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sexta-feira, 29 de maio de 2009

Yeda Crusius em Santiago

A governadora Yeda Crusius chegou à cidade às 14h de sexta-feira, 29 de maio, para liberar ao tráfego do contorno de Santiago, acesso sul a São Francisco de Assis, da RSC-377, uma via de 14,30Km, obra que finalmente vai livrar o centro da cidade do tráfego de veículos pesados. A obra do acesso sul, iniciada em outubro de 2002, está avaliada em R$ 27,9 milhões. A governadora e sua comitiva percorreram o contorno até o trevo em obras no entroncamento com a BR-287 para a vistoria dos serviços. De acordo com Yeda Crusius, este é o resultado de uma decisão de governo: "Antes de se iniciar uma nova obra, é preciso terminar a inacabada". Com o término do trevo, ficam concluídas a implantação e a pavimentação da RSC-377, ligando a região das Missões à Fronteira Oeste e ao Sul do Estado.
Logo mais, em cerimônia realizada na sede campeira do DAER, o piquete Porteira do Boqueirão, a governadora foi calorosamente recepcionada por deputados, prefeitos, lideranças políticas e comunidade da região. "O governo do Estado tem políticas públicas que trabalham para reduzir as diferenças entre as regiões. Graças a essas políticas, como os programas do Emancipar RS, estamos levando a maior parte dos recursos para regiões que estão se desenvolvendo e ampliando os frutos do trabalho e do agronegócio", disse Yeda, que foi várias vezes saudada com aplausos durante sua manifestação.

A governadora destacou os investimentos iniciados na região em 22 trechos asfálticos, nos municípios de Capão do Cipó (no trecho de ligação à RS-377), e Itacurumbi (na RS-168). O prefeito de Santiago, Julio Ruivo, agradeceu, em nome da comunidade, o empenho da governadora na realização da obra. "Graças ao seu governo, temos o resgate de obras em municípios de uma região tão desfavorecida do Estado", aproveitando para pedir à governadora que sejam liberados recursos aprovados na Consulta Popular que ainda estão retidos.

Yeda Crusius também visitou o Hospital de Caridade de Santiago, que realizou obras no valor de R$ 1,3 milhão, com recursos advindos da Consulta Popular. O secretário de Infraestrutura e Logística, Daniel Andrade, que acompanhava a governadora, destacou o equilíbrio das contas públicas, que estão permitindo a realização de obras pelo governo. "Ficamos os dois primeiros anos reorganizando as finanças do Estado para estarmos, hoje, retornando em obras os impostos recolhidos".

Aula de Economia em espanhol

Modelos económicos explicados con la propiedad de dos vacas:

SOCIALISMO: Tienes 2 vacas. Le regalas una a tu vecino.

COMUNISMO: Tienes 2 vacas. El estado te quita las dos y te regala un poco de la leche.

FASCISMO: Tienes 2 vacas. El estado te las quita y te vende un poco de la leche.

NAZISMO: Tienes 2 vacas. El estado te las quita y te fusila.

BUROCRACIA: Tienes 2 vacas. El estado te quita las dos, mata una, ordeña a la otra y pone toda la leche ¿adonde mismo?

CAPITALISMO TRADICIONAL: Tienes 2 vacas. Vendes una y con la plata compras un toro. Tu rebaño se multiplica y la economía crece. Luego vendes el rebaño y te retiras a vivir de tu renta.

CORPORACIÓN AMERICANA: Tienes 2 vacas. Vendes una y obligas a la otra a producir la leche de 4 vacas. Después contratas un consultor para analizar porqué la vaca cayó muerta.

CORPORACIÓN FRANCESA: Tienes 2 vacas. Vas a una huelga, organizas disturbios y bloqueas las carreteras para exigir 3 vacas.

CORPORACIÓN JAPONESA: Tienes 2 vacas. Las rediseñas para que tengan una décima parte de su tamaño natural, y para que produzcan veinte veces más leche que una vaca normal. Luego, lanzas una campaña de mercadeo mundial con un dibujo animado ingeniosísimo que se llama el VacaMón.

UNA CORPORACIÓN CHINA: Tienes 2 vacas. Tienes 300 personas ordeñándolas. Afirmas tener pleno-empleo y alta productividad bovina. Arrestas al reportero que publica la verdadera situación.

UNA CORPORACIÓN INDIA: Tienes 2 vacas. Las adoras en un altar porque son sagradas! y comes arroz con curry.

UNA CORPORACIÓN BRITÁNICA: Tienes 2 vacas. Pero son 2 vacas locas.

SOCIALISMO BOLIVARIANO: Tienes 2 vacas. El SENIAT (Servicio Integrado de Administración Aduanera y Tributaria) te confisca una por evasión del Impuesto a los Activos Empresariales Vacunos. El gobierno te expropia la otra por causa de utilidad pública, para las redes de los comités de la Fundación Misión Negra Hipólita. El coordinador de la Misión se compra una Hummer 4 x 4 y no hay leche.

Fonte: Blog de Maria Helena de Sousa

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Tucanos da Educação

Mais de 60 filiados ao PSDB que atuam na área do ensino lançaram na quarta-feira, 27, o núcleo Tucanos da Educação, visando apoiar as reformas propostas pelo governo Yeda Crusius no setor educacional. Durante reunião- almoço realizada em churrascaria da capital, o grupo decidiu lançar uma carta aberta à sociedade gaúcha, reforçando a necessidade de reformulação do plano de carreira do magistério e da gestão escolar.

A secretária da Educação, Mariza Abreu, participou do evento e considerou a iniciativa salutar do ponto de vista da ampliação do debate público sobre escola de qualidade. Ela será responsável pela interfase entre o núcleo, o partido em esfera nacional e o executivo estadual. O diretor geral da Secretaria da Educação (SEC), professor Ervino Deon, relacionou a criação do núcleo à promoção do Dia do Desafio, realizado mundialmente ontem. “Como estamos no Dia do Desafio, o PSDB está assumindo a formação deste grupo, com quadros qualificados da gestão do ensino e professores, como um desafio aos filiados do partido no Estado”, salientou.

Os participantes do encontro também identificaram a necessidade de desencadear ações junto a lideranças do partido, visando dar maior visibilidade aos projetos desenvolvidos na rede estadual. Entre os trabalhos promovidos em 2007 e 2008, os Tucanos da Educação destacaram a capacitação de 15 mil professores, o desenvolvimento de 907 obras escolares, a instalação de 250 salas de aula digitais, as avaliações externas do rendimento escolar e a criação de Centros de Referência na Educação Profissional. O grupo atribuiu esses investimentos, que integram o Programa Estruturante Boa Escola para Todos, ao déficit zero nas contas públicas conquistado pela gestão Yeda.

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Ministério da Educação autoriza pagamento de crédito estudantil com trabalho

O ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou hoje, que professores e médicos formados com recursos do Programa de Financiamento Estudantil (Fies) poderão pagar com trabalho as parcelas em atraso do financiamento. Haddad também disse que vai pedir ao Conselho Monetário Nacional (CMN) a redução retroativa de juros dos contratos antigos do programa.

Pela proposta, para abater a dívida, os professores deverão trabalhar em escolas públicas e os médicos, no Programa Saúde da Família. Para cada mês trabalhado, seria abatido o valor correspondente a 1% do total da dívida.

Segundo o ministro, a proposta de pagar o financiamento com trabalho é uma tentativa de "interiorizar" a mão-de-obra em locais onde há carência nas duas áreas. Há 473 mil contratos ativos do Fies, dos quais cerca de 10% estão inadimplentes.

Haddad afirmou ainda que vai pedir ao CMN que reveja os juros cobrados nos contratos antigos do programa, que persistem em até 9% ao ano. Nos atuais, variam de 3,5% a 6,5%.


Importante: uma boa notícia para os estudantes que tomaram o financiamento estudantil para fazer cursos de Medicina ou de licenciatura: será possível quitar a dívida simplesmente trabalhando no Programa de Saúde da Família, no caso dos médicos, ou lecionando em escolas públicas. Pelas primeiras notícias, o recém-formado trabalharia sem receber por um tempo ou destinaria uma parte do salário para quitar o financiamento, mas não: bastará trabalhar na rede pública.

Fonte: G1

A OSPA em Santiago

Recebo uma gentil informação de Ruy Gessinger, repassada pela secretária de estado da Cultura, Mônica Leal, de que o maestro Isaac Karabtchevski já aprovou o programa para a apresentação da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre aqui em Santiago, no dia 29 de setembro.

P R O G R A M A:
Mozart - Abertura "As Bodas de Fígaro"
E. Grieg - "Peer Gynt" - Suite nº1 (1º trecho)
P.I.Tchaikovsky - "Marcha Eslava"
Tchaikovsky - "Valsa das Flores"
H. Villa-Lobos - Bachianas Brasileiras n° 2 - "O Trenzinho do Caipira"


Com extensa agenda de concertos, a OSPA, a segunda orquestra mais antiga do país em atividades ininterruptas, atua em todo o Estado do Rio Grande do Sul. Tendo como regente titular e diretor artístico o maestro Isaac Karabtchevsky, um dos mais conceituados profissionais da América Latina, a OSPA conta, também, com dois regentes que fazem importante trabalho junto à orquestra - os maestros Paulo de Tarso e Manfredo Schmiedt.

Além dos Concertos Oficiais, que em 2009 estão sendo realizados no Salão de Atos da UFRGS, a orquestra realiza, também, concertos em praças públicas, igrejas, museus, ginásios, parques e pelo Interior do Estado, atingindo um público anual médio de 100 mil pessoas.

A Fundação Orquestra Sinfônica de Porto Alegre é um complexo musical–educativo, que desde 1950 realiza um trabalho de disseminação da música erudita e formação de platéias no Estado do Rio Grande do Sul. A Fundação está centralizada na Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, a segunda orquestra mais antiga do país, que atinge um público médio de 100 mil pessoas por ano, no Conservatório Pablo Komlós, que há 30 anos forma profissionais para orquestras, gratuitamente, e no Coro Sinfônico, integrado por mais de 100 cantores. Os três organismos constituem um dos mais importantes complexos musicais do sul do país.

Governadora Yeda amanhã em Santiago

A governadora do Estado, Yeda Crusius, virá a Santiago, amanhã, para vistoriar as obras do anel viário da RST 377, que estão em fase de conclusão. Também está prevista visita ao Hospital de Caridade, que recentemente inaugurou o Centro de Hemodiálise, em pleno funcionamento. O evento deve acontecer às 14h.

CES promove palestra com o consultor Eduardo Tevah

Las garrafas y el viño del periodismo

Do ex-blog do César Maia:

Trechos do artigo de José Luis Pardo, catedrático de Filosofia na Universidade Complutense de Madrid, publicado em 26 de maio no El País.

1. "O que costumamos chamar de sensacionalismo não é uma deformação perversa e tardia de uma imprensa reta e objetiva na origem, mas uma de suas tendências naturais. É muito mais provável que a retidão e a imparcialidade sejam um logro evolutivo. Deve estar na natureza do jornalismo lutar contra a principal característica dos tempos modernos, que é um flexível continente que admite em seu interior toda classe de conteúdos.

2. A busca de manchetes sensacionais substitui a força da opinião pública. Obcecada por notícias e entretenimento, a imprensa abandona o que garante a sua autonomia. Esta indiferença sobre os acontecimentos em si, é a manchete do jornal, que tenta chamar a atenção do leitor potencial, de que ocorreu algo extraordinário, algo fora do comum, coisa verdadeiramente inaudita, numa época em que tudo parece rotina.

3. É um erro confundir a edição digital com uma mudança histórica, pois a chamada imprensa eletrônica, longe de ser uma novidade que anuncia uma transformação cultural sem precedentes, é a simples consumação que leva a termo a tendência que falamos: se a imprensa não é mais que um dispositivo de produção de manchetes chamativas, para que esperar 24 horas? Por que não mostrar as manchetes num processo constante e ininterrupto e deixar que as audiências expressem a sua vontade soberana, pulsando digitalmente sobre as chamadas que resultem mais interessantes, ou abandoná-las, na medida em que vá se aborrecendo? Isso não acalmará a ansiedade por novidades, mas a multiplicará infinitamente, atualizando-a a cada instante e fazendo com que cada segundo seja recheado mediante um novo clique informático.

4. O jornalismo desempenha na história moderna a tarefa de articular a opinião pública, vale dizer, construir uma esfera civil de autonomia na qual os cidadãos deliberem sobre as decisões políticas, econômicas ou culturais que afetam as suas vidas e, na qual podem exercer a crítica sobre o comportamento dos diversos poderes, apoiando-se em informações confiáveis sobre os mesmos. Essa é a função da imprensa, que pode efetivamente se opor à indiferença e o amálgama da temporalidade moderna, pois é ela que produz imediatamente hierarquias e vínculos conceituais entre os conteúdos, que obrigam a distinguir-se da simples propaganda, do negócio ou do engenho publicitário, porque é a única que garante a sua autonomia com respeito a essas outras esferas de influencia dos poderes.

5. Quando hoje se debate sobre o futuro do jornalismo e se trata quase exclusivamente da questão dos continentes (digital x analógico, tela x papel) e da dimensão empresarial do negócio informativo (e a busca frenética de publicidade) e poucas vezes dos conteúdos, a imprensa vai, paulatinamente, abandonando sua função sistematizadora da esfera pública, fugindo do juízo crítico, renunciando à hierarquia da informação e assumindo sua dependência com respeito aos poderes.

6. É um sintoma que pode levar a se ver no final de sua profissão, que o jornalismo como máquina de produzir manchetes, devorou o jornalismo como articulação da opinião pública em uma sociedade democrática.

7. Neste momento estamos ocupadíssimos com os continentes e com a publicidade, com os portáteis e os celulares. E não é por culpa destes, se não de algumas decisões políticas e profissionais, pelas quais, os jornais, que devem ser os lugares naturais daquelas discussões, estão se tornando insuportáveis, literalmente, inviáveis em qualquer suporte."

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Interação.com III

Hoje, novamente, mais uma crônica minha foi publicada no Blog Artigos de Edward de Souza, jornalista, escritor e radialista, de Franca, São Paulo. Agora faço parte da equipe de sete jornalistas que escrevem no blog.

Acessando o blog do Edward de Souza conheci o trabalho de grandes profissionais de jornal, rádio e tv que, generosamente, dividem suas experiências, contam histórias fantásticas e proporcionam momentos muito agradáveis e até mesmo emocionantes, por sua sensibilidade na abordagem dos temas. A interação é impressionante. Cada texto postado recebe muitos comentários de gente que gosta de opinar, cumprimentar, contar experiências similares e brincar, de maneira muito saudável.

Minha crônica de hoje chama-se "O dia em que eu sumi com o governador"

Acessem, vale a pena:

terça-feira, 26 de maio de 2009

Oficinas de Qualidade no CES

Confirme presença na palestra de sensibilização das Oficinas de Qualidade do Comitê Regional da Qualidade de Santiago, pelo telefone (55)3251 2510.

Mônica Leal manda e-mail ao blog

E-mail recebido da secretária da Cultura, Mônica Leal:

Querida Nívia,
Cada vez mais, constato que Santiago é um município que faz diferença para o Rio Grande do Sul, e isso nos é mostrado pela vasta produção local, pelas iniciativas nascidas nesse município, e, também pelas atitudes e ações realizadas pelos tantos filhos dessa terra e por pessoas que, mesmo não nascidas nela, trabalham por Santiago e por seu desenvolvimento.Por indicação do amigo, Ruy Gessinger, sempre atuante, li no teu blog a postagem intitulada “Preparando a Pira”, de 20 de maio, me identifiquei imediatamente e quero te dizer que comungo das tuas idéias com muita propriedade, pois faço parte deste Governo e acompanho desde o primeiro dia, com muito orgulho, a caminhada, os ideais e a dedicação da nossa Governadora em benefício do Rio Grande do Sul.

Queria te dar meus parabéns e meu apoio pela tua atitude e pelo teu texto, que deu aos leitores uma panorâmica completa da situação do governo enquanto gestão competente, que faz, e gestão que sofre essa pressão negativa que, diariamente, produz sentimentos que não combinam com a trajetória honrada, aguerrida e forte dos gaúchos. Sabemos que criticar e denegrir a imagem de alguém é muito fácil e que a competição e a inveja política podem produzir danos irreversíveis, que colocam em jogo, da noite para o dia,todo um trabalho positivo e empenhado de quem trabalha de forma séria, comprometida, franca e direta pelo Rio Grande, como Yeda Crusius.

Por isso é tão importante gerar e divulgar essa rede positiva e verdadeira em torno da nossa Governadora, pois, assim, os resultados serão vistos e comprovados, e, naturalmente, vão superar a onda de notícias que só servem para não deixar o governo trabalhar pelo povo gaúcho, que é o seu dever – diferente de ter que apagar incêndios provocados todos os dias.

Um grande abraço e parabéns pelo teu Blog.
Mônica Leal

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Diplomacia brasileira perde mais uma

O advogado mexicano Ricardo Ramirez foi escolhido, hoje, para ocupar a vaga do brasileiro Luís Olavo Baptista como juiz da Organização Mundial do Comércio. O Brasil havia indicado, como candidata, a ministra Ellen Gracie Northfleet, do Supremo Tribunal Federal. O Itamaraty apostou em Ellen, mas os Estados Unidos, a China e parte dos países europeus preferiram votar no mexicano.

A próxima batalha do Itamaraty será travada na Unesco, onde será preenchida a vaga de secretário-geral. Como já sabemos, a chancelaria brasileira vai apoiar a candidatura polêmica de Farouk Hosni, atual ministro da Cultura do Egito, um antissemita de mão cheia, em detrimento da candidatura do brasileiro Márcio Barbosa, atual diretor-geral adjunto da Unesco.

Dia da Indústria

Hoje é o Dia da Indústria. O Centro Empresarial de Santiago, para comemorar a data, realiza, amanhã, o Jantar da Indústria, às 19h, na sua Sede Campestre. Na ocasião, haverá palestra do consultor Daniel Borges, sobre o tema "Lidando com os diferenciais - Gestão de Pessoas". Adesões através do fone 3251 2510, com Aline. Investimento: R$ 10,00.

Embora o município de Santiago não tenha a sua matriz econômica baseada na indústria, este é um dos setores em que os empresários mais investem em inovação. Precisa ser apoiado e divulgado, sempre. A indústria moveleira, com mais de 30 estabelecimentos, é a que mais cresce na região. Santiago já é considerado um polo na fabricação de móveis. E de excelente qualidade!

Para comprovar a qualidade dos móveis que a indústria santiaguense faz, minha bancada de trabalho foi produzida, com exclusividade, pela Rimar Móveis.

A diplomacia do inexplicável

Josias de Souza escreveu em seu blog, acoplado ao Folha on line:

"O brasileiro, ensinou Nelson Rodrigues, é um “Narciso às avessas”. Costuma cuspir na própria imagem. Sob Lula, o governo se esforça para desmentir o cronista. Em 2004, com o apoio do Planalto, foi ao ar uma campanha embalada por uma frase simpática: “O melhor do Brasil é o brasileiro”. Fora idealizada pela agência Lew, Lara. Destinava-se a açular a auto-estima dos patrícios, vendidos nas peças como pessoas que não desistem nunca.

Pois bem, em plena era do “nunca na história desse país”, o Itamaraty de Lula decidiu submeter o brasileiro Márcio Barbosa a um teste de resistência. Barbosa trabalha na Unesco, o braço da ONU para as áreas de ciência, cultura e educação. Serve há oito anos como adjunto do diretor-geral Koitchiro Matsuura. Abriu-se uma disputa pela cadeira de Matsuura, em fim de mandato. Barbosa candidatou-se ao posto. Tem chances reais de êxito.

Súbito, o chanceler Celso Amorim pôs-se a lançar cusparadas sobre o espelho. Quer acomodar no comando da Unesco um cidadão egípcio, não o brasileiro. Chama-se Farouk Hosny o predileto de Amorim. É ministro da Cultura do Egito. Um personagem controverso, para dizer o mínimo. Recentemente, Hosny pendurou nas manchetes uma inusitada declaração. Defendeu a queima de livros grafados em hebraico. Despertou a ira da comunidade judaica. Vem tentando, desde então, relativizar a declaração de cunho antissemita. Não obteve, por ora, sucesso.

A despeito de tudo, o Itamaraty prefere Hosny a Barbosa. Eis a pergunta que bóia na atmosfera: Por quê? Amorim ainda não se dignou a levar à balança meio quilo de explicações. Difunde-se a versão de que o Brasil estaria interessado em fazer média com os países árabes.

A alegação, por ridícula, não vale o peso que lhe atribuem. Quem quiser pode engolir. Mas arrisca-se a fazer papel de bobo. Soaria mais honesto se Amorim assumisse que “planta” Hosny para colher apoios a uma futura indicação de seu próprio nome à Agência Internacional de Energia Atômica.

Para complicar, Barbosa parece ter incorporado o espírito da campanha ufanista de 2004. Tornou-se um desses brasileiros que não desistem nunca. Arrastou para o pano verde apoios internacionais de peso. Flerta com a idéia de levar adiante a candidatura ao comando da Unesco com o endosso de outros países. Diante do inexplicável, a diplomacia internacional testemunha o inacreditável: a postulação de um brasileiro à direção-geral da Unesco sem o apoio do Brasil.

O eventual triunfo de Barbosa descerá à crônica de insucessos do Itamaraty companheiro como gota que faz transbordar o copo. Na petrodiplomacia, o time de Amorim levou um chapéu de Evo Morales. Na eletrodiplomacia, foi levado à marca do pênalti por Fernando Lugo. Empurrou para dentro do Mercosul a irascibilidade delirante e ideológica de Hugo Chávez. Brigou pelas presidências da OMC e do BID. Perdeu ambas. Esforçou-se para tornar real a cadeira perene no Conselho de Segurança da ONU. Lula terminará o mandato sem realizar o sonho, acalentado desde FHC. Se fosse à briga da Unesco do lado do brasileiro Barbosa, o Brasil poderia perder ou ganhar. Comparecendo à refrega do lado de um egípcio condena-se à derrota. Perdendo, Barbosa poderá levar ao caldeirão do infortúnio a oposição aberta que lhe fez o seu país. Vencendo, estará autorizado a dizer que triunfou a despeito do Brasil.

Agarrado a um dilema hamletiano – ser ou não ser brasileiro? - o Itamaraty como que remoça Nelson Rodrigues. “Não encontramos pretextos pessoais ou históricos para a auto-estima”, diria o velho cronista. “O brasileiro é muito impopular no Brasil”. Ele acrescentraria: “O que atrapalha o brasileiro é o próprio brasileiro. Que Brasil formidável seria o Brasil se o brasileiro gostasse do brasileiro!”

Comento eu: Estranha decisão. A chancelaria brasileira apoia candidato outro que não servidor seu com os méritos necessários para ocupar a direção-geral da Unesco. O escolhido ostenta currículo repleto de más recomendações. Seria bom candidato para defender a cultura alguém que propugna queimar livros? Parece que a cúpula da diplomacia nacional está a carecer, há algum tempo, de bom-senso. É o mínimo que se pode dizer.

A maior flor do mundo

Admiro muito o escritor português José Saramago e visito diariamente o seu blog O Caderno de Saramago (registrado na barra lateral, em Minha lista de blogs). Nesse espaço ele escreve sobre diversos assuntos e, eventualmente, aborda temas ligados às suas obras. Hoje, ao abri-lo, encontrei uma bela história sobre a sua dificuldade de escrever para crianças:

"...quando eu ainda não passava de um escritor principiante, um editor de Lisboa teve a insólita ideia de me pedir que escrevesse um conto para crianças. Não estava eu nada certo de poder desobrigar-me dignamente da encomenda, por isso, além da história de uma flor que estava a morrer à míngua de uma gota de água, fui-me curando em saúde pondo o narrador a desculpar-se por não saber escrever histórias para a gente miúda, a quem, por outro lado, diplomaticamente, convidava a reescrever com as suas próprias palavras a história que eu lhes contava."

"...Passou o tempo, escrevi outros livros que tiveram melhor sorte, e um dia recebo uma chamada telefónica do meu editor Zeferino Coelho a comunicar-me que estava a pensar em reeditar o meu conto para crianças. Disse-lhe que devia haver um engano, porque eu nunca tinha escrito nada para crianças. Quer dizer, havia esquecido totalmente o infausto acontecimento. Mas, há que dizê-lo, foi assim que começou a segunda vida de “A maior flor do mundo.”

"...Há alguns anos, Juan Pablo Etcheverry e Chelo Loureiro procuraram-me com o objectivo de fazer da “Flor” uma animação em plastilina, para a qual Emilio Aragón já tinha composto uma bela música. Pareceu-me interessante a ideia, dei-lhes a autorização que pediam e, passado o tempo necessário, inútil dizer que depois de muitos sacrifícios e dificuldades, o filme foi estreado. Eu próprio apareço nele, de chapéu e bastante favorecido na idade. São quinze minutos da melhor animação, que o público tem aplaudido em salas e festivais de cinema,...a mostrar como neste mundo tudo está ligado a tudo, sonho, criação, obra. É o que nos vale, o trabalho."

É encantador! Assista o filme:

sábado, 23 de maio de 2009

Novo blog na rede

Juventude na rede! Já está fazendo sucesso o blog de Fernando Silveira de Oliveira. Notícias, curiosidades, informações interessantes, o que rola na TV e o mais importante - a vontade de interagir e proporcionar aos leitores um espaço de qualidade.

Acesse. Vale a pena:

Cuidando de quem educa

Ontem à noite tive o prazer de participar do lançamento do livro Cuidando de quem educa - uma abordagem teórico-prática sobre da Síndrome de Burnout em professores, da educadora Cida Azzolin.

Ambiente agradável, pessoas amigas lotaram o espaço do Centro Cultural Aureliano de Figueiredo Pinto para compartilhar com a Cida um momento importante - o lançamento de seu livro a respeito da Síndrome de Burnout, dirigido a um público especial, os professores. Cida é diretora da Escola Cristóvão Pereira, convive com educadores e seu conhecimento vai auxiliar colegas de profissão que enfrentam situações de desgaste profissional em atividades que exigem estreita interação.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Presidente Lula na Turquia

Jamil Chade, do Jornal O Estado de São Paulo, on line:

"No Brasil, tem uma coisa interessante que vocês precisam conhecer", disse Lula em um seminário com empresários locais. "Apareceu alguém vendendo algo na porta de um brasileiro, ele sabe que é um turco que está vendendo", afirmou, sem qualquer reação da plateia.

O presidente tentou explicar. "Qualquer vendedor que for vender um produto na casa das pessoas, prontamente ele é chamado de turco. Eu não sei se é o turco nascido em Istambul ou no tempo do Império Otomano, nascido na Arábia Saudita ou no Líbano", esclareceu. "É preciso fazer jus a essa especialidade de comercializar do povo turco para que possamos estreitar as relações comerciais entre o Brasil e a Turquia", concluiu. A platéia não riu.

Os turcos não são árabes e nem falam a mesma língua. A presença de turcos na imigração no Brasil é insignificante e as populações vindas do Líbano e Síria apenas ganharam esse nome diante do fato de chegarem com passaportes do Império Otomano.

Lula ainda fez alguns empresários levantarem a sobrancelha ao anunciar que o Brasil tinha "17 milhões de quilômetros de fronteira terrestre". A título de ilustração, sublinho eu que o Brasil tem 15.719Km de fronteira terrestre.

Observação de Reinaldo Azevedo, em seu blog: "Já comentei aqui outras vezes que Lula aprende pelo método indígena: com as orelhas. É notavelmente inteligente, mas espantosamente ignorante. E olhe que não lhe faltou tempo para aprender. Mas tem uma indisposição com a leitura conhecida e reconhecida. Ele deve pensar: “Para quê? Esse gente toda leu bastante é agora é minha subordinada”. É, faz sentido... É por isso que, suponho, Celso Amorim também tenha parado de ler."

Lançamento do livro de Cida Azzolin

A professora Cida Azzolin, diretora da Escola Cristóvão Pereira, lança, amanhã, 22 de maio, as 19h30min, no Centro Cultural Aureliano de Figueiredo Pinto, o livro Cuidando de quem educa - uma abordagem teórico-crítica sobre a Síndrome do Burnout em professores.

A Síndrome do Burnout ou do desgaste profissional envolve pessoas que são submetidas, no seu trabalho, a constante desgate físico e emocional - em atividades geralmente exigem estreita interação (pacientes, alunos). O Burnout é um estado de estresse cronificado. Todos padecemos de estresse, e um mundo de estressores está sempre presente no cotidiano das nossas vidas. Mas, quando não sabemos lidar com o estresse, podemos sucumbir. Uns lidam com a situação de estresse fugindo dela, outros tentam ignorá-la ou negá-la, e outros procuram fazer frente a ela, encontrando alternativas saudáveis para lidar com a situação. Para chegar a se constituir em uma síndrome, nosso organismo nos alerta antes e busca formas de combate ou compensação, até verificar, em certos casos, que a luta é inglória e cronifica-se o estrese como um traço ou uma síndrome, que poderá desembocar em doenças físicas, psicossomáticas, psíquicas (depressão), ou sociais (psicopatias).

Mais detalhes? Vamos aguardar o lançamento do livro da Cida!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

3ª ExpoSantiago

O Centro Empresarial de Santiago e o Sindicato Rural promovem. A Prefeitura Municipal apóia. É a 3ª ExpoSantiago que se aproxima. Amanhã, 21, acontece o evento de lançamento da feira, às 20h, no GSSGS. A presidência da 3ª edição continua com o competente Vianei Lehnhard.

Visite o site:

www.exposantiago.com.br

Preparando a pira

A governadora Yeda Crusius está pagando um alto preço por ter vencido a eleição em 2006. Essa ousadia jamais foi admitida por seus adversários, especialmente os do PT, escoltados pelo PSol e mais recentemente pelo Dem, através da triste figura do vice-governador Paulo Afonso Feijó. Não podemos esquecer também do Cpers, que ora pela mesma cartilha da CUT e utiliza os mesmos métodos, mas sempre capaz de inovar, com aquela campanha publicitária chocante, que distribuiu outdoors com a foto da governadora mostrada como a face da corrupção. Outras características da governante também não são perdoadas - é mulher; não nasceu nestes pampas, não aprecia troca de favores e entende muito de economia e finanças. Aliás, esta habilidade, aliada a um profundo senso de compromisso com a sociedade gaúcha, proporcionou, em menos de dois anos, uma surpreendente mudança na situação econômica do Rio Grande do Sul, através de medidas saneadoras que mudaram completamente o cenário, embora tenham cobrado preço político altíssimo do governo junto ao público. Cheiro de fumaça no ar. Pira sendo preparada.

Todos os dias lemos e ouvimos comentários de que o estado não teve mais um minuto de paz desde que Yeda Crusius assumiu o governo. É verdade. Não se pode negar. Nossa governadora é uma mulher pragmática, pouco dada a salamaleques e pompas e não tolera incompetência. Suas primeiras medidas de impacto já causaram desagrado e a tropa de choque adversária, em permanente plantão, decidiu agir, colocando em prática a velha estratégia de desqualificar o seu governo, para não desmerecer a máxima de que os gaúchos são peremptoriamente contrários à reeleição de seus governantes, desde que o estatuto vige. E nesse compasso fomos marchando... A cada pequena vitória, uma nova acusação, uma nova crise. E delirantes sonhos com a pira ardendo...

Mesmo tendo que enfrentar uma oposição raivosa, Yeda nunca cedeu um milímetro sequer e seguiu trabalhando para concretizar a meta do déficit zero, o tão sonhado equilíbrio das contas públicas, uma utopia para os seus detratores. Meta alcançada, comprovando que a governadora não brinca em serviço e nem abre espaço para malandragens e lambanças, mais fúria, mais denúncias, mais boatos e ameaça de CPI por conta de possível caixa dois na campanha eleitoral de 2006. A partir das reportagens da revista Veja e das manchetes em jornais do centro do país, o projeto da pira aumentou seu tamanho. Estratégia bem armada. Coisa de profissional.

Há algumas indagações que já foram feitas, mas poucos parecem ter tomado conhecimento, principalmente a imprensa sem qualquer informação jurídica. O advogado Marco Aurélio de Oliveira, ex-presidente do Tribunal Regional Eleitoral e desembargador aposentado do Tribunal de Justiça as levantou: o Ministério Público de primeiro grau, nem estadual, nem federal, não pode investigar a governadora Yeda Crusius, que tem foro privilegiado. “No momento em que o Ministério Público Federal, de primeiro grau, estiver investigando, ele obrigatoriamente deverá remeter todos os elementos ao Superior Tribunal de Justiça”. Conforme o advogado, compete ao STJ autorizar o Ministério Público de segundo grau ou a Polícia Federal a investigar Yeda Crusius. Ele foi ainda mais longe: “O critério para abertura da CPI é político. Se abre CPI para qualquer coisa. Eu não sei qual é a acusação que vão usar como elemento para justificar a existência de uma CPI. Agora, em relação a um processo criminal, a um processo de investigação, eu não vejo o que fazer. Se houve sobras de campanha, se houve caixa dois, isso já está superado pela prestação de contas, que foi entendida como suficiente e o processo foi arquivado. Não há mais, em razão do decurso do prazo, como abrir uma ação de cassação de mandato. Isso já está totalmente superado porque o fato foi anterior à eleição, ou foi antes da governadora assumir o cargo, e o tempo de 15 dias depois da diplomação já passou e ninguém entrou com nenhuma ação”.

Em relação às denúncias sobre a época eleitoral, ele deixou bem claro que só poderia ser aberto um processo se houvesse uma demonstração de crime eleitoral, que pode ser aberto a qualquer tempo. Marco Aurélio de Oliveira também afirmou que receber verbas de empresas sem declaração e em dinheiro vivo não é crime, é somente uma irregularidade de prestação de contas. Portanto, isso não seria motivo para a abertura de um inquérito para apurar crime. E ainda descartou igualmente qualquer possibilidade de imputação de improbidade à governadora Yeda Crusius: “Não há nenhuma acusação de improbidade da governadora porque a improbidade é a malversação de dinheiro do erário ou o desvio de verbas do erário no exercício de mandato eletivo, ou seja, após a data que a governador assumiu. Alguém está imputando que a governadora desviou dinheiro depois de assumir o governo? Não”. Enquanto as supostas gravações contra a governadora Yeda Crusius não aparecerem, ninguém pode reconhecer que elas efetivamente existem. Desde fevereiro ouvimos falar em supostas conversas gravadas por Lair Ferst, que indicariam o uso de caixa dois na campanha do PSDB em 2006.

Se as tais gravações existem, porque ainda não apareceram? Quem está com as fitas? Elas foram periciadas? Com que interesse é omitido algo tão relevante à sociedade gaúcha? Essas perguntas continuam sem respostas.

Os militantes do PSol, a revista Veja e a viúva de Marcelo Cavalcante (ex-representante do RS em Brasília), continuam afirmando que existem gravações, mas não apresentam as devidas provas sobre elas. Pior que isso, é ver a imprensa nacional dar destaque a algo que os próprios acusadores não conseguem provar.

Num país sério, o ônus da acusação cairia sobre quem denuncia e não sobre aqueles que podem estar sendo injustiçados por golpes baixos da política suja. A pressão deveria estar em cima dos acusadores, que precisam provar aquilo que estão afirmando.

Na hipótese da revista Veja possuir as gravações, porque ainda não às distribuiu para veiculação em outros meios de comunicação? E o PSol, como pode provar que existem gravações? Como o partido teve acesso às fitas? Sem responder essas questões não podemos reconhecer que as gravações existem.

Pois bem, enquanto balançam as cadeiras na Assembleia, aguardemos o veredito. Segundo as últimas informações, o placar está em 15 adesões. São necessárias 19 assinaturas para que vingue a CPI. Se vier, assistamos, passo a passo, a anatomia de uma fraude política, vivendo, no detalhe, como a delinquência fabrica um falso escândalo. O PT segue firme no propósito de eliminar seus adversários e de substituir a sociedade pelo partido.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Fim da Lei de Imprensa joga milhares de ações no vácuo

Com a revogação total da Lei de Imprensa, discute-se hoje o destino de milhares de ações contra jornalistas, espalhadas por tribunais de todo o país. Enquanto uns pregam a extinção de todos os processos, outros defendem a aplicação de dispositivos correlatos existentes em outras leis e códigos.

Especialistas concordam que a decisão dos ministros do Supremo Tribunal Federal de abolir, por 7 votos a 4, a Lei de Imprensa (criada pelo regime militar, em 1967), ocasionou um vácuo jurídico. Não está claro como devem ser conduzidos pelos juízes os casos iniciados na antiga lei.

Vácuo jurídico? Mas os ministros não tinham resolvido que havia leis suficientes para o julgamento de todos os casos?

domingo, 17 de maio de 2009

Busca da informação privilegia Internet

Pesquisas recentes revelam que 60 milhões de brasileiros têm acesso à Internet e privilegiam a rede para buscar informações, desbancando a mídia tradicional, que perde audiência, circulação, prestígio e credibilidade.

A mudança está acontecendo rapidamente. A Internet já é o canal de comunicação preferido para quem está atrás de informação, superando a TV aberta. É a conclusão da Research International, uma das maiores consultorias do mundo, em trabalho realizado para a Folha de São Paulo. Vejam só:
Internet: 37%
TV aberta: 34%
TV por assinatura:
12%
Rádios:
8%
Jornais:
8%
Revistas:
1%

Em pesquisa anterior, de 2003, Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha, revelou que a TV aberta ainda era o meio mais citado.

A polêmica da Coca-Cola zero

E-mail circula na internet - “Coca-Cola zero proibida nos Estados Unidos”, trata dos riscos de um determinado ingrediente do refrigerante, o ciclamato de sódio - está causando polêmica. Para especialistas, o assunto é controverso. Para a empresa, o produto segue as regras impostas pela legislação. Estratégia da concorrência ou não, as informações apresentadas pelo médico argentino Edgardo Derman têm causado dúvidas nos consumidores.

A polêmica foi originada na proibição da Coca-Cola Zero nos Estados Unidos, por conter ciclamatos. De fato, segundo a Food and Drug Administration (FDA), órgão de controle de drogas e alimentos nos EUA, os ciclamatos foram banidos há 40 anos da lista de aditivos alimentares, por serem potencialmente cancerígenos.

A principal referência para o uso de aditivos em alimentos no Brasil e demais países que utilizam o ingrediente, segundo a Anvisa, foi estabelecida pelo Joint FAO/WHO Expert Committee on Food Additives (JECFA), comitê científico vinculado à Organização para Alimentos e Agricultura das Nações Unidas (FAO) e à Organização Mundial da Saúde (OMS). Em 1997, o JECFA concluiu que o ciclamato pode ser utilizado de forma segura, dentro de um limite máximo de 11mg por quilo de peso corpóreo, ao dia. Significa dizer que uma pessoa de 50 kg pode ingerir 550 mg de ciclamato diariamente, por toda a vida, sem riscos significativos à saúde. Além disso, o ciclamato consta na Lista Harmonizada de Aditivos Mercosul, segundo a Anvisa. Enrique Pérez, representante da Organização Pan-Americana de Saúde, vinculada à OMS, admite a controvérsia do assunto e afirma que atualmente há uma petição junto à JEFCA para reavaliar o nível aceitável de ingestão diária do ciclamato.

As referências internacionais, segundo a Anvisa, garantem a segurança de uso do ciclamato de sódio em alimentos, desde que respeitados o limite diário de 40mg de ciclamato de sódio para cada 100g/ml de alimento. Atualmente, cada 100ml de Coca-Cola Zero, por exemplo, tem 24 mg de ciclamato de sódio. Tomado como base de cálculo o limite imposto pelo JECFA (11mg), uma pessoa de 50 kg poderia beber 2,291 litros diariamente, sem comprometer sua saúde. Quanto maior o peso, maior é o limite permitido para ingestão do refrigerante.

Outra questão levantada refere-se ao motivo pelo qual persiste a autorização do componente em alguns países. Para o autor, a diferença de preço entre o ciclamato e o aspartame, adoçante menos prejudicial e substitutivo do ciclamato em países onde este é proibido, seria um dos principais motivos. O quilo de ciclamato custa U$ 10 por quilo, enquanto o de aspartame vale U$ 152. O autor ainda afirma que a Coca-Cola Zero vendida na América do Norte e em alguns outros países não contêm o aditivo. “Isto só acontece nos países pobres ou subdesenvolvidos como os da Europa Oriental e América Latina”, pondera. Apesar de reconhecer que pressões econômicas possam dificultar a aprovação de normas que contrariem os interesses de muitas indústrias, a especialista em ciências da saúde, Lívia Pineli, acredita que o real motivo de o Brasil aprovar o uso do ciclamato é a falta de evidências científicas que o condenem nas doses normais de consumo humano

De acordo com a assessoria da Coca-Cola Company Brasil, que não se manifestou sobre a diferença de preço das substâncias, o ciclamato é um edulcorante utilizado não apenas em bebidas, como também em produtos dietéticos, farmacêuticos, adoçantes de mesa, bolos, laticínios, caramelos e doces, entre muitos outros. “Todos os produtos da Coca-Cola, em qualquer lugar do mundo, só usam ingredientes seguros para o consumo e aprovados pela legislação local”, esclarece a assessoria de imprensa. Segundo a empresa, o motivo da autorização do uso em países da Europa, Canadá, Brasil, América Latina é a segurança para o consumo humano, além das suas propriedades não-calóricas.

Fonte: Milton Júnior, do site Contas Abertas

Poema de Lise Fank em ZH

Como já registrou Froilam de Oliveira, em seu blog Contra ., mais um belo poema de Lise Fank foi publicado em Zero Hora de sábado, 16, na página Almanaque Gaúcho, de Olyr Zavaschi.

Questão de ponto de vista

As penas do pássaro
são plumas que abrigam.
As penas do homem
são, apenas,
dó.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Com a mão na poupança

Enfim confirmou-se o boato crescente: informou hoje o ministro Guido Mantega que a partir do próximo ano, quem tiver mais de R$ 50 mil aplicados na caderneta de poupança terá que pagar imposto de renda progressivo. O governo quer evitar a migração de grandes investidores para a poupança, pois isso significaria maior dificuldade para vender títulos e administrar a dívida pública. O imposto progressivo começa com 20%. As demais aplicações financeiras sofrerão este ano uma redução no pagamento de Imposto de Renda. Os fundos pagam, hoje, entre 15% a 22%.

O governo vai enviar ao Congresso projeto de lei nesse sentido - se for aprovado, a regra vale já em 2010.

terça-feira, 12 de maio de 2009

PDT de Santiago em ação

O PDT de Santiago, após reestruturação interna realizada em março e abril, opera a todo vapor. Sua sede localizada na Avenida Getúlio Vargas, 1455, no centro da cidade, dispõe de secretária, internet, telefone e funciona de segunda a sexta-feira, da 13h 30min às 17h 30min, oferecendo espaço com estrutura móvel e técnica para iniciar no segundo semestre de 2009 o processo de estudo e aperfeiçoamento político de seus filiados.

O presidente da agremiação partidária, José Winter Marques e o assessor de imprensa, Cleudo Irion, anunciam que o projeto também será aberto à comunidade, que poderá assistir a filmes que evidenciam o trabalho dos ex-presidentes Getúlio Vargas e João Goulart e do ex-governador Leonel Brizola. Para aperfeiçoar o conhecimento dos filiados e da comunidade, o PDT ultima convênio com a ULB (Universidade Aberta Leonel Brizola), para cursos via EaD, numa parceria da Executiva com a Juventude Socialista.

O PDT também acelera o trabalho de recadastramento de todos os filiados e prepara o lançamento de jornal próprio, no dia 10 de junho, com circulação mensal. Nos meses de junho e agosto, haverá semana em homenagem a Leonel Brizola e a Getúlio Vargas. Para que o conjunto das ações políticas sejam planejadas e concretizadas a executiva promove reuniões quinzenais, às quartas-feiras, das 19h às 20 h na sede do PDT e nas demais quartas-feiras, os encontros acontecem na residência particular dos filiados. No mês de maio, as reuniões ocorrem nos dias 13 e 27, na sede partidária.

Sucesso aos amigos do PDT!

Much ado about nothing

Muito barulho por nada! A Fundação Getúlio Vargas (FGV) já finalizou os estudos encomendados pela presidência do Senado visando a reestruturação administrativa da Casa. Os renomados especialistas da fundação propõem a troca de seis por meia dúzia ou seja, apenas uma mudança de nomenclatura dos cargos de direção. O corte efetivo de funções não passou pelo crivo dos espertos em limpeza administrativa.

Durante a gestão do poderoso diretor-geral Agaciel Maia, iniciada em 1995, o Senado foi inflado com 181 cargos de direção. Durante a "investigação" a FGV encontrou apenas 110 cargos com denominação de diretor, dos quais apenas 41 exerciam efetivamente as funções. Agora poderão ser reduzidos para 7 e pasmem, irão receber até um aumento na gratificação. Os demais continuarão com o mesmo salário e gratificações, só que seus cargos serão reclassificados. O diretor Gilnei Morão se explica: "são mantidos os salários, mas se perde o status.” Cômodo, não?

A transformação proposta pela FGV prevê que a mudança garantirá uma "substancial" economia mensal de R$ 650 mil (o orçamento atual é de R$ 2,7 bilhões). O plano prevê uma redução em 30% na atual estrutura administrativa do Senado.

A acomodação está perfeita. Much ado about nothing. Muito barulho por nada...

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Interação.com II

Dupla satisfação! Hoje, novamente, mais uma crônica minha foi publicada no Blog Artigos de Edward de Souza, jornalista, escritor e radialista, de Franca, São Paulo.

Acessando o blog do Edward de Souza conheci o trabalho de grandes profissionais de jornal, rádio e tv que, generosamente, dividem suas experiências, contam histórias fantásticas e proporcionam momentos muito agradáveis e até mesmo emocionantes, por sua sensibilidade na abordagem dos temas. A interação é impressionante. Cada texto postado recebe muitos comentários de gente que gosta de opinar, cumprimentar, contar experiências similares e brincar, de maneira muito saudável.

sábado, 9 de maio de 2009

Mãeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!!!

Este é o grito mais ouvido no mundo, desde os tempos imemoriais, em todas as línguas, principalmente na linguagem do amor, que não tem cifras - é universal.

Mãeeeeeeeeeeeeeeee!!!

Este também é o grito mais atendido, sempre atendido, pois a pessoa a quem chamamos jamais esquece de nós, em qualquer circunstância... esteja ela perto, longe ou já eternamente na nossa memória.

Mãeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!!

Não existe palavra mais doce, mais sublime, mais musical...

Com licença, vou chamar a minha...

Mãeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!!

Pra não dizerem que não falei de flores...

Rosas
Não quero rosas, desde que haja rosas.
Quero-as só quando não as possa haver.
Que hei-de fazer das coisas
Que qualquer mão pode colher?

Não quero a noite senão quando a aurora
A fez em ouro e azul se diluir.
O que a minha alma ignora
É isso que quero possuir.

Para quê?... Se o soubesse, não faria
Versos para dizer que inda o não sei.
Tenho a alma pobre e fria...
Ah, com que esmola a aquecerei?...

Fernando Pessoa

Em ascendência

Foram confirmados, nesta noite, dois novos casos da gripe Influenza A no país. Os pacientes são de Santa Catarina e do Rio de Janeiro. O caso do Rio é de um amigo do paciente já confirmado com a nova gripe pelo Ministério da Saúde. Os dois estão internados no Hospital do Fundão. É o primeiro caso de transmissão de pessoa para pessoa no Brasil.

Com o registro desse caso, fica caracterizado que houve uma transmissão do vírus no país. É uma transmissão limitada, ou seja, até o momento, este é o único caso de transmissão de pessoa para pessoa no Brasil, sem ter havido transmissão para terceiros.

No entanto, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou que a estratégia para evitar e conter a transmissão do vírus no Brasil segue normalmente, seguindo as recomendações da OMS. Temporão explicou que no mundo há seis países, (o Brasil é o sétimo) que atualmente apresentam transmissão interna, a chamada transmissão autóctone. Desses, apenas dois têm a transmissão que chamou de sustentada (em larga escala): México e Estados Unidos.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Quatro casos de gripe Influenza A (ex-suína) confirmados no Brasil

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, confirmou quatro casos de Influenza A (gripe suína renomeada) no Brasil, sendo que outros 93 pacientes suspeitos em monitoramento tiveram os testes negativos. Quinze ainda estão em análise e os resultados devem sair hoje.

São dois casos em São Paulo, um no Rio de Janeiro e um em Minas Gerais. O ministro disse que três deles passaram pelo México e um pelos Estados Unidos. Todos estão bem e apenas o rapaz de 21 anos, do Rio de Janeiro, continua internado.

O ministro ainda evidenciou que a confirmação destes casos demonstra a eficiênccia dos sistemas de vigilância. Todos os casos foram importados e não existem evidências de que o vírus tenha contaminado outras pessoas no país. Ou seja, o vírus não circula no Brasil.

O número de contaminados pela nova gripe em todo o mundo chegava a 2.371 às 18h de Brasília, segundo balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS).

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Um traste

O que podemos esperar de um relator do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados como Sérgio Moraes (PTB/RS), que tem no currículo acusações de lenocínio, receptação de jóias roubadas, agressão, e de envolvimento com uma rede de prostituição (crime pelo qual chegou a ser condenado em primeira instância) e a melhor: manter um telefone público na casa do próprio pai, quando era prefeito de Santa Cruz do Sul?

Este é o nível do parlamentar gaúcho que vai pedir o arquivamento do caso de Edmar Moreira, o deputado dono do castelo em Minas Gerais (já revelou seu parecer antecipadamente).

Algumas pérolas, de sua autoria, referindo-se aos jornalistas:

“Eu estou me lixando para a opinião pública! Até porque a opinião pública não acredita no que vocês escrevem. Vocês batem, batem, e nós nos reelegemos mesmo assim

“O bonito para a imprensa é o Fernando Gabeira, que quando pegaram ele com passagens ele chamou vocês (imprensa) para pedir desculpas e todos se emocionaram. Então eu vou pedir para o Edmar Moreira fazer o mesmo”

“Vocês da imprensa publicam só uma parte, só para enrabar a gente"

Tem razão o Júlio Prates que ontem escreveu, em seu blog http://jornalistaprates.blogspot.com:

"Essa madrugada passada, assistia a TV Senado, cuja reprise dos trabalhos do dia permitem aquela deliciosa curtição noturna, sem correrias e na mais santa calma, diria até, na paz dos cemitérios.

Acuados pelas denúncias da imprensa, os senadores querem passar o parlamento no Brasil a limpo e fazer ressurgir a Fênix das cinzas da corrupção e da imoralidade.

De todas as intervenções, a que mais me chamou a atenção foi a do senador Wellington Salgado, PMDB/MG. Disse ele: quem representa a sociedade, os senadores que são eleitos ou a mídia? É claro que talvez ele saiba que os senadores representam os Estados e os deputados, o povo. Mas ele usou – genericamente – a expressão sociedade, talvez como força de argumento.

Essa é uma bela discussão. Eu – pessoalmente – acho que quem representa a sociedade é a imprensa e essa tem sintonia com seus leitores. Já os eleitores, não têm sintonia com os eleitos e esses não têm relação harmônica e nem devem satisfação para o povo. O povo vota porque é o obrigado a votar, só alguém muito idiota para acreditar que políticos representam o povo..."

O Bolsa Família e o bolso de cada um

O Tribunal de Contas da União (TCU) acaba de auditar a destinação de recursos ao Programa Bolsa Família. Os resultados são mais do que surpreendentes. Beiram à insânia. E mostram o descontrole total do governo quanto aos métodos de fiscalização dos beneficiários. O que se pode concluir é que não há controle. É apenas distribuição de dinheiro do contribuinte sem que sejam observados os critérios para habilitação das famílias ao programa.

As instituições responsáveis por habilitar os beneficiários são as prefeituras municipais, que para tal devem manter infraestrutura adequada. Em Santiago, qual é o órgão municipal que faz esse serviço? Você conhece a lista dos beneficiários? Eu não e nem sei como é feito o controle ou que critério é utilizado para enquadrar quem realmente precisa.

A auditoria do TCU descobriu milhares de ilicitudes, cometidas com o dinheiro dos contribuintes. Alguns exemplos surreais:

Entre os beneficiários do maior programa social do governo há pelo menos 106 mil famílias donas de veículos avaliados em mais de R$ 4.000. Entre os veículos, há 713 cujo valor passa da casa dos R$ 100 mil. Beneficiada com um repasse mensal de R$ 94, uma família de Sergipe é proprietária de sete caminhões. A frota é avaliada em R$ 756.467. Outra família, de São Paulo, recebe os recursos oficiais a despeito de ter entre seus membros o feliz proprietário de uma moto importada, modelo 2007.

Estão pendurados no cadastro do Bolsa Família 20.601 políticos. São eleitos e suplentes das eleições de 2004 e 2006. Em fevereiro de 2008, sugaram R$ 1,6 bilhão.


O TCU apontou o pagamento de benefícios a 1,1 milhão de famílias com indícios de renda acima do limite do programa. Receberam R$ 65 milhões em fevereiro de 2008. O cadastro de onde o ministério do Desenvolvimento Social retira os nomes dos beneficiários do Bolsa Família contém como habilitados 300 mil brasileiros mortos. Verificou-se que, em fevereiro do ano passado, 3.791 benefícios foram às mãos de famílias cujo recebedor já havia falecido.

O carro-chefe da política social do governo chega à casa de mais de 11 milhões de famílias. Em 2009, vai distribuir R$ 11,4 bilhões. Pelas contas do TCU, se tudo estivesse sob controle, com fiscalização regular e idônea, o governo economizaria cerca de R$ 318 milhões a cada ano.

A idéia de transferência de renda é boa. Mas falta gente de caráter para administrá-la. O Programa Bolsa Família foi criado como uma escada, para auxiliar o cidadão, aos poucos, encaminhar-se com as próprias pernas, à custa de capacitação. Mas o que vemos é somente falcatrua e vigarice.

E o tal controle social? O PBF, em suas diretrizes, incluiu o Controle Social: “participação da sociedade civil nos processos de planejamento, acompanhamento, monitoramento e avaliação das ações da gestão pública e na execução das políticas e programas públicos. Trata-se de uma ação conjunta entre Estado e sociedade em que o eixo central é o compartilhamento de responsabilidades com vistas a aumentar o nível da eficácia e efetividade das políticas e programas públicos.”

Quem faz o controle social? Quais são as entidades que participam? O que vemos é somente falcatrua e vigarice de quem deveria zelar para que os mais necessitados recebessem o auxílio...

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Para reflexão

Diz José Saramago em seu Blog O Caderno de Saramago:

"...já é mais do que tempo de compreender e proclamar que a única revolução realmente digna de tal nome seria a revolução da paz, aquela que transformaria o homem treinado para a guerra em homem educado para a paz porque pela paz haveria sido educado. Essa, sim, seria a grande revolução mental, e portanto cultural, da Humanidade. Esse seria, finalmente, o tão falado homem novo."

Ainda o problema da fila nos bancos

Segundo informação veiculada pela rádio Santiago e também comentada pelo blog do Diogo Brum, já está em vigor a lei municipal que dispõe sobre o atendimento de clientes em estabelecimentos bancários. Em recente entrevista a rádio Santiago, o presidente da Câmara de Vereadores, Miguel Bianchini disse que até então a norma que regulamenta o tempo de espera dos clientes em fila de banco nunca havia sido cobrada e a população acumula queixas do tempo de espera originado das longas filas.

Após verificar pessoalmente o problema, o presidente da Câmara solicitou ao Executivo que a lei, aprovada em 2007, fosse cumprida. O prefeito Julio Ruivo determinou ao setor de fiscalização que conversasse com os gerentes das instituições bancárias que se comprometeram a cumprir as determinações, mas questionaram o valor elevado das multas - 2 mil Unidades Fiscais Municipais, equivalente a R$ 200 mil e de 4 mil UFM, cerca de R$ 400 mil, chegando até a suspensão do alvará, no caso de reincidência.

Então a Câmara de Vereadores aprovou emenda à lei, de autoria do vereador Bianchini, diminuindo as multas para 15 UFM, cerca de R$ 1.500 e 30 UFM, equivalente a R$ 3 mil, respectivamente. Também foi revogado do artigo da Lei 093, que previa a suspensão do alvará, por ser considerada uma medida fora da realidade. O vereador Bianchini, observou que, a partir desses acertos, as agências têm até o final deste mês para se adequarem. Em dias normais, o tempo de espera da fila não deve ultrapassar a 20 minutos; em véspera de feriados, 25 minutos e em dias de pico, 30 minutos.

Esta é uma lei de difícil cumprimento e fiscalização. Vejam que o movimento maior ocorre nos primeiros dez dias do mês e, depois, no final, quando recebem aposentados e servidores públicos (o que ocorre, quase sempre, através dos caixas eletrônicos). Nos demais dias, o movimento é normal, sem grandes percalços. Em datas de grande movimento, as agências disponibilizam, no máximo, quatro caixas para atendimento do público, sendo que uma é para idosos, gestantes e portadores de deficiência. Um sistema de senhas foi adotado pelas instituições bancárias, para ordenar a fila. Na senha consta o horário que o cidadão a retirou. Ao ser chamado, deve verificar o tempo que esperou. Se o tempo ficou acima do fixado pela lei, deve pedir ao atendente que anote na senha o horário em que foi atendido para depois, queixar-se ao setor de fiscalização da prefeitura. Quantos vão fazer isso? Como a fiscalização vai atuar? Haverá um processo para investigar as responsabilidades? Será breve?

Nos servimos dos serviços prestados pelos bancos quase que diariamente, sempre que possível através dos caixas eletrônicos, para diversas operações. Algumas instituições ainda não disponibilizam aos clientes o serviço de depósito de valores no caixa eletrônico. Se houvesse, diminuiria a fila pela metade. Uma solução plausível seria aumentar o número de caixas em dias de maior movimento. Quem não é cliente sofre mais - precisa entrar no banco e esperar. Pior sorte tem quem precisa resolver outro problema e tem que se submeter a longa espera para falar com os atendentes de diversos setores.

Vamos aguardar até o final do mês quando a lei, efetivamente, entra em vigor. Menos mal que as casas bancárias já oferecem confortáveis poltronas para os "pacientes" das filas.

terça-feira, 5 de maio de 2009

A fogueira das vaidades. Lá e aqui.

Há algumas semanas, assistimos a uma cena lastimável na mais alta corte do país - o Supremo Tribunal Federal - envolvendo os ministros Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes, quando os magistrados trocaram palavras ásperas que o mundo ouviu e viu. O barraco, transmitindo pela TV Justiça, foi parar no You Tube e teve milhares acessos.

Barbosa, inconformado com decisão do Tribunal sobre aposentadoria do funcionalismo do Paraná, ocorrida em sessão da qual estava ausente, ancorado por licença médica para tratar de limitante dor nas costas (ah! as desconfortáveis cadeiras do STF!), perdeu as estribeiras e dirigiu-se ao presidente: "- Vossa Excelência está destruindo a Justiça deste país [...]. Saia à rua, ministro Gilmar. Faça o que eu faço" e outros impropérios similares, incluindo menção a "capangas" e etc. O presidente reagiu, respondendo ao subordinado que ele havia faltado à sessão em que ocorrera a votação, disse que saía às ruas, sim. E pediu respeito. Joaquim idem!

Menos de 48 horas depois, Barbosa foi pro abraço. Em sexta-feira de expediente normal no STF, desfilou sua notoriedade no centro do Rio de Janeiro. Almoçou e desceu, a pé, a Rua da Carioca. Chegou ao carro oficial só na altura da esquina com a Avenida Rio Branco. Formou-se em torno dele uma pequena aglomeração. Ipi-ipi-hurra! O passeio foi parar na Internet. Todo mundo viu. Inclusive os colegas do STF. Um deles chegou a lembrar que ele é o recordista em projetos pendentes de julgamento no tribunal.

A título de ilustração, sobre a mesa de Joaquim Barbosa repousam 17.207 processos. Depois dele, Marco Aurélio Mello (13.015); Carlos Alberto Menezes Direito (11.596); Carlos Ayres Britto (9.201); Cezar Peluso (8.472); Ellen Gracie (8.325), Cármen Lúcia (7.982); Ricardo Lewandoswki (6.180); Celso de Mello (5.909); Eros Grau (3.934) e Gilmar Mendes (2.723). No caso do presidente, o quadro do tribunal atribui 2.416 ao “presidente” e 307 ao “ministro”.

Pois bem, de lei entendo pouco, não sou operadora do direito e acredito desconhecer as regras que disciplinam as relações entre os magistrados do STF. Creio que é um espaço onde deveriam reinar, majoriatariamente, a cortesia, o respeito e a cordialidade entre os pares, afinal, são eles que dão o veredito final a demandas e imbróglios que perduram por décadas. São a última esperança. Representam céu ou inferno.

Demorei algum tempo para escrever sobre o assunto porque queria entender a reação dos ministros e ouvir opiniões. Enfim, os porquês de cada um para a lambança.

Não há justificativa alguma para o fato. Seu nascedouro está na vaidade, na presunção, na imodéstia e na competição pelos holofotes - cada qual quer mostrar o seu "notório saber jurídico", esquecendo que sua função precípua é trabalhar para o povo que os emprega enquanto servidores públicos e lhes paga regiamente, mesmo que a arrasadora maioria dos brasileiros jamais tenha recursos suficientes para sustentar uma causa que chegue ao STF.

Alguns podem achar que o fato é normal, corriqueiro. Eu não acho. Não consigo admitir esse comportamento rasteiro em homens que alçaram, por sua cultura jurídica, aos mais altos cargos da carreira (mesmo que tenham sido por indicação política, se lhes faltassem luzes, certamente lá não estariam). Espero que a reação da sociedade pacifique os ânimos e contribua para se acendam as lamparinas do juizo e do equilíbrio nos ocupantes das ora incômodas cadeiras do Supremo Tribunal Federal.

Estava concluindo este texto quando recebi a notícia de outra contenda, acontecida em palco local, em ambiente público também mantido pelos contribuintes - a prefeitura municipal. Pasmem, dois parlamentares, campeões de voto, de grande apelo popular, entraram em luta corporal, no gabinete do prefeito. Não sei as razões do pugilato, mas acredito que os vereadores Bianchini e Pelé poderiam encontrar outra maneira de resolver suas diferenças, ao menos em homenagem aos eleitores que neles depositaram sua confiança.