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sexta-feira, 26 de junho de 2009

Formação

Sugiro a leitura do instigante artigo de José Saramago (Formação, partes 1 e 2), em seu blog, a respeito da importância da universidade na formação do indivíduo.

"Não ignoro que a principal incumbência assinada ao ensino em geral, e em especial ao universitário, é a formação. A universidade prepara o aluno para a vida, transmite-lhe os saberes adequados ao exercício cabal de uma profissão escolhida no conjunto de necessidades manifestada pela sociedade, escolha essa que se alguma vez foi guiada pelos imperativos da vocação, é com mais frequência resultante dos progressos científicos e tecnológicos, e também de interessadas demandas empresariais. Em qualquer caso, a universidade terá sempre motivos para pensar que cumpriu o seu papel ao entregar à sociedade jovens preparados para receberem e integrarem no seu acervo de conhecimentos as lições que ainda lhe faltam, isto é, as da experiência, madre de todas as coisas humanas. Ora, se a universidade, como era seu dever, formou, e se a chamada formação contínua fará o resto, a pergunta é inevitável: “Onde está o problema?” O problema está em que me limitei a falar da formação necessária ao desempenho de uma profissão, deixando de lado outra formação, a do indivíduo, da pessoa, do cidadão, essa trindade terrestre, três em um corpo só. É tempo de tocar o delicado assunto..."

Leia mais em

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Vou virar chef de cuisine

Acerca da dispensa de diploma para o exercício da profissão de jornalista, leiam minha crônica no Blog do Edward de Souza:

quarta-feira, 24 de junho de 2009

3ª ExpoSantiago em busca de parcerias

Nessa terça-feira, 23 de junho, uma comitiva da comissão organizadora da 3ª ExpoSantiago esteve em Porto Alegre para apresentar o projeto do evento e buscar apoio à realização desta que é considerada a maior multifeira da região.
O Secretário da Indústria, Comércio e Turismo do município, Roger Roos, o Presidente da ExpoSantiago, Vianei Lehnhard, o Presidente do CES, Ivori Guasso e o Vereador Antônio Carlos dos Santos Gomes (PP) visitaram o SEBRAE, a CEEE e a Fecomércio. A Secretária de Estado da Cultura, Mônica Leal, acompanhou o grupo nas visitas em busca de parcerias. ‘Santiago é um exemplo que o Rio Grande deve seguir, pois a união de forças de vários segmentos para a viabilização dessa grandiosa feira movimenta a cultura e economia da região’, enfatizou a Secretária.

Gripe A - sem pânico

Reações exageradas contra o avanço da Gripe A no Estado, como o decreto de situação de emergência em São Gabriel, na Campanha, e o fechamento de uma escola na Capital, surpreendem especialistas em saúde pública e autoridades da área no Rio Grande do Sul. Como a doença é considerada de baixa letalidade, infectologistas consideram as alarmistas as medidas adotadas e temem um colapso nas emergências dos hospitais credenciados a atender os casos suspeitos.

Especialistas classificam como histeria coletiva o comportamento da população e concordam que, no início, os alertas se justificavam, porque se sabia pouco sobre a enfermidade. Mas, após dois meses, os mais de 50 mil casos registrados no mundo resultaram em apenas 0,44% de mortes, índice bem inferior ao da gripe comum, que chega a 3%.

Esses números são uma evidência de que não há motivos para pânico, mesmo com a moléstia batendo à porta dos gaúchos. Além da baixa letalidade, o chefe de Infectologia do Hospital de Clínicas, Luciano Goldani, argumenta que, até agora, os pacientes que morreram em função da gripe A no mundo eram em sua maioria pessoas já debilitadas por doenças crônicas e tinham imunidade limitada, lembrando que pessoas com uma vida saudável não precisam se preocupar. Podem até contrair a gripe, mas os sintomas serão leves. Além disso, até agora não foram registrados casos autóctones no Rio Grande do Sul e as medidas preventivas adotadas pelo Ministério da Saúde e a Secretaria Estadual da Saúde estão funcionando, sem que haja necessidade de medidas drásticas como as de São Gabriel.

Resumindo, não há motivo para pânico e medidas simples, como evitar aglomerações, proteger-se do frio, manter a higiene, lavando as mãos com água e sabão, podem proteger adequadamente a população. As autoridades também não recomendam viagens para a Argentina e o Chile, países próximos que, no momento, apresentam mais casos da Gripe A. E qualquer sintoma ou suspeita deve requerem uma consulta ao médico.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Finalmente, Santiago é Comarca de entrância intermediária

Até que enfim, Santiago é Comarca de entrância intermediária!

Na semana passada, a Assembleia aprovou a elevação das Comarcas de entrância inicial de Capão da Canoa, Farroupilha, Lagoa Vermelha, Santiago, Sapiranga, Taquara, Torres e Tramandaí para a intermediária, lei que foi sancionada ontem, pela governadora Yeda Crusius, em visita ao Tribunal de Justiça. O desembargador presidente, Arminio José Abreu Lima da Rosa, ao mencionar a questão, observou que, “não obstante sua expressividade, dotadas de mais de cinco varas, tinham dimensão incompatível com a entrância inicial".

Seja como for, até que enfim!

Fonte: TJ
Imagem: Mário Salgado

Nós não sabemos de nada...

O jornal Zero Hora, em seu site, noticia, nesta manhã, que os senadores gaúchos Sérgio Zambiasi (PTB-RS), Pedro Simon (PMDB-RS) e Paulo Paim (PT-RS) negaram ter envolvimento com atos secretos do Senado. Eles afirmaram desconhecer essa prática e explicaram que não têm controle sobre as publicações da Casa.

O desmentido dos senadores gaúchos aconteceu porque seus nomes foram publiados na edição de hoje do jornal O Estado de S.Paulo, revelando que os atos secretos envolvem 37 senadores dos principais partidos.

Paim consta na lista como se tivesse assinado o suposto ato, já que fazia parte da Mesa diretora. Simon e Zambiasi, de acordo com a publicação, teriam sido beneficiados pelo documento. Paim disse que que jamais assinou ato secreto. Que assinou todas as resoluções da mesa, mas que todos deveriam ter sido publicados. Se não o foram, a responsabilidade não é dele.

Sérgio Zambiasi disse que quer descobrir o que o ato significa. Não sabe de nada e revela estar constrangido por ter o seu nome na lista.

Simon afirmou desconhecer o teor das acusações contra ele, mas que todas as nomeações do seu gabinete são transparentes.

Isso é constrangedor. Muito constrangedor. Nossos representantes estão no Senado há uma penca de anos e não sabem como a Casa funciona. Deve ser porque dispõem de poucos assessores. Apenas 103 para cada senador. Convenhamos que é muito pouco...

Fonte: zerohora.com
Imagem: montagem de Dulce Helfer e Agência Senado

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Irã - O poder dos impotentes

Timothy Garton Ash, professor de estudos europeus da Universidade Oxford, senior fellow da Hoover Institution, da Universidade de Stanford, e autor de Free World, seu último livro, escreve instigante artigo, publicado no jornal Estado de São Paulo, acerca dos protestos populares realizados no Irã, causados pela insatisfação com o resultado das eleições presidenciais que reelegeram Mahmoud Ahmadinejad. Não dá para não estabelecer um paralelo com a apatia e a omissão do povo brasileiro, em face dos recentes (nem tanto) desmandos que acontecem aqui, onde a manifestação popular é pífia...Também é interessante observar a presença marcante das mulheres nas manifestações:

"Independentemente do que possa ocorrer no futuro, o fato é que o Irã já escreveu um novo capítulo na história do poder popular. Todos aqueles que conseguiram transpor a barreira do medo no país e protestar pacificamente nas ruas de Teerã, Isfahan ou Shiraz, portando alguma fita verde, fizeram história. Sozinhos, os indivíduos são impotentes. Mas juntos, pelo poder absoluto dos números, eles conseguem, mesmo que por poucas horas, contestar de maneira cabal o violento poder repressivo do Estado. Mesmo os brutamontes da milícia Basij não conseguem espancar tanta gente. Enquanto os manifestantes de verde continuarem não violentos, como ocorreu com a grande maioria deles, e enquanto saírem às ruas em grande número, Mahatma Gandhi os estará aplaudindo do seu túmulo. Porque aprenderam a lição fundamental de Gandhi sobre o poder dos impotentes.


