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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Com que roupa eu vou?

Incomodado com as roupas de duas colegas no plenário, o vereador Nelcir Tessaro (PTB), apresentou uma proposta para obrigar as vereadoras a usar um traje mais social durante as três sessões semanais da Câmara de Porto Alegre.

Com a proposta, Tessaro quer impedir que vereadoras transitem pelo plenário de camiseta, chinelo de dedo, tênis e calça jeans. O vereador especifica no projeto as vestes que podem ser usadas nas sessões: tailleurs, terninhos, vestidos clássicos mais longos e sapatos de salto médio ou alto. Já os homens devem usar terno, gravata, camisa social e sapato clássico.

Na justificativa, o petebista explica que a sessão plenária “é a mais importante solenidade realizada pelos vereadores”, e eles devem “utilizar vestimentas apropriadas e formais”. Se aprovadas em plenário, as sugestões serão incorporadas ao artigo 216 do regimento interno.

É justa a iniciativa do vereador, mas deveria valer como recomendação e não, como imposição. No âmbito do legislativo, do executivo ou do judiciário, homens e mulheres que trabalham no serviço público devem vestir-se adequadamente, ou seja, trajar vestes compatíveis com o ambiente. No plenário dos parlamentos, convém usar roupas sóbrias, porém elegantes, como pede o rito dessas Casas. Traje esportivo tipo jeans e camiseta não é compatível com o ambiente. As colegas a quem o vereador critica militam no PSOL e no PT. Decerto acreditam elas que o modo de vestir também deva traduzir constante necessidade de quebrar regras, polemizar, intransigir e mostrar que são diferentes.

Um comentário:

Prof Ms João Paulo de Oliveira disse...

Prezada jornalista Nivia Andres:
Não considero pertinente a proposta do Edil Nelcir Tessaro, da capital do seu pujante estado meridional, em querer propor preceitos para normatizar as indumentárias dos componentes daquela Câmara Municipal. Infelizmente alguns(as) Edis, no afã de chamar atenção de uma maneira depreciativa, insistem no uso de trajes não compatíveis com o recinto que frequentam. Isto posto, torna-se um grande paradoxo um representante do povo, não se adequar as normas de vestimenta, num ambiente onde a civilidade e o bom senso devem ser a tônica,levando-se em conta que eles nos representam no Poder Legislativo.
Até breve...
João Paulo de Oliveira
Diadema-SP