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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Lançamento da Campanha do Vestibular de Verão da URI Santiago

A URI Campus de Santiago prepara o lançamento da Campanha do Vestibular de Verão em grande estilo. O evento acontece amanhã, 30, a partir das 20h30min, no Auditório da Universidade.

Pelo que podemos observar, as equipes de Comunicação e de Eventos estão fazendo um belo trabalho!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Saiba como economizar energia dentro de casa


Economizar energia faz bem. Para o bolso e para a qualidade de vida, nossa e do planeta. Algumas sugestões úteis que podem resultar em boas medidas de economia:

Prestar atenção nas lâmpadas e nos aparelhos ajuda a evitar um conta de luz mais salgada.

Lâmpadas: aproveite a iluminação natural, abrindo cortinas e janelas. Locais que não estão sendo usados dispensam lâmpadas acesas. Lembre-se de que pinturas escuras dentro de casa exigem mais iluminação, gerando maior consumo de energia. Em locais de grande circulação (cozinha, área de serviço, banheiro) procure utilizar lâmpadas fluorescentes, que duram mais e reduzem o gasto com energia.

Geladeira e freezer: mantenha o aparelho desencostado de móveis ou paredes, em local arejado e distante de fontes de calor (fogão, luz solar etc.). Evite o "abre e fecha" das portas, que provoca grande consumo de energia e não a deixe aberta por longo tempo. Descongele periodicamente.

No inverno, regule o termostato do equipamento na menor potência, pois, nesse período, a temperatura não precisa permanecer tão baixa. Saiba que não se deve pendurar roupas na parte traseira do refrigerador. Verifique se a borracha de vedação da porta está em perfeito estado.

Não coloque alimentos quentes no interior da geladeira, nem forre prateleiras com toalhas, tábuas, plásticos etc., que prejudicam a circulação do ar frio. Siga rigorosamente as orientações fornecidas pelo fabricante do aparelho.

Ferro de Passar: acumule a maior quantidade possível de roupas e passe-as de uma só vez, evitando ligar o ferro constantemente. Siga a temperatura indicada para cada tipo de tecido. Passe primeiramente as peças que necessitam de baixas temperaturas e vá regulando o aparelho à medida que os tecidos forem necessitando de mais calor para serem desamassados. Antes de terminar o trabalho, desligue o ferro, aproveitando o calor restante para passar peças leves e pequenas.

Chuveiro Elétrico: evite banhos demorados. Limpe os orifícios de saída de água regularmente. Mude a chave do chuveiro de inverno para verão nos dias quentes. Faça isso com o aparelho desligado.

Ar-condicionado: Procure os modelos que tenham o Selo Procel de Economia de Energia. Eles fazem uma boa diferença na conta de energia, principalmente no verão, quando o ar-condicionado chega a representar um terço do consumo de energia da casa. Dimensione adequadamente o aparelho para o tamanho do ambiente. Evite o calor do sol no ambiente, fechando cortinas e persianas. Não tape a saída de ar do aparelho. Quando instalar o aparelho exposto aos raios solares, instale uma proteção, sem bloquear as grades de ventilação. Desligue-o sempre que se ausentar por muito tempo do local onde o aparelho estiver instalado. Só ligue o ventilador quando estiver no ambiente.

Televisão: desligue o aparelho quando ninguém está assistindo e não durma com a TV ligada. Caso o aparelho disponha de "timer", programe-o adequadamente. Não deixe a TV no stand-by.

Máquinas de lavar e secar: utilize-as em sua capacidade máxima, porém, sem sobrecarregá-las. Mantenha os filtros limpos. No caso das lavadoras, a quantidade de sabão deve ser adequada, de acordo com o indicado pelo fabricante. Mantenha o nivelamento dos aparelhos em relação ao chão.

Torneira elétrica: evite ligá-la e desligá-la constantemente. Ensaboe todas as peças e só depois enxágüe. Habitue-se a fazer uma manutenção periódica em toda parte de fiação elétrica e dos equipamentos da residência.

Aparelho de som: Ouça a música, mas, se deixar o local, desligue o aparelho.

Boiler (aquecedor de água central): Compre o aparelho que atenda melhor às suas necessidades. Dê preferência a aquecedores equipados com controle de temperatura. Instale o aquecedor perto dos pontos de consumo e isole adequadamente as canalizações de água quente. Nunca ligue o aquecedor vazio à rede elétrica. Para verificar se está vazio ou não, abra as torneiras de água quente.

Computadores: Mantenha acionado o Energy Stay, utilizando os recursos de economia de energia do monitor. Esse sistema desliga o monitor quando o computador não está sendo utilizado. Não deixe os acessórios do computador ligados sem necessidade.

Torne essas medidas um hábito.

Fontes: Procon-SP e Cemig

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Mais um Da Vinci?

Especialistas acreditam ter identificado uma nova obra de Leonardo Da Vinci após análise de impressões digitais encontradas em sua superfície. Laboratório parisiense concluiu que as digitais são "altamente semelhantes" a outras, encontradas em um quadro do artista no acervo do Vaticano. Segundo a publicação especializada britânica Antiques Trade Gazette, o quadro, que havia sido catalogado como "obra alemã do início do século 19", pode valer dezenas de milhões de dólares. Há dois anos, ela foi comprada por cerca de US$ 19 mil. Se confirmado que se trata de fato de um Da Vinci, esse seria o primeiro quadro do artista identificado nos últimos cem anos.

Um especialista encontrou a impressão digital na parte superior esquerda do quadro. Ela corresponderia à ponta do dedo indicador ou médio do artista renascentista. Refere a publicação que a marca seria muito parecida com outra, encontrada no quadro São Jerônimo, exposto no Vaticano, pintado no início da carreira de Da Vinci, quando, acredita-se, ele não dispunha de assistentes. Além disso, análises com radiação infra-vermelha revelaram semelhanças de estilo entre a obra recém identificada e o Retrato de Uma Mulher em Perfil, que hoje adorna parede do Castelo de Windsor, na Grã-Bretanha. Segundo a Antiques Trade Gazette, a análise revelou também que o desenho e o sombreado teriam sido feitos por um artista canhoto - como, acredita-se, seria Da Vinci.

Feito com tinta e giz, o retrato mostra uma jovem em perfil, com traje e cabelo no estilo milanês típico do século 15. Exames de carbono para determinação da idade dos objetos confirmam que a obra dataria desse período. O professor de história da arte Martin Kemp, da Oxford University, disse acreditar que a adolescente retratada seria Bianca Sforza, filha de Ludovico Sforza, duque de Milão (1452-1508) com sua amante, Bernardina de Corradis. Kemp disse que sua suposição foi feita "por eliminação".

O retrato, que mede em torno de 33 x 22 cm, foi vendido na Christie's de Nova York em 1998, em um leilão de desenhos de grandes mestres. O preço foi estimado entre US$ 12 mil e US$ 16 mil, mas o quadro acabou sendo arrebatado por US$ 19 mil. Em 2007, a obra foi vendida por preço similar ao canadense Peter Silverman.

Leonardo Da Vinci foi um dos maiores artistas de todos os tempos. Qualquer obra que tenha reconhecida a autoria desse mestre das artes terá valor incalculável. Também são inacreditáveis os esforços dos marchands para elevar o preço de telas que poderiam ter sido pintadas pelos grandes mestres...

