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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Jornada pelo interior do Brasil

O presidente Lula encontra-se em excursão pelo interior do Brasil, vistoriando obras do PAC. Ontem, Lula e seu séquito pernoitaram num dos canteiros da obra de transposição das águas do Rio São Francisco, naturalmente, local sem infraestrutura para acomodar a presidencial comitiva em noite de sono reparador e necessário. Porém, tudo se resolve quando a entourage é eficiente.

O Diário de Pernambuco informou que antes da comitiva presidencial chegaram à obra confortos nunca dantes imaginados naqueles grotões - para cuidar da comida, bistrô francês veio de Recife, o La Cuisine, cujo cardápio incluiu bebidas e canapés, preparados por nove cozinheiros e servidos por mais de 20 garçons. O aposento para o pernoite presidencial foi ataviado com tapete azul, televisão, frigobar, banheiro privativo e cama king size. Mesmo mimo receberam ministros, governadores e empresários acompanhantes, sem, no entanto, o privilégio da TV e do tapete.

Aos jornalistas presentes foram disponibilizados 14 laptops e 50 camas de solteiro.

A rota dos paclanques e dos pacmícios inclui um verdadeiro tour. Ontem, Pirapora e Buritizeiro, em Minas; Barra, na Bahia; Arcoverde, em Pernambuco. E Custódia, para o aprazível pernoite e pacmício à beira-rio, hoje. Após, cruza as fronteiras da Paraíba, paclanqueia e retorna à Pernambuco, descendo na cidade de Floresta. E vai ao canteiro do segundo pernoite. Na sexta (16), o presidente volta para Brasília.

Eta comissão de frente eficiente, sô! E, cruzes, que disposição para viajar! O programa de milhagens está bombando! Fica evidente, também, que recursos não faltam para esses giros eleitoreiros - na Dinamarca, US$ 50 milhões foram consumidos para abocanhar a titularidade dos Jogos Olímpicos 2016, gastos para acomodar a delegação brasileira e garantir presenças midiáticas como as de Pelé, Paulo Coelho e figuras olímpicas menos expressivas. Para completar, será que uma simples fiscalização das obras de transposição do Rio São Francisco pediria tanto brilho e ostentação? Não seria de bom-tom apenas um par de sete léguas, um capacete e a companhia do engenheiro-chefe das obras? Dilma é especialista em águas? Em climas? É geóloga? Engenheira? Ah! O que menos interessa é a transposição? Entendi...O que conta é a eleição!

Fonte: Blog do Josias de Souza
Imagem: Dalcío, via Correio Popular
Mapa: UOL

2 comentários:

Anfermam disse...

Nívia:

Eu conheço esse sertão das proximidades de Paulo Afonso, a cidade de Cícero Dantas na Bahia, as cidades próximas de Paulo Afonso tanto em Sergipe,Alagoas e Pernambuco. As pessoas fazem cisternas no quntal para guardar água por quinze dias...São pessoas hospitaleiras...Lá em alguns lugares não há ônibus, as pessoas andam naquelas caminhonetes D20, cobertas de lona e sentadas em bancos de madeira...
O que nós pudermos construir para o interior do Nordeste será uma grande benção para aqueles povos tão sofridos.
Sabemos que esta obra é caríssima mas já pagamos tanto pelo desenvolvimento, se não houver desvios de dinheiro seremos felizes como foi a obra da travessia do atlantico para o pacifico pelo canal de Panamá. Nada será ímpossível com honestidade.
Quanto as estadias nestas cidades há hotéizinhos simples bem confortáveis, sera´anecessário trazer alimentação de fora?
Nosso pessoal está muito nobre. Parece a familia real que pintava nas portas das casas do Rio de Janeiro: PR , isto é saiam porque aqui agora é do príncipe regente e o carioca parodeou : Ponham-se para fora que isto não vos pertence mais.
Abraços Nivia
Anfermam

Prof Ms João Paulo de Oliveira disse...

Prezada jornalista Nívia Andres!
O relato transcrito pela Senhora me fez reportar o período que prenunciava a Revolução Francesa, quando a Maria Antonieta proferiu a célebre frase: - Se não tem pão, que comam brioches.
É um acinte todo este conforto para somente um pernoite, numa região que carece de infraestrutura básica.
Até breve...
João Paulo de Oliveira
Diadema-SP