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terça-feira, 31 de março de 2009

Mulheres Empreendedoras

Ontem à noite, a Câmara Municipal de Vereadores realizou a segunda edição do Prêmio Mulheres Empreendedoras, a partir de um projeto apresentado pelo então vereador José Renato Cadó (PMDB), em 2008. Foram homenageadas dez mulheres da comunidade, pelas qualidades de seu espírito empreendedor. Cada vereador apresentou um nome, que foi referendado pelo Parlamento.
Receberam a homenagem (da esquerda para a direita, na imagem): Joceane da Rosa de Oliveira (CIEE); Elizabete Cardoso Alves (Ambientar, representada por sua filha); Marlene Andres Bazana (Escola Estadual Lucas de Oliveira); Luciane dos Santos Bravo (Grupo Batista); Dirlene Girardon Copetti (Collor Tintas); Ana Maria Dapieve (Marita Modas); Ana Machado Fernandes (Anaí Turismo); Geci Pereira Donini (Bebidas Crestani); Sônia Nicola (Hospital de Caridade de Santiago); Clari Jane Machado Tessari (Emater, ausente na foto).

Fiquei feliz por minhas amigas e colegas Marlene Andres Bazana (esq.) e Joceane Oliveira, duas grandes mulheres empreendedoras. Marlene é educadora, atualmente diretora da Escola Estadual Lucas de Oliveira, foi secretária de Educação e Cultura e vereadora. Joceane é analista de RH no Centro de Integração Empresa Escola (CIEE-RS).

segunda-feira, 30 de março de 2009

TJ eleva Santiago à Comarca de Entrância Intermediária

Notícia maravilhosa no Blog do Dr. Ruy Gessinger, que fui ampliar no site do Tribunal de Justiça do Estado!:

"Santa Maria, Caxias do Sul, Pelotas e Passo Fundo deverão passar a ser classificadas como Comarcas de Entrância Final, juntamente com a de Porto Alegre. E Capão da Canoa, Farroupilha, Lagoa Vermelha, Santiago, Sapiranga, Taquara, Torres e Tramandaí, passarão a Comarcas de Entrância Intermediária.

Ambos os anteprojetos de Lei foram aprovados nesta tarde pelo Órgão Especial do TJRS e deverão ser remetidos à exame da Assembleia Legislativa nesta semana.

“A principal consequência das mudanças é permitir que os magistrados permaneçam por mais tempo na coletividade, que contará com julgadores mais experientes. Ainda, será possível que os Juízes das principais cidades do Interior tenham acesso direto ao Tribunal”, ressaltou o Presidente, Desembargador Arminio José Abreu Lima da Rosa.

As propostas levam em conta a formação de polos regionais econômicos e sociais expressivos no Interior do Estado, e, principalmente, o aumento vertiginoso do número de ações judicializadas nos últimos anos.

Outras Comarcas poderão ser elevadas à Entrância Final em um segundo momento, ressaltou o Desembargador Jorge Luís Dall´Agnol, 2º Vice-Presidente do TJ, que relatou as propostas ao Órgão Especial.

O parecer do Juiz-Assessor, Sílvio Luís Algarve, que deu origem ao expediente sobre a elevação de comarcas à entrância final, aprovado pelo Presidente do Tribunal, Desembargador Arminio Jose Abreu Lima da Rosa, informa que em outros Estados há também muitas Comarcas de Entrância Final. Em Santa Catarina, oito estão nesta situação. No Paraná, sete. Em São Paulo, 27, a partir de Lei Complementar de 2005, sendo elevadas mais 12, no seguimento, considerando que é permitida a elevação automática, mediante o atendimento de certos requisitos.

Em relação a promoção dos magistrados, as propostas preveem que “a elevação de entrância da comarca não promove automaticamente o juiz, mas não interrompe o exercício de suas funções na mesma comarca”. Afirmou o Desembargador Dall´Agnol que “ante a garantia da inamovibilidade, o Magistrado permanece na Comarca na qual jurisdiciona e aguarda sua promoção, nos termos previstos em Lei”.
“Quando promovido, por antiguidade ou merecimento, poderá optar em permanecer na comarca, passando a perceber a remuneração correspondente”, afirmou o magistrado.