Fonte: BBCBrasil
Imagem: AP

domingo, 25 de outubro de 2009

Yeda Crusius - Ela resistiu à tentativa de linchamento

Do Blog de Reinaldo Azevedo:

"Não conheço detalhes, confesso, do governo de Yeda Crusius, no Rio Grande do Sul. Sei, porque isso é fato comprovável, que ela recuperou as contas do Estado, que estavam devastadas. E parte do ódio que despertou vem daí. Mas só uma parte. Não conheço, reitero, detalhes do governo. Mas sei reconhecer uma tentativa de linchamento quando diante de uma. Já escrevi a respeito. Tenho amigos no Estado que a defendem com convicção, e há outros que vêem incompetência política gritante. Bem, de quase todos os governos, pode-se dizer o mesmo. O que é inédito, e isso só Yeda Crusius experimentou, foi a conjugação de forças políticas as mais heterogêneas para tentar derrubá-la: de uma suposta direita (que, de direita, não tem nada; o que falta é remédio) à extrema esquerda mais delirante.

A tentativa de derrubá-la não é inferência — como Lula fazia durante o mensalão: “Estão querendo me derrubar…”, o que era cascata. Os adversários de Yeda tentaram mesmo. E mais de uma vez. Com provas na mão das lambanças no governo Lula, a oposição nunca ousou ir tão longe. Sem provas, os inimigos de Yeda pediram a sua cabeça.

Não me lembro de ter assistido a coisa semelhante no Brasil. As únicas provas até agora apresentadas contra Yeda são aquelas que nascem da convicção dos acusadores. Algo semelhante, creio, só Eduardo Jorge Caldas Pereira — secretário-geral da Presidência na gestão FHC e agora secretário-geral do PSDB — experimentou. E ele provou, de maneira acachapante e um tanto humilhante para a imprensa, ser inocente. Ocorre que tinha caído na malha da difamação liderada por um procurador destrambelhado.

O Ministério Público pediu o afastamento de Yeda. Provas? Não havia nenhuma. Elas ainda seriam produzidas. Sindicatos entraram com um pedido de abertura de processo de impeachment, pressurosamente aberto por um petista. Provas? Ainda seriam produzidas. Acusa-se a governadora de ter comprado uma casa com dinheiro do caixa dois. Provas? Calma, gente! Eles ainda precisam ser produzidas. Nunca antes nestepaiz... Nunca antes no Rio Grande. A família Genro, dividida na política entre a extrema esquerda e a esquerda extrema, uniu-se episodicamente. E PT e PSOL entoaram a cantilena: “Fora Yeda”, engrossada por sindicatos ligados, por que não seriam?, à CUT.

As tais gravações bombásticas contra a governadora, que seriam “a” prova, não passam da voz do acusador gravando a si mesmo. Nunca antes no mundo! Querem derrubar Yeda? Acham que seu governo é ruim? Acusam-se de desvios éticos? Terão de apresentar algo mais do que a simples acusação. Não estou assegurando aqui que nada aconteceu porque não asseguro isso sobre nenhum governo. Estou dizendo, sim, com todas as letras, que não se apresentou uma maldita evidência até agora. NADA!!! Se aparecer, aí a gente conversa.

Mas é claro que a sua credibilidade foi para o brejo, assim como a situação de Eduardo Jorge ficou insustentável. Ele exercia cargo de confiança e saiu. Ela foi eleita pelo povo, e a deposição requer alguns rituais. O que sobra como lição não deixa de ser uma advertência importante a todos aqueles que fazem oposição aos petistas e às esquerdas: essa gente é capaz de tudo e pode destruir uma reputação por força de repetir todos os dias as mesmas acusações. E, como se sabe, com forte presença no que eles chamam “mídia”.

Não sei se Yeda vai reunir condições de disputar mesmo a reeleição no ano que vem. Seus índices nas pesquisas são ruins. Ela diz que vai. Caso leve adiante o seu intento, acho que ela já tem uma excelente material de campanha em mãos. Se eu fosse seu marqueteiro, levaria ao ar as manifestações pedindo a sua saída e diria, ali, quem é quem. Exibiria aquela coletiva patética de procuradores se comportando como um pelotão de fuzilamento, condenando antes mesmo do julgamento; reproduziria até as tais fitas antes tidas como provas irrefutáveis — anunciadas, diga-se, previamente por Luciana Genro…

E depois indagaria o óbvio: “O que é que esta gente tem contra mim, até agora, que não seja ódio?” E não deixaria passar a cena em que a governadora é acuada na sua própria casa, impedida de levar o neto para a escola. É isto mesmo: se optaram por estraçalhar uma reputação em praça pública sem uma miserável prova nas mãos, que lhes sejam oferecidos agora os despojos, até onde eles próprios conseguiram apurar, de comprovada inocência.

É preciso exibir aos próprios gaúchos os requintes da pantomima surrealista que lá foi protagonizada. Ou, então, que aquela turba apresente algo mais do que acusações e disposição para tomar o poder na marra. É preciso indagar aos gaúchos se o poder, no Estado, agora vai ser tomado na base do grito e da passeata. Quanto a Tarso Genro, que agora dá plantão no Estado, cabe que se lhe faça uma indagação: tão pressuroso em provar, como ministro de estado, a inocência de Cesare Battisti, um homicida comprovado, talvez lhe tenha faltado cuidado no trato com uma adversária política que, até agora, é inocente comprovada.

Mas Tarso, vocês sabem, quer Battisti no Brasil e Yeda fora do governo. Quando se é Tarso, não deixa de haver coerência nisso."

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Vem aí o Banco de Livros

A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) e a Câmara Rio-Grandense do Livro celebraram parceria com diversas empresas e acabam de criar o Banco de Livros - um programa destinado a arrecadar livros, através de doações, para abastecer bibliotecas em todos os municípios gaúchos.

A partir de segunda-feira, 26, uma grande campanha de divulgação que inclui outdoors, comerciais de TV e outras ações vai mobilizar os gaúchos a doarem livros, que deverão ser entregues num dos 1.334 pontos situados em todos os municípios do estado. O objetivo? Saciar a fome de todos os que gostariam de ler mas não têm acesso a um livro, por falta de hábito, de educação ou de oportunidade. Acrescento, ainda, por falta de dinheiro, porque livro é caro ou por falta de bibliotecas públicas, porque poucos municípios as têm ou, se possuem, não divulgam ou incentivam a visita e, por consequência, a leitura.

Paulo Renê Bernhard, coordenador dos Bancos Sociais da Fiergs, comenta sua plena convicção de que as pessoas vão se mobilizar para que seja atingida a marca de 500 mil livros doados até o final de novembro. A meta é nobre e ambiciosa, mas tem um estimulador: Os Espiões, novo título de Luiz Fernando Verissimo, com o selo Alfaguara, sai em dezembro, mas poderá ser disponibilizado antes, na internet, na íntegra, no endereço www.livroinedito.com.br quando o contador das doações indicar 500 mil livros e todos estiverem empilhados nos pavilhões mantidos pela Fiergs no bairro Sarandi, em Porto Alegre, prontos para triagem, conferência e divisão, visando a formação das bibliotecas propostas.

As doações poderão ser feitas nas agências dos Correios e da Caixa Federal, em todas as lojas da PanVel, do Zaffari e da Chevrolet e em todos os estacionamentos do Safe Park.

Para saber como anda o contador de doações é só acessar www.livroinedito.com.br. Se quiser ser avisado(a) do exato momento em que o livro vai estar à disposição, para leitura na internet, é só cadastrar-se no site.

O Banco de Livros é uma extensão do projeto de formação de Bancos Sociais da Fiergs, que já conta com Banco de Alimentos, Banco de Tecidos e Banco de Peles.

