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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Resposta

Não ia comentar o assunto porque cansaria os meus dedinhos em vão, mas abri mão do descanso para responder a um gentil e querido amigo, sobre minha opinião acerca dos desmandos e ataques ao erário e ao povo pelos tresloucados parlamentares municipais, principalmente os instalados nas fofas cadeiras das casas legislativas no entorno de Santiago, em sua saga turístico-cultural, por viagens e cursos de aperfeiçoamento(?), não importa o destino. O que interessa é a grana que vem gorda, apetitosa, perfumada, em forma de diárias.

Pois então, vejam só. Parece que as excelências ainda não conjuminaram, ligando o tico ao teco, que o dinheiro é do povo que os elegeu, sim, mas para legislarem, defendendo os interesses da comunidade e não para dilapidarem a sacolinha municipal, tão escassa quanto deficitária para construir escolas, pagar professores, levar água onde não tem, oferecer atendimento básico de saúde, coletar o lixo e por aí vai.

Aliás, se decidisse me candidatar a vereança, começaria a estudar muito tempo antes. Um candidato a candidato precisa conhecer profundamente todos os aspectos que dizem respeito à sua cidade. Não tem que descobrir sua ignorância depois de eleito. Se for necessário, que vá aperfeiçoar-se às suas expensas e não à custa da rapinagem dos cofres do Legislativo. Ora, eu sei que existe o duodécimo. Mas é para as despesas essenciais do Parlamento, o que não inclui, por certo, viagens turísticas e cursos que não ensinam nada.

Gostaria, imensamente, de assistir a uma sessão da Câmara nesses municípios, quando estivesse sendo discutido o Orçamento Municipal proposto pelo Executivo. Escusado dizer que, no mais das vezes, nem o prefeito conhece ou maneja a peça orçamentária, obra do contador municipal, o dono do pedaço. É risível, de fato, assistir ao evento, porque ninguém sabe interpretar o contéudo da mensagem e seus desdobramentos. Alguns até tentam, mas o Orçamento é aprovado sem emendas, por deficiência intelectual de quem tinha por dever destrinchá-lo, analisá-lo e melhorá-lo. Assim, o Executivo continua levando vantagem em todas. Falta tirocínio (ahahahahaha)!

De quem é a culpa do descalabro? Ora, é do povo que elege os indigentes e não tem boca para cobrar. E eleitos foram, são autoridades. Tem culpa o Sistema que aceita candidatos analfabetos funcionais, despreparados para decodificar um simples texto, que direi, então, de analisá-lo.

E ou não é? Perdoem-me os bons vereadores (são raros, mas existem) que fazem da função um verdadeiro exercício de cidadania e aprendizado.

Um comentário:

Prof Ms João Paulo de Oliveira disse...

Prezada jornalista Nivia Andres!
Apreciei sobremaneira o que sua brilhante pena nos brindou acerca do perfil de um Edil! A Senhora tem todos os requisitos necessários(é arguta, culta, afável, tem o domínio pleno da língua escrita, é uma diplomata nata, tem clareza dos problemas que nos afligem...) para ocupar um cargo no Poder Legislativo nos três âmbitos! Lamento não residir no seu Estado Meridional, porque já me candidataria para ser um dos seus cabos eleitorais!
Cordiais saudações!
Até breve...
João Paulo de Oliveira
Diadema-SP