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sábado, 25 de julho de 2009

Lu-Lu

O Brasil está a um passo de viver mais um capítulo do que o embaixador Rubens Barbosa batizou de “diplomacia da generosidade”. Neste final de semana, o presidente Lula e o paraguaio Fernando Lugo devem celebrar um novo acordo sobre a usina hidrelétrica de Itaipu.

As novas regras, propostas pelo Brasil, alteram o Tratado de Itaipu, firmado em 1973 para viabilizar o projeto na fronteira entre os dois países. O que muda? O valor de 120 milhões de dólares que o Brasil paga por utilizar a energia a que o Paraguai tem direito, mas não usa, seria multiplicado por três, ou seja, 360 milhões de dólares.

A empresa de eletricidade paraguaia, Ande, poderá vender parte de sua energia ao mercado brasileiro e se beneficiar de um financiamento de 450 milhões de dólares para a construção de uma linha de transmissão entre Itaipu e a capital, Assunção. O Brasil precisa da eletricidade de Itaipu, e é sempre bom negociar acordos em vez de administrar disputas, mas a proposta brasileira é maculada pelo desejo excessivo de acomodar os interesses paraguaios. “É da natureza da diplomacia da generosidade nunca exigir contrapartidas”, avisa Rubens Barbosa. “Essa doutrina não tem vergonha de ir contra o interesse nacional", complementa.

É a dupla Lu-Lu em ação!

4 comentários:

miguel disse...

gracias por seguir mi blog , estare pasando seguido

PADRE EUVIDIO disse...

Essas negociações sempre são regradas de interesses pessoais dos governos negociadores, ou seja, tem caixa dois,três, quatro...

Padre Euvidio.

Liliana disse...

Ôi Nivia, vim lhe visitar!
Vou acrescentar seu blog entre meus favoritos, ao lado do Edward, tá bom?
Gostei muito do seu blog e dos textos que vc escreve no do Edward.
Bjos...

Liliana

Prof Ms João Paulo de Oliveira disse...

Prezada jornalista Nivia Andres:
Este é um assunto muito melindroso, porque aparentemente estavamos sendo muito generosos, com os nossos vizinhos paraguaios, mas não podemos esquecer da maldita carnificina, ocorrida na década de sessenta do século XIX, que praticamente arrasou o Paraguai, dizimando a maioria da população... É evidente que tenho ciência de que fomos nós, que entramos com o capital, para a construção da usina hidrelétrica e eles com parte preponderante dos recursos naturais, mas apesar deste fato, aparentemente vantajoso para eles, o nosso mandatário maior corrigiu o que causava grande resentimento entre os paraguaios. Esclareço, que apesar de ter votado no nosso presidente, estou muito desiludido em constatar as alianças que ele deve fazer para se manter no poder e garantir um(a) sucessor(a). Acho que a relação Brasil/Paraguai neste caso está, guardada as devidas proporções, como o(a) dono(a) de um terreno num lugar disputadíssimo pelas construtoras. Uma construtora resolve construir um mega empreendimento no terreno, dando em troca para o proprietário apenas dois apartamentos, quando na verdade pelo valor do terreno, o proprietário do terreno deveria receber em troca seis apartamentos. Sempre me senti muito constrangido ao lembrar da maldita carnificina e como aprendemos sobre ela nos bancos escolares...
Aproveito o ensejo para dizer-lhe que fiquei jubiloso e honrado por saber que a senhora segue meu vagão do Expresso do Oriente!!!!...
Aprecio sobremaneira sua qualificada e sempre lúcida participação na Confraria do nosso querido chefe Edward, onde temos a prerrogativa de tê-la como articulista!!!!... Aqui na terra da valorosa nativa Bartira e do seu destemido pai Tibiriça, o tempo está encoberto, com a temperatura de 21°.
Até breve...
João Paulo de Oliveira