Iniciativas deste porte me sensibilizam. Aliás, me emocionam quaisquer iniciativas que tenham por objetivo o estímulo à leitura e o acesso ao livro. Resguardadas as proporções, tenho um pequeno projeto, juntamente com os colegas jornalistas do Blog Artigos de Edward de Souza ( colocado no Prêmio Top Blog 2009, na categoria Comunicação!). Há algum tempo, sugiro livros para os leitores do blog, que são muitos e fiéis. Nesta semana, resolvemos presentear o leitor cujo comentário expressasse melhor o desejo de ganhar e ler o livro. O jovem Rafael Gustavo, de Franca, São Paulo, recebeu a maioria dos votos dos jornalistas do blog. Ontem enviei para ele "As virtudes da Casa", de Luiz Antonio de Assis Brasil e, de bônus, "A Soma dos Dias", de Isabel Allende. Se tiverem curiosidade de conhecer nossa proposta e como ela se processa e faz sucesso, acessem http://artigosedwardsouza.blogspot.com

Fonte: Jornal Zero Hora

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Venezuelanos terão três minutos para tomar banho

O chefe bolivariano Hugo Chávez pediu que a população pare de cantar no banho e que fique só três minutos sob o chuveiro para economizar energia e água. “Algumas pessoas cantam no banheiro por meia hora. Não, garotos, três minutos é mais do que suficiente. Eu contei, três minutos, e eu não tenho fedor”.

A Venezuela que investe tanto em armas, está enfrentando problemas no abastecimento d'água e eletricidade. Vários blecautes aconteceram ao longo do último ano.

A economia está estagnada, o custo de vida está altíssimo, os serviços públicos deficientes e o governo parece incapaz de resolver os problemas mais comuns. Essa é a percepção dos venezuelanos, segundo pesquisa mensal realizada pela Datanalisis. A popularidade de Chávez caiu de 61% logo após o referendo em fevereiro deste ano, para 52%, no mês passado.

Chávez vem “alertando” a população em seus discursos, que “esses três últimos meses do ano serão de “grande ofensiva em todas as áreas: política, social, econômica e na política interna e externa”, como se quisesse dizer que uma força maligna está agindo para desestabilizar o governo.

Talvez o problema de Chávez seja justamente a falta de banho...

Fonte: Prosaepolitica

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Política Nacional de Resíduos Sólidos e Gerenciamento do Lixo Urbano

Proposta que está pronta para ser votada no plenário da Câmara dos Deputados obriga empresas a recolherem do mercado embalagens, produtos e materiais que possam ser reciclados ou reutilizados. De acordo com o projeto, fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de lâmpadas fluorescentes, pilhas, baterias, pneus, óleos lubrificantes e produtos eletrônicos deverão retirar esses produtos de circulação após o descarte do consumidor.

A medida faz parte do substitutivo ao projeto de lei que cria a Política Nacional de Resíduos Sólidos. A proposta trata de um assunto estratégico para o Brasil - o gerenciamento dos cerca de 170 mil toneladas de lixo produzidas diariamente no país. Mais de cem proposições tramitam juntamente com o substitutivo, que foi construído a partir de um projeto de lei que há 18 anos aguarda votação do Congresso.

A proposta institui o chamado sistema da logística reversa, pelo qual o setor empresarial passa a ser responsável por estruturar e implementar uma rede de coleta, reaproveitamento e/ou destinação final de produtos descartados pelos consumidores. Por esse modelo, ficará a encargo das empresas, por exemplo, instalar os procedimentos de compra de produtos e embalagens usados e oferecer postos de entrega de materiais recicláveis para os consumidores.

“Cada vez mais há uma cobrança pela sustentabilidade. Esse conceito veio para ficar e este momento é super oportuno. Com essa logística reversa, as empresas terão vantagens econômicas com o retorno dos produtos, e estaremos prevenindo esse passivo ambiental. É melhor prevenir do que remediar”, defende o deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP), coordenador do Grupo de Trabalho (GT) de Resíduos Sólidos, responsável pelo projeto.

O substitutivo, segundo o relator, foi elaborado por consenso entre diversos setores. Ainda assim, alguns pontos do projeto devem enfrentar resistência em plenário. Um dos integrantes do grupo de trabalho, o deputado Jorge Khoury (DEM-BA) prevê discussões em torno da implantação do sistema de logística reversa.

De acordo com o projeto, os custos da logística reversa devem ser repassados ao setor empresarial. Se o titular do serviço público de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, por acordo setorial ou termo de compromisso, encarregar-se das atividades previstas nesse sistema de logística, o fabricante, distribuidor, comerciante e importador terá de pagar pelos serviços. “Há um questionamento se isso não seria uma bitributação. Creio que esse ponto enfrentará alguma resistência quando for a plenário”, prevê Khoury.

Também podem enfrentar resistência o artigo que proíbe a queima a céu aberto sem licença ambiental e o dispositivo que veta a importação de “resíduos sólidos perigosos e rejeitos, bem como os resíduos sólidos cujas características causem dano ao meio ambiente e à saúde pública, ainda que para tratamento, reuso, reutilização e recuperação”.

“Embora o projeto não trate de forma tão explícita, ele proíbe, por exemplo, a importação de pneus, que são resíduos sólidos que causam danos. Certamente, haverá um lobby forte para permitir a importação desses produtos”, avalia o líder do PV, Edson Duarte (BA). O líder ambientalista considera fundamental a aprovação da proposta, que servirá de marco regulatório para a gestão de resíduos sólidos no Brasil.

Fonte: Congresso em Foco

Erro de polícia

No Brasil, como se sabe, os marginais não perdem por esperar. Ganham. Nessa terça (20), o STJ deu um presente a quatro ladrões de São Paulo. Em dezembro de 2007, eles haviam furtado duas peças valiosas do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Um Picasso (Retrato de Suzanne Bloch) e um Portinari (O Lavrador de Café). Foram abertos dois inquéritos – um da Polícia Civil; outro da Polícia Federal. Em sete dias de investigação, a Polícia Civil localizou os quadros, recuperando-os. Foram presos Francisco Laerton Lopes de Lima, Robson de Jesus Jordão, Alexsandro Bezerra da Silva e Moisés Manuel de Lima Sobrinho. Em fevereiro passado, foram julgados e condenados pela Justiça Estadual paulista.
Pois bem. O STJ decidiu que a sentença não tem valor e anulou-a.
Alega-se que o caso só pode ser julgado pela Justiça Federal.

Não será preciosismo demasiado? Afinal, a justiça foi feita e muitos recursos foram gastos para concretizá-la. Zerar tudo me parece um absurdo.


Fonte: Blog do Josias de Souza

terça-feira, 20 de outubro de 2009

De olho nas pernadas presidenciais

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, disse ontem que as viagens da ministra Dilma Rousseff com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para visitar obras do PAC devem ser examinadas pela Justiça Eleitoral. Para ele, muitos atos ditos como de governo têm características de antecipação de campanha política, já que Dilma é a candidata de Lula e do PT à Presidência em 2010.

O ministro não quis emitir juízo de valor sobre eventuais irregularidades nas ações do governo federal, mas disse que nem a pessoa mais ingênua acredita que se trata de mera fiscalização de obras. "É uma questão que terá de ser examinada. Muito do que está se fazendo, sorteios, entrega de brindes, tem característica de campanha", comentou o ministro".

Semana passada, Lula e Dilma estiveram três dias visitando as obras de transposição do Rio São Francisco em quatro estados, acompanhados de políticos aliados. Subiram em palanques, discursaram, Lula comandou sorteio de casas e fez ironias ao criticar o governador de São Paulo, José Serra, pré-candidato do PSDB à Presidência.

"Estão testando a Justiça Eleitoral e o Ministério Público Eleitoral. É uma situação que, se se tornar repetida e sistêmica, há de merecer reflexão. É uma viagem feita com recursos públicos. Nem o mais cândido dos ingênuos acredita que isso é uma fiscalização de obras. Não se tinha visto até então a ministra Dilma fiscalizar obras. A questão tem que ser discutida."

