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terça-feira, 24 de março de 2009

A Casa da Mãe Joana

Após as revelações surpreendentes das últimas semanas sobre as 181 diretorias existentes no Senado Federal, a Casa pretende reduzir, dentro de um mês, para cerca de 20 o número de seus diretores. Na semana passada, 50 cargos foram cortados. O anúncio foi feito pelo primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), e pelo diretor-geral do Senado, Alexandre Gazineo. A economia com a reestruturação administrativa seria de cerca de R$ 1 milhão.

Na semana passada, o Senado admitiu ter 181 diretores e anunciou a exoneração da função de 50 deles. Agora, no entanto, a Casa corrigiu o número. O diretor-geral informou que apenas 38 dos 181 realmente exerciam funções de direção. O restante comandava subsecretarias e coordenações e somente recebiam o mesmo “título” de diretor. Perceberam? As outras 143 diretorias não eram diretorias. Eram títulos conferidos a funcionários que exerciam as funções de subsecretários, coordenadores e secretários adjuntos. Recebiam salário de diretor, mas não eram diretores!

Isso é vergonhoso! As 181 diretorias, na maioria de nomes esdrúxulos (Subsecretaria de Anais; Subsecretaria de Elaboração de Autógrafos e Redação Oficial; Subsecretaria de Legislativa Brasileira; Coordenador de Atividade Policial; Subsecretaria de Instalações Especiais; Subsecretaria de Redação da Ordem do Dia; Gabinete de Coordenação e Execução; Subsecretaria de Polícia Ostensiva; Coordenação de Análise de Notícias; Subsecretaria de Pesquisa e Recuperação de Informações Institucionais) criadas para acomodar apaniguados, são apenas mais um dos apêndices do vasto cabedal de falcatruas engendrado, através dos anos, para conservar e estender privilégios.

As constantes retificações sobre o número de diretorias existente demonstra que a bagunça é generalizada. Logo, mais excrescências vão aparecer...

Querem mais? O Senado liberou R$ 1,19 milhão do total de R$ 1,6 milhão reservado no orçamento para ressarcir despesas médicas e odontológicas de 45 ex-senadores e outros dez dependentes de ex-parlamentares apenas em 2008. A lista é baseada em informações do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi).

O ressarcimento de despesas é apenas uma das modalidades de atendimento de que dispõem senadores no exercício do mandato e ex-senadores. A assistência médica e odontológica dos parlamentares e servidores do Senado custou R$ 61,35 milhões à Casa em 2008. O valor inclui repasse para instituições privadas conveniadas, ressarcimentos e cobertura de custos do serviço médico. Para este ano, a previsão de despesas nessa área é de R$ 61,66 milhões.

E tem mais, muito mais...

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