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terça-feira, 29 de setembro de 2009

A fome e o desperdício dos alimentos

Recente artigo publicado no site da BBC Brasil discute o desperdício de comida, afirmando que o fenômeno atinge proporções alarmantes na maioria dos países do mundo, incluindo as nações em processo de desenvolvimento.

Segundo especialistas, com a comida desperdiçada em um ano, na Inglaterra e nos Estados Unidos, seria possível alimentar todos os 963 milhões de famintos do mundo (cifra disponibilizada pela FAO, órgão executivo da ONU para a agricultura e alimentação).

Tristram Stuart, historiador e autor do livro Desperdício: Revelando o Escândalo Global dos Alimentos, revela que o desperdício se dá de incontáveis maneiras, até mesmo pelo inacreditável processo de descarte de frutas, verduras e outros alimentos que estejam fora dos padrões e proporções considerados atraentes ao consumidor nos supermercados, citando um que só vende maçãs com uma determinada combinação entre as cores vermelha e verde ou o caso de uma fábrica de sanduíches que joga fora 13 mil bordas de pão de forma por dia, para que as fatias sejam perfeitamente iguais.

No Brasil, estudos revelam que 64% do que se planta se perde: 20% na colheita, 8% no transporte e armazenamento, 15% no processamento e 20% no processo culinário e hábitos alimentares. Muitas toneladas de alimentos são desperdiçadas por falta de políticas públicas de armazenamento, distribuição, crédito e incentivo, aliadas à falta informação, educação, e até mesmo de má-fé e falta de solidariedade de muitas empresas e de pessoas, que preferem jogar comida fora do que doá-la a quem precisa.

Vejam só, a saltitante esposa do primeiro-ministro japonês, que elegeu-se há pouco, apresentou uma solução para a fome no mundo, mesmo sem ser consultada sobre o assunto: sugeriu que as pessoas se alimentem de luz solar. Miyuki Hatoyama afirmou para quem quisesse ouvir, ao lado do recém empossado marido, que alimentava-se de raios solares e, por isso, mantinha-se juvenil e jovial. Uma solução esdrúxula para os padrões de alimentação vigentes mas, que, em tese, dispensa preparo, tampouco conservação, encontra-se em abundância em toda a superfície do planeta, pelo menos enquanto durar o dia. Problemas, só nas regiões austrais...

Tenho conhecimento de que há pessoas cuja dieta exclusiva é a luz solar. Já assisti a um documentário sobre o assunto. Excentricidades a parte, deixemos a iluminada Miyuki com o seu banho de sol alimentício e pensemos em como mudar essa circunstância que nos diminui como seres humanos inteligentes - a fome.

Um comentário:

Anfermam disse...

Cara Nívia

Não li o livro, mas é apaixonante o assunto pois alimentos que Deus nos proporciona , não serem devidamente servidos para o ser humano por conta de um desperdício, de um descaso de administração ou busca de maiores lucros...
É triste o que o ser humano consegue fazer por conta da falta de Deus. Ao esquecerem os ensinos bíblicos o ser humano fica insensível e despreocupado na prática do amor principalmente ao próximo.
Assim além da fome dos alimentos físicos certamente devemos administrar também a fome espiritual pois ela é a fonte de todo esse desperdício.
Dizem que o dinheiro é a raiz de todos os males...

Sds a todos

Anfermam