O ministro presidente do STF alertou para a regra constitucional de igualdade de oportunidade na competição eleitoral: "O processo eleitoral implica em igualdade de competição. O Estado não pode beneficiar um dos candidatos. Quem está no governo normalmente tem uma mais-valia, é natural. Agora, caberá à Justiça Eleitoral verificar (as viagens). Apresentar alguém como candidato em atividades de governo é compatível com a Constituição? Não vou emitir juízo quanto a isso. É um desafio para a Justiça Eleitoral saber o que é atividade de governo e o que é campanha eleitoral."

Para o presidente do Supremo, é possível que o Brasil precise adotar o que fizeram outros países, em que essa diferença é clara na legislação: "Muito provavelmente isso tenha que ser definido. Se isso (misturar atos de governo com campanha) é permitido no plano federal, dá margem para o estadual e o municipal." Em entrevista ao programa "É notícia", da Rede TV, Gilmar, que já presidiu o TSE, disse também que o "governo Lula testa os limites de tolerância da Justiça Eleitoral".

O presidente Lula continua saracoteando de norte a sul, lépido e faceiro, com Dilma à reboque, em romaria eleitoral, ferindo a norma legal, sem que os poderes constituídos se manifestem. Cadê o TSE? Continua preocupado em testar a resistência das urnas eleitorais contra fraudes e não vê a fraude maior da campanha eleitoral escancarada patrocinada pelo mandatário maior. O ministro Gilmar puxou a orelha, talvez se abram os olhos...

Fonte: O Globo

domingo, 18 de outubro de 2009

Nada de nada

Dando uma olhadinha básica nos sites de alguns jornais brasileiros, achei uma matéria interessante do jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal O Estado de São Paulo em Nova York, na sua coluna De Beirute a Nova York, em que ele discute uma velha ideia - a de que os brasileiros reclamam que os americanos não sabem nada sobre os outros países. E explica: "Com certeza, na média, muitos americanos não saberão dizer a capital da Índia, a presidente da Argentina, o maior escritor da história da Colômbia, a língua que se fala na Áustria, o craque da seleção de futebol turca, o tipo de dança de Angola ou nome do mexicano que recebeu o Nobel de Literatura. O americano médio não sabe quem é o presidente do Brasil, qual a nossa capital, quem é o Kaká, o nome de qualquer escritor ou cantor brasileiro, o nome de mais de uma cidade e idioma que nós falamos."

Chacra é Mestre em Relações Internacionais pela Universidade de Columbia e comenta que, apesar dos americanos não saberem nada do Brasil, nos Estados Unidos, existem brazilianistas (com "z" mesmo) nas principais universidades. "Na Columbia, onde estudei, pelo menos cinco – que dedicam a carreira toda a estudar o Brasil. Um deles, Albert Fishlow, é colunista da Folha. Keneth Maxwell, de Harvard, também. Universidades como a Brown possuem mais livros de história brasileira do que qualquer instituição de ensino privada brasileira. No meu mestrado, aqui em Nova York, haviam quatro alunos americanos fluentes em português e que moraram no Brasil. O New York Times, o Wall Street Journal e a Newsweek mantêm correspondentes no Brasil."

Adiante, o repórter indaga: "Agora, eu peço aos leitores que perguntem a seus amgios. Tirando jogadores de futebol, quais os nomes dos presidentes do Uruguai e do Paraguai; os nomes de pelo menos um escritor de cada um desses países; de um músico; de um ator; de uma atriz; de um pintor; de qualquer político; de mais de duas cidades; suas danças típicas; e o de um jornal local. Vou mais longe e pensem no nome de cinco uruguaios e paraguaios de toda a história. De qualquer atividade, incluindo o futebol. São dois países que fazemos fronteiras e que temos um acordo de livre comércio. O Uruguai foi parte do nosso território. E, nós, brasileiros, cometemos um genocídio do Paraguai. E não sabemos, na média, nada destes países."

E então? Parece óbvio que não só os americanos não sabem nada sobre o Brasil ou outros países. Os brasileiros também. Não se interessam nem pela sua cozinha, quanto mais pela dos outros! Perguntemos a um santiaguense médio se ele sabe o nome do prefeito da vizinha cidade de São Francisco de Assis ou pode citar o nome de pelo menos cinco dos 10 vereadores do seu próprio município...Claro que não. Certamente, para ele, isso é cultura inútil.

Fonte: estadao.com

sábado, 17 de outubro de 2009

Presidência imperial

Por relevante e esclarecedor, destaco, aqui, o editorial do jornal O Estado de São Paulo, de hoje:

"A crescente pressão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra a diretoria da Vale torna cada vez mais claro seu projeto de poder. Não lhe basta chefiar o Executivo da maior democracia latino-americana.
Ele quer presidir também a maior empresa privada do Brasil - e tantas quantas ele considere necessárias para a consumação de seus objetivos.
À primeira vista, seu projeto parece conduzir a uma reestatização, com apoio de pelo menos alguns partidos aliados e também de sindicatos e movimentos ditos sociais, mas não é essa, neste momento, a questão mais importante.
Muito mais do que à ampliação das funções e dos poderes do Estado, as ações do presidente Lula visam ao fortalecimento do seu governo e à centralização de um conjunto importante de decisões econômicas. Centralização, nesse caso, tem sentido literal: concentração de poder no principal gabinete do Palácio do Planalto.
A tendência não é nova, mas ficou mais evidente a partir do agravamento da crise, quando o presidente Lula tentou intervir nas demissões da Embraer e da Vale.
As pressões sobre a mineradora continuaram, depois, quando a empresa anunciou a redução temporária de seus investimentos. O presidente da República simplesmente cobrou explicações do chefe da empresa, como se estivesse tratando com um executivo sujeito a seu comando.
O passo seguinte foi tentar obter o controle da empresa para demitir o presidente Roger Agnelli e determinar a pauta de investimentos. A tentativa só não deu certo, até agora, porque o Bradesco se recusou a vender as ações necessárias à formação de um novo bloco de controle.
O jogo continua. Se der certo para o presidente, ele terá um estímulo a mais para intervir noutras empresas consideradas estratégicas.
A interferência do presidente já é explícita na administração da Petrobrás. Bem antes de se anunciar a descoberta do pré-sal, Lula tentou forçar a estatal a comprar equipamentos pesados de fornecedores nacionais.
O plano só não foi adiante, há alguns anos, porque os velhos estaleiros não tiveram condições de atender a empresa.
Mas as pressões voltaram e a legislação proposta para o pré-sal transforma a Petrobrás em instrumento de política industrial. Manobra semelhante - e mais audaciosa - ocorreu quando o presidente criticou a Vale, recentemente, por encomendar navios a um estaleiro chinês.
No caso da Petrobrás, a subordinação ao Planalto será completada com a criação de uma estatal para comandar a exploração do pré-sal.
Esses fatos dão um novo sentido às investidas do governo, desde o início do primeiro mandato, contra a autonomia das agências de regulação, para sujeitá-las de forma irrestrita aos interesses políticos do Executivo.
As agências foram concebidas para funcionar como órgãos de Estado, não de governo, mas o objetivo de Lula, obviamente, é fortalecer o governo, não o Estado.
Se derem certo as tentativas de enfraquecer o Tribunal de Contas e de afrouxar a Lei de Responsabilidade Fiscal - objetivo permanente de muitos prefeitos e governadores -, o poder de arbítrio do Executivo Federal aumentará tremendamente e os avanços institucionais iniciados nos anos 90 irão para o ralo.
Resta a pergunta: para quem o presidente Lula prepara essa configuração de poder? A resposta parece clara: para si mesmo.
Se o seu sucessor for eleito por um partido de oposição, terá muita dificuldade para retomar a pauta de reformas inaugurada nos anos 90.
Terá de enfrentar a resistência de um funcionalismo engordado e moldado segundo os interesses políticos do atual governo. Terá de enfrentar, além disso, a pressão de grupos articulados para movimentos de rua e para demonstrações de força.
Para isso deverão servir o MST, sindicalistas cevados com dinheiro do contribuinte e a mais nova categoria de pelegos - dirigentes estudantis dispostos a declarar publicamente sua condição de estudantes profissionais sustentados pelo governo.
A moldura perfeita para este quadro é o conjunto, em torno do Brasil, formado por governos com evidente vocação autoritária, todos apoiados pela atual diplomacia brasileira, francamente intervencionista. Não se trata só dos governos de Venezuela, Equador e Bolívia.
A recém-aprovada legislação argentina de controle dos meios de comunicação combina com essa tendência, até agora defendida como perfeitamente democrática pelo presidente Lula e por seus assessores. É uma afinidade cada vez mais clara e mais preocupante."

Horário de verão

Horário de verão ou DST (Daylight Saving Time) é a prática de adiantar o relógio em uma hora. O procedimento foi Idealizado por Benjamin Franklin, em 1784, nos Estados Unidos. A intenção de Franklin era aproveitar a luz natural durante os dias mais longos do ano. No entanto, o governo americano não gostou da idéia. O primeiro país a adotar oficialmente o DST foi a Alemanha, durante a Primeira Guerra Mundial.

O objetivo do horário de verão é proporcionar economia do consumo de energia por meio do melhor aproveitamento da luz natural do dia. Assim, a prática reduz a demanda em períodos considerados como “horários de ponta” (das 18 às 21h), onde o consumo é bem maior.

Por meio do aproveitamento da luz natural, se obtém uma redução de 4 a 5% no consumo de energia elétrica, o que faz com que o país não sofra com problemas decorrentes da falta de energia. O DST se inicia no verão pelo fato de a estação ser a mais quente e a que mais provoca o aumento do consumo de eletricidade: refrigeração, condicionamento de ar, ventilação, etc.

O horário é adotado em toda a Europa, na maior parte da América do Norte e Austrália. A medida só funciona nas regiões distantes da linha do Equador, já que nesta estação os dias são mais longos e as noites mais curtas. Nas regiões próximas ao Equador, o horário de verão não traz nenhum benefício, pois os dias e as noites têm duração igual ao longo do ano.

Embora proporcione a redução do consumo, o horário de verão é visto por muitos como algo relativamente desnecessário e prejudicial à saúde, já que altera o relógio biológico das pessoas, provocando uma mudança brusca dos ritmos do organismo humano que, normalmente, estão sincronizados entre si, seguindo uma ordem temporal interna, o ritmo circadiano. O horário de verão (2009/2010) inicia amanhã, 18 de outubro de 2009 e termina no dia 21 de fevereiro de 2010.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Popularidade não se transfere, diz estrategista de Obama

Comandante da publicidade na vitoriosa campanha presidencial de Barack Obama nos Estados Unidos, o consultor Jason Ralston disse ontem que um líder popular não é capaz de transferir totalmente votos para o candidato que apoia. “É sempre preferível ter o apoio de um líder popular a não tê-lo. Mas creio que a popularidade de um líder não é transferível para outro candidato”, comentou Ralston, definido pelo jornal “The Washington Post” como o cérebro da publicidade na campanha presidencial de Obama.

Ralston foi questionado, em recente seminário, promovido pelo Grupo Santander Brasil, sobre a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vem batendo recordes (67% de ótimo ou bom, segundo a mais recente pesquisa Datafolha, realizada em agosto), e sobre as tentativas do presidente de elevar os índices de intenção de voto da sua candidata na eleição do ano que vem, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

O cenário é bastante diferente do da última eleição presidencial dos Estados Unidos, no ano passado, quando Obama focou sua estratégia no conceito de mudança, centrando fogo em um governo com baixo nível de aprovação, do então presidente George W. Bush. Ralston argumentou com um exemplo hipotético. Disse que, caso a senadora e hoje secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, não disputasse as primárias (processo interno de escolha do candidato) do Partido Democrata e seu marido, o ex-presidente Bill Clinton, declarasse apoio desde o começo a Obama, isso não teria sido decisivo. “Ajudaria, é claro. Mas não sei se nos levaria à vitória. É melhor ter [o apoio], mas não é um elemento decisivo.” Ele disse que não faria mais comentários, por não ter muitos detalhes sobre o cenário brasileiro.

Segundo Jason, uma campanha deve “saber o que defende”, “ter disciplina e comprometimento”, “construir relações com os eleitores e fortalecê-las” e “usar tecnologia para integrar esforços de seus comitês”. Lembrou ainda que a velocidade de resposta a ataques adversários é muito importante.

O presidente Lula pode ter até 110% de aceitação popular e seu carisma é fato, mas não vai conseguir transferir sua popularidade a uma candidata sem o menor pendor para a coisa - despreparada, chata, antipática e dona de frases que são pérolas, segundo apanhado de Augusto Nunes, em sua coluna, no site da Revista Veja:

“O pré-sal vai antecipar esse fim da pobreza que iríamos fazer de qualquer jeito, mas que poderemos fazer em menos anos”.

“Estamos definindo como vamos enfrentar o desafio que é transformar riqueza material em riqueza física e humana”.

“Vamos ter uma política de conteúdo nacional que vai depender da nossa capacidade de internalizar e transformar essa demanda em empregos brasileiros e tecnologia nacional”.

“Quando o presidente Lula assumiu o primeiro mandato, nós optamos por uma nova política industrial. Resolvemos que tudo que pudesse ser produzido no Brasil fosse produzido no Brasil. Uma plataforma custa 2 bilhões de reais, gente. Se eu importo a plataforma de 2 bilhões de reais da Coreia, 2 bilhões de reais vão ser exportados para o exterior”.

“O fato de ser mulher não garante o voto feminino. O Lula vive me dizendo que metalúrgico não vota em metalúrgico, corintiano não vota em corintiano, mulher não vota em mulher e preto não vota em preto”.
Fontes: Folha de São Paulo e coluna de Augusto Nunes, em veja.com

Brasil é eleito para o Conselho de Segurança da ONU

O Brasil foi eleito nesta quinta-feira para um mandato de dois anos em uma das vagas rotativas do Conselho de Segurança da ONU. O mandato brasileiro entra em vigor no dia 1º de janeiro de 2010 e vai até o dia 31 de dezembro de 2011. É a décima vez que o país ocupa uma posição no Conselho de Segurança, o órgão da ONU responsável pela manutenção da paz e da segurança internacional. É também a segunda vez que o país ocupa uma vaga rotativa na ONU durante a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva. A primeira foi entre 2004 e 2005.

O país será representado pela primeir a vez no Conselh o por uma mulher, a embaixadora Maria Luiza Viotti, que comanda a missão brasileira na ONU. O Brasil vem pleiteando há muitos anos um assento permanente no Conselho da ONU, mas, a despeito de ter obtido manifestações de apoio por diferentes países, ainda não alcançou esse objetivo. Os membros permanentes do Conselho são Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Rússia e China, que tem direito de veto em qualquer medida votada pelo órgão.

A eleição do Brasil já era esperada e não houve outros concorrentes latinoamericanos. Ao todo, 182 países de um total de 183 votaram no Brasil. As outras nações que obtiveram vagas não-permanentes para o mandato de 2010-2011 foram Bósnia-Herzegóvina, Gabão, Líbano e Nígéria.

Avisa o Ministério das Relações Exteriores que, entre as prioridades brasileiras, ao longo de seu mandato, estão a estabilidade no Haiti, a situação na Guiné-Bissau, a paz no Oriente Médio, os esforços em favor do desarmamento, a promoção do respeito ao Direito Internacional Humanitário, a evolução das operações de manutenção da paz e a promoção de um enfoque que articule a defesa da segurança com a promoção do desenvolvimento socioeconômico.