A quintessência do poder popular permanece a mesma, mas cada novo capítulo da sua história traz um fato novo. No caso do Irã, a inovação foi a utilização das mais novas tecnologias de comunicação e informação.Detalhes sobre os locais das manifestações, táticas e slogans foram passados por meio do Twitter, redes sociais virtuais como Facebook e mensagens de texto para celulares. Videoclipes das manifestações e gravações foram carregados no YouTube e outros websites de modo a poderem ser acessados por pessoas fora do país e retransmitidos de volta. O Davi digital combatendo o Golias teocrático.

Nada disso significa que os jovens iranianos usando o Twitter pela liberdade terão sucesso a curto prazo. Ou que mais alguns deles não serão atacados e assassinados em seus dormitórios estudantis pelos milicianos Basij, como já ocorreu. Nem significa que nós, no Ocidente, devemos rotular apressadamente os eventos como a "revolução verde", e mais rapidamente ainda compará-los à derrubada do Xá, 30 anos atrás. E tampouco que devemos ser ingênuos quanto aos motivos de conspiradores clericais, como Hashemi Rafsanjani, cujas manobras nos bastidores são uma parte importante desta história.

Os movimentos do poder popular quase sempre fracassam, pelo menos no curto prazo. Como ocorreu com os protestos em Mianmar, em 2007, eles vivem das lembranças e imagens tocantes de um curto momento de poder popular, até que, talvez décadas depois, finalmente ocupam o seu lugar na mitologia retroativa de um país libertado.No caso presente, não tenho dúvida de que os jovens e as jovens que forneceram grande parte da energia das manifestações da oposição acabarão vencendo. Dois em cada três iranianos têm menos de 30 anos. Muitos nasceram na época em que os mulás exortavam as famílias a ter mais filhos - os pequenos "soldados do Imã oculto", como eram chamados - para fortalecer o novo regime islâmico e substituir os mártires da guerra entre Irã e Iraque. Graças a uma grande expansão do ensino superior na República Islâmica, milhões deles foram para a universidade. Quase a metade das pessoas com nível universitário no país é constituída de mulheres. E mais de dois terços da população iraniana vivem nas cidades.

Essa população jovem, cada vez mais educada e urbana, quer empregos, casa, oportunidades e mais liberdade. Qualquer pessoa que viajar pelo Irã e conversar com esse jovens pode observar como estão descontentes. Na semana passada, o mundo inteiro viu isso: sobretudo nos rostos e nas palavras inesquecíveis das mulheres iranianas que, como qualquer mulher num Estado islâmico, necessitam duplamente do poder dos impotentes.

Portanto, essa Revolução Islâmica criou os filhos que finalmente irão devorá-la. Aqueles destinados a serem os "soldados do Imã oculto" um dia verão a saída dos autodenominados oficiais do Imã oculto, como Mahmoud Ahmadinejad. Mas esse dia provavelmente não será hoje ou amanhã. No momento, devemos nos concentrar numa eleição roubada. Foi a magnitude e o descaramento da fraude eleitoral que transformou um momento político num momento histórico. Se o regime tivesse procurado resolver as coisa de um modo que Ahmadinejad ficasse com, digamos, 52%, e os candidatos de oposição vencendo em suas cidades natais, ocorreriam protestos, mas provavelmente não nessa escala. Muitos, incluindo governos ocidentais, podem aceitar o resultado e reconhecer que Ahmadinejad teve, de fato, um enorme apoio. Em vez disso, o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, autorizou essa fraude esmagadora e até saudou-a como um "julgamento divino".

Como resultado desse supremo julgamento político equivocado do líder supremo , os protagonistas da mudança agora têm duas grandes vantagens: primeiro, existe apelo simples e claro que atrai o apoio de milhões de iranianos comuns que podem não concordar com muitas outras coisas. "Meu voto foi tratado com desprezo. Ele tem que ser respeitado." Em segundo lugar, o próprio regime está profundamente dividido, um fato que tem sido crucial para o sucesso de outros movimentos do poder popular.

