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quinta-feira, 5 de março de 2009

Mea culpa

Acho louvável a determinação dos parlamentares que criaram o MPT - Movimento pela Transparência - são deputados e senadores com muitos mandatos, que já foram governadores, secretários de estado, deputados estaduais, vereadores, enfim, percorreram todas as instâncias do poder público e sabem muito bem como funciona a máquina administrativa. Por óbvio, todos (ou a grande maioria) também utilizaram os mecanismos facultados pela lei para nomear assessores de suas relações sem verificar sua idoneidade; destinaram recursos do orçamento para beneficiar os municípios que os elegeram (as tais bases eleitorais) e toda uma parafernália de artifícios legais que lhes permite manter uma rede de relações estável e, com isso, lhes garante sucessivas reeleições.

Pois esses próceres da moralidade e da ética deveriam fazer um mea culpa e declarar que muito contribuíram para instalar a situação vexatória em que o Brasil se encontra, hoje, no que diz respeito a desagregação de valores e a corrupção desenfreada que grassa nos corredores da república. Por que eles não começaram bem antes essa campanha? Por que se omitiram quando, pelo voto, absolveram colegas acusados de irregularidades, falcatruas e toda a sorte de ilícitos que acontecem no Congresso Nacional? Por que não levantaram a voz quando seus líderes, na Câmara e no Senado, nas Assembléias Legislativas e nas Câmaras de Vereadores, faziam alianças espúrias para conservar privilégios inaceitáveis? A resposta parece muito clara - precisavam conservar o poder e a exposição na mídia. Fama dá voto.

O Movimento pela Transparência só vai prosperar se a transparência começar por seus integrantes. É bem fácil e cômodo olhar ao redor e apontar o que está errado. O que dói mesmo é apontar-se. É reconhecer-se como parte. É desistir de benesses que ultrajam o povo brasileiro.

Senhores integrantes do Movimento pela Transparência, deem o exemplo!

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