Fonte: BBC Brasil, em Washington

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Jornada pelo interior do Brasil

O presidente Lula encontra-se em excursão pelo interior do Brasil, vistoriando obras do PAC. Ontem, Lula e seu séquito pernoitaram num dos canteiros da obra de transposição das águas do Rio São Francisco, naturalmente, local sem infraestrutura para acomodar a presidencial comitiva em noite de sono reparador e necessário. Porém, tudo se resolve quando a entourage é eficiente.

O Diário de Pernambuco informou que antes da comitiva presidencial chegaram à obra confortos nunca dantes imaginados naqueles grotões - para cuidar da comida, bistrô francês veio de Recife, o La Cuisine, cujo cardápio incluiu bebidas e canapés, preparados por nove cozinheiros e servidos por mais de 20 garçons. O aposento para o pernoite presidencial foi ataviado com tapete azul, televisão, frigobar, banheiro privativo e cama king size. Mesmo mimo receberam ministros, governadores e empresários acompanhantes, sem, no entanto, o privilégio da TV e do tapete.

Aos jornalistas presentes foram disponibilizados 14 laptops e 50 camas de solteiro.

A rota dos paclanques e dos pacmícios inclui um verdadeiro tour. Ontem, Pirapora e Buritizeiro, em Minas; Barra, na Bahia; Arcoverde, em Pernambuco. E Custódia, para o aprazível pernoite e pacmício à beira-rio, hoje. Após, cruza as fronteiras da Paraíba, paclanqueia e retorna à Pernambuco, descendo na cidade de Floresta. E vai ao canteiro do segundo pernoite. Na sexta (16), o presidente volta para Brasília.

Eta comissão de frente eficiente, sô! E, cruzes, que disposição para viajar! O programa de milhagens está bombando! Fica evidente, também, que recursos não faltam para esses giros eleitoreiros - na Dinamarca, US$ 50 milhões foram consumidos para abocanhar a titularidade dos Jogos Olímpicos 2016, gastos para acomodar a delegação brasileira e garantir presenças midiáticas como as de Pelé, Paulo Coelho e figuras olímpicas menos expressivas. Para completar, será que uma simples fiscalização das obras de transposição do Rio São Francisco pediria tanto brilho e ostentação? Não seria de bom-tom apenas um par de sete léguas, um capacete e a companhia do engenheiro-chefe das obras? Dilma é especialista em águas? Em climas? É geóloga? Engenheira? Ah! O que menos interessa é a transposição? Entendi...O que conta é a eleição!

Fonte: Blog do Josias de Souza
Imagem: Dalcío, via Correio Popular
Mapa: UOL

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Planalto em obras e... em maus lençóis

Do blog de Josias de Souza:

"A turma do TCU prestou um inestimável serviço a Lula. Mostrou-lhe o tamanho do ridículo em que incorre ao desancar os fiscais de obras.

O Planalto, como se sabe, está em obras. Lula e os minisros da Casa despacham provisoriamente no Centro Cultural do Banco do Brasil.

A coisa começou em maio. Espera-se que acabe em um ano. Vai custar algo como R$ 100 milhões.

O Tribunal de Contas da União farejou malfeitos também ali, sob as barbas de Lula.

Para início de conversa, os operários levaram a mão à massa antes que alguém se lembrasse de obter o indispensável alvará de construção.

Para complicar, uma esperteza: enfiou-se no contrato da obra a compra de peças que exigiriam outra licitação - poltronas, tapetes, persianas... Coisa de R$ 761,8 mil.

De resto, o TCU deseja entender uma esquisitice. O governo de Brasília cobra ISS de 2%. No contrato celebrado com o Planalto, a empreiteira empurrou 5%. Colou.

Isso tudo pode parecer implicância. Não é. O presidente e seus assessores são pagos também para brindar a platéia com exemplos de conduta.

Se FHC mandasse reformar a cozinha do Planalto sem alvará, pagando ISS em dobro e contrabadeando panelas no contrato, o que diria o oposicionista Lula?

Talvez dissesse algo assim:

“O governo diz que o TCU está contra ele. Quando o presidente da República não se dá ao respeito, fica claro que o governo é que está contra o TCU.”

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Yes, he can! Barack Obama conquista o Prêmio Nobel da Paz

Nove meses após assumir a presidência dos Estados Unidos, Barack Obama conquistou, nesta sexta-feira, o Prêmio Nobel da Paz, concedido pela Academia de Artes e Ciências de Oslo, em reconhecimento ao seu esforço pelo desarmamento nuclear e pela retomada do processo de paz no Oriente Médio, desde que tomou posse em janeiro.

Obama é o terceiro presidente americano em exercício a conquistar o prêmio. Antes, Theodore Roosevelt (1906) e Woodrow Wilson (1919) e também foram agraciados. Jimmy Carter conquistou o prêmio em 2002, quando já não era presidente, por mediação em conflitos internacionais.

"O presidente Obama venceu o Nobel da Paz por seus extraordinários esforços para fortalecer a diplomacia internacional e a cooperação entre os povos", divulgou o Comitê do Nobel, através de seu presidente, Thorbjoern Jagland.
Obama, ao comentar sobre o prêmio, disse que está surpreso e profundamente honrado por ter sido escolhido para o Nobel da Paz de 2009, e que o considera como um chamado para a ação. Segundo ele, a homenagem não é vista "como um reconhecimento de minhas conquistas, mas sim a afirmação da liderança norte-americana em nome das aspirações das pessoas em todas as nações". "Sinto que não mereço estar ao lado de tantas figuras transformadoras que já foram honradas com este prêmio."

A notícia está gerando polêmica no mundo, principalmente pelo pouco tempo em que Barack Obama exerce a presidência dos Estados Unidos. Acredito que este prêmio foi concedido à pessoa de Obama e o que ele representa para os esforços pela paz mundial, especialmente por ser o primeiro negro a assumir a presidência dos Estados Unidos e por ter capturado a atenção da população mundial com o seu discurso de esperança, solidariedade e preservação da dignidade humana. Yes, he can!

A respeito de Barack Obama, José Saramago escreveu, em seu blog O caderno de Saramago, em janeiro de 2009:

"Donde?
Donde saiu este homem? Não peço que me digam onde nasceu, quem foram os seus pais, que estudos fez, que projecto de vida desenhou para si e para a sua família. Tudo isso mais ou menos o sabemos, tenho aí a sua autobiografia, livro sério e sincero, além de inteligentemente escrito. Quando pergunto donde saiu Barack Obama estou a manifestar a minha perplexidade por este tempo que vivemos, cínico, desesperançado, sombrio, terrível em mil dos seus aspectos, ter gerado uma pessoa (é um homem, podia ser uma mulher) que levanta a voz para falar de valores, de responsabilidade pessoal e colectiva, de respeito pelo trabalho, também pela memória daqueles que nos antecederam na vida. Estes conceitos que alguma vez foram o cimento da melhor convivência humana sofreram por muito tempo o desprezo dos poderosos, esses mesmos que, a partir de hoje (tenham-no por certo), vão vestir à pressa o novo figurino e clamar em todos os tons: “Eu também, eu também.” Barack Obama, no seu discurso, deu-nos razões (as razões) para que não nos deixemos enganar. O mundo pode ser melhor do que isto a que parecemos ter sido condenados. No fundo, o que Obama nos veio dizer é que outro mundo é possível. Muitos de nós já o vinhamos dizendo há muito. Talvez a ocasião seja boa para que tentemos pôr-nos de acordo sobre o modo e a maneira. Para começar."

Imagens: Bowmer and Corvallis Gazette, AP
Fonte: Daily News staff writer e Blog O Caderno de Saramago

Apenas 36,8% dos jovens brasileiros têm ensino médio completo

Apenas 36,8% dos jovens brasileiros de 18 a 24 anos têm 11 anos de estudo, o que corresponde ao ensino médio completo, escolaridade consideraTamanho da fonteda essencial para avaliar a eficácia do sistema educacional de um país, segundo a Comissão das Comunidades Europeias (Eurostat).