Já em relação aos servidores, ressalta, “a Administração da Justiça estará obrigada a elevar o vencimento dos que atuam na respectiva comarca que passará para uma entrância superior, ante o princípio da isonomia”.

Considera o Desembargador Jorge que “as Comarcas de Capão da Canoa, Farroupilha, Lagoa Vermelha, Santiago, Sapiranga, Taquara, Torres e Tramandaí possuem movimentação processual compatível com as comarcas de entrância intermediária, justificando a elevação de entrância”.

Em relação à elevação de entrância das Comarcas de Caxias do Sul, Pelotas, Passo Fundo e Santa Maria, a medida possibilitará que os magistrados destas comarcas concorram com os de Porto Alegre para a promoção ao Tribunal de Justiça.

“A elevação de entrância certamente repercutirá na dinamização da carreira da magistratura”, afirmou o Desembargador 2º Vice-Presidente. “Na medida em que o juiz permanece na comarca, sem pressa de ser promovido, para o fim de ascender ao Tribunal, possibilita a continuidade do trabalho desenvolvido”, considerou.

Também em relação aos servidores a medida é positiva – “a movimentação dos servidores, que permanecem pouco tempo no interior do Estado, porque buscam comarcas de entrância superior, para aumentar seus rendimentos, repercute negativamente na prestação de serviço, na medida em que há interrupção dos serviços".

Imagem: Site da Prefeitura Municipal de Santiago

domingo, 29 de março de 2009

Sessenta minutos II

Monumentos nas principais cidades do mundo, inclusive no Brasil, tiveram suas luzes apagadas por uma hora neste sábado, como parte da campanha Hora do Planeta.

Milhares de pessoas em todo o mundo apagaram as luzes entre 20h30 e 21h30 (no horário local) para protestar contra as mudanças climáticas. A expectativa dos organizadores era de que 1 bilhão de pessoas participassem da campanha em 3,4 mil cidades de 88 países.

Um dos primeiros lugares a apagar as luzes foi Sydney, na Austrália. Pouco depois, alguns dos principais marcos dos Jogos Olímpicos de Pequim, como o estádio Ninho de Pássaro e o Centro Aquático Nacional (Cubo D´Água), ficaram às escuras. A China participou da campanha pela primeira vez neste ano. Além da capital, cidades como Xangai, Hong Kong e Guangzhou também apagaram as luzes.

O mesmo se repetiu em vários países, deixando monumentos como o Parlamento e o Big Ben, em Londres (na imagem), a Torre Eiffel, em Paris, o Empire State Building, em Nova York, o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, no Rio, sem iluminação por 60 minutos.

Os organizadores dizem querer demonstrar o que cada pessoa pode fazer para reduzir as emissões de carbono e economizar energia e, com isso, atrair atenção para o problema das mudanças climáticas. Segundo especialistas, o objetivo da campanha é criar uma grande onda de pressão pública para influenciar as negociações das Nações Unidas que ocorrerão em dezembro, em Copenhague, e buscarão um acordo para substituir o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012.

No entanto, a Hora do Planeta também tem críticos, segundo os quais a iniciativa é um gesto "simbólico e sem sentido". Pode até ter eficácia discutível mas o pior é não fazer nada.

Imagem: BBC

sábado, 28 de março de 2009

Sessenta minutos

Hoje é o dia marcado para apagar as luzes contra o aquecimento global. Das 20h30min às 21h30min, ocorrerá a terceira edição da HORA DO PLANETA, promovido pela organização não-governamental WWF. A estimativa é de que um bilhão de pessoas em mais de 2,8 mil cidades do mundo participem do ato e fiquem no escuro durante 60 minutos. No Brasil, onde o movimento é promovido pela primeira vez, o principal fator que contribui para o aumento da emissão de gases do efeito estufa é o desmatamento das florestas.

