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sexta-feira, 24 de abril de 2009

Para ler e ver

Quando livros são transformados em filmes, nem sempre os resultados são os melhores. Roteiro, cenografia, direção, atores colocam suas experiências e sensibilidade, criando, por vezes, uma nova obra, diferente da original. Não é o que acontece em "O Leitor". Gostei da adaptação. Mesmo com ligeiras mudanças no roteiro, o clima de profunda solidão, vergonha, tristeza, compaixão e horror à violência do nazismo sobreviveu, sobretudo com a magistral interpretação de Kate Winslet (que lhe valeu o Oscar de melhor atriz), acompanhada com brilho por Ralph Fiennes (Michael adulto) e David Kross (Michael jovem).

A narrativa aborda o relacionamento de um adolescente alemão, Michael, que tem somente 15 anos, com Hanna, uma mulher 21 anos mais velha. Ambos vivem uma delicada e intensa relação amorosa, até que Hanna desaparece subitamente sem deixar pistas. Sete anos depois, Michael, agora estudante de direito, é convidado a acompanhar um julgamento de criminosos do regime nazista. Ele descobre, para seu terror, que sua antiga amante é uma das acusadas pelos crimes (era guarda no campo de concentração de Auschwitz), o que o lança em um turbilhão de culpa e piedade.

Além de todos os elementos que emprestam à narrativa um tom de dor profunda, há um que se destaca porque altera definitivamente o destino da protagonista - o analfabetismo - ela não sabia ler. Mais não vou contar.

É uma leitura necessária. Ou assistam o filme. Ou os dois. Como eu fiz. De preferência em uma sala de cinema.

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