Para aqueles iranianos que querem uma mudança de peso, o desafio agora é manter a pressão popular pacífica, que deve continuar estrategicamente concentrada na exigência de Mousavi de uma nova eleição. Chegaremos a um momento crucial se o Conselho dos Guardiães, que está reexaminando o "julgamento divino" a ponto de aprovar uma recontagem parcial, decidir na próxima uma ou duas semanas que Ahmadinejad venceu, embora por uma margem menor de divina falsificação. E depois? Haverá energia suficiente, em algum ponto entre uma juventude conectada, mobilizada, o campo de Mousavi e facções descontentes dentro do regime, para sustentar a demanda de uma nova eleição? Ou tudo isso vai evaporar, vencido por uma combinação de repressão, censura, exaustão e desacordo?

Somente o povo iraniano pode responder a isso. Somente ele tem o direito de dar a resposta. Porque se os governos ocidentais apoiarem explicitamente Mousavi e os manifestantes, como George W. Bush teria feito, e John McCain vem insistindo, isso só dará ao regime um cassetete com que espancar os democratas iranianos. Afinal de contas, o Irã é um Estado que por décadas coloca a culpa de todos os seus males nas maquinações dos grandes (americanos) e pequenos (britânicos) satãs. Em compensação, acompanhar a China e a Rússia e reconhecer a vitória fraudulenta de Ahmadinejad, colocando equivocadamente em primeiro lugar um interesse de curto prazo, que é prosseguir com as negociações na área nuclear, e depois o interesse de longo prazo, que é a democratização do país, será um tapa no rosto dos iranianos privados do direito de voto. Do mesmo modo, como é gratificante constatar que nos últimos cinco meses, até agora, Barack Obama conseguiu chegar ao equilíbrio certo. No entanto, existe algo que os governos democráticos podem e devem fazer, sem precisar dizer alguma coisa que tenha relação direta com as autoridades iranianas. É manter e fortalecer a infraestrutura de informação global do século 21, que vai permitir que os iranianos, seja qual for o candidato que apoiarem, continuem em contato e descubram o que está de fato ocorrendo no seu próprio país.

No início dessa semana, passei algum tempo no estúdio londrino do Serviço de TV Persa da BBC observando o pessoal carregando e retransmitindo gravações em vídeo, postagens em blogs e mensagens geradas pelos iranianos de dentro do Irã. Provavelmente a coisa mais importante que o Departamento de Estado americano fez para o Irã recentemente foi contatar o Twitter durante o fim de semana e insistir para que adiasse uma planejada atualização do serviço que poderia prejudicar a comunicação entre os iranianos durante algumas horas cruciais das manifestações de protesto. Bem-vinda a nova política do século 21."

Ainda a questão dos atos secretos e quase-secretos

Trechos do artigo de Cesar Maia na Folha de SP do último sábado, "Opacidade dos poderes":

1. Os atos não publicados no Senado levantaram discussão sobre a transparência do setor público em todos os níveis. O artigo 37 da Constituição estabelece que "a administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência". O caso do Senado fere diretamente o princípio da publicidade, afetando os da legalidade, da impessoalidade e da moralidade. Há que se perguntar como isso ocorre nas demais instâncias nele indicadas;

2. Basta que se leiam os "Diários Oficiais" dos Poderes e das três instâncias dos governos. É comum que atos administrativos relativos a processos muitas vezes complexos sejam publicados nos "DO" com um simples "autorizo", "defiro" ou "indefiro", ao lado de seus números, por parte das autoridades, superiores ou subordinadas. Nem sempre os interessados têm acesso direto às razões. Esse vazio regulamentador sobre o conteúdo dessas publicações deveria ser coberto por uma legislação complementar federal, relativa ao princípio da publicidade;

3. Há casos ainda mais graves, que surgem quando há uma lei regulamentando um fato específico e essa lei é simplesmente ignorada. Por exemplo, em relação à LRF - Lei de Responsabilidade Fiscal. Dispositivos que impedem repasses administrativos da União a Estados e Municípios. Mais de dez anos depois, o dispositivo que inclui entre as despesas de pessoal os serviços terceirizados é esquecido, e os governos vão terceirizando e, com isso, "reduzindo" as despesas de pessoal;

4. Em 1998, foi aprovada a lei 9.717, que estabeleceu normas e limites sobre as despesas previdenciárias estatais. É ignorada, seja em relação a limites, seja em relação à criação dos fundos de aposentadoria, seja em relação às obrigações patronais dos poderes. Sublinhe-se que a União se sente imune à LRF e à lei 9.717 e nem trata delas em relação a suas responsabilidades fiscais. Isso para não falar dos precatórios de Estados e Municípios, que geram insegurança jurídica geral. Os casos de opacidade dos atos do Senado podem ser um bom momento para rever todas as opacidades, por publicidade ou não regulamentação das leis."

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Eleição terá propaganda e coleta de fundos via internet

Os líderes dos partidos com representação na Câmara preparam acordo para incluir a internet no projeto de reformulação da lei eleitoral, sob a responsabilidade do deputado Flávio Dino (PCdoB-MA) a elaboração. Porém o parlamentar, em seu esboço, não havia contemplado o uso da internet, ponto que a maioria de seus pares considera indispensável.

Então, nos últimos dias, Dino recolheu sugestões.

O texto deve ser fechado no início da semana que vem. No que diz respeito à rede, deve apresentar os seguintes parâmetros

1. Candidatos e partidos poderão recolher fundos de campanha por meio da internet. Valerá só para doações de pessoas físicas;

2. Além da propaganda no rádio e na TV, será permitida a publicidade eleitoral em sítios mantidos por candidatos e partidos políticos na web;

3. Será vetada a veiculação na rede de propaganda paga.

Deve-se permitir que anúncios políticos veiculados em jornais e revistas sejam reproduzidos nas páginas eletrônicas dos veículos de comunicação;

4. A nova lei deve autorizar o envio de mensagens eletrônicas aos eleitores;

5. Provedores de internet serão proibidor de vender ou ceder dados cadastrais de seus assinantes a partidos e candidatos.

Temer pré-agendou com os líderes a data da votação da nova lei. Se tudo correr como planejado, vai a voto em 30 de junho. Como sempre, uma corrida contra o tempo (que voa...). Para que sejam aplicadas no pleito de 2010, as novas regras têm ser aprovadas até o final de setembro.

Vencida a fase da Câmara, vai ao Senado, que terá de aprovar o projeto tal como o receber. Do contrário, volta para a Câmara. E talvez não haja tempo.


Considero importante o uso da internet nas eleições. O problema está na fiscalização dos abusos.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Secretaria da Cultura promove Oficina de Fotografia em Santiago

Neste sábado, 20 de junho, Santiago vai receber, pela primeira vez, a oficina de fotografia “Olhar feminino”, promovida pela Secretaria do Estado da Cultura (SEDAC), em parceria com a Central Única das Favelas (CUFA/RS). A iniciativa está inserida no projeto Cidade Amiga da Mulher que integra o Programa Estruturante Nossas Cidades, do Governo do Rio Grande do Sul. A atividade tem por objetivo analisar o universo da mulher no contexto onde vive e capacitá-la para o mercado de trabalho.

O evento, além de abordar a história da fotografia e o uso de equipamentos, também levantará temas como a auto-estima e o protagonismo feminino. Na ocasião, a secretária Mônica Leal participará da cerimônia de abertura da oficina na cidade.

O encontro inicia às 9h. As atividades serão retomadas às 14h e seguirá durante a tarde, com uma saída de campo, até às 17h. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas na Secretaria de Desenvolvimento Social de Santiago (Severino Azambuja, 38) durante esta semana.

Outra iniciativa da Sedac no município será a doação de publicações, que surgiram da contrapartida social dos projetos culturais contemplados pela Lei de Incentivo à Cultura, ao Centro de Referência da Mulher (Silvério Machado, 71), local onde acontecerão as oficinas. O espaço atenderá mulheres vítimas de violência e será inaugurado às 11h do mesmo dia.

O projeto também será desenvolvido em outros municípios do Estado durante e ocorrerá de junho a dezembro deste ano. Ao todo 40 cidades serão beneficiadas.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Manifesto nº 1


"A culpa não é dele (José Sarney). A culpa é de todo o Senado. A grande verdade é que temos de debater se as coisas acontecem pelas nossas ações ou pelas nossas omissões.”

Senador Pedro Simon (PMDB-RS)

Metralhando...

Paixão, via Gazeta do Povo

E no Senado...

Senado Federal. Os escândalos não cessam. Horas extras no recesso, opacidade nos gastos, excessivo número de funcionários, privilégios ocultos... Por fim, descobriu-se que a burocracia secreta escondia a nomeação de parentes e amigos dos senadores. Entre eles o próprio presidente Sarney e Renan Calheiros (o último, a eminência parda das tramóias senatoriais).

Desde que assumiu, há quatro meses e meio, Sarney converteu-se de presidente do Senado em administrador de crises. E que crises! No discurso lamurioso de ontem, adiou para a próxima segunda (22) a divulgação do relatório que quantifica os absurdos atos administrativos secretos, para a existência dos quais usou a mesma negativa presidencial de seu colega do Planalto: não sabia de nada...que pobre inocente! "A crise não é minha, é do Senado", "Eu não sei o que é ato secreto" e "Nós não temos nada a ver com isso" foram frases usadas por Sarney, que preside a Casa pela terceira vez, para negar responsabilidade e dizer que está empenhado em moralizá-la. Senadores fizeram sugestões, e ele prometeu estudá-las.


Agora anuncia-se uma campanha publicitária para limpar a barra do Senado, a ser divulgada na TV da Casa. A Mesa diretora deveria ampliar o tempo dedicado aos comerciais. A julgar pelas sessões dos últimos dias, a TV Senado não terá nada melhor para veicular...

Uma pergunta que não cala: Onde estão os senadores ditos éticos? Quando irão se manifestar?

segunda-feira, 15 de junho de 2009

A ética do respeito

Palavras sábias de Leonardo Boff, falando sobre a ética do respeito, que a Humanidade parece não conhecer mais: "Se reconhecermos, como os povos originários e muitos cientistas modernos, que a Terra é Gaia, Mãe generosa, geradora de toda vida, então devemos a ela o mesmo respeito e veneração que devotamos às nossas mães. Em grande parte, a crise ecológica mundial deriva da sistemática falta de respeito para com a natureza e a Terra.

O respeito implica reconhecer que cada ser vale por si mesmo, porque simplesmente existe e, ao existir, expressa algo do Ser e daquela Fonte originária de energia e de virtualidades da qual todos provém e para a qual todos retornam (vácuo quântico). Numa perspectiva religiosa, cada ser expressa o próprio Criador.

Ao captarmos os seres como valor intrínseco, surge em nós o sentimento de cuidado e de responsabilidade para com eles a fim de que possam continuar a ser a a coevoluir.

As culturas originárias atestam a veneração face à majestade do universo, o respeito pela natureza e para cada um de seus representantes.

O budismo que não se apresenta como uma fé mas como uma sabedoria, um caminho de vida em harmonia com o Todo, ensina a ter um profundo respeito, especialmente, por aquele que sofre (compaixão). Desenvolveu o Feng Shuy que é a arte de harmonizar a casa e a si mesmo com todos os elementos da natureza e com o Tao.

O Cristianismo conhece a figura exemplar de São Francisco de Assis (1181-1226). Seu mais antigo biógrafo, Tomás de Celano (1229) testemunha que andava com respeito por sobre as pedras em atenção daquele, Cristo, que foi chamado de “pedra”; recolhia com carinho as lesmas para não serem pisadas; no inverno, dava água doce às abelhas para não morrerem de frio e de fome.
Aqui temos a ver com um outro modo de habitar o mundo, junto com as coisas convivendo com elas e não sobre as coisas dominando-as.

Extremamente atual é a figura do humanista Albert Schweitzer (1875-1965). Elaborou grandiosa ética do respeito a todo o ser e à vida em todas as suas formas. Era um grande exegeta e famoso concertista das músicas de Bach. Num momento de sua vida, largou tudo, estudou medicina e foi servir hansenianos em Lambarene no Gabão.

Diz explicitamente, numa carta, que “o que precisamos não é enviar para lá missionários que queiram converter os africanos, mas pessoas que se disponham a fazer para os pobres o que deve ser feito, caso o Sermão da Montanha e as palavras de Jesus possuam algum valor. Se o Cristianismo não realizar isso, perdeu seu sentido”.

Em seu hospital no interior da floresta tropical, em Lambarene, entre um atendimento e outro, escreveu vários livros sobre a ética do respeito, sendo o principal este: O respeito diante da vida (Ehrfurcht vor dem Leben).

Bem diz ele: "a idéia-chave do bem consiste em conservar a vida, desenvolvê-la e elevá-la ao seu máximo valor; o mal consiste em destruir a vida, prejudicá-la e impedi-la de se desenvolver. Este é o princípio necessário, universal e absoluto da ética".

Para ele, o limite das éticas vigentes consiste em se concentrarem apenas nos comportamentos humanos e esquecerem as outras formas de vida. Numa palavra: "a ética é a responsabilidade ilimitada por tudo que existe e vive".

Dai se derivam comportamentos de grande compaixão e cuidado. Numa prédica conclamava: "Mantenha teus olhos abertos para não perder a ocasião de ser um salvador. Não passe ao largo, inconsciente, do pequeno inseto que se debate na água e que corre risco de se afogar. Tome um pauzinho e retire-o da água, enxugue-lhe as asinhas e experimente a maravilha de ter salvo uma vida e a felicidade de ter agido a cargo e em nome do Todo-poderoso. A minhoca que se perdeu na estrada dura e seca e que não pode fazer o seu buraco, retire-a e coloque-a no meio da grama. ‘O que fizerdes a um desses mais pequenos foi a mim que o fizestes’. Esta palavra de Jesus não vale apenas para nós humanos mas também para as mais pequenas das criaturas".

Essa ética do respeito é categórica no momento atual em que a Mãe Terra se encontra sob perigoso estresse."

Fonte: Blog do Noblat

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Ainda há muito a aprender

Demóstenes Torres, procurador de Justiça e senador (DEM-GO), escreve seguidamente para o Blog do Noblat. Leia a sua reflexão sobre a educação brasileira, a partir de artigo publicado pela revista inglesa The Economist.

"A revista inglesa The Economist publicou na semana passada extensa reportagem a situação falimentar da educação brasileira. Não há nada que não saibamos. Apenas o reconhecimento de uma publicação de enorme prestígio internacional da nossa incapacidade de possuir uma escola pública de qualidade. Ou como escreveu a revista, ao comentar a crença nacional de que Deus é brasileiro. Pode até ter ser, mas o Altíssimo certamente não desempenhou nenhum papel no desenvolvimento do modelo educacional do País em vigor.

The Economist faz uma análise detalhada da educação brasileira desde o legado cultural da colonização portuguesa que fazia da escola uma instituição da Casa Grande, reservada à elite abastada, até a influência negativa dos sindicatos dos professores no desenvolvimento da educação. Lembra, por exemplo, que são despendidos enormes recursos orçamentários em um modelo de escola que não funciona. Conforme mostra a revista – assunto que já comentei neste espaço – investimos em educação um percentual em relação ao PIB maior do que o da Coréia do Sul. No entanto, quanta diferença de desempenho.

A revista inglesa tem absoluta razão ao demonstrar que o déficit educacional é o grande freio do desenvolvimento do Brasil, que apesar de ter apresentado progresso político e econômico continua em posição de inferioridade em relação ao próprio terceiro-mundo. No fundo somos aquele gigante que despertou da sonolência dos séculos, mas permanece analfabeto. A publicação também encontra o “x” do problema ao demonstrar a inversão de prioridade de um sistema educacional que investe mais nas universidades do que no ensino fundamental.

Não é possível mesmo esperar resultado de um modelo empenhado em simular o aprendizado. Não estou a dizer apenas da falta de qualificação dos professores e da estrutura precária das instituições de ensino. Especialmente percebo que o tempo de permanência do aluno na sala de aula – fato que a reportagem da revista inglesa deixou escapar – é um dos grandes fatores que alimentam o ralo educacional. Como imaginar uma escola eficiente em que o estudante tem, com muito esforço, uma carga horária líquida de aprendizado inferior a quatro horas diárias?