No ano passado, mais de 50 milhões de pessoas participaram da mobilização em todo o mundo, um número muito maior do que o pouco mais de 2 milhões que desligaram suas lâmpadas em Sidney, na Austrália, em 2007. As organizações engajadas defendem que é uma das tantas oportunidades de pressionar os governos a fazerem algo de concreto pelo ambiente, como a assinatura, em dezembro deste ano, de um acordo para reduzir as emissões de gases do efeito estufa durante a 15ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, na Dinamarca.

O Brasil vai participar, pela primeira vez, do evento que pretende mobilizar 1 bilhão de pessoas em mais de 2,8 mil cidades de 83 países. Nova York, Londres, Paris, Rio de Janeiro e Buenos Aires estão entre as metrópoles que aderiram à campanha.

Será interessante permanecer no escuro durante sessenta minutos para refletir sobre a nossos movimentos diários de destruição da Terra, com ações no mais das vezes inconscientes, mas mesmo assim destrutivas. A quantidade de lixo que produzimos todos os dias é enorme; o desperdício dágua, incalculável; igualmente o de energia elétrica. O consumismo é desenfreado. Usamos demais porque temos em abundância. Mas até quando? É perfeitamente possível viver muito bem com menos. Atitudes racionais podem melhorar a nossa qualidade de vida e permitir mais vida para todos, por mais tempo.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Quem quer ser um milionário?

Quem Quer Ser um Milionário? (clique e veja o trailer) é um filme que questiona como anda a fé do espectador logo no primeiro minuto. Não a fé religiosa, mas sem renunciar ao cinismo reinante de hoje em dia, é um pouco mais difícil não torcer o nariz para um filme movido a coincidências incríveis. Ou talvez não, já que o filme de Danny Boyle tem conquistado muitos cínicos por aí.

Já no início, o filme expõe a questão - um garoto crescido numa favela indiana e sem uma instrução especial está a uma resposta de vencer o programa de perguntas que dá nome ao título. Será sorte? Será que ele é um gênio? Será uma trapaça? Ou será o destino?

Boyle adaptou o best seller indiano Q & A (Questions and Answers), de Vikas Swarup e concentrou a ação entre os miseráveis da Índia, focando sua lente em três crianças - os irmãos Salim (Azharuddin Mohammed Ismail) e Jamal (Ayush Mahesh Khedekar) e a menina Latika (Rubiana Ali). Eles crescem encontrando-se e separando-se, com o sentimento de proteção de Jamal (Dev Patel, quando adulto) por Latika (Freida Pinto, na versão crescida) rapidamente transforma-se em amor profundo.

É uma opção curiosa e eficaz a de contar a história de uma pessoa através de um jogo de perguntas e respostas. Cada resposta tem relação com uma parte importante da vida de Jamal e a própria razão de ele estar no jogo é mais do que parece.
Tem se falado bastante da semelhança do começo do filme com Cidade de Deus (2002). Uma discussão sem sentindo. Se o filme de Fernando Meirelles estebeleceu uma nova maneira de filmar a favela e Boyle a seguiu, tanto melhor. O fato é que o filme usa este modelo estético e outros com primor, com uma fotografia notável (como na cena da fuga dos meninos à noite, para apanhar um trem) e uma montagem brilhante.

A história corre assim: por um motivo muito forte, o jovem Jamal se inscreve num programa de perguntas na TV para ganhar 20 milhões de rúpias. Ao longo do programa, o espectador descobre mais sobre a vida de Jamal, sua infância pobre nas favelas de Mumbai (antiga Bombaim) junto a seu irmão Salim e a amiga Latika. E o que se vê é mais do que simplesmente uma retrospectiva da vida de Jamal. E a história de uma comunidade inteira, é a regeneração dela através da própria regeneração de Jamal.

A Índia que não vemos na novela das oito é revelada pela câmera crua e envolvente de Danny Boyle – a marca registrada do diretor - a câmera muito perto do movimento, resultando num efeito estonteante, mas paradoxalmente real demais
que assume na primeira infância de Jamal o ponto de vista das crianças. A impressão de que as imagens são mostradas de baixo para cima, e/ou na altura dos olhos delas, ou seja, como elas vêem o mundo; também muito rápida, insinuando a velocidade que aqueles pequenos precisavam ter para se safar dos perigos.

A cada pergunta feita a ele, Jamal vai buscar a resposta na sua jornada, como um herói das narrativas mais antigas do mundo. Tudo o que ele viveu no passado se transforma em algum tipo de conhecimento ao qual ele atribui significado no momento presente, acionado pelas perguntas do programa e decifrado pelo seu depoimento na delegacia de polícia. Na sua imensa e intensa necessidade de apreender todo e qualquer conhecimento à sua volta, Jamal aguça sua percepção ao longo de sua jovem vida, a princípio para fugir da morte e viver mais um dia. Porém, naquele momento em que está no programa, juntando tudo o que aprendeu, Jamal está no limiar do próximo passo lógico de sua existência: seu renascimento. E a partir daí começará a realmente viver e usufruir dos frutos de sua coragem, lealdade e obstinação.

O processo de individuação de Jamal é compartilhado com o incrédulo oficial de justiça – que pede explicação a cada pergunta que Jamal teria acertado… Como um favelado poderia saber tudo aquilo? Sabia. E o que não sabia, intuía...

Contudo, para o público bastou saber que Jamal veio de um passado nas favelas e que hoje era um servente de chá num call center. Eles sabem por que Jamal sabe as respostas. Há uma solidariedade silenciosa entre eles, e não há perguntas do público para Jamal… Eles simplesmente torcem para que ele ganhe. E vejam a repercussão do filme: os indianos favelados assistiram, torceram e comemoram muito a vitória desse filme na cerimônia do Oscar.

Assistam. Vale a pena. Principalmente se for numa sala de cinema. É muito mais emocionante!

Estado de Vigilantismo

Se depender da vontade do governo, a lei de crimes da internet será muito mais restritiva do que gostariam os senadores. Na minuta do projeto, o Ministério da Justiça quer que os provedores de acesso mantenham por três anos todos os dados de tráfego de seus usuários. Assim: que hora se conectou à internet, em que sites entrou e quanto tempo ficou.

A minuta elaborada pelo MJ modifica a redação do artigo 22 do substitutivo ao Projeto de Lei 84/99, elaborado pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). É justamente essa parte da peça em tramitação na Câmara que tem causado polêmica entre internautas e sociedade civil, pois obriga os provedores de acesso a armazenarem os dados de conexão dos usuários.
Agora, o MJ, influenciado por setores da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), quer radicalizar. Pelo substitutivo do senador tucano, ficariam guardados os horários de log on (entrada) e log off (saída). Já na minuta do ministério, além de todos os dados de tráfego, os provedores seriam obrigados a registrar o nome completo, filiação e número de registro de pessoa física ou jurídica.

Além disso, ele acrescenta a possibilidade de, a partir de requisição do MP ou da polícia, que todos os dados sejam imediatamente preservados. Esse artigo foi construído especialmente para a PF, que já havia se manifestado favoravelmente à ideia. Em novembro do ano passado, durante audiência pública, o delegado federal Carlos Eduardo Sobral, da Unidade de Repressão a Crimes Cibernéticos da instituição, afirmou que era necessário acrescentar essa possibilidade à lei.

A minuta estabelece que os provedores de acesso devem ter a capacidade de coletar, armazenar e “disponibilizar dados informáticos para fins de investigação criminal ou instrução processual penal”. Também prevê que, após o pedido do MP ou da polícia, os dados de navegação sejam entregues imediatamente mediante ordem judicial. “A impressão é que o ministério tem acatado várias sugestões da Polícia Federal”, opina o deputado Júlio Semeghini (PSDB-SP), relator do substitutivo na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informação (CTCI).
Quando houver solicitação do MP ou da polícia, os dados devem ser preservados por 30 dias, renováveis sucessivamente, desde que não ultrapassem três meses seguidos. Depois disso, os provedores podem destruir o material. O texto também prevê que os provedores precisam informar e conscientizar os usuários quanto a medidas e procedimentos de segurança.

A intenção do MJ é apresentar o texto nas próximas semanas. O secretário de Assuntos Legislativos do ministério, Pedro Abramovay, é o responsável pela discussão do projeto. A pasta tem conversado com vários integrantes da sociedade civil e do meio acadêmico. Entretanto, excluiu da discussão boa parte dos parlamentares que cuidaram do projeto no Congresso.

A redação em estudo pelo MJ também contém, no parágrafo 4º, a previsão de aplicação das obrigações aos provedores de conteúdo. O PL que tramita na Câmara não tem essa determinação. A avaliação de pessoas que participam da discussão é que as redes sociais estão em perigo.

“Quem será atingido por este artigo? O Twitter, o Facebook, o Youtube e quase todo mundo que monta uma página na web”, afirmou o professor da Faculdade Cásper Líbero e membro do Movimento Software Livre, Sérgio Amadeu. Para ele, a proposta coloca todo usuário em suspeita dentro do que chama de um “estado de vigilantismo”.

O desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Fernando Botelho, se mostrou preocupado com as informações do projeto que se desenha no Ministério da Justiça. “Por mais polêmico que seja o substitutivo do senador Eduardo Azeredo, ele é coisa de escola infantil perto da ideia do Ministério”, disparou.

Outra proposta polêmica, e contraditória, é que os telecentros públicos – como a rede sem fio da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro – estariam fora das novas regras. Por exemplo, ao entrar em uma lan house, quem queira navegar na internet deveria apresentar a carteira de identidade e fazer um cadastro. Já à beira do mar, o usuário estaria livre para usar como bem entender. “Tenho certeza que, se for aprovado, o Supremo derruba”, comentou o professor.

Os outros dois relatores, Semeghini e Pinto Itamaraty (PSDB-MA), da Comissão de Segurança Pública, planejam apresentar seus pareceres até o fim de abril. “Nós recebemos uma série de sugestões que podemos acrescentar ao texto, mas faremos isso sem mudar o espírito do projeto do senador Azeredo”.

Mais polêmica à vista. É claro que os crimes virtuais precisam ser esclarecidos e penalizados os infratores. Mas a lei não pode extrapolar. Já vivemos num estado de permanente vigilância, em que não há mais sigilo para nada...nem que não haja delito. Todos são suspeitos de tudo!

Fonte: Congresso em Foco

terça-feira, 24 de março de 2009

Um pouco mais do mesmo...

sponholz.arq.br

A Casa da Mãe Joana

Após as revelações surpreendentes das últimas semanas sobre as 181 diretorias existentes no Senado Federal, a Casa pretende reduzir, dentro de um mês, para cerca de 20 o número de seus diretores. Na semana passada, 50 cargos foram cortados. O anúncio foi feito pelo primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), e pelo diretor-geral do Senado, Alexandre Gazineo. A economia com a reestruturação administrativa seria de cerca de R$ 1 milhão.

Na semana passada, o Senado admitiu ter 181 diretores e anunciou a exoneração da função de 50 deles. Agora, no entanto, a Casa corrigiu o número. O diretor-geral informou que apenas 38 dos 181 realmente exerciam funções de direção. O restante comandava subsecretarias e coordenações e somente recebiam o mesmo “título” de diretor. Perceberam? As outras 143 diretorias não eram diretorias. Eram títulos conferidos a funcionários que exerciam as funções de subsecretários, coordenadores e secretários adjuntos. Recebiam salário de diretor, mas não eram diretores!

Isso é vergonhoso! As 181 diretorias, na maioria de nomes esdrúxulos (Subsecretaria de Anais; Subsecretaria de Elaboração de Autógrafos e Redação Oficial; Subsecretaria de Legislativa Brasileira; Coordenador de Atividade Policial; Subsecretaria de Instalações Especiais; Subsecretaria de Redação da Ordem do Dia; Gabinete de Coordenação e Execução; Subsecretaria de Polícia Ostensiva; Coordenação de Análise de Notícias; Subsecretaria de Pesquisa e Recuperação de Informações Institucionais) criadas para acomodar apaniguados, são apenas mais um dos apêndices do vasto cabedal de falcatruas engendrado, através dos anos, para conservar e estender privilégios.

As constantes retificações sobre o número de diretorias existente demonstra que a bagunça é generalizada. Logo, mais excrescências vão aparecer...

Querem mais? O Senado liberou R$ 1,19 milhão do total de R$ 1,6 milhão reservado no orçamento para ressarcir despesas médicas e odontológicas de 45 ex-senadores e outros dez dependentes de ex-parlamentares apenas em 2008. A lista é baseada em informações do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi).

O ressarcimento de despesas é apenas uma das modalidades de atendimento de que dispõem senadores no exercício do mandato e ex-senadores. A assistência médica e odontológica dos parlamentares e servidores do Senado custou R$ 61,35 milhões à Casa em 2008. O valor inclui repasse para instituições privadas conveniadas, ressarcimentos e cobertura de custos do serviço médico. Para este ano, a previsão de despesas nessa área é de R$ 61,66 milhões.

E tem mais, muito mais...

Água mole em pedra dura...

Tiago Recchia, via Gazeta do Povo

Olá!

Olá! Voltei. Após breves férias. Duas semanas sem internet, sem stress. Vida boa. Vida.

terça-feira, 10 de março de 2009

Abertura da Escola Rubem Lang está garantida

Na última sexta-feira, 06 de março, comitiva da Câmara Municipal de Vereadores de Santiago, composta por seu presidente, Miguel Bianchini (PP) e pelos vereadores Pedro Bassin (PSDB), Nelson Abreu (PDT) e Arlindo Alves da Silva (PMDB), mantiveram contato com o diretor-superintendente da Suepro – Superintendência de Educação Profissional, Lúcio Vieira e com o coordenador do Departamento de Articulação com os Municípios, Vulmar Leite, e com a assessora da secretária Marisa Abreu, Ivana Genro Flores, na Secretaria de Educação, em Porto Alegre, para tratar do início das atividades da Escola Rubem Lang. A preocupação maior dos vereadores era uma possível doação da área (que pertence ao governo federal), ao Hospital de Caridade de Santiago.

O prof. Lúcio Vieira garantiu aos parlamentares que a área da Escola Rubem Lang vai continuar com o Estado e o processo para a sua abertura como escola técnica está avançando. Os entraves são apenas burocráticos já que uma série de documentos foi perdida (inclusive os da cedência da área da União para o Estado).

domingo, 8 de março de 2009

Nada a comemorar

Nada a comemorar. Seria um acinte. Como podemos comemorar o Dia da Mulher com tanta crueldade acontecendo com as mulheres desde que o mundo é mundo? No tempo das cavernas se resolvia tudo na base da força bruta. Hoje também. Quase tudo. É que o instinto assassino sobrevive através dos milênios, impassível e impávido, e a seleção da espécie não contemplou evolução significativa no que diz respeito ao fenômeno do macho dominador. Recoberto de algum requinte, continua feroz. Junte-se a isso a ignorância e uma série de instrumentos, estes sim, inovações tecnológicas cada vez mais surpreendentes, destinados a acabar com a vida com apenas um tiro ou uma estocada...

Como podemos comemorar se a cada instante, desde que o mundo é mundo, morre uma mulher, uma criança inocente, vítimas de miseráveis que não podemos chamar de homens, porque são monstros.

Temos que comemorar apenas pequenas vitórias, conquistadas a duras penas, como um pouco (pouquinho...) mais de proteção da lei, de ação e consequências ainda incipientes.

Por isso, hoje, todas as rosas do mundo estão coloridas de sangue, para lembrar as mulheres que já pereceram, as que sobreviveram e a esperança de que a realidade possa ser diferente, daqui pra frente...

Sintam-se excluídos desse comentário todos os homens de sensibilidade, que entendem o real significado da palavra compartilhar. Ademais quem ama não precisa de datas, n'est pas?

sábado, 7 de março de 2009

Cerimonial e Protocolo

O Centro Empresarial de Santiago vai realizar, nos dias 27 e 28 de março, curso de Cerimonial e Protocolo, destinado a profissionais que atuam ou desejam atuar nas áreas de cerimonial e protocolo, planejamento e organização de eventos.

Programa: Conceito de cerimonial e protocolo, normas para aplicação do protocolo, análise dos decretos federal e estadual, ordem de precedência dos estados, hinos, bandeiras, cerimônias públicas e privadas, critério para elaboração de listas de convidados, mestre de cerimônia, roteiro, discurso, convites e sobrecartas, forma de preenchimento de sobrecartas, montagem de mesas, cerimonial de solenidades, posses, inaugurações, congressos, formaturas, etc, normas de cerimonial público na esfera federal, estadual e municipal, perfil profissional, trajes,tipos de cumprimentos, limite entre o social e o profissional.

Carga Horária: 12h
Data: 27mar, sexta-feira, das 19h30min as 22h30min e 28mar, sábado, das 9h às 12h e das 13h30min as 18h30min
Local: Salão de Eventos do Centro Empresarial de Santiago
Investimento: R$ 120,00 (para sócios do CES - duas parcelas no boleto ou cheque) e R$ 150,00 (para não-sócios - duas parcelas no cheque)
Facilitador: Airton Santos Vargas Jr., especialista em Cerimonial e Protocolo, chefe do cerimonial do Palácio Piratini e da Assembléia Legislativa em várias oportunidades.

Essa é uma boa oportunidade para qualificar os responsáveis pelo cerimonial do Executivo e do Legislativo, de Santiago e da região, pois temos presenciado inúmeras falhas em matéria tão simples, apenas por desconhecimento das normas. Profissionais que atuam em entidades e instituições privadas também podem aproveitar a ocasião para ampliar os conhecimentos sobre cerimonial e protocolo.

A Prefeitura de Santiago possui regulamentação sobre o assunto - as Normas do Cerimonial Público Municipal, sistematizadas através de Decreto na administração do prefeito Vulmar Leite. Se o documento fosse observado, não haveria "gafes" na condução das cerimônias de natureza oficial.

Reunião-almoço Idéias na Mesa

O Centro Empresarial de Santiago promove, no dia 12 de março, as 11h30min, nova edição da Reunião-almoço Idéias na Mesa, com a participação do ex-governador Germano Rigotto, que vai falar sobre Reforma Tributária, um tema atualíssimo, presente na agenda de todos os empreendedores brasileiros, que sofrem com a maior carga tributária do mundo.

O ex-governador Rigotto, atual presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico, é um especialista na matéria e viaja pelo país fazendo palestras sobre a Reforma Tributária, cujo projeto polêmico se encontra em discussão há anos no Congresso Nacional.

Investimento: R$ 15,00
Informações e adesões pelo fone (55) 3251 2510

Que pastor é esse?

Merece reprodução o artigo da jornalista Tânia Fusco, publicado no Blog do Noblat, a respeito da pena de excomunhão imposta aos médicos, advogados e à mãe da menina pernambucana de nove anos que foi submetida a aborto para expulsão de dois fetos gerados após estupro:

"Aborto é pecado mais grave que estupro. É pouco ou quer mais?

Pois essa pérola de insensibilidade humana, tão descolada do espírito cristão, é o presente que Dom José Cardoso Sobrinho, arcebispo de Olinda e Recife, oferece às mulheres brasileiras na véspera do Dia Internacional da Mulher.

Diga-se de passagem que o estupro em questão foi perpetrado contra uma menina de nove anos, que dividia a tragédia com a irmã de 14. Duas crianças, a mais velha inclusive é especial. Ou seja, tem também a fragilidade de uma deficiência.

O padrasto estuprador das duas, no entanto, foi qualificado pelo bispo apenas como mais um grave pecador. Já a família da violentada e os médicos que lhe fizeram o humanitário aborto salvador mereceram sumária excomunhão - pecado sem perdão.

Saiba o senhor bispo que as duas coisas são absurdas violências. Mas o aborto, que também fere corpo e alma da mulher, ao menos pode ser uma decisão pessoal. (No caso da menina, nem isso. Porque alguém de nove anos não tem condições sequer de decidir se quer ou não abortar a invasão que lhe gerou fetos gêmeos. Fez por uma decisão médica. Seu útero ainda não tinha maturidade suficiente para suportar uma gravidez. Alguém precisou decidir por ela. Qualquer um com um mínimo de lucidez sabe disso. Menos o senhor arcebispo de Olinda e Recife).

Provavelmente para o senhor Dom José Cardoso Sobrinho também os torturadores são merecedores do mesmo perdão que a Igreja oferece a qualquer pequeno mentiroso. Porque o estupro, caro arcebispo, é uma tortura continuada. Além da indignidade, da dor e da humilhação ainda deixa no corpo violentado o esperma do agressor, que pode resultar na gravidez indesejada, como a da pequena pernambucana.

Gerar, gestar e parir filhos é uma benção da natureza às fêmeas racionais ou irracionais. Entre os irracionais não há o estupro, porque a atividade sexual é conduzida pelo instinto. Com os racionais, senhor arcebispo, o ato sexual tem que ser consensual. Ele pode nem envolver amor e afeto, mais exige o desejo de ambos para não ser agressão, para não ser tortura imposta por um pecador e seu incontido (e perdoável?) desejo animal.

As leis da Igreja ainda consideram o aborto como assassinato. Para parte de nós mulheres cristãs é difícil compreender essa insensibilidade. Mas aceitamos o debate e lutamos para reverter essa posição radical tão distante da realidade. Como decisão e risco pessoal, muitas cristãs enfrentam medo e ameaças e fazem abortos em clínicas clandestinas, sujeitas a toda a espécie riscos, porque a proibição da Igreja não permite que o aborto seja um procedimento médico regular, feito em condições ideais de segurança, higiene, etc.

Essa rigidez da lei católica castiga muito mais as mulheres pobres, senhor arcebispo. Porque as que podem pagar, conseguem fazer seus abortos com bons médicos, com as melhores condições de segurança hospitalar. As carentes, coitadas, vão a aborte iras que, ainda hoje, usam até agulhas de tricô e crochê para provocar a expulsão dos fetos. Muitas morrem nesses procedimentos. Isso acontece cotidianamente pelo mundo afora.
No momento em que escrevo, senhor arcebispo, milhares de abortos estão sendo feitos no Brasil e em todo o mundo. Isso é publico e notório. Só a hipocrisia oficial – santa ou não -- ainda se dá o direito de negar a realidade evidente, explicita e dolorosa.
Todas essas mulheres serão excomungadas? Ou só as que tiverem a infelicidade adicional de, ainda por cima, serem vitimas de tragédias que tornem seus casos públicos, como a da pequena inocente de sua arquidiocese?
Aliás, senhor Dom José Cardoso Sobrinho, não ocorreu ao seu espírito cristão que a menina em questão já foi suficientemente violentada para merecer da Igreja da fé, que muito provavelmente ela professa, ainda a crueldade do castigo máximo da excomunhão aos seus próximos?
Seu confessor lhe dará a absolvição para o pecado público de tão distinto tratamento – a generosidade do perdão ao estuprador e a condenação inapelavelmente aos médicos e à família da pequenina estuprada? Em que cofre foi confinada sua caridade cristã?

Quem será merecedor do Céu: médicos e família excomungados ou tão radical e insensível pastor de almas?"

sexta-feira, 6 de março de 2009

Urgência


"Se podes olhar, vê.
Se podes ver, repara."

É a epígrafe do livro "Ensaio Sobre a Cegueira", de José Saramago. Inesquecível.

Hoje, lendo o Blog O Caderno de Saