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domingo, 17 de maio de 2009

A polêmica da Coca-Cola zero

E-mail circula na internet - “Coca-Cola zero proibida nos Estados Unidos”, trata dos riscos de um determinado ingrediente do refrigerante, o ciclamato de sódio - está causando polêmica. Para especialistas, o assunto é controverso. Para a empresa, o produto segue as regras impostas pela legislação. Estratégia da concorrência ou não, as informações apresentadas pelo médico argentino Edgardo Derman têm causado dúvidas nos consumidores.

A polêmica foi originada na proibição da Coca-Cola Zero nos Estados Unidos, por conter ciclamatos. De fato, segundo a Food and Drug Administration (FDA), órgão de controle de drogas e alimentos nos EUA, os ciclamatos foram banidos há 40 anos da lista de aditivos alimentares, por serem potencialmente cancerígenos.

A principal referência para o uso de aditivos em alimentos no Brasil e demais países que utilizam o ingrediente, segundo a Anvisa, foi estabelecida pelo Joint FAO/WHO Expert Committee on Food Additives (JECFA), comitê científico vinculado à Organização para Alimentos e Agricultura das Nações Unidas (FAO) e à Organização Mundial da Saúde (OMS). Em 1997, o JECFA concluiu que o ciclamato pode ser utilizado de forma segura, dentro de um limite máximo de 11mg por quilo de peso corpóreo, ao dia. Significa dizer que uma pessoa de 50 kg pode ingerir 550 mg de ciclamato diariamente, por toda a vida, sem riscos significativos à saúde. Além disso, o ciclamato consta na Lista Harmonizada de Aditivos Mercosul, segundo a Anvisa. Enrique Pérez, representante da Organização Pan-Americana de Saúde, vinculada à OMS, admite a controvérsia do assunto e afirma que atualmente há uma petição junto à JEFCA para reavaliar o nível aceitável de ingestão diária do ciclamato.

As referências internacionais, segundo a Anvisa, garantem a segurança de uso do ciclamato de sódio em alimentos, desde que respeitados o limite diário de 40mg de ciclamato de sódio para cada 100g/ml de alimento. Atualmente, cada 100ml de Coca-Cola Zero, por exemplo, tem 24 mg de ciclamato de sódio. Tomado como base de cálculo o limite imposto pelo JECFA (11mg), uma pessoa de 50 kg poderia beber 2,291 litros diariamente, sem comprometer sua saúde. Quanto maior o peso, maior é o limite permitido para ingestão do refrigerante.

Outra questão levantada refere-se ao motivo pelo qual persiste a autorização do componente em alguns países. Para o autor, a diferença de preço entre o ciclamato e o aspartame, adoçante menos prejudicial e substitutivo do ciclamato em países onde este é proibido, seria um dos principais motivos. O quilo de ciclamato custa U$ 10 por quilo, enquanto o de aspartame vale U$ 152. O autor ainda afirma que a Coca-Cola Zero vendida na América do Norte e em alguns outros países não contêm o aditivo. “Isto só acontece nos países pobres ou subdesenvolvidos como os da Europa Oriental e América Latina”, pondera. Apesar de reconhecer que pressões econômicas possam dificultar a aprovação de normas que contrariem os interesses de muitas indústrias, a especialista em ciências da saúde, Lívia Pineli, acredita que o real motivo de o Brasil aprovar o uso do ciclamato é a falta de evidências científicas que o condenem nas doses normais de consumo humano

De acordo com a assessoria da Coca-Cola Company Brasil, que não se manifestou sobre a diferença de preço das substâncias, o ciclamato é um edulcorante utilizado não apenas em bebidas, como também em produtos dietéticos, farmacêuticos, adoçantes de mesa, bolos, laticínios, caramelos e doces, entre muitos outros. “Todos os produtos da Coca-Cola, em qualquer lugar do mundo, só usam ingredientes seguros para o consumo e aprovados pela legislação local”, esclarece a assessoria de imprensa. Segundo a empresa, o motivo da autorização do uso em países da Europa, Canadá, Brasil, América Latina é a segurança para o consumo humano, além das suas propriedades não-calóricas.

Fonte: Milton Júnior, do site Contas Abertas

2 comentários:

PADRE EUVIDIO disse...

O terceiro mundo sempre foi um campo de teste das grandes multinacionais. Os lucros falam mais altos do que a saúde dos povos subdesenvolvidos e escravizados pelo capitalismo selvagem. Quanto a mim prefiro ficar sem coca, do que beber essa porcaria de coca nota zero.

Anônimo disse...

Tomo sempre que quero minha coquinha zero. Creio que se fosse parar de consumir alimentos cancerígenos teria que exterminar diversos itens do meu cardápio diário.
Não existem nada concreto que comprove a veracidade dessas informacões.
Giselle Soares