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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Todos têm que saber. Embora não vá adiantar...

Caros leitores deste blog:

Sei que são poucos, na maioria, amigos, mas também sei que compartilham comigo a opinião de que informar é importante, principalmente um tipo de informação que não está disponível para o grande público e não tem muito destaque na mídia. Também não sou ingênua de acreditar que, por mais que muitos as publiquem, estas informações chegarão a todos os brasileiros, porque a maioria esmagadora não tem acesso à informação ou, ainda, não tem interesse em conhecê-la...

Não deveria, mas ainda fico muito indignada quando querem nos fazer passar por trouxas, idiotas ou assemelhados. Refiro-me a imensa maioria dos políticos, dos homens públicos que elegemos para nos representar, produzir leis, zelar pelo interesse público usando essa prerrogativa conferida pelo voto para locupletarem-se e aos seus familiares e apaniguados, ainda mais quando isso é feito com dinheiro que deveria ser usado para a implementação de políticas públicas destinadas à educação, saúde e cultura do nosso sofridíssimo e miserável povo brasileiro.

Por isso, seguidamente publico algumas matérias editadas por colegas jornalistas de notável brilho, com os devidos créditos, que também servem para externar a minha diária indignação com o que vemos acontecendo no país.

Leiam o que escreveu Augusto Nunes, em sua coluna no site da Revista VEJA:

"No outono de 2005, depois de ganhar de presente uma passagem de ida e volta, Benedito Vitor Januário dos Santos embarcou num avião em São Paulo, participou do jantar em Brasília promovido por ex-alunos da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco e voltou na manhã seguinte. Quem teve a ideia de abrilhantar a noitada com a presença do folclórico Vitão, funcionário do Departamento Jurídico XI de Agosto e festeiro animadíssimo, foi o advogado José Antonio Toffoli, subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, que providenciou o bilhete aéreo. Quem pagou foi a Secretaria da Administração da Presidência da República. Quem bancou a viagem foram os pagadores de impostos.


O Portal da Transparência, criado pela Controladoria Geral da República para mostrar como o governo gasta o que toma dos brasileiros comuns, confirma que em 19 de maio de 2005 a Secretaria da Administração repassou R$ 290 a Benedito Vitor Januário dos Santos. O portal se limita a revelar o valor desembolsado e a identidade do "favorecido". A transparência não se estende ao nome de quem mandou pagar nem à razão do pagamento. No caso de Vitão, a informação é dispensável. Há quatro anos, um voo de ida e volta entre São Paulo e Brasília custava exatamente R$ 290. Toffoli vive assumindo a paternidade da ideia em jantares com amigos.


Para os padrões brasileiros, subvertidos por roubalheiras que movimentam cifras inverossímeis, parece pouco. Dinheiro de troco, diriam os senadores. Uma viagem só, e ainda por cima doméstica, é coisa de amador, desdenhariam os deputados. Num país rebaixado a viveiro de corruptos bilionários, José Antonio Toffoli subtraiu aos cofres públicos uma quantia inferior a mil reais, consumida em duas decolagens e dois pousos. Quem faz isso merece castigo?

Merece uma punição exemplar, acha José Antonio Toffoli ─ ele mesmo, mas quatro anos mais tarde e em outro emprego. Ou achava até maio passado. "O Brasil precisa conscientizar-se de que quem exerce uma função pública só pode gastar o dinheiro público no interesse público", disse em entrevista a VEJA, o chefe da Advocacia Geral da União. Depois de sublinhar que a corrupção endêmica e a gastança irresponsável devem ser combatidas com muito mais rigor, o entrevistado ensinou que um crime jamais será condicionado pelo tamanho do lucro ou do prejuízo. Atos ilícitos não são tabelados.

“É preciso acabar com esse costume de passar a mão na cabeça dizendo que o erro foi pequeno, que foi coisa de mil reais, que foi só uma passagem aérea”, reiterou Toffoli. “Não há erro pequeno. É preciso tolerância zero com o uso indevido de dinheiro público. Mesmo o erro pequeno precisa de punição”. Segundo o chefe da AGU, essa modalidade criminosa não comporta pecados veniais. Todos são mortais. Não há diferenças relevantes, portanto, entre o subchefe da Casa Civil que desviou R$ 290 e o mais guloso mensaleiro. O uso irregular de um bilhete é tão criminoso quanto o furto de milhagens transatlânticas.

Indicado por Lula para uma vaga no STF, Toffoli anda visitando senadores para garantir que merece nota dez nos quesitos reputação ilibada e notável saber jurídico, que deveriam determinar o destino de um candidato à toga. Algum pai da pátria tem de apartear o discurso do visitante, apresentar-lhe simultaneamente o caso de Vitão e a entrevista de maio e convidá-lo a explicar a colisão frontal. Se renegar a entrevista, estará provado que o saber jurídico de Toffoli é notavelmente instável. Se reafirmar o que disse, estará provado que a reputação não rima com ilibada.

Seja qual for a resposta, Toffoli estará desqualificado para virar ministro do Supremo. Seu passado pode arruinar o futuro do tribunal."
Os grifos são meus. Espero que a indignação seja de todos.

2 comentários:

Anfermam disse...

Se nossa justiça depende de homens assim, humanamente falando, precisamos de uma intervenção de Deus urgente!
Ele não é nosso amigo, como seres humanos, nem é amigo de Deus e não pode ser amigo de brasileiros!
Êle está do lado do inimigo!
Tanta gente suando a roupa no dia a dia, devolvendo importâncias maiores todos os anos no IR, deixando de receber nas aposentadorias...
Gravei o nome dele Nívia e o significado do nome José, segundo O Novo Dicionário da Biblia,da ,Edições Vida Nova, vol.II,diz: José é uma forma imperativa do verbo Yãsaph,'adicionar'; e o nome yôseph quer dizer 'que Ele (Deus)adicione (filhos)'; é portanto de origem do povo de Deus, o povo Hebreu, Antonio é um nome originário de outro povo talvez o Romano e significa "ao contrário", em outras versões "o que não tem preço" ou "de valor inestimável, incorruptível", enfim nossos nomes tem significados mas não são usados em verdade...
José adicionou um filho, filho do próprio Deus - o nome é uma profecia - , Antonio é um nome lindo se for visto como o nome de uma pessoa incorruptível, mas tem a versão antagônica de modo que...
Nívia será que teremos notícias mais felizes dos homens públicos, notícias que adicionem aos nossos pratos de comida ?
O arquiteto que projetou Brasília, o prédio do Senado projetou um pote virado pra baixo e outro pote virado pra cima...
A do povo será este de cabeça pra baixo? E a dos homens públicos o que está virado pra cima?
Esta influência de potes agora é geral?
Quando será que olharão o pote do povo?

Prof Ms João Paulo de Oliveira disse...

Prezada jornalista Nivia Andres:
O que ainda nos dá um certo alento é sabermos que ainda temos brasileiros(as), como a Senhora, que através do seu nobre ofício, não deixa passar desapercebido fatos nefastos, como o relatado, pelo seu parceiro de ofício. Que tristeza exacerbada que dá ter consciência, que nossos patrícios não ficam em estado de comoção ao tomarem ciência destes paradoxos. Que a deusa da Justiça e da Sabedoria nos proteja (será que nem ela podemos mais rogar, com a certeza que é impoluta?) Valha-me Maquiavel.
Até breve...
João Paulo de Oliveira
Diadema-SP