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terça-feira, 17 de novembro de 2009

Crédito

Para aqueles que desejam fama e reconhecimento por seus feitos, uma palavra sábia de Catão, o mais velho:

"Dizendo-lhe seus amigos que nas praças de Roma se haviam erigido arcos triunfais e estátuas a outros varões ilustres, e dele haviam se esquecido, respondeu: "Maior crédito meu é que perguntem aos vindouros por que não me puseram estátua, do que por que a puseram."

In Delenda Cartago, artigo do professor Luís Augusto Fischer, em ZH Cultura, de 14 de novembro de 2009, em que o autor homenageia seu amigo, Aníbal Damasceno Ferreira, contando que, há anos, ele se nega a conceder-lhe entrevista a respeito de como resgatou a obra de Qorpo Santo, quando ninguém dava um pila pelo dramaturgo amalucado e talentoso...e suas consequências.

A resposta de Damasceno Ferreira foi a frase de Catão. Leiam o artigo, no Segundo Caderno, Cultura, de ZH. Um primor.

Um comentário:

Márcio Brasil disse...

Oi, Nívia. De altíssima sensibilidade e de mil significados essa tua postagem. De fato, o que é a fama tão perseguida por muitos, senão uma substância que embriaga os sentidos e entorpece a visão? O desejo ardente da fama, creio, jamais se vê acompanhada de humildade, que é a maior de todas as qualidades humanas, a qual jamais aceita erguer-se nos pedestais da vida, para deslumbres.

Não conhecia essa história sobre Catão. É um ensinamento magnífico.

Fraterno abraço do tamanho de Santiago do Boqueirão!