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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Ainda o problema da fila nos bancos

Segundo informação veiculada pela rádio Santiago e também comentada pelo blog do Diogo Brum, já está em vigor a lei municipal que dispõe sobre o atendimento de clientes em estabelecimentos bancários. Em recente entrevista a rádio Santiago, o presidente da Câmara de Vereadores, Miguel Bianchini disse que até então a norma que regulamenta o tempo de espera dos clientes em fila de banco nunca havia sido cobrada e a população acumula queixas do tempo de espera originado das longas filas.

Após verificar pessoalmente o problema, o presidente da Câmara solicitou ao Executivo que a lei, aprovada em 2007, fosse cumprida. O prefeito Julio Ruivo determinou ao setor de fiscalização que conversasse com os gerentes das instituições bancárias que se comprometeram a cumprir as determinações, mas questionaram o valor elevado das multas - 2 mil Unidades Fiscais Municipais, equivalente a R$ 200 mil e de 4 mil UFM, cerca de R$ 400 mil, chegando até a suspensão do alvará, no caso de reincidência.

Então a Câmara de Vereadores aprovou emenda à lei, de autoria do vereador Bianchini, diminuindo as multas para 15 UFM, cerca de R$ 1.500 e 30 UFM, equivalente a R$ 3 mil, respectivamente. Também foi revogado do artigo da Lei 093, que previa a suspensão do alvará, por ser considerada uma medida fora da realidade. O vereador Bianchini, observou que, a partir desses acertos, as agências têm até o final deste mês para se adequarem. Em dias normais, o tempo de espera da fila não deve ultrapassar a 20 minutos; em véspera de feriados, 25 minutos e em dias de pico, 30 minutos.

Esta é uma lei de difícil cumprimento e fiscalização. Vejam que o movimento maior ocorre nos primeiros dez dias do mês e, depois, no final, quando recebem aposentados e servidores públicos (o que ocorre, quase sempre, através dos caixas eletrônicos). Nos demais dias, o movimento é normal, sem grandes percalços. Em datas de grande movimento, as agências disponibilizam, no máximo, quatro caixas para atendimento do público, sendo que uma é para idosos, gestantes e portadores de deficiência. Um sistema de senhas foi adotado pelas instituições bancárias, para ordenar a fila. Na senha consta o horário que o cidadão a retirou. Ao ser chamado, deve verificar o tempo que esperou. Se o tempo ficou acima do fixado pela lei, deve pedir ao atendente que anote na senha o horário em que foi atendido para depois, queixar-se ao setor de fiscalização da prefeitura. Quantos vão fazer isso? Como a fiscalização vai atuar? Haverá um processo para investigar as responsabilidades? Será breve?

Nos servimos dos serviços prestados pelos bancos quase que diariamente, sempre que possível através dos caixas eletrônicos, para diversas operações. Algumas instituições ainda não disponibilizam aos clientes o serviço de depósito de valores no caixa eletrônico. Se houvesse, diminuiria a fila pela metade. Uma solução plausível seria aumentar o número de caixas em dias de maior movimento. Quem não é cliente sofre mais - precisa entrar no banco e esperar. Pior sorte tem quem precisa resolver outro problema e tem que se submeter a longa espera para falar com os atendentes de diversos setores.

Vamos aguardar até o final do mês quando a lei, efetivamente, entra em vigor. Menos mal que as casas bancárias já oferecem confortáveis poltronas para os "pacientes" das filas.

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