Acompanhando Interface Ativa!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Tudo branco

Recente artigo do jornal inglês The Guardian, assinado por David Adam, recupera uma proposta que tem sido abordada por ambientalistas e cientistas, há algum tempo - inverter o preto das construções urbanas do mundo, pintando a paisagem de branco, refletindo luz solar suficiente para retardar o aquecimento global.

Hasehm Akbari não é arquiteto e o seu plano não é um projeto de arte conceitual. Ele quer transformar nossas cidades em um espelho gigante, para o qual precisa de muita tinta. Ele é um cientista, apoiado pelo prestigiado Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, da Califórnia. Esta pode ser a solução (ou paliativo) mais simples para um problema que tira o sono dos que sabem que o efeito estufa é uma realidade em curso, pelos desmandos que o próprio homem diariamente comete contra o ambiente, em nome do progresso.

Pois bem, o efeito estufa é uma ação natural do planeta já que os raios solares aquecem a superfície, que emite calor. Esse calor é retido pelos gases concentrados na atmosfera para manter a temperatura estável. O aquecimento global acontece por um agravamento do efeito estufa - com as crescentes emissões de carbono, a camada de gases que cobre a Terra fica mais espessa e retém mais o calor, elevando a temperatura.

A proposta de Akbari é pintar o mundo de branco através da união e do esforço de dezenas das maiores cidades do planeta, substituindo os materiais escuros usados nas ruas e nos telhados por algum produto mais refletivo. Estudos numerosos têm demonstrado que as construções com cobertura branca se mantêm mais refrigeradas durante o verão. A mudança pode reduzir a maneira como o calor é acumulado em áreas construídas e permite às pessoas que vivem e trabalham nesses lugares desligarem os potentes aparelhos de ar condicionado que utilizam ininterruptamente.

E proclama Akbari: Os telhados devem ser substituídos, um por um. Ciente dos benefícios, a Califórnia tem forçado os estabelecimentos comerciais com telhados lisos a se tornarem brancos, desde 2005. Grupos de diversas cidades americanas, como Houston, Chicago e Salt Lake City estão fazendo o mesmo.

A proposta é uma forma de geoengenharia, uma espécie de plano B para retardar o aquecimento global. Se a ideia parece uma medida extrema, como podemos classificar outras que se apresentam por aí, como espelhos gigantes no espaço, balões brilhantes flutuando acima das nuvens e milhões de árvores plastificadas (as árvores artificiais, para sugar carbono do ar, sobre as quais já comentei aqui, no blog)?

O projeto de Akbari parece ser mais simples e, por isso, de mais fácil execução - a luz solar refletida na superfície não contribui para o esfeito estufa. O problema acontece quando as superfícies escuras absorvem a luz solar e a enviam, de volta, para cima, como energia térmica.

Fato é que muitas cidades, especialmente aquelas situadas em regiões equatoriais, tropicais e desérticas, especialmente na Ásia e na África, são milenarmente constituídas de habitações claras, inclusive nos telhados, como forma de conservar o ambiente interno mais fresco. Nas regiões mediterrâneas acontece o mesmo.

2 comentários:

Anfermam disse...

Qualquer corpo entre o sol e a terra absorve a energia luminosa e a devolve como calor, seja qual cor for. Umas mais, outras menos. Por isso quando estamos num avião a 8000 metros lá fora está negativa a temperatura.
Para resolver este assunto, creio que só as florestas devolverão a condição atmosférica ideal pois as árvores devolvem a umidade que refrigera o planeta.
Enfim, tem de plantar árvores...
Só para matar a curiosidade Nívia, a Bíblia previu isto no Livro do Apocalipse - sem olhar pelo prisma da derrota, pois é uma situação que podemos reverter -. Lá diz que na época atual, nosso mundo antes de soar a quarta trombeta, 1/3 ( 33% )dos seres marinhos estão extintos- jacques Costeau asseverou em 1972 que 40% está extinto, que 1/3 das águas estariam amargas, isto é, poluidas, (em Russo Chernobil significa águas amargas, lembra-se do desastre atômico? ), sabemos que muito mais do que isso estão poluidas, e que 1/3 das florestas estariam extintas e sabemos que já passamos disto.
Ora se o ser humano continuar depredando,ele vai acabar com o mundo, não precisa da intervenção de Deus!
Uma contribuição que achei interessante para o seu blog a Palavra de Deus para a poluição!
Abraços a todos

Prof Ms João Paulo de Oliveira disse...

Pezada jornalista Nivia Andres:
Finalmente uma notícia auspiciosa, que em muito contribuirá com o nosso combalido Meio Ambiente!
Que alvissareiro ver uma condição "sine qua non" da Educação Ambiental: "Pensar globalmente, agir localmente" em ação!
Até breve...
João Paulo de Oliveira
Diadema-SP