É o que mostra a Síntese dos Indicadores Sociais de 2008, divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE. De acordo com pesquisadores do instituto, o índice, que dobrou em relação a 1998 (18,1%), ainda é considerado extremamente baixo.

Na comparação de cor ou raça, 40,7% dos jovens com 11 anos de escolaridade são brancos e 33,3% são negros ou pardos. Em relação ao sexo, 39,6% são mulheres e 34% homens.

As desigualdades regionais também são evidenciadas no indicador. A região Sudeste, é a que apresenta o maior percentual (43,85%), seguida do Sul (37,7%), Centro-Oeste (35,4%), Norte (30,2%) e Nordeste (29,2%), com a taxa mais baixa.

Pelo que podemos observar, há muito o que fazer para que todos os jovens brasileiros consigam completar o ensino médio e saiam dele com as habilidades de ler, escrever, raciocinar e interpretar. Então, distintas autoridades educacionais, é chegada a hora de dedicarem mais HBC ao assunto!

Fonte: O Globo

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Interação.com XII

Publiquei novo artigo no Blog do jornalista Edward de Souza - Reaprendendo a arte de viver com arte.

Para ler, acesse

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Ministro da Justiça acha "até bom" o vazamento do Enem

O ministro Tarso Genro confirmou a colaboração da Polícia Federal e da Força Nacional de Segurança na aplicação do Enem (Exame Nacional de Ensino Médio), e disse que considera o incidente do vazamento da prova como positivo, por mostrar a importância do Enem para todo o país.

O ministro deveria ter permanecido calado, mas resolveu debochar mais um pouquinho do povo brasileiro, com essa pérola: "Eu disse para o [ministro da Educação] Fernando [Haddad] ontem que até foi bom o que aconteceu, porque assim não somente nós, mas toda a sociedade brasileira se tornou consciente da grande importância que tem o Enem para o futuro da educação no Brasil."

Esquece o ministro que, independente do que ele acha que é bom para a sociedade brasileira, mais revelante seria perguntar ao colega que responde pela pasta da Educação por que agiu com desídia, frouxidão e autossuficiência, desrespeitando o esforço e a expectativa de milhões de estudantes que iriam submeter-se ao exame, no final de semana passado. Pela importância da prova, não teria sido mais previdente verificar a idoneidade e as condições de segurança do consórcio de empresas responsável por sua impressão, distribuição e aplicação, solicitando o aparato da PF como medida de segurança antecipada? Também não parecem importantes para o ministro Tarso os R$ 34 milhões jogados fora, afinal, o governo dispõe de muitos recursos e, para a edição vindoura, certamente gastará o dobro!

O novo Enem será realizado por uma força-tarefa formada pela Fundação Cesgranrio e pelo Cespe, ligado à UnB (Universidade de Brasília), com apoio dos Correios, nos dias 5 e 6 de dezembro, às 13h.

Fonte: Folha Online, sucursal de Brasília

Ataque ao vilão da hora

Você está despejando os quilos a mais? indaga o cartaz de agressiva campanha publicitária contra a obesidade, que está nas ruas de Nova York. Na imagem, o líquido que escorre se transforma em gordura. As autoridades de saúde estão se valendo deste expediante para chocar os consumidores de refrigerantes, forçando a redução da ingesta de açúcar, preocupadas com o resultao de pesquisas recentes, que mostram que os americanos bebem quase 58 bilhões de litros da bebida por ano. E os refrigerantes podem conter até 17 colheres de chá de açúcar em cada garrafa de 550 ml.

Neste sentido Nova York vem liderando as campanhas e iniciativas para aumentar impostos dos refrigerantes e fast-food e abater impostos para lojas que vendem frutas e vegetais em bairros pobres.

O prefeito Michael Bloomberg já obrigou cafés, restaurantes e lanchonetes a especificarem a quantidade de calorias nos cardápios, enviou vendedores de frutas para bairros pobres e concedeu incentivos a pequenos estabelecimentos comerciais para venderem frutas e vegetais.

Defensores das campanhas de saúde pública afirmam que os Estados Unidos estão vivendo hoje uma epidemia de obesidade que custa ao país US$ 147 bilhões por ano em gastos com saúde. De acordo com as últimas estatísticas do governo, 32.2% dos americanos adultos e 17.1% das crianças já são clinicamente obesos.

Não sei se há dados estatísticos no Brasil sobre o consumo de refrigerantes e obesidade, mas creio que os números devem ser parecidos e não vejo nenhuma campanha de esclarecimento em nível governamental.

Fonte: BBC Brasil

Presidente do STF quer novas regras para compensar o fim da Lei de Imprensa

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, sugeriu que o Congresso crie novas regras para suprir o vácuo jurídico ocasionado pelo fim da Lei de Imprensa. Explicou o presidente que a falta de normas de organização e procedimento gera situações de “perplexidade”.

Tudo isso porque, no final de abril, o STF decidiu revogar toda a Lei de Imprensa (5.250/67), um conjunto de regras criado no regime militar (1964-1985) que previa atos como a censura, a apreensão de publicações e a blindagem de autoridades da República contra o trabalho jornalístico.

Muitos dos casos relacionados à lei revogada são agora tratados pelos códigos Civil e Penal e pela Constituição de 1988. “O próprio episódio a propósito desse conflito com o “Estado de São Paulo” está a mostrar que há alguma perplexidade. Por exemplo: qual é a regra que disciplina a competência [onde o caso deve ser julgado]? É o local do dano, é o local de publicação do veículo? Em suma, são perplexidades que não existiam diante do quadro anterior, quando havia uma lei”, disse ontem, no seminário “Mídia e Liberdade de Expressão”, organizado pela TV Globo.

Uma decisão do desembargador Dácio Vieira proibiu, em julho, o “Estado de S. Paulo” de publicar informações da Operação Boi Barrica (rebatizada de Faktor). A investigação da Polícia Federal tem entre os alvos Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Fernando é o autor do pedido à Justiça. Vieira foi afastado do caso pelos colegas do Tribunal de Justiça do DF, por suspeição. Mas o mesmo tribunal declarou que o episódio deve ser julgado pela Justiça do Maranhão.

Será que o Congresso vai se mexer e criar regras para afastar as "perplexidades" apontadas pelo presidente do STF, ou assim está bom, a enrolação é benéfica e quanto mais tempo se passar, melhor?

Fonte: Folha de São Paulo

CCJ aprova criação do voto distrital

Depois de aprovar novas regras para as eleições de 2010 através e uma minirreforma eleitoral, a Câmara dos Deputados começou a discutir novas mudanças no sistema eleitoral. A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) aprovou, nesta quarta-feira, duas PECs (propostas de emenda à Constituição) que modificam a forma de escolha dos deputados federais e dos vereadores. As propostas estabelecem a adoção do voto distrital e seguem para análise de uma comissão especial.

Se as matérias forem aprovadas na comissão, ainda precisam passar pelo plenário e receber aval do Senado. Pelo texto da PEC 523/06, nas cidades com mais de 200 mil habitantes, seria instituído o voto distrital misto, enquanto a PEC 365/09, adota o sistema em todo o país.

O voto distrital permite a combinação de dois modelos: o voto aberto em nomes e a lista partidária. No sistema distrital, os estados e os municípios são divididos em distritos, limitados por regiões.

O eleitor vota duas vezes: o primeiro voto vai para a lista partidária de sua preferência e o segundo, para o candidato do distrito de domicílio do cidadão. Metade das vagas é preenchida pelo vencedor da eleição distrital. A outra, pelos candidatos selecionados na lista partidária.
Fonte: Folha Online

Reflexão & síntese

Era uma vez um Imperador que gostava muito de borboletas. Um dia mandou chamar o pintor mais conhecido e admirado do Império e ordenou-lhe que pintasse uma borboleta. O pintor disse que para a pintar necessitava de uma casa grande e confortável, que estivesse situada no lugar mais bonito do reino, alguns criados e um prazo de três anos. O Imperador concedeu os pedidos.

Ao fim de três anos o Imperador mandou chamar o pintor ao palácio e quis saber se ele já tinha pintado a borboleta. O pintor pediu ao Imperador que lhe fossem concedidos mais três anos de prazo, os mesmos criados e a mesma casa. O Imperador voltou a conceder os pedidos.

Ao fim de três anos o pintor chegou novamente ao palácio e, em frente do Imperador, em alguns segundos, com traço firme e sem levantar o pincel, pintou uma borboleta, tão bonita que nunca o Império tinha visto outra igual.

O Imperador, contente mas surpreendido, perguntou ao pintor para que tinham servido os seis anos se ele fora capaz de pintar a borboleta em alguns segundos. O pintor respondeu que foram os seis anos de conforto e reflexão que tinham permitido a síntese, em alguns segundos, de uma multiplicidade de gestos.

Alfredo Saramago

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

3ª ExpoSantiago

Acabo de receber o convite para a solenidade de abertura da 3ª ExpoSantiago, que vai acontecer às 19h30min do dia 08 de outubro próximo, no Complexo Poliesportivo Aureliano de Figueiredo Pinto, em Santiago.

Observando o convite, lembrei das feiras anteriores, em que trabalhei, em 2001, 2003 e 2005, quando o evento ainda era bienal e se chamava Fecoarti. Como assessora e comunicação da ACIS e depois, do CES, participei do planejamento, da captação de recursos, da escolha do layout e do material gráfico, da divulgação, e, por fim, da própria feira. Um trabalho que muito envolvimento exigia da equipe, porém extremamente gratificante, pelos resultados alcançados.

Desejo muito sucesso aos realizadores da 3ª ExpoSantiago.

Brasil mantém 75ª posição no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano

O Brasil manteve-se estável, na 75ª posição, no ranking do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) - indicador que a ONU, através do PNUD, divulga anualmente, utilizando parâmetros comparativos da qualidade de vida em 182 países.

O Brasil mantém a posição anterior - continua em 75º lugar, entre Granada (74ª colocada) e Bósnia e Herzegovina (76ª). Os cinco países mais bem-colocados no ranking do IDH são Noruega, Austrália, Islândia, Canadá e Irlanda. Os EUA ocupam a 13ª posição.

No final da lista, aparecem, de baixo para cima, aparecem os países com pior desempenho: Niger, Afeganistão, Serra Leoa e República Centro-Africana.

O IDH varia de numa escala que vai de zero a um. Entre 2006 e 2007, o índice brasileiro oscilou de 0,808 para 0,813. Nesse patamar, o país é considerado como dotado de alto nível de desenvolvimento humano. Estão acima do Brasil (75º) países como Chile (44º), Argentina (49º), Uruguai (51º) e até a Venezuela (58º).

A ONU publicou o IDH pela primeira vez em 1990. A despeito disso, calculou o índice de anos anteriores, a partir de 1975. Criado por Mahbud ul Haq, em colaboração com o Nobel de Economia Amartya Sen, o IDH inovou em matéria de aferição do desenvolvimento humano.

Além do indicador econômico, o PIB per capita, o índice passou a levar em conta a longevidade e o nível educacional das populações. A aferição da longevidade é feita com base nos indicadores de expectativa de vida ao nascer. O nível educacional é medido pela combinação do índice de analfabetismo e da taxa de matrícula em todos os níveis de ensino.
O IDH tornou-se uma referência planetária. Entre outras utilidades, é usado para medir a capacidade dos países de atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, fixados pela ONU:

1. Erradicar a extrema pobreza e a fome
O número de pessoas em países em desenvolvimento vivendo com menos de um dólar ao dia caiu para 980 milhões em 2004, contra 1,25 bilhão em 1990. A proporção foi reduzida, mas os benefícios do crescimento econômico foram desiguais entre os países e entre regiões dentro destes países. As maiores desigualdades estão na América Latina, Caribe e África Subsaariana. Se o ritmo de progresso atual continuar, o primeiro objetivo não será cumprido: em 2015 ainda haverá 30 milhões de crianças abaixo do peso no sul da Ásia e na África.

2. Atingir o ensino básico universal
Houve progressos no aumento do número de crianças frequentando as escolas nos países em desenvolvimento. As matrículas no ensino básico cresceram de 80% em 1991 para 88% em 2005. Mesmo assim, mais de 100 milhões de crianças em idade escolar continuam fora da escola. A maioria são meninas que vivem no sul da Ásia e na África Subsaariana. Na América Latina e no Caribe, segundo o Unicef, crianças fora da escola somam 4,1 milhões

3. Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres
A desigualdade de gênero começa cedo e deixa as mulheres em desvantagem para o resto da vida. Nestes últimos sete anos, a participação feminina em trabalhos remunerados não-agrícolas cresceu pouco. Os maiores ganhos foram no sul e no oeste da Ásia e na Oceânia. No norte da África a melhora foi insignificante: Um em cinco trabalhadores nestas regiões é do sexo feminino e a proporção não muda há 15 anos.

4. Reduzir a mortalidade infantil
As taxas de mortalidade de bebês e crianças até cinco anos caíram em todo o mundo, mas o progresso foi desigual. Quase11 milhões de crianças ao redor do mundo ainda morrem todos os anos antes de completar cinco anos. A maioria por doenças evitáveis ou tratáveis: doenças respiratórias, diarréia, sarampo e malária. A mortalidade infantil é maior em países que têm serviços básicos de saúde precários.

5. Melhorar a saúde materna
Complicações na gravidez ou no parto matam mais de meio milhão de mulheres por ano e cerca de 10 milhões ficam com seqüelas. Uma em cada 16 mulheres morre durante o parto na África Subsaariana. O risco é de uma para cada 3.800 em países industrializados. Existem sinais de progresso mesmo em áreas mais críticas, com mais mulheres em idade reprodutiva ganhando acesso a cuidados pré-natais e pós-natais prestados por profissionais de saúde. Os maiores progressos verificados são em países de renda média, como o Brasil.

6. Combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças
Todos os dias 6,8 mil pessoas são infectadas pelo vírus HIV e 5,7 mil morrem em conseqüência da Aids - a maioria por falta de prevenção e tratamento. O número de novas infeccções vem diminuindo, mas o número de pessoas que vivem com a doença continua a aumentar junto com o aumento da população mundial e da maior expectativa de vida dos soropositivos. Houve avanços importantes e o monitoramento progrediu. Mesmo assim, só 28% do número estimado de pessoas que necessitam de tratamento o recebem. A malária mata um milhão de pessoas por ano, principalmente na África. Dois milhões morrem de tuberculose por ano em todo o mundo.

7. Garantir a sustentabilidade ambiental
A proporção de áreas protegidas em todo o mundo tem aumentado sistematicamente. A soma das áreas protegidas na terra e no mar já é de 20 milhões de km² (dados de 2006). O A meta de reduzir em 50% o número de pessoas sem acesso à água potável deve ser cumprida, mas a de melhorar condições em favelas e bairros pobres está progredindo lentamente.

8. Estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento
Os países pobres pagam a cada dia o equivalente a US$ 100 milhões em serviço da dívida para os países ricos. Parcerias para resolver o problema da dívida, para ampliar ajuda humanitária, tornar o comércio internacional mais justo, baratear o preço de remédios, ampliar mercado de trabalho para jovens e democratizar o uso da internet, são algumas das metas.

Fonte: PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento