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domingo, 8 de março de 2009

Nada a comemorar

Nada a comemorar. Seria um acinte. Como podemos comemorar o Dia da Mulher com tanta crueldade acontecendo com as mulheres desde que o mundo é mundo? No tempo das cavernas se resolvia tudo na base da força bruta. Hoje também. Quase tudo. É que o instinto assassino sobrevive através dos milênios, impassível e impávido, e a seleção da espécie não contemplou evolução significativa no que diz respeito ao fenômeno do macho dominador. Recoberto de algum requinte, continua feroz. Junte-se a isso a ignorância e uma série de instrumentos, estes sim, inovações tecnológicas cada vez mais surpreendentes, destinados a acabar com a vida com apenas um tiro ou uma estocada...

Como podemos comemorar se a cada instante, desde que o mundo é mundo, morre uma mulher, uma criança inocente, vítimas de miseráveis que não podemos chamar de homens, porque são monstros.

Temos que comemorar apenas pequenas vitórias, conquistadas a duras penas, como um pouco (pouquinho...) mais de proteção da lei, de ação e consequências ainda incipientes.

Por isso, hoje, todas as rosas do mundo estão coloridas de sangue, para lembrar as mulheres que já pereceram, as que sobreviveram e a esperança de que a realidade possa ser diferente, daqui pra frente...

Sintam-se excluídos desse comentário todos os homens de sensibilidade, que entendem o real significado da palavra compartilhar. Ademais quem ama não precisa de datas, n'est pas?

Um comentário:

Anônimo disse...

Amiga!
escreveste o que eu intuía, mas não tinha talento para escrever. Muito bem! abr. ruy gessinger