porém o ciclo da moléstia é longo e percorre diversos estágios, até a recuperação, que se dá por choque de realidade, através de provas abundantes. Advirto, entretanto, que alguns tolos jamais irão curar-se. Livram-se de um parasita mas são atacados por outro, que está de butuca, na moita. E a fila é longa…Esta parece ser a maleita do eleitor - tão sem-vergonha quanto o eleito."

A escolha


Nani

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Bendito aquele que semeia livros...

A tarefa de esquadrinhar a internet em busca de assuntos que interessem os nossos leitores é muito produtiva. Principalmente quando descobrimos alguns empreendimentos de sucesso que facilmente poderiam ser adaptados a nossa realidade, resguardadas as proporções e os recursos disponíveis. Falo, especificamente, das bibliotecas públicas. Encontrei no site da BBCBrasil o depoimento de um brasileiro que mora em Londres, a respeito das bibliotecas públicas que existem na capital da Inglaterra, que me surpreendeu e o divido com vocês, deixando-o como sugestão aos gestores municipais, diretores de escolas e administradores de entidades. Democratizar o acesso à leitura é um dos melhores legados que um gestor público pode deixar para a sua comunidade.

Daniel Gallas conta que seus hábitos de consumo mudaram muito desde que passou a morar em Londres, pois praticamente parou de comprar livros. Em 2009 só comprou dois, mas leu muitos, - de clássicos a lançamentos recentes. Ele explica: "O motivo disso são as excelentes bibliotecas públicas de Londres. É difícil achar defeitos nas bibliotecas daqui. Os catálogos são atualizadíssimos, quase sempre com várias cópias dos últimos lançamentos do mercado. Os prazos são flexíveis (três semanas por livro), com multas baixas e possibilidade de renovação pela internet.

Caso você não encontre um livro na sua biblioteca, mas que está disponível em outra do mesmo bairro, é possível encomendá-lo via internet para que ele seja retirado na biblioteca mais próxima da sua casa. Eu, que moro na fronteira de dois bairros de Londres - Lambeth e Southwark -, ainda tenho a vantagem de poder explorar os catálogos dos dois bairros.

Isso sem falar no vasto catálogo de CDs e DVDs, que são alugados a baixos preços. Isso explica por que há tão poucas locadoras de filmes em Londres. É impossível competir com a biblioteca pública."

Além disso, ele conta que as bibliotecas se esforçam para unir pessoas através de interesses comuns na comunidade: "Há mais de um ano, minha esposa e eu estamos frequentando um grupo de leitores de quadrinhos. Nunca fui um grande fã das "graphic novels", mas confesso que graças ao grupo conheci vários quadrinhos com qualidade superior a de muitos livros da literatura clássica, como a série Love & Rockets, dos irmãos Hernandez." E o mais interessante, foi frequentando o grupo de quadrinhos que ele viveu uma inusitada experiência de participação política nas decisões da comunidade, fazendo valer a sua voz quando os administradores resolveram encerrar as atividades do grupo de quadrinhos por medida de economia, para não pagar horas extras ao funcionário que organizava os encontros, realizados à noite. O grupo protestou e o serviço foi mantido.

Daniel conclui o seu depoimento: "Fiquei pensando que algumas experiências da Grã-Bretanha eu gostaria muito de poder exportar para o Brasil. Uma delas é o acesso gratuito ou com baixo preço a livros, discos e filmes para todos - tudo com dinheiro público. A outra é a de ter a minha voz ouvida nas decisões da comunidade, por menores e mais irrelevantes que elas possam parecer para os demais."

Pois bem, é uma ideia excelente e não vejo maiores problemas em adotá-la. Santiago possui uma biblioteca pública instalada no Edifício Melvin Jones, de razoável acervo. Creio que seria necessário promovê-la mais. Há santiaguenses que não a conhecem. Quando eu trabalhava no CES, emprestava muitos livros para minha adorável colega Telma, funcionária do SPC, uma frequentadora assídua da Biblioteca Pública. Lembro que ela elogiava muito o atendimento e a qualidade das obras lá encontradas. Quem sabe uma boa campanha para divulgar o local e uma chamada para que a comunidade doe mais livros?

Quero crer que seria um maravilhoso presente de Natal para Santiago e sua gente. Vou fazer a minha doação logo antes do Natal...

domingo, 13 de dezembro de 2009

É ou não é?

Ruth de Aquino é diretora da sucursal da revista Época no Rio de Janeiro. Fala claro e fala tudo. Então, à leitura:

"O presidente Lula é hoje um mestre do marketing e da oportunidade. Não foi sempre assim. O país – que lhe garante mais de 80% de popularidade – sentirá saudades de suas tiradas surpreendentes. Já imaginaram as manchetes com Dilma ou Serra?
Nesta semana, Lula “se revoltou” contra a corrupção. Só agora, no fim de dois mandatos, deseja transformar a corrupção em “crime hediondo”. No Nordeste, em comício, prometeu saneamento básico para “tirar o povo da ‘merda’”.

Em discurso em Brasília, desejou um Natal fornido de panetones. Todo mundo riu. Eu também. O palavrão não me chocou. Quem já esteve em favelas urbanas e nos rincões remotos do país sabe que é essa a realidade de quem vive sem esgoto e dorme com os filhos ao lado de valões abertos.
Um presidente poderia usar outra palavra, em respeito à liturgia do cargo, mas Lula se lixa para isso. Sem defender o uso público de palavras chulas, diria que a declaração do presidente não falseia a vida real.
É uma imagem crua, sem manipulação digital ou reticências, à maneira desabrida de Lula. O povo precisa mesmo de saneamento básico para viver com um mínimo de dignidade e saúde no século XXI.
Mas Brasília não pode ser esquecida. Seria uma injustiça. O Congresso e os partidos políticos, incluindo o PT, também precisam de saneamento básico. O ano de 2009 está fechando com chave de cadeia.
Os vídeos de José Roberto Arruda e sua corte exalam um odor semelhante ao dos lugares desassistidos pelo poder público. Os escândalos são insidiosos e malcheirosos: se não há mão forte contra a corrupção, se existe condescendência com mensaleiros... se assim é hoje, assim será no ano que vem e nos outros anos, não importa quem passe a ocupar o Palácio do Planalto.
Os bobos da corte seríamos nós se acreditássemos nesse baboseirol de “corrupção hedionda”. Rolam no Congresso há vários anos quatro projetos de lei da oposição para transformar a corrupção ativa e passiva em “crime hediondo”. Lula apenas os requentou com seu senso de oportunidade, para aplacar a indignação do eleitorado. É uma proposta inócua e demagógica, não importa de quem venha.
Crime hediondo não é o crime com requintes de crueldade. Mas o mais revoltante, o que provoca maior aversão na comunidade, o mais reprovado pelo Estado.
Em estado puro de dicionário, “hediondo” significa ato repugnante, imundo e sórdido. De que adianta a corrupção ser considerada crime hediondo se os políticos culpados continuarem soltos, gozando de seus privilégios?
Um exemplo de como a nomenclatura não funciona é o caso do jornalista Pimenta Neves, ex-diretor de jornal, condenado a 18 anos por homicídio duplamente qualificado, crime hediondo. Ele matou em agosto de 2000 a ex-namorada e também jornalista Sandra Gomide com um tiro pelas costas e outro no ouvido esquerdo. E, apesar de réu confesso, ficou apenas sete meses na prisão.
Se Pimenta Neves tem direito a viver em liberdade, o que aconteceria com políticos, prefeitos e governadores corruptos? Nada, nada... e nada.
Se o objetivo é combater a sensação de impunidade no Brasil, urge mudar os critérios de nossa Justiça. Direito à progressão de regime e direito a recorrer em liberdade até se esgotarem todas as instâncias – para condenados por crimes hediondos? O Supremo Tribunal Federal precisa revisar essa tolerância extrema e nociva.
“A punição tem de ser para o corrupto e para o corruptor. Ainda vai sair muita manchete com casos de corrupção. Prefiro que saia muita manchete do que não sair nada, e a gente estar sendo roubado e não sabe”, disse Lula.
Concordo com o rigor do presidente. Pena que o Supremo prefira, às vezes, que não saia nada. Em votação na quinta-feira, o STF manteve a censura prévia a O Estado de S. Paulo.
Desde julho, o jornal está proibido de publicar reportagens sobre as empresas de Fernando Sarney, filho do presidente do Senado. Os juízes decidiram que o caso será julgado na terra natal dos Sarneys, o Maranhão – exatamente onde Lula prometeu “tirar o povo da ‘merda’”.
Precisamos muito de saneamento básico, presidente."

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Todo mundo fala...

...mas um presidente da república não pode falar palavrão. Ainda mais em público. O fato lamentável aconteceu no Maranhão. Luiz Inácio, o presidente que não quer ser lembrado como engomadinho, faz tudo para mostrar que é um homem do povo, avesso às regras que o cargo de primeiro mandatário da nação impõe. Pois bem, em São Luiz, foi assinar contratos do programa Minha Casa, Minha Vida. Tinha microfone e plateia. E resolveu, mais uma vez, extrapolar os limites da linguagem protocolar (escusado dizer que a chula parece ter a sua preferência, mas deveria reservá-la para o recôndito do lar, entre quatro paredes e sem câmeras...)

Caprichando na oratória, disse que, ao celebrar convênios, não tem olhos para o partido do prefeito. Não quer saber se é do ‘PSDB’, do ‘PFL’ ou do ‘PT’. E arrematou, brilhantemente: Eu quero saber se o povo tá na merda e eu quero tirar o povo da merda em que ele se encontra. Esse é o dado concreto.

O dado concreto é que o presidente Lula, grande comunicador, falou um palavrão em discurso público, para plateia composta, eminentemente, de gente simples, beneficiária da obra que ele estava contratando. Se quis aproximar-se ainda mais do povo, utilizando palavra grosseira, usada tradicionalmente em xingamentos, errou. E errou feio. Aliás, afastou-se de seus admiradores ao prestar-se em rebaixar o cargo para o qual foi eleito. Presidente da república é referência, é exemplo. Tem que dignificar o seu mandato, em atitudes, ações e comportamento. Lula portou-se com um guri desbocado. Tenho certeza de que, se sua mãe estivesse presente, diria: Vá lavar essa boca suja com sabão, menino!

Luiz Inácio sabe que falou bobagem e remendou, tentando igualar-se à mídia, inclemente, por certo, para com o seu escorregão linguístico: Os comentaristas dos grandes jornais vão dizer que o Lula falou um palavrão. E encerrou o assunto: Eu tenho consciência que eles falam mais palavrão do que eu todo dia. Só esqueceu de um detalhe: Presidente não pode!

Assim, Lula acaba de incorporar mais um desqualificativo à sua memória pública: a palavra merda. Alinhada a outros costumes, nada ortodoxos, tipo, ler jornais dá indigestão, leitura cansa e estudar não é necessário... Ah, e não dá pra esquecer do sifu, de triste lembrança!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Nova diretoria do CES


Eleita ontem a nova diretoria do Centro Empresarial de Santiago, que é integrada por gestores de capacidade excepcional, muitas vezes testada, já que quase todos administraram a entidade, tornando-a um referencial de qualidade no estado. Fazem parte da nova administração do CES:
Diretor-Presidente - Elton Doeler
Diretora Vice-Presidente - Elaine Manzoni Minozzo
Diretor-Presidente da CDL - Claudio Antonio Colpo
Diretor Vice-Presidente da CDL - Cleide Irion Fumaco
Diretor-Presidente SINDILOJAS - Zalmir Francisco Fava
Diretor Vice-Presidente SINDILOJAS - Luiz Antonio da Rosa Alves
Diretor-Presidente da ACIS - José Oli M. Tier
Diretor Vice-Presidente da ACIS - Vander Guasso
Diretor Financeiro - Aldacir Callegaro
Diretor de Comércio - José Atílio Tamiosso
Diretor de Indústria - Eduardo Campanher
Diretor de Serviços - Leonel Lopes
Diretor de Esporte, Cultura e Lazer - Herotides Muhlen
Diretor dos Jovens Empresários - Bruno Gavioli
Diretora da Qualidade - Geni Bordin
Diretora Social - Divani Nemitz de Oliveira
Diretores Jurídicos - Marcelo Pena Noronha e Silvio Tusi Júnior
Conselho Fiscal CDL - Celso Gavioli e Luis Brandão
Conselho Fiscal SINDILOJAS - Ivori Antonio Guasso e Marcio Tusi
Conselho Fiscal ACIS - Paulo Nicola e Luis A. Martins

Nelson Abreu


Está lutando pela vida o nosso querido amigo vereador Nelson Abreu. Sua trajetória o define como um lutador, sempre pronto a engajar-se, com desprendimento e paixão, na defesa das causas que movem a comunidade santiaguense. Há de sair vitorioso, mais uma vez!
Aí está o bolo da comemoração! Hoje o Blog de Edward de Souza completa 100 mil acessos em menos de um ano de atividade! Fico extremamente feliz em participar da festa, como colaboradora que sou deste espaço que tantas alegrias e boas discussões tem proporcionado a todos que, diariamente, trocam ideias e opiniões.

Vejam só a alegria da comemoração!
http://artigosedwardsouza.blogspot.com

domingo, 6 de dezembro de 2009

E aí? II

O Grêmio não venceu, mas alguém pode dizer que entregou o jogo? Os meninos fizeram uma bela partida e a dignidade está mantida.

E aí?

É o imponderável, amigos! Dá-lhe, Imortal Tricolor! Grêmio, 1 x 0!

Dá-lhe, Imortal Tricolor!

Em instantes começa o jogo Flamengo e Grêmio, que vai definir o campeonato nacional de futebol. Apesar das ridículas súplicas da torcida para que o Grêmio entregue o jogo, para evitar que o tradicional adversário, Internacional, possa ficar com o título, isso é impossível. Mesmo com o time composto por reservas, esses meninos vão mostrar o que é jogar com a alma do imortal tricolor. Dá-lhe, Grêmio!

sábado, 5 de dezembro de 2009

Fato relevante

Levantamento da Associação de Magistrados Brasileiros (AMB) revela que, das ações contra autoridades no Superior Tribunal de Justiça (STJ), 40% prescrevem ou caem no limbo do Judiciário.

No Supremo Tribunal Federal (STF), o percentual é de 45%. As condenações de autoridades são apenas 1% no STJ - muitas convertidas em penas pecuniárias irrisórias - e inexistem no STF. Desde que foi criada, há 17 anos, a Lei de Improbidade Administrativa condenou 1.605 pessoas.

Para juízes, cientistas políticos, psicólogos e procuradores ouvidos pelo jornal O Globo, punir corruptos é o caminho para concluir a democratização brasileira, que trouxe o aumento da fiscalização da gestão pública.
Fonte: O Globo

Diferenças

Acho que os gaúchos são diferentes, mesmo. Pelo menos no quesito solidariedade humana, sei que são. Nas recentes inclemências do clima que arrasaram a geografia sulina em diversos pontos, varada até por tornados, não vi nem ouvi notícia sobre qualquer oferta dos estados coirmãos. Comida, agasalho ou simples palavra de conforto. Nada.

Ao contrário, os catarinas e os nordestinos, quando enfrentaram a água arrasante em anos anteriores, receberam comboios de solidariedade dos gaúchos e não foram só de palavras. Já sei! Nossos braços são mais longos; nossas mãos, mais abertas. É isso.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A dança dos mensalões

As cenas que temos assistido nos últimos dias, somadas às práticas anteriores, de igual e premeditada vilania, são demolidoras da confiança de qualquer pessoa na política. Nos surpreendemos novamente, depois de acreditarmos que nada mais nos espantaria. Completou-se o círculo dos escândalos. Todos os partidos têm o seu mensalão - maior ou menor a cifra, são todos, absurda e tristemente, iguais. Tão iguais, comenta a jornalista Míriam Leitão, em artigo para O Globo "que já se pode dizer que existe uma tecnologia conhecida, causas identificadas e um caminho previsível da corrupção no Brasil. Se há um padrão, pode-se ter uma metodologia de combate ao crime." Aí está o cerne do problema. O padrão está identificado, o antídoto pode ser criado, mas há interesse em frear o crime? A corrupção está de tal modo entranhada na política e nos políticos que não vejo, pelo menos a curto prazo, fórmula eficiente para combater a venalidade que se assenhorou do país.

O modus operandi básico dos mensalões é o mesmo - o dinheiro ilegal é alimentado por empresas fornecedoras do governo ou de estatais, facilidade possibilitada pela falta de transparência existente nos contratos e, é claro, uma rede de operadores criminosos, dispostos a tudo, em troca de favores, dinheiro e poder. Alguns especialistas acham que o remédio é aumentar o acesso da sociedade às informações e que os órgãos de controle sejam fiscalizados por ONGs, associações profissionais e empresariais e da imprensa. Concordo. Mas outras medidas são urgentes e cabe ao governo implementá-las, o que nem de longe se vislumbra vontade. O governo parece mais interssado em tirar poderes do TCU que, mal ou bem, tem exercido algum poder fiscalizador, embora frouxo e demorado.

Claudio Abramo, diretor executivo da ONG Transparência Brasil, acha que uma das causas já identificadas dos desvios é o excesso de cargos em comissão e a ocupação da máquina pública por estes nomeados, na maioria despreparados, ainda que não haja garantia de que isso não ocorra com servidores de carreira.

Fabiano Angélico, jornalista e coordenador de projetos da Transparência Brasil, explicou que no país o número dos cargos que o presidente pode distribuir é desproporcional ao que acontece em outros países: "O presidente americano nomeia pessoas para 900 cargos. No Brasil, o presidente nomeia mais de 60 mil cargos. É uma verdadeira usina de corrupção.

Nos Estados Unidos, a pessoa indicada é investigada antes de ser confirmada. Na montagem do governo Obama houve casos de pessoas que não puderam ser nomeadas por dúvidas quanto ao seu passado." Lembram que alguns políticos nomeados por Obama renunciaram assim que foi levantado algum óbice sobre sua reputação, até mesmo por contas pessoais impagas? Para Fabiano Angélico, "deveria haver mais ONGs especializadas em combate à corrupção, e a imprensa deveria tratar menos da briga política e mais de como combater o crime".

O atual escândalo patrocinado pelo DEM é mais corrosivo porque é possível ver as cenas, explícitas, mas não há mensalão melhor ou menor. Todos são inaceitáveis. No federal, há 39 denunciados e ele movimentou pelo menos R$ 55 milhões. No do PSDB de Minas Gerais saíram das empresas públicas R$ 3,5 milhões e houve empréstimos de R$ 11 milhões feitos por Marcos Valério no Banco Rural para irrigar o sistema. O mesmo esquema com o mesmo personagem e no mesmo banco ocorreu no mensalão do governo Lula. No mensalão do DEM, o país está vendo uma quantidade de cenas de corrupção através dos vídeos gravados por Durval Barbosa. No federal, houve também uma farta distribuição de recursos em quartos de hotéis ou na boca do caixa. Estava tudo na contabilidade da diretora financeira do SMP&B ou nos registros do Banco Rural. Só não foi visto.

No federal, o país foi informado do dinheiro na cueca do assessor do deputado estadual José Nobre Guimarães, irmão do então presidente do PT; mas agora, o país viu o dinheiro abarrotando os bolsos e as meias do presidente da Câmara Distrital, Leonardo Prudente. E a cueca voltou a aparecer como depósito, nada original, mas de igual modo, deprimente.

Essa trágica sequência confirma a impressão de que política é assim mesmo: de que isso é feito “sistematicamente” neste país, onde a corrupção já é fato banal, corriqueiro, cotidiano.

Certamente a causa da repetição dos mesmos crimes é a falta de punição, a quase certeza da impunidade. No Peru, o homem de confiança de Alberto Fujimori gravou a si mesmo distribuindo dinheiro para os deputados. O governo caiu, Fujimori fugiu, Vladimiro Montesinos está preso e agora Fujimori foi condenado. O Peru criou regras de mais transparência e um judiciário especializado em crimes de corrupção. Os escândalos vão acontecendo, em camadas, se sobrepondo. Diante de um novo caso se esquece o anterior e o povo que se exploda.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Longevidade aumenta. Mortalidade infantil diminui. Violência campeia!

No espaço de dez anos (1998 a 2008), os brasileiros ganharam mais três anos, dois meses e 12 dias de vida. É o que noticia o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ao constatar que a esperança de vida no país saltou de 69,6 anos para 72,8 anos. O ganho foi de três meses de vida entre 2007 e 2008. Em 1970, a expectativa de vida do brasileiro era de 57 anos.

A pesquisa mostrou que as mulheres continuam vivendo mais. Elas agora chegam a 76,7 anos; os homens vivem, em média, até 69,1 anos.

Também houve progresso considerável na queda do índice de mortalidade infantil: 30% entre 1998 e 2008. Dados mais abrangentes, comparando os índices de 1970 com os alcançados em 2008 mostraram uma diminuição de 100 para 23 óbitos por mil nascidos vivos.

Porém essas vitórias esbarram no índice relativo a mortes causadas por violência (homicídios e acidentes de trânsito) que é responsável por 288 óbitos diários (241 deles são de homens). Nos últimos dez anos, o número de mortes violentas na faixa de 15 a 39 anos foi quase tão grande (676.316) quanto o de falecimento por causas naturais (763.821). Quase a metade dessas pessoas (306.019) tinha entre 15 e 24 anos.

O ponto mais importante é que continuamos aumentando a nossa longevidade. Mas, ao mesmo tempo, vemos que a população está padecendo de enfermidade crônica: a violência. É lamentável que tantas pessoas percam a vida em idade produtiva — disse Juarez de Castro Oliveira, gerente de estudos e análises da dinâmica demográfica do IBGE.

Aumento da longevidade implica em melhoria da qualidade de vida, assim como a queda dos índices da mortalidade infantil, mas a violência que ceifa vidas é inaceitável - são índices de mortalidade de guerra. E notem que nenhuma política pública tem surtido efeito para amenizar essa realidade. As guerras do tráfico e do tráfego continuam, impávidas, sem que providência mais enérgica seja tomada.

Fonte: O Globo

Notas interessantes ao apagar das luzes


Raramente falo de futebol no blog, embora goste muito do esporte. Todos sabem que sou gremista e faço parte de uma família deveras gremista. Essa historia eu já contei aqui - rendeu boas risadas e algumas lágrimas de emoção. Quem quiser conhecê-la pode acessar a postagem de 4 de abril passado

Pois bem, acho que a situação criada nesta surpreendentemente delirante e derradeira fase do Campeonato Brasileiro merece algumas considerações. O Grêmio, por circunstâncias conhecidas, não vai ser campeão e nem vai classificar-se para a próxima Libertadores da América, mercê de diversos equívocos nas decisões de sua diretoria ao longo do ano, que incapacitaram o time e inviabilizaram que houvesse uma equipe segura e eficiente dentro de campo, principalmente nos jogos fora de casa. Isso não é incrível? Em casa não perdemos. Estamos invictos há mais de um ano. Já fora, só empatamos uma e perdemos todas as outras. Merece uma tese.

Meu intuito não é comentar a performance do Grêmio. Para isso existem os especialistas. Acontece que os resultados da penúltima rodada do Brasileirão, no domingo passado, criaram uma situação inusitada e atiçaram ainda mais uma rivalidade centenária - o Internacional poderá ser campeão se o Grêmio ganhar do Flamengo! São Paulo, Palmeiras e Cruzeiro também aguardam, desesperados, os resultados paralelos, que podem alterar a situação e também dar-lhes a possibilidade de sagrarem-se campeões, mas o resultado depende do Grêmio. O time azul da cor do céu é o x da questão! Está nos pés ou na cabeça de seus jogadores a decisão.

É só do que se fala na imprensa. Querem polêmica, desejam sangue, antecipam mortes. Eu, ao contrário, sou da paz e encaro o imbróglio com muita tranquilidade e bom humor. Desde antes do jogo do Grêmio com o Palmeiras venho trocando ideias com alguns colorados, especificamente no blog de Ruy Gessinger. A historia começou em 18 de novembro, quando o Ruy postou "GAÚCHOS: SERÁ QUE SOMOS MEIO LESOS?". Ei-la:

"Há muito tempo sei que há gremistas que não torcem para o Grêmio. Seu nirvana, sua satisfação é torcer contra o Inter. Não lhes importa a vitória do Grêmio, salvo se puderem provocar um colorado. Também há colorados cujo único prazer é secar Grêmio. Quando nos sagramos os únicos campeões mundiais Fifa, o prazer dos colorados, como o meu agora, é desdenhar aquela copa Toyota ganha pelos rapazes de calçõezinhos curtinhos que jogaram contra aqueles alemães bêbados. Mas isso foi no século passado e não é do meu tempo.

O gaúcho que vai às praias do Rio ou do Nordeste, leva a cuia de chimarrão para mostrar que é gaúcho. Só para isso, pois não tem graça nenhuma tomar aquele troço quente no sol escaldante quando tem coisa melhor na volta.

Agora os gremistas querem que o Grêmio perca para o Palmeiras. Pode? Querem passar recibo de ”espertinhos”. Mas o Colorado fez pior. Já botou os reservas contra não sei quem, de propósito para ralar o Grêmio.
...
Mas foi meu filho Armando que me pintou bem o quadro da nossa situação:

"Um paulista, viajando apertado na lotação, viu um cara numa estonteante Kyron e pensou: vou me matar fazendo serão e um dia terei uma Kyron usada”.

"Um catarina viajava num ônibus todo estourado e viu um cara passar numa Mercedes. Pensou: vou me matar alugando minha casa para os argentinos mas um dia terei uma Mercedes, nem que seja roubada”.

"Um gaúcho viajava na free-way engarrafada numa kombi super velha, amontoado com mais trabalhadores e pensou, ao ver um cara numa Porsche reluzente: um dia esse grão-puto vai andar numa kombi como eu…"

A provocação teve resposta. Primeiro manifestou-se o comentarista Wild Horse:

"Pois é Ruy … muito engraçado este teu artigo! Ri muito, logo que o li. É a tal RELATIVIDADE, não a do Einstein, que é muito pior e que resultou nessa porcaria de bomba atômica, para quem ainda não sabe!

Ocorre que uns nivelam por cima, … outros por baixo, mas tudo é nivel.

Eu também não entendo esse sentimento, infelizmente dominante entre gremistas e colorados. Acho que sou uma excessão pois SEMPRE torço para o Grêmio, quando não joga com o Inter, é claro - principalmente agora no jogo de hoje contra o Palmeiras.

Dá-lhe Grêmio, dá-lhe Inter! Paulistas e mineiros, hoje à noite vocês irão andar de Kombi velha!!! "

Logo após, eu respondi ao Wild Horse:

"Pois então, Senhor Wild Horse, nós, gremistas, cumprimos exemplarmente a tarefa de tentar classificar o Internacional para a Libertadores 2010. Veja só, até por bondade e gentileza de coirmão, fornecemos um duplo bônus, afastando dois jogadores brigões, que não amam o seu time, acabando com qualquer perspectiva do “Parmera”. Agora, cabe ao Inter não amarelar (e não usar aquela camisa dourada, por sinal, horrorosa, que dá um azar fenomenal!), vencendo o Atlético Mineiro, que vamos continuar ajudando, no que nos compete, ou seja, para auxiliar o irmãozinho vermelho vamos ganhar do Flamengo, na casa do adversário, obra descomunal, diga=se de passagem, para um time que não ganha fora de casa. Será o nosso presente de Natal aos colorados, com amor!

Outra coisa, amigo Wild, o Grêmio não amarela para prejudicar o Inter. Imortal Tricolor, embora vocês não acreditem, tem palavra, sangue e fé. Não age como o irmãozinho que, no ano passado, colocou reservas contra o São Paulo e perdeu, vergonhosamente, só para prejudicar o Grêmio. Coisa feia, Seu Horse! Atitude de timinho!"

Uma delícia essa troca de amabilidades futebolísticas! No domingo, 29, o Ruy deu continuidade à brincadeira, na "CARTA A MÁRIO SÉRGIO E FERNANDO CARVALHO"

"Oi, Mário Sérgio, vulgo Filé ou Vesguinho! Claro que tu te lembras de mim. Logo que largaste ( ou como dizem os catarinas, largasses) o futebol, joguei contra ti no campo da Associação Catarinense de Magistrados, ali na Praia da Cachoeira do Bom Jesus, em Floripa. Tu, como sempre, olhavas para um lado e largavas a bola para outro, até que te dei um carrinho, que resultou num carro te levando para o ambulatório.

Oi Fernando Carvalho, colega e bom amigo.

Seguinte: peço, em nome da torcida da Vila Manoel de Freitas, Unistalda, composta por 24 colorados que eu virei do Grêmio, dando uma ovelha para cada um, que prestem bem atenção.

a) O nosso valoroso Grêmio vai abrir as pernas para o Flamengo que nem a vaca pro touro, mas não só uma vez como as vacas decentes fazem. Vai tomar 4 ou 8 gols. Portanto o Flamengo é campeão.
b) Nós temos que jogar fechadinhos contra o S. André e empatar. Com isso vamos para a Libertadores e seremos campeões no ano que vem. É só contratarmos outro goleiro, quatro caras para a defesa, só três pro meio do campo e trazer mais uns três pro ataque.
c) Já nossos co-irmãos ”códigos de barra” vão ser relegados à 2a. Divisão pelo sr. Blatter da Fifa por comportamento anti-desportivo. Falei agora mesmo com a empregada de um cunhado da copeira de um bar da frente onde ele sempre vai. E me deu a notícia quentinha.

Saudações Unistaldenses."

Não acreditei no que acabara de ler e lasquei:

"Prezados Dr. Gessinger e 24 ex-gremistas unistaldenses da Vila de Manoel de Freitas:

Primeiramente, parabéns pela vitória, algo suada, não é mesmo?.

De outra parte, como gremista legítima, não cooptada, sinto-me absolutamente confortável para lembrar-lhes a existência de uma máxima, popularíssima, de cujos efeitos ninguém foge, que diz: ” A volta vem…”

Caso não recordem exatamente de onde deriva essa pequena advertência, terei prazer incontido em refrescar-lhes a memória - no Campeonato Brasileiro do ano passado, o coirmão vermelho fez questão de entregar o jogo para o São Paulo, exatamente porque o Grêmio poderia ser campeão em caso da derrota são-paulina. O Inter fez corpo-mole, perdeu e o São Paulo levantou a taça.

Pois bem, parece que a volta está vindo, não lhes parece?

O Flamengo está em vias de ser o novo campeão nacional. Para isso, basta que ganhe do…Grêmio, no próximo domingo, em sua casa. E não há nada que possamos fazer para reverter esse desígnio, por algumas razões bem pertinentes:

1. O Grêmio não vence fora do Olímpico;
2. O Grêmio zela pela integridade física de seus atletas , de seus diretores e de seus torcedores (estão loucos se pensam que vamos endurecer o jogo em que poderão estar presentes chefões do tráfico e policiais armados até os dentes!) ;
3. O Grêmio deseja que o vaticínio seja cumprido.

Pelo que pude depreender, em sua missiva, o Senhor já dá como certa a vitória do Flamengo e faz questão de denegrir antecipadamente a imagem do coirmão, olvidando o comportamento simétrico do Inter em 2008, o que nos leva ao item

4. Grêmio e Inter são iguais - um não vive sem causar sofrimento atroz ao outro!

Só me resta esperar que se conformem. Não há como fugir da lei do eterno retorno - aqui no Beira-Rio fizeste, lá no Maracanã pagarás…

I’m sorry!

A presente missiva também é dirigida ao prezado amigo Wild Horse que deve estar sofrendo igualmente as consequências da impensada atitude tomada no ano passado. I’m so sorry, too."

Wild Horse não tardou a responder, energicamente:

"Prezada jornalista

Provocado que fui, ao final do seu comentário ao brilhante artigo do Dr. Ruy, em função da verdadeira “cachorrada” que o Inter fez impensadamente ao final do ano passado, ao colocar seus reservas em partida decisiva contra o São Paulo e que interessava sobremaneira ao nosso coirmão gaúcho venho interpor as seguintes considerações:

- é verdadeiro, sim, o ditado aquele que diz - aqui se faz, aqui se paga - e por isso o mínimo que podemos esperar do Grêmio na partida contra o Framengo no próximo domingo é que lute bravamente, mesmo com seus reservas, como o Inter fez no ano passado contra o são Paulo - afinal não perdemos de muito, se bem me lembro

- o Grêmio poderá, ao apagar das luzes deste campeonato, desmanchar o vaticínio de que não ganha de ninguém fora do Olímpico, fazendo um golzinho só que seja (nem que seja de impedimento) aos 48′ do segundo tempo, resgatando assim a sua dignidade de clube vencedor, principalmente agora que tem um treinador de verdade, já que o mercenário Autuori já se mandou. Menos mal que deixou uns bons trocados pela rescisão. Oxalá não tivesse vindo e quem sabe o grêmio estivesse disputando o título e essa partida às “veras”

- relembrando Honório Lemes, eu diria aos gremistas: “Não tá morto quem peleia …”

Pois é, vamos esperar para ver que bode vai dar. O que vier é lucro, porquanto o Inter com este treinador tampão e vesgo, ainda por cima, como diz o Ruy até que chegou longe demais (com a ajuda do glorioso coirmão).

Antes de finalizar gostaria de fazer uma breve observação a respeito do artigo do Dr. Ruy no tocante à compra dos 24 gremistas unistaldenses a troco de ovelhas. Coisa feia o que o Sr. fez doutor - comprar gente a preço de ovelhas!!! Eu particularmente não acredito que os gremistas se dêem tão pouco valor (não que a carne de ovelha não tenha um valor enorme, principalmente se acompanhada de um ensopado de mandioca) e por isso não espero outro resultado que não seja a vitória com o Maracanã lotado no próximo domingo.

Avante imortal TRICOLOR! Dá-lhe Grêmio!"

Aguardem! A qualquer momento, novos e emocionantes episódios. Aceitamos participações gremistas, coloradas e de outras bandeiras, em alto nível!