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quarta-feira, 20 de maio de 2009

Preparando a pira

A governadora Yeda Crusius está pagando um alto preço por ter vencido a eleição em 2006. Essa ousadia jamais foi admitida por seus adversários, especialmente os do PT, escoltados pelo PSol e mais recentemente pelo Dem, através da triste figura do vice-governador Paulo Afonso Feijó. Não podemos esquecer também do Cpers, que ora pela mesma cartilha da CUT e utiliza os mesmos métodos, mas sempre capaz de inovar, com aquela campanha publicitária chocante, que distribuiu outdoors com a foto da governadora mostrada como a face da corrupção. Outras características da governante também não são perdoadas - é mulher; não nasceu nestes pampas, não aprecia troca de favores e entende muito de economia e finanças. Aliás, esta habilidade, aliada a um profundo senso de compromisso com a sociedade gaúcha, proporcionou, em menos de dois anos, uma surpreendente mudança na situação econômica do Rio Grande do Sul, através de medidas saneadoras que mudaram completamente o cenário, embora tenham cobrado preço político altíssimo do governo junto ao público. Cheiro de fumaça no ar. Pira sendo preparada.

Todos os dias lemos e ouvimos comentários de que o estado não teve mais um minuto de paz desde que Yeda Crusius assumiu o governo. É verdade. Não se pode negar. Nossa governadora é uma mulher pragmática, pouco dada a salamaleques e pompas e não tolera incompetência. Suas primeiras medidas de impacto já causaram desagrado e a tropa de choque adversária, em permanente plantão, decidiu agir, colocando em prática a velha estratégia de desqualificar o seu governo, para não desmerecer a máxima de que os gaúchos são peremptoriamente contrários à reeleição de seus governantes, desde que o estatuto vige. E nesse compasso fomos marchando... A cada pequena vitória, uma nova acusação, uma nova crise. E delirantes sonhos com a pira ardendo...

Mesmo tendo que enfrentar uma oposição raivosa, Yeda nunca cedeu um milímetro sequer e seguiu trabalhando para concretizar a meta do déficit zero, o tão sonhado equilíbrio das contas públicas, uma utopia para os seus detratores. Meta alcançada, comprovando que a governadora não brinca em serviço e nem abre espaço para malandragens e lambanças, mais fúria, mais denúncias, mais boatos e ameaça de CPI por conta de possível caixa dois na campanha eleitoral de 2006. A partir das reportagens da revista Veja e das manchetes em jornais do centro do país, o projeto da pira aumentou seu tamanho. Estratégia bem armada. Coisa de profissional.

Há algumas indagações que já foram feitas, mas poucos parecem ter tomado conhecimento, principalmente a imprensa sem qualquer informação jurídica. O advogado Marco Aurélio de Oliveira, ex-presidente do Tribunal Regional Eleitoral e desembargador aposentado do Tribunal de Justiça as levantou: o Ministério Público de primeiro grau, nem estadual, nem federal, não pode investigar a governadora Yeda Crusius, que tem foro privilegiado. “No momento em que o Ministério Público Federal, de primeiro grau, estiver investigando, ele obrigatoriamente deverá remeter todos os elementos ao Superior Tribunal de Justiça”. Conforme o advogado, compete ao STJ autorizar o Ministério Público de segundo grau ou a Polícia Federal a investigar Yeda Crusius. Ele foi ainda mais longe: “O critério para abertura da CPI é político. Se abre CPI para qualquer coisa. Eu não sei qual é a acusação que vão usar como elemento para justificar a existência de uma CPI. Agora, em relação a um processo criminal, a um processo de investigação, eu não vejo o que fazer. Se houve sobras de campanha, se houve caixa dois, isso já está superado pela prestação de contas, que foi entendida como suficiente e o processo foi arquivado. Não há mais, em razão do decurso do prazo, como abrir uma ação de cassação de mandato. Isso já está totalmente superado porque o fato foi anterior à eleição, ou foi antes da governadora assumir o cargo, e o tempo de 15 dias depois da diplomação já passou e ninguém entrou com nenhuma ação”.

Em relação às denúncias sobre a época eleitoral, ele deixou bem claro que só poderia ser aberto um processo se houvesse uma demonstração de crime eleitoral, que pode ser aberto a qualquer tempo. Marco Aurélio de Oliveira também afirmou que receber verbas de empresas sem declaração e em dinheiro vivo não é crime, é somente uma irregularidade de prestação de contas. Portanto, isso não seria motivo para a abertura de um inquérito para apurar crime. E ainda descartou igualmente qualquer possibilidade de imputação de improbidade à governadora Yeda Crusius: “Não há nenhuma acusação de improbidade da governadora porque a improbidade é a malversação de dinheiro do erário ou o desvio de verbas do erário no exercício de mandato eletivo, ou seja, após a data que a governador assumiu. Alguém está imputando que a governadora desviou dinheiro depois de assumir o governo? Não”. Enquanto as supostas gravações contra a governadora Yeda Crusius não aparecerem, ninguém pode reconhecer que elas efetivamente existem. Desde fevereiro ouvimos falar em supostas conversas gravadas por Lair Ferst, que indicariam o uso de caixa dois na campanha do PSDB em 2006.

Se as tais gravações existem, porque ainda não apareceram? Quem está com as fitas? Elas foram periciadas? Com que interesse é omitido algo tão relevante à sociedade gaúcha? Essas perguntas continuam sem respostas.

Os militantes do PSol, a revista Veja e a viúva de Marcelo Cavalcante (ex-representante do RS em Brasília), continuam afirmando que existem gravações, mas não apresentam as devidas provas sobre elas. Pior que isso, é ver a imprensa nacional dar destaque a algo que os próprios acusadores não conseguem provar.

Num país sério, o ônus da acusação cairia sobre quem denuncia e não sobre aqueles que podem estar sendo injustiçados por golpes baixos da política suja. A pressão deveria estar em cima dos acusadores, que precisam provar aquilo que estão afirmando.

Na hipótese da revista Veja possuir as gravações, porque ainda não às distribuiu para veiculação em outros meios de comunicação? E o PSol, como pode provar que existem gravações? Como o partido teve acesso às fitas? Sem responder essas questões não podemos reconhecer que as gravações existem.

Pois bem, enquanto balançam as cadeiras na Assembleia, aguardemos o veredito. Segundo as últimas informações, o placar está em 15 adesões. São necessárias 19 assinaturas para que vingue a CPI. Se vier, assistamos, passo a passo, a anatomia de uma fraude política, vivendo, no detalhe, como a delinquência fabrica um falso escândalo. O PT segue firme no propósito de eliminar seus adversários e de substituir a sociedade pelo partido.

2 comentários:

EVELIZE SALGADO disse...

Parabéns!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Laritz disse...

Obrigada pela visita! Já me tornei seguidora do seu blog tb. Beijos!