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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Tina. Caio.

Maurício de Sousa, pai da Mônica e da Magali, do Cebolinha, do Franjinha, do Cascão, do Chico Bento, do Horácio... criou nova revista, o Almanaque Turma da Tina, dedicada a um público, digamos, mais crescidinho, pré-adolescentes e adolescentes (será que ainda leem gibizinhos?).

Nova em termos, porque já está no número seis. Mas agora é que tem chamado a atenção, em virtude da entrada em cena ou melhor, nos quadrinhos, de um novo personagem, o Caio, melhor amigo da Tina, agora jovem estudante de Jornalismo. Adivinhem por que? Ora, porque ele é gay.

A assessoria de Maurício de Sousa apressou-se em avisar que o autor está cumprindo a promessa de discutir questões ligadas ao universo adolescente de forma tranquila e sem levantar bandeiras.

A novidade tem causado alguma celeuma. Há poucos dias o programa radiofônico Polêmica, da rádio Gaúcha, debateu a questão. Blábláblá, blábláblá, blábláblá, analisa aqui, opina ali, pedagogueia lá, psicologiza acolá, tudo ok, tudo muito bem, tudo muito natural. Ótimo. A patuleia é que estranhou, nas entrevistas de campo. Óbvio.
Tina e Caio
Especula-se, sem confirmação, de que o nome Caio seria uma homenagem de Maurício de Sousa ao nosso Caio Fernando Abreu, gaúcho, santiaguense, ou melhor, do Passo da Guanxuma (como ele gostava de chamar Santiago), de bela memória e obra. Se for, é comovente.

Um comentário:

Márcio Brasil disse...

Putz. Me abalei, Nívia. Eis a diferença entre uma jornalista (você) e um escrivinhador (eu). Juro que pensei em comentar no blog sobre esse assunto, do personagem gay no universo da turma da Mônica. Mas daí, pensei: "Ah, não é tão importante assim". Só que, ao ler aqui no teu blog a forma como você desenvolveu essa notícia, vi que o assunto era, sim, de relevância.

E fiquei entusiasmado de saber que o personagem em questão, o Caio, seria como homenagem ao nosso Caio Fernando Abreu. Sendo assim e da forma que for, o Maurício de Souza contribui para a criação de uma sociedade mais humana e de mais respeito a todos, sem distinção. Bacana, Nívia. Abração!