A reportagem da revista está corretíssima, mas faltou comentar a necessidade de se instituir no Brasil a Escola em Tempo Integral, como ocorre lá no Hemisfério Norte. Sem a iniciativa, daqui a 20 anos teremos um ministro da Educação, ainda que competente, cheio de esperança de que estará a fazer algo de fundamental para as faladas próximas gerações quando não conseguirá gerir o desenvolvimento humano de quem está por aí imerso no analfabetismo funcional. Como disse a revista inglesa, ainda há muito a aprender."
O senador Demóstenes deve estar muito cheio de compromissos para esquecer (ou, quem sabe, desconhecer) que no Brasil já há escolas de tempo integral, ainda não institucionalizadas, mas como iniciativas de alguns governos municipais e estaduais.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Acidente com avião da Air France. Uma constatação

Do Blog do Noblat, há pouco:

"Havia 80 brasileiros no vôo da Air France (Cadê Lula?)

Dos 228 passageiros do vôo desaparecido da Air France, entre 40 e 60 eram franceses, segundo informações dos principais jornais de Paris. Havia 80 brasileiros a bordo.

Nicolas Sarkozy, presidente da França, está no aeroporto Charles De Gaulle, em Paris, para confortar os parentes das vítimas.

Estão desde cedo no aeroporto os ministros das Relações Exteriores, dos Transportes, e de Energia e Ecologia. Lula preferiu voar para assistir à posse do presidente de El Salvador. Embarcou informado de que o avião estava desaparecido e de que eram remotas as chances de ele não ter-se acidentado.

Por ora, não há autoridades do primeiro escalão do governo brasileiro no aeroporto do Galeão, de onde o avião decolorou."

Parece que, para o governo, brasileiro só é importante em campanha eleitoral...

O porrete

Furiosa advertência nos faz o professor Cláudio Moreno em sua coluna quinzenal no Caderno ZH Cultura de sábado, 30: Não comprem o novo VOLP (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa)! E seus argumentos procedem, creio eu.

Vejamos. Já em coluna anterior, Cláudio Moreno lamentava a pressa com que a Academia lançou o seu Vocabulário Ortográfico, elaborado, segundo ele, por uma comissão sem representatividade no meio cultural e acadêmico, a não ser a do seu presidente, Evanildo Bechara. E estranha a rapidez com que a obra foi publicada, observando que serve para implodir a essência do Acordo de Unificação da Língua Portuguesa - que considera uma utopia.

E segue na sua crítica ao VOLP lembrando que a Academia resolveu publicá-lo "sem consultar ou ouvir os demais interessados! Mas como? Não deveria ser um esforço comum? Não íamos todos dar as mãos para um mundo melhor...?"

Moreno desanca os signatários da publicação dizendo que é fruto do ufanismo, da pressa de sair na frente: "...Afinal, mais de 80% dos 230 milhões de falantes do Português vivem aqui na Pindorama, o que autoriza o Brasil a ser o puxador da escola de samba, a locomotiva do comboio..." e vaticina: ..."eu, com meu habitual espírito de porco, poderia redarguir: mas a levar adiante esse raciocínio de brucutu - manda quem tiver o porrete maior -, por que não obrigamos, simplesmente os demais países a escrever como nós temos feito desde 1943? Seria bem mais simples e mais barato para nós!"

Cláudio Moreno ironiza, em certa altura, a resposta de Bechara a um jornalista que lhe perguntara se o VOLP isolado não se chocava frontalmente com o espírito do acordo. O linguista simplesmente respondeu que os demais países signatários deviam fazer o mesmo e lançar, cada um, o seu. Já imaginaram? Sete vocabulários ortográficos diferentes! Então, para quê, mesmo, houve o Acordo? Pior a emenda que o soneto...

Concordo com Cláudio Moreno quando ele critica a velocidade com que as universidades, os especialistas e a imprensa aceitaram as mudanças e as consideraram como fato consumado, se apressando a estudar e aprender a grafar corretamente as palavras. Os casos obscuros (muitos!) seriam iluminados com a publicação do VOLP! Foram? Ao contrário!

O professor ainda censura a falta de uma edição on-line gratuita do VOLP e considera tudo isso um formidável esquema mercantilista para auferir lucros em cima do Acordo que, a essa altura, está cada vez mais afastado de seus propósitos iniciais.

Ah! E o exemplar do VOLP custa R$ 120,00! Esquadrinhando a Internet encontrei a R$ 95,90, no Submarino.