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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Projeto em Gestão de Pessoas e Estágios

O Centro Empresarial de Santiago, dando prosseguimento à sua missão de proporcionar novas habilidades aos seus sócios, está lançando, amanhã, 30 de julho, às 20h, o Projeto em Gestão de Pessoas e Estágios. Uma boa oportunidade para que os empresários ampliem seus conhecimentos.

terça-feira, 28 de julho de 2009

A estratégia da contrainformação

Do Correio Braziliense:

"Equipe de jornalistas é montada em escritório no Lago Norte para rastrear e responder críticas a Sarney nos sites da internet

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), decidiu reagir ao que considera uma campanha midiática para retirá-lo do cargo. Uma equipe de 15 jornalistas foi contratada há três semanas para fazer parte de um bunker de contrainformação. Os profissionais analisam diariamente o noticiário dos jornais, municiando os assessores de imagem de Sarney.

Com base na análise dos jornalistas, o gabinete de crise do presidente do Senado elabora um “relatório de intervenção” para rebater as reportagens. Contratados inicialmente até novembro, os jornalistas do bunker trabalham todos os dias, até mesmo nos fins de semana. O pagamento pela tarefa, segundo um dos contratados, será feito em dinheiro vivo, forma encontrada para não deixar rastros diretos do vínculo com o presidente do Senado.

A estrutura foi montada num shopping center do Lago Norte, a 10km da Casa que Sarney preside. O objetivo principal é vencer a guerra de informação. Para isso, os jornalistas, a maioria recém-formada, abastecem endereços eletrônicos com opiniões favoráveis ao parlamentar. Blogs de jornalistas políticos e redes sociais como Twitter e Orkut são os alvos. A orientação é publicar comentários positivos a respeito do político e questionar a isenção dos veículos de imprensa que denunciam a família Sarney. A tática é usar nomes falsos para participar do debate, de preferência comuns, como “Maria Mercedes” e “Raimundo Nonato”.

No Orkut, a comunidade Guarnicê Maranhão — referência a uma das manifestações folclóricas do estado, o bumba meu boi — foi criada com esse fim. “Aqui, se encontram aqueles que amam o Maranhão”, aponta a descrição do endereço. No Twitter, a página de “guarnice_ma” elogia a biografia de Sarney e questiona as críticas feitas pelos jornais.

Até o início da noite de ontem, a página contava com 61 seguidores e acompanhava outros 356 perfis. Somente na segunda-feira, foram publicados, até o começo da noite, 27 comentários, todos favoráveis ao presidente do Senado. “Jornais estão fazendo tudo o que for possível para derrubar Sarney”, dizia um dos textos.

De Flávia Foreque e Ricardo Brito

Quem protege picareta é o quê?

Do Blog do Noblat:
"O noticiário político dos jornais, hoje, está de rir à bandeira despregada.
A maioria dos 12 senadores do PT quer ver o colega José Sarney (PMDB-AP) pelas costas.
Quando isso foi dito há mais de 15 dias por meio de nota oficial distribuída por Aloisio Mercadante, o líder da bancada, Lula subiu nos tamancos.
Chamou a bancada para jantar. Depois Aloisio produziu uma errata da nota. E virou alvo da fúria dos seus eleitores.
Aí veio a errata da errata. Foi quando Mercadante discursou reafirmando a posição original da bancada favorável ao licenciamento de Sarney do cargo de presidente do Senado.
Diante de fatos recentes, digamos, nada auspiciosos para Sarney, Mercadante emitiu na semana passada outra nota - essa em termos suavemente mais duros.
Como Lula reagiu?
Mandou seu ministro das Relações Institucionais, José Múcio, dizer que a nota era uma fraude. Vejam com que cara o pobre do José Múcio disse o que Lula mandou.

Sim, porque ao dizer que a nota de Mercadante, ao contrário do que ele havia anunciado, não representava a opinião da maioria dos senadores do PT, mas só de um ou dois, Lula afirmou com outras palavras que a nota era uma fraude.
Mercadante renunciou ao cargo de líder?
Não se tem notícia disso até agora.
Mercadante sentiu-se ofendido e respondeu que a nota expressa, sim, a opinião da maioria dos seus pares e que ele não é moleque para ser desautorizado publicamente?
Necas de pitibiriba. Nadica de nada.
Informou por meio do seu twitter que está muito ocupado com o casamento próximo do seu filho. E foi só.
Grande Mercadante!
Lula é um pai patrão para o PT. Mercadante, um pai amoroso para seus filhos. Ponto para ele.
Quanto a Sarney...
Vejam se não é hilário!
Diz que não larga o cargo porque precisa defender o governo das investidas dos seus adversários. Por ele mesmo até que largaria. Não precisa, não é?
Presidiu o Senado duas vezes. Vai completar 80 anos. Já foi tudo na vida. Imagina ter que suportar a essa altura uma injusta e difamante campanha mediática. Porque é disso que se trata, segundo ele.
Empregar parentes?
Todos os senadores empregam, alega Sarney.
A neta que pediu ao avô um emprego para o namorado foi assessora da presidência do Superior Tribunal de Justiça durante dois anos. Embolsou R$ 6 mil mensais. Não era sequer formada.
Sarney deve pensar que pior fez Paulo Duque, ex-suplente de suplente de senador, atual presidente do Conselho de Ética do Senado, depósito de parte da escória dos senadores.
Duque empregou no Conselho um funcionário fantasma. Um advogado que mora no Rio e que deve conhecer o prédio do Congresso pela televisão ou por cartões postais.
Os picaretas do Congresso vão muito além dos 300 identificados por Lula quando ali esteve na condição de deputado no final dos anos 80.
Os picaretas estão blindados por Lula, que diz precisar deles para governar - e para eleger Dilma.
Quem blinda picareta é o quê?"

Marketing viral

Um anúncio com bebês patinadores se transformou em sensação da internet – no mais recente exemplo do marketing que ficou conhecido como viral por se disseminar quase como um vírus na rede mundial.

A propaganda da água mineral Evian estrelada por um grupo de bebês rechonchudos (e de fraldas...) patinando, já foi vista mais de 4,5 milhões de vezes nas duas versões existentes (para os Estados Unidos e "internacional") no site YouTube.

Nos últimos anos, o chamado marketing viral se tornou um dos instrumentos mais eficientes para atingir um grande público mundial. Hoje, as grandes empresas têm diversos anúncios que sequer são pensados para televisão.

Recentemente, um comercial da fabricante de chocolates britânica Cadbury's também ultrapassou os 4 milhões de visitas no YouTube. O sucesso foi tanto que a empresa fechou um acordo com a operadora de telefonia celular britânica Orange para permitir o download da trilha sonora como toque para os telefones, e a música foi baixada 125 mil vezes nos primeiros 11 dias de exibição do comercial. O anúncio ainda gerou várias paródias que também viraram sucessos no YouTube.

Um dos primeiros exemplos de campanhas virais foi um comercial da cervejaria americana Budweiser no ano 2000. Com o chavão "Wassup" (algo como "e aí"), o público foi convocado a produzir seus próprios vídeos e enviá-los à empresa.
A iniciativa virou um grande sucesso na rede mundial.

Lee Rolston, diretor de marketing da Cadbury's, explica que a televisão e a internet estão se fundindo mais a cada dia: "Estreamos nossas campanhas durante os programas de televisão mais assistidos e, imediatamente depois, online. As pessoas gostam de interagir com os filmes e fazer suas próprias versões. Nós deixamos rolar e ficamos de olho no que as elas pensam."

O publicitário Chris Hassell, da agência Ralph, especializada em anúncios para a internet, comenta que algumas campanhas funcionam por terem sido lançadas inicialmente em sites como o YouTube. "O briefing que damos aos nossos publicitários continua sendo o mesmo: o de criar anúncios que façam as pessoas falarem deles". A idéia é sensibilizar os blogueiros, apresentar os vídeos para eles primeiro e aproveitar a sua rede de contatos para a disseminação do anúncio. E complementa Hassell, "se o comercial for realmente bom, não é preciso nem a televisão."

Também foi da Cadbury's um anúncio que provocou um fenômeno semelhante na internet recentemente, mostrando um gorila tocando bateria para acompanhar a música In the air tonight, de Phil Collins. O filme acabou ganhando o prêmio principal do Festival de Publicidade de Cannes.

Fonte: BBC Brazil

sábado, 25 de julho de 2009

Lu-Lu

O Brasil está a um passo de viver mais um capítulo do que o embaixador Rubens Barbosa batizou de “diplomacia da generosidade”. Neste final de semana, o presidente Lula e o paraguaio Fernando Lugo devem celebrar um novo acordo sobre a usina hidrelétrica de Itaipu.

As novas regras, propostas pelo Brasil, alteram o Tratado de Itaipu, firmado em 1973 para viabilizar o projeto na fronteira entre os dois países. O que muda? O valor de 120 milhões de dólares que o Brasil paga por utilizar a energia a que o Paraguai tem direito, mas não usa, seria multiplicado por três, ou seja, 360 milhões de dólares.

A empresa de eletricidade paraguaia, Ande, poderá vender parte de sua energia ao mercado brasileiro e se beneficiar de um financiamento de 450 milhões de dólares para a construção de uma linha de transmissão entre Itaipu e a capital, Assunção. O Brasil precisa da eletricidade de Itaipu, e é sempre bom negociar acordos em vez de administrar disputas, mas a proposta brasileira é maculada pelo desejo excessivo de acomodar os interesses paraguaios. “É da natureza da diplomacia da generosidade nunca exigir contrapartidas”, avisa Rubens Barbosa. “Essa doutrina não tem vergonha de ir contra o interesse nacional", complementa.

É a dupla Lu-Lu em ação!

Boa sugestão!

Paixão, via Gazeta do Povo

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Frio!

No centro de Santiago, aos 30min da sexta-feira, 24 de julho, o termômetro marcava -1°C. E pode nevar...pelo menos condições há. A última vez que vi neve em Santiago, por alguns minutos, foi na madrugada de 5 de julho de 2000. Lembro, também, de 24 de junho de 1994. Nevou o dia inteiro...

Pinguinho

Há alguns meses coloquei um bebedouro para beija-flores no pátio da minha casa. Logo apareceram dois pequeninos. Um, mais assíduo, aparece a toda hora, bebe água e fica pousado no varal. Frequentemente converso com ele (ou ela, não sei distinguir!) Chamo o amiguinho de Pinguinho...Chego bem perto e ele fica escutando. Uma graça!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Aula gratuita de gestão eficiente dos recursos públicos

E depois dizem que a Imprensa é inimiga do governo! Pois uma série de reportagens do jornal O Globo, através das jornalistas Regina Alvarez e Leila Swann, propiciou a descoberta de que o governo continua pagando CPMF a todos os seus fornecedores, após um ano de extinção do tributo...O presidente deve ter sido informado do ocorrido (ao que consta não lê jornais), já que vai pedir explicações ao ministro da Fazenda.

Esse fato compromete a argumentação do presidente de que a CPMF seria a garantia de mais verbas para a saúde. Como se viu, uma gestão eficiente dos recursos públicos desperdiçados poderia ser mais saudável do que a profusão de impostos que o brasileiro já paga.

É por essas e outras que a credibilidade da imprensa e dos jornalistas é cada vez maior no Brasil, enquanto a dos políticos só experimenta o caminho da ladeira... abaixo.

Fonte: Blog do Noblat

Reforma Eleitoral infame

O substitutivo da Reforma Eleitoral aprovado na semana passada pela Câmara chega ao Senado com muitas críticas. Especialistas condenam a decisão tomada pelos deputados de facilitar a participação de candidatos com problemas na Justiça.

O texto produzido a partir do projeto de lei 5.498/09 suaviza punições e diminui restrições à participação nas eleições de candidatos com processos na Justiça. Se for ratificado pelo Senado até 30 de setembro, as novas regras passam a valer já para as disputas de 2010.

Cientistas políticos e especialistas que acompanham de perto a atividade política reiteram que não houve uma reforma de fato. Os deputados agora propõem apenas uma atualização da legislação eleitoral, acrescentando regras que não existiam e modificando outras. Afrouxaram as regras existentes, abrindo brecha para piorar (ainda mais!) a representação política nas próximas eleições.

Pela redação atual, os candidatos só deverão apresentar as contas de campanha, não havendo mais a necessidade de aprovação. O parágrafo 7º do artigo 11 diz que a certidão de quitação eleitoral, documento que autoriza o candidato a concorrer, precisa, entre outros requisitos, da apresentação de contas de campanha eleitoral. “Essa medida torna possível a candidatura de pessoas que tiveram contas reprovadas por outras instâncias”, afirmou o juiz Marlon Reis, integrante do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE).

Ele aponta também que o texto torna possível a participação de candidatos inelegíveis pelas regras atuais. Hoje funciona assim: o candidato tem uma data limite para fazer seu registro de candidatura, provando que preenche todos os requisitos. Com a mudança aprovada pela Câmara, essa data limite deixa de existir e o candidato tem todo o período de campanha para tentar reverter a sua situação. “É preciso ter um marco regulatório. Essa permissão é perigosa até para os adversários políticos, porque causa uma instabilidade jurídica muito grande. É muito grave o que eles [deputados] aprovaram”, disse Reis.

Para a prestação de contas, além de afrouxarem as exigências, os deputados também diminuíram as punições. O candidato ou partido que não apresentar a prestação de contas de campanha terá uma sanção proporcional ou por meio de desconto do valor considerado irregular. A suspensão também não poderá ser aplicada se as contas não houverem sido julgadas depois de cinco anos de sua apresentação; e, em todas as instâncias, caberá recurso com efeito suspensivo. Antes, a prestação de contas teria a suspensão total do repasse de verbas do fundo partidário.

Outra norma que teve seu conteúdo abrandado foi a propaganda antecipada. Os deputados aprovaram a diminuição do valor das multas para os candidatos que não cumprirem os prazos determinados pelo calendário eleitoral. O projeto diminui de R$ 10 mil a R$ 30 mil para R$ 5 mil a R$ 25 mil a multa que pode ser aplicada ao responsável pela divulgação de propaganda antes de 5 de julho do ano das eleições.

O diretor-executivo da ONG Transparência Brasil, Cláudio Abramo, explica que os deputados legislaram em proveito próprio, para que possam livrar-se de futuros delitos eleitorais. Ele aponta ainda outro problema com o projeto aprovado. Pela atual redação, as doações ocultas permanecem. Empresas que não querem ser vinculadas a determinados candidatos fazem doação de verbas aos partidos, que depois repassam aos seus membros. Como a prestação de contas dos partidos só é entregue em maio do ano seguinte ao pleito, os eleitores ficam sem saber, muitas vezes, quem efetivamente pagou a conta pelos gastos de campanha.

Para o cientista político e professor da Universidade de Brasília (UnB), David Fleischer, o projeto aprovado é “um monstrengo”. “Em vez de fazer uma reforma de verdade, os deputados permitem que fichas sujas continuem concorrendo”, comentou. Fleischer avalia que, se as novas regras forem ratificadas pelo Senado, as portas da política estarão abertas para “Deus e o mundo”. “Muitos que tiverem problemas na Justiça vão procurar abrigo na imunidade parlamentar”, disse.

Como sempre, a sociedade não foi consultada. Só querem o voto. Nada mais...

Será que o Senado vai ter condições de analisar o substitutivo antes do prazo? Por conta da crise, essas modificações podem dar em nada, tudo que os deputados fizeram pode ir pelo ralo”, disse Fleischer.

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) também tem divergências em relação à lei aprovada pelos deputados. A entidade reclama das restrições impostas para o uso de portais, blogs e sites nas campanhas políticas. Jornais impressos ou em meio on-line não são concessões públicas, e não podem ser equiparados a rádio e TV, esclarece a ANJ.

Fonte: Congresso em Foco

domingo, 19 de julho de 2009

Alguma poesia


O tempo passa? Não passa.

O tempo passa? Não passa

no abismo do coração.
Lá dentro, perdura a graça
do amor, florindo em canção.

O tempo nos aproxima
cada vez mais, nos reduz
a um só verso e uma rima
de mãos e olhos, na luz.

Não há tempo consumido
nem tempo a economizar.
O tempo é todo vestido
de amor e tempo de amar.

O meu tempo e o teu, amada,
transcendem qualquer medida.
Além do amor, não há nada,
amar é o sumo da vida.

São mitos de calendário
tanto o ontem como o agora,
e o teu aniversário
é um nascer a toda hora.

E nosso amor, que brotou
do tempo, não tem idade,
pois só quem ama escutou
o apelo da eternidade.

Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Esses também perderam totalmente a noção

Do blog de Políbio Braga:Ao encurralar crianças dentro de casa, Cpergs compromete toda a oposição a Yeda

"Sem conseguir segurar seus radicais, a oposição deu um tiro no pé, quinta-feira de manhã, ao promover o cerco à casa da governadora Yeda Crusius. Com isto a oposição do PT, PDT, DEM, PSB e PCdoB paga junto o preço do desgaste, cujas implicações mostrarão os resultados das urnas no ano que vem.

. Vai entrar para a história a foto de professores vaiando e ameaçando fisicamente os dois netos da governadora. As crianças de 8 e 11 anos, mantidas com Yeda em cárcere privado, foram chorando para as provas de meio de ano. Isto aconteceu quando a mãe, Tarsila, e as duas crianças, tentaram sair de casa e não conseguiram, só obtendo sucesso na segunda tentativa, quando os aparatos de segurança pública desobstruiram o cerco.

. O Cpergs entra para o panteão dos piores verdugos políticos do RS.

. As capas dos jornais desta sexta-feira reproduziram a selvageria das cenas explícitas do violento cerco. O jornal Zero Hora, que move sistemática campanha de desestabilização do governo, preferiu mostrar Yeda e um dos netos atrás das grades da casa. ZH nem se deu ao trabalho de proteger com tarja o rosto da criança que aparece na foto, cuidado que costuma ter com os piores marginais do Estado, justamente porque assim nomina o Estatuto da Criança e do Adolescente para proteger o menor. Foi o único dos jornais locais que optou pelo simbolismo da cena, alinhando-se ocultamente ao desejo claro dos ativistas. Sua principal editora política aproveitou para reclamar da reação da Brigada Militar. A jornalista deu mostras de que preferia que os policiais permitissem a invasão da casa (os ativistas apedrejaram os jardins, na tentativa de acertar Yeda e os dois netinhos) e o justiçamento da governadora e da família.

- No Jornal da RBS, 19h30m, as imagens transmitidas ao distinto público não foram de cinegrafistas da emissora, mas cedidas pela Interlig, a agência de publicidade do Cpergs, portanto editadas com o objetivo de favorecer os ativistas e prejudicar a família de Yeda, inclusive seus dois netos e a filha.

. Na foto acima, as capas dos três principais jornais de Porto Alegre. O Sul e o Correio do Povo preocuparam-se em preservar a imagem da criança, o neto de Yeda, ao contrário do que fez ZH. CP e O Sul também preferiram não ajudar os baderneiros, evitando a foto de informação oblíqua e mentirosa, com Yeda e o netinho atrás das grades. Como se sabe, foto é informação e pode ser mais contundente do que o texto da melhor reportagem."

Lamentável. Toda manifestação é legítima desde que não atente contra a integridade física das pessoas que são alvo dos protestos. Mais chocante se torna, ainda, notar a que ponto os "professores" chegaram. Perderam totalmente a noção. Não é mais o caso de luta pelos direitos da classe, mas de ódio puro e pessoal.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Interação.com VII

Hoje, mais um texto meu foi publicado no Blog de Edward de Souza - Reflexões sobre a omissão coletiva.

Para ler, acesse:
http://artigosedwardsouza.blogspot.com/

Pizza de pré-sal x pizzaiolos

Irritado com repórter que lhe perguntou o que achava das declarações de senadores da oposição, que afirmaram que a CPI da Petrobras acabaria em pizza temperada com pré-sal, o presidente Lula aproveitou para atiçar o fogo no palheiro, respondendo que os oposicionistas do Senado são ótimos pizzaiolos.

Lula já perdeu a noção há muito tempo. Aliás, nunca teve noção...

quarta-feira, 15 de julho de 2009

O sub do sub do sub

Mesmo que o regulamento proíba suplente de assumir a presidência de comissões, acreditem, Paulo Duque (PMDB-RJ), o sub do sub do sub, foi eleito presidente do Conselho de Ética do Senado. Explico: Duque era suplente do suplente do senador Sérgio Cabral (PMDB-RJ), hoje governador do Rio de Janeiro. O primeiro suplente virou secretário de Cabral. Duque virou senador.

O PT até tentou emplacar Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), mas Renan é que manda...Tudo para salvar o Sarney.

Aliás, já há três defecções na Comissão de Ética. Os senadores Antônio Carlos Valadares e João Ribeiro (PR-TO) desertaram. Idem o suplente Gérson Camata (PMDB-ES).

terça-feira, 14 de julho de 2009

Pacmício pró-Dilma em alagoas

O presidente Lula, ao discursar em Palmeira dos Índios (AL), na inauguração de uma barragem:

"... Na época das eleições, pobre tem um valor incomensurável. A coisa mais habitual em época de eleições é a gente ver candidato xingar banqueiro, xingar grande empresário, xingar usineiro e o povo são maravilhosos... Passado as eleições o povo nunca mais é chamado pra nada. Aquele Palácio do Planalto que antes só recebia banqueiro, empresário, príncipes, reis, hoje recebe catador de papel.

Este país nunca mais voltará ao atraso a que foi submetido, nunca mais. Ano que vem vai ter eleição. Eu não posso nem falar em eleição. Mas vou trabalhar para eleger minha sucessora... (aplausos, gritos de Dilma, Dilma). Ou meu sucessor..." (aplausos, risos)

É ou não é campanha eleitoral antecipada? Um flagrante desrespeito à lei. Que o Tribunal Superior Eleitoral assiste calado ou finge que não vê.

ÉticaÉticaÉticaÉticaÉticaÉticaÉtica?

Prestem atenção a estes nomes. Integram a nova Comissão de Ética do Senado Federal, eleita hoje e ainda não instalada porque o PMDB quer colocar na presidência um suplente, o que é vetado pelo regulamento.

Demóstenes Torres (DEM-GO)
Heráclito Fortes (DEM-PI)
Eliseu Resende (DEM-MG)
Wellington Salgado (PMDB-MG)
Almeida Lima (PMDB-SE)
Gilvam Borges (PMDB-AP)
Paulo Duque (PMDB-RJ)
Marisa Serrano (PSDB-MS)
Sérgio Guerra (PSDB-PE)
Gim Argello (PTB-DF)
João Durval (PDT-BA)
Antônio Carlos Valadares (PSB-SE)
João Pedro (PT-AM)
João Ribeiro (PR-TO)
Inácio Arruda (PCdoB-CE)

São cartas marcadas. Os redentores de Sarney vencem por 11 x 4.

Proibido para criancinhas...

Tiago Recchia, via Gazeta do Povo

Ainda os atos secretos do Senado...

O presidente do Senado, José Sarney, anunciou a anulação de todos os atos secretos perpetrados pela Casa nos últimos 14 anos. Porém, segundo o presidente da OAB, Cezar Britto, a simples anulação dos atos secretos não acaba com o problema. A providência exigida constitui na identificação da autoridade que gerou o ato nulo, punindo-a na forma da lei e tomar medidas para ressarcimento ao erário do dinheiro gasto.


Quem deve arcar com a reparação? Segundo Britto, cabe às autoridades responsáveis pela edição dos atos secretos devolver o dinheiro ao Tesouro. O dirigente da OAB ainda compara a situação existente no Senado a um problema que corrói as prefeituras - a contratação de servidores sem concurso, ilegais por nulas, como as define a Constituição e reconhecem os tribunais. Ainda adverte que há jurisprudência no sentido de que não incumbe ao servidor de boa-fé a devolução do dinheiro, porque ele trabalhou. Cabe às autoridades que contrataram de má-fé reparar o dano, mas se restar provado que os servidores receberam sem trabalhar, eles respondem solidariamente pelo ressarcimento.


Comissão de sindicância do Senado atribuiu a dois ex-diretores a responsabilidade pelos atos secretos: Agaciel Maia e João Carlos Zoghbi. Não foi apontada a participação de nenhum senador, nem mesmo os que integraram as mesas diretoras na época da edição dos atos. Mas há uma investigação independente em curso. O Ministério Público também devassa os atos secretos. Na semana passada, foi acionada a Polícia Federal. Espera-se que, ao final do inquérito, apareçam os nomes dos detentores de mandatos que se escondem atrás do ex-diretor-geral e do ex-diretor de RH.


Fonte: Blog do Josias de Souza

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Saramago na ABL

José Saramago anunciou, em seu blog, que agora é acadêmico correspondente da Academia Brasileira de Letras, na vaga deixada pelo falecimento do escritor francês Maurice Druon.

Não sabia da existência dessa categoria - acadêmico correspondente - na Academia Brasileira de Letras. O espaço está muito bem ocupado! E, amigos portugueses que me honram com a sua leitura diária, estou feliz que o representante seja José Saramago, o melhor entre os melhores!

Saramago ainda comentou: "Eis-me portanto académico no país que mais amo depois do meu, o Brasil. É como estar em casa, com a diferença, nada dispicienda, do afecto de que nos rodeiam, sentimento que a pátria às vezes se esquece de manifestar, como se ter-nos feito nascer em Lisboa ou na Azinhaga já fosse honra suficiente."

Para saber mais acerca da eleição de Saramago, fui ao site da ABL. As novas: A Academia Brasileira de Letras, na sessão de 9 de julho, elegeu o escritor português José Saramago seu novo Sócio Correspondente, na vaga do escritor francês Maurice Druon, decano da Academia Francesa, falecido em abril de 2009. Saramago obteve 28 votos dos acadêmicos.

Comentando a eleição, o Presidente Cícero Sandroni lembrou que Saramago esteve na Academia em novembro do ano passado, para o lançamento mundial de seu mais recente romance, A viagem do elefante. Ao ressaltar que as vagas de sócios correspondentes são preenchidas por escolha dos acadêmicos – e não por solicitação dos interessados –, disse que “a Academia não elege agora apenas o Prêmio Nobel de Literatura cuja obra já tem o reconhecimento universal, mas também um velho amigo e colaborador”.

O quadro de Sócios Correspondentes da ABL é composto de 20 escritores de diversos países. A penúltima vaga havia sido preenchida no dia 4 de junho passado, com a eleição do francês Didier Lamaison para o lugar do português António Alçada Baptista.

Entre os atuais ocupantes figuram Mia Couto, Alain Touraine, Curt-Meyer-Clason, Daisaku Ikeda, Mário Soares, Claude L. Hulet, Adriano Moreira.

domingo, 12 de julho de 2009

Resposta à crise: Melhorar o debate?

Escreve Pedro Malan*, hoje, em O Estado de São Paulo, Caderno Opinião, pág. A2:

"Qual a diferença entre um anglo-saxão, um alemão prussiano e um latino?" O grande matemático John von Neumann brincava: "Para o anglo-saxão, tudo é permitido, exceto o que for proibido; para o prussiano, tudo é proibido, exceto o que é permitido; e para o latino, tudo o que for proibido é permitido" - desde que feito com jeito e sem alarde.

Eduardo Gianetti, que conta a anedota acima (sem o meu adendo final), nota que, "estereótipos à parte, ela toca num ponto nevrálgico do ordenamento ético em qualquer sociedade - a identificação e a observação das normas demarcando a fronteira entre o proibido e o permitido. E afirma, corretamente: "Não há convivência humana possível, mesmo nos marcos da nem sempre alegre energia latina, na ausência de interdições."

Afinal, lembra ele, há 250 anos Smith notara que na ausência de "leis de justiça" amplamente acatadas, canalizando o egoísmo privado para a criação de valores publicamente reconhecidos, o mercado pode degenerar numa selva predatória. Com efeito, Smith jamais subestimou a importância de um arcabouço ético-jurídico bem constituído para que o sistema de mercado pudesse funcionar a contento - assim como para que governos pudessem funcionar sem degenerar em selvas predatórias, em que cada um procura "defender" e ampliar o seu "espaço" e os de sua grei.

Talvez por isso, José Guilherme Merquior insistia em afirmar que o bom combate não era contra o Estado, mas contra o aparelhamento e o uso do Estado para propósitos ideológico-partidários e contra formas espúrias, indevidas e não-transparentes de apropriação privada de recursos públicos.

Por que essas lembranças me vêm à mente? Primeiro, por acompanhar de perto a melhor mídia brasileira, extraordinário instrumento de que o País dispõe para um ativo diálogo consigo mesmo - tanto sobre suas mazelas como sobre suas enormes possibilidades. Segundo, por ter sempre presente aquilo que R. DaMatta, desenvolvendo tema explorado por S. B. de Hollanda no indispensável Raízes do Brasil, descreveu como nossa relativa "aversão ao cotidiano": nossa preferência por grandes sonhos e projetos abrangentes em detrimento da busca de eficácia na gestão do dia a dia - necessária para alcançar qualquer objetivo, ainda que definido com base em ousados projetos para o longo prazo.

Apenas um exemplo para ilustrar. Em artigo recente, publicado na página 3 de um dos maiores jornais do País, o presidente da principal instituição de pesquisa e planejamento econômico e social do governo escreve: "O Estado necessário para o século 21 precisa incorporar novas premissas fundamentais. A primeira passa pela reinvenção do mercado. A segunda compreende a mudança na relação do Estado com a sociedade. A terceira premissa deve convergir para a mudança na relação do Estado para com o fundo público" (sic). O fascinante é que, no mesmo artigo, o autor escreve: "Hoje, pelo menos dois quintos dos brasileiros são analfabetos funcionais." Vá alguém entender a relação disso com as três "premissas".

A terceira razão das lembranças iniciais deste artigo diz respeito às consequências da combinação da grave crise global - que evidentemente nos afeta - com a campanha eleitoral há muito abertamente antecipada pelo governo. Em momentos como este, é fundamental um esforço, dentre as pessoas de boa-fé e honestidade intelectual, por melhorar a qualidade do debate público. O espaço permite-me apenas mencionar três razões ou exemplos.

A uma, não existe, a meu ver, uma política macroeconômica de esquerda, progressista e desenvolvimentista à qual se contraporia uma política macroeconômica de direita, monetarista, conservadora e neoliberal. Não há, ou não deveria haver, maniqueísmos nesse campo. Na verdade, há um espectro de políticas macro mais ou menos adequadas do ponto de vista de sua consistência intertemporal. E um legítimo debate profissional sobre o grau de responsabilidade, de coerência e de credibilidade de uma dada política. A qualidade desse tipo de debate tem melhorado no Brasil, apesar das tentativas em contrário.

A duas, não existe ou não deveria existir, a meu juízo, quando se está discutindo, de boa-fé, na prática, a eficácia de uma política pública específica numa área definida, seja educação, saúde ou segurança, uma posição de esquerda, ou progressista, ou desenvolvimentista em oposição maniqueísta a uma outra posição de direita, ou fiscalista, ou neoliberal. (Milton Friedman, por exemplo, sempre foi um ardoroso defensor da ideia de transferências diretas de renda aos mais pobres, sem quaisquer condições.)

A três, há claros limites para a expansão acelerada dos gastos governamentais, mesmo quando justificáveis como importantes para reduzir injustiças sociais ou mitigar efeitos de crises econômicas como a atual. Como disse Luiz Felipe de Alencastro, "a ideia de que se pode alcançar a justiça social à custa das ações do Estado chegou ao limite. É preciso buscar novos caminhos e mobilizar a sociedade num ambiente onde atuem mecanismos de mercado".

Concluindo: é desonestidade intelectual, além de falta de ética no debate público, imputar a indivíduos e a supostas escolas de pensamento a que pertenceriam o descaso com o desenvolvimento econômico e a inclusão social, porque essa "preocupação" teria sido já apropriada e transformada em monopólio de autointitulados "social-desenvolvimentistas". Vimos recentemente a tentativa de um partido de se apropriar do monopólio da ética na política. Deu no que deu. O enfrentamento das difíceis escolhas à frente seria mais efetivo se pudéssemos perder menos tempo, talento e energia com falsos dilemas, dicotomias simplórias, diálogos de surdos, pregações dirigidas aos já convertidos e rotulagens destituídas de sentido, exceto para militantes sempre ansiosos por simplórias palavras de ordem. O Brasil merece algo melhor em termos de qualidade de debate público."

*Pedro Malan, economista, foi ministro da Fazenda no governo Fernando Henrique Cardoso