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quarta-feira, 17 de junho de 2009

E no Senado...

Senado Federal. Os escândalos não cessam. Horas extras no recesso, opacidade nos gastos, excessivo número de funcionários, privilégios ocultos... Por fim, descobriu-se que a burocracia secreta escondia a nomeação de parentes e amigos dos senadores. Entre eles o próprio presidente Sarney e Renan Calheiros (o último, a eminência parda das tramóias senatoriais).

Desde que assumiu, há quatro meses e meio, Sarney converteu-se de presidente do Senado em administrador de crises. E que crises! No discurso lamurioso de ontem, adiou para a próxima segunda (22) a divulgação do relatório que quantifica os absurdos atos administrativos secretos, para a existência dos quais usou a mesma negativa presidencial de seu colega do Planalto: não sabia de nada...que pobre inocente! "A crise não é minha, é do Senado", "Eu não sei o que é ato secreto" e "Nós não temos nada a ver com isso" foram frases usadas por Sarney, que preside a Casa pela terceira vez, para negar responsabilidade e dizer que está empenhado em moralizá-la. Senadores fizeram sugestões, e ele prometeu estudá-las.


Agora anuncia-se uma campanha publicitária para limpar a barra do Senado, a ser divulgada na TV da Casa. A Mesa diretora deveria ampliar o tempo dedicado aos comerciais. A julgar pelas sessões dos últimos dias, a TV Senado não terá nada melhor para veicular...

Uma pergunta que não cala: Onde estão os senadores ditos éticos? Quando irão se manifestar?

Um comentário:

la_gaviota disse...

a politica oculta sempre nos traz novas surpresas e mas estes senhores que se crêem donos da pátria um abraço