Acompanhando Interface Ativa!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Tentando entender o Alzheimer

A Doença de Alzheimer é uma degeneração do cérebro, que produz atrofia progressiva, com início mais frequente após os 65 anos, causando perda das habilidades de pensar, raciocinar e memorizar, afetando as áreas responsáveis pela linguagem, produzindo profundas alterações no comportamento. Ela atinge, principalmente, pessoas idosas.

Recentemente, cientistas britânicos e franceses identificaram três genes que podem ser determinantes no desenvolvimento do Mal de Alzheimer, segundo artigo publicado na revista especializada Nature Genetics.

Os cientistas britânicos identificaram dois genes em um estudo de 16 mil amostras de DNA. Os genes são conhecidos por ter implicações no processo de inflamação e processamento de colesterol.

Os dados deste estudo – um esforço coletivo de várias universidades britânicas – foram divididos com pesquisadores franceses, que identificaram o terceiro gene, CR1, também descrito no artigo. Esta é a primeira pista genética sobre a doença em 16 anos e está fazendo com que especialistas repensem suas teorias sobre o desenvolvimento do Alzheimer.

A expectativa é de que o estudo abra caminho para novos tratamentos. O último e único gene a ser relacionado à forma mais comum de Alzheimer é o gene APOE4, que vem sendo intensamente pesquisado.

Os dois genes identificados pelos cientistas britânicos – CLU e PICALM – são conhecidos pelo seu papel de proteção o cérebro e estão relacionados ao processamento do colesterol e à parte do sistema imunológico envolvido no processo de inflamação. Alterações nos genes podem remover seu efeito protetor ou torná-los “agressores”, afirma o estudo.

Um dos pesquisadores, Kevin Morgan, da Universidade de Nottingham, explicou que as descobertas podem abrir caminho para novos tratamentos usando drogas convencionais. “A questão agora é: se reduzirmos o colesterol e a inflamação, poderíamos modificar o risco de pacientes desenvolverem Mal de Alzheimer?”

Julie Williams, cientista que liderou o estudo e é assessora científica de um Fundo de Pesquisas sobre Alzheimer, disse que as conclusões podem trazer pistas valiosas já que os dados mostram que vários fatores podem desencadear a enfermidade, porérm ainda não há entendimento do que causa a forma comum de Alzheimer.

O estudo foi realizado por integrantes de universidades em Cardiff, Londres, Cambridge, Nottingham, Southampton, Manchester, Oxford, Bristol e Belfast. Os cientistas planejam novos estudos envolvendo 60 mil pessoas no ano que vem.
Numa época em que a expectativa de vida se estende cada vez mais, será importante a compreensão total dos fatores que desencadeiam o Alzheimer, formas de prevenção, tratamento e cura, para que os idosos tenham melhor qualidade de vida, conservando suas funções mentais. Ao invés de investir maciçamente em material bélico, os governos poderiam destinar esses recursos para a pesquisa em favor da vida.

Fonte: BBCBrasil

Nenhum comentário: