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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Brasil mantém 75ª posição no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano

O Brasil manteve-se estável, na 75ª posição, no ranking do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) - indicador que a ONU, através do PNUD, divulga anualmente, utilizando parâmetros comparativos da qualidade de vida em 182 países.

O Brasil mantém a posição anterior - continua em 75º lugar, entre Granada (74ª colocada) e Bósnia e Herzegovina (76ª). Os cinco países mais bem-colocados no ranking do IDH são Noruega, Austrália, Islândia, Canadá e Irlanda. Os EUA ocupam a 13ª posição.

No final da lista, aparecem, de baixo para cima, aparecem os países com pior desempenho: Niger, Afeganistão, Serra Leoa e República Centro-Africana.

O IDH varia de numa escala que vai de zero a um. Entre 2006 e 2007, o índice brasileiro oscilou de 0,808 para 0,813. Nesse patamar, o país é considerado como dotado de alto nível de desenvolvimento humano. Estão acima do Brasil (75º) países como Chile (44º), Argentina (49º), Uruguai (51º) e até a Venezuela (58º).

A ONU publicou o IDH pela primeira vez em 1990. A despeito disso, calculou o índice de anos anteriores, a partir de 1975. Criado por Mahbud ul Haq, em colaboração com o Nobel de Economia Amartya Sen, o IDH inovou em matéria de aferição do desenvolvimento humano.

Além do indicador econômico, o PIB per capita, o índice passou a levar em conta a longevidade e o nível educacional das populações. A aferição da longevidade é feita com base nos indicadores de expectativa de vida ao nascer. O nível educacional é medido pela combinação do índice de analfabetismo e da taxa de matrícula em todos os níveis de ensino.
O IDH tornou-se uma referência planetária. Entre outras utilidades, é usado para medir a capacidade dos países de atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, fixados pela ONU:

1. Erradicar a extrema pobreza e a fome
O número de pessoas em países em desenvolvimento vivendo com menos de um dólar ao dia caiu para 980 milhões em 2004, contra 1,25 bilhão em 1990. A proporção foi reduzida, mas os benefícios do crescimento econômico foram desiguais entre os países e entre regiões dentro destes países. As maiores desigualdades estão na América Latina, Caribe e África Subsaariana. Se o ritmo de progresso atual continuar, o primeiro objetivo não será cumprido: em 2015 ainda haverá 30 milhões de crianças abaixo do peso no sul da Ásia e na África.

2. Atingir o ensino básico universal
Houve progressos no aumento do número de crianças frequentando as escolas nos países em desenvolvimento. As matrículas no ensino básico cresceram de 80% em 1991 para 88% em 2005. Mesmo assim, mais de 100 milhões de crianças em idade escolar continuam fora da escola. A maioria são meninas que vivem no sul da Ásia e na África Subsaariana. Na América Latina e no Caribe, segundo o Unicef, crianças fora da escola somam 4,1 milhões

3. Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres
A desigualdade de gênero começa cedo e deixa as mulheres em desvantagem para o resto da vida. Nestes últimos sete anos, a participação feminina em trabalhos remunerados não-agrícolas cresceu pouco. Os maiores ganhos foram no sul e no oeste da Ásia e na Oceânia. No norte da África a melhora foi insignificante: Um em cinco trabalhadores nestas regiões é do sexo feminino e a proporção não muda há 15 anos.

4. Reduzir a mortalidade infantil
As taxas de mortalidade de bebês e crianças até cinco anos caíram em todo o mundo, mas o progresso foi desigual. Quase11 milhões de crianças ao redor do mundo ainda morrem todos os anos antes de completar cinco anos. A maioria por doenças evitáveis ou tratáveis: doenças respiratórias, diarréia, sarampo e malária. A mortalidade infantil é maior em países que têm serviços básicos de saúde precários.

5. Melhorar a saúde materna
Complicações na gravidez ou no parto matam mais de meio milhão de mulheres por ano e cerca de 10 milhões ficam com seqüelas. Uma em cada 16 mulheres morre durante o parto na África Subsaariana. O risco é de uma para cada 3.800 em países industrializados. Existem sinais de progresso mesmo em áreas mais críticas, com mais mulheres em idade reprodutiva ganhando acesso a cuidados pré-natais e pós-natais prestados por profissionais de saúde. Os maiores progressos verificados são em países de renda média, como o Brasil.

6. Combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças
Todos os dias 6,8 mil pessoas são infectadas pelo vírus HIV e 5,7 mil morrem em conseqüência da Aids - a maioria por falta de prevenção e tratamento. O número de novas infeccções vem diminuindo, mas o número de pessoas que vivem com a doença continua a aumentar junto com o aumento da população mundial e da maior expectativa de vida dos soropositivos. Houve avanços importantes e o monitoramento progrediu. Mesmo assim, só 28% do número estimado de pessoas que necessitam de tratamento o recebem. A malária mata um milhão de pessoas por ano, principalmente na África. Dois milhões morrem de tuberculose por ano em todo o mundo.

7. Garantir a sustentabilidade ambiental
A proporção de áreas protegidas em todo o mundo tem aumentado sistematicamente. A soma das áreas protegidas na terra e no mar já é de 20 milhões de km² (dados de 2006). O A meta de reduzir em 50% o número de pessoas sem acesso à água potável deve ser cumprida, mas a de melhorar condições em favelas e bairros pobres está progredindo lentamente.

8. Estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento
Os países pobres pagam a cada dia o equivalente a US$ 100 milhões em serviço da dívida para os países ricos. Parcerias para resolver o problema da dívida, para ampliar ajuda humanitária, tornar o comércio internacional mais justo, baratear o preço de remédios, ampliar mercado de trabalho para jovens e democratizar o uso da internet, são algumas das metas.

Fonte: PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento

Um comentário:

MOMENTOBRASILCOM.COM disse...

NÍVEA,Parabéns p/ matéria e blog.O Brasil poderia estar numa classificação muito melhor. Condições existem. O que não existe é:VONTADE POLÍTICA.AbrçsRoy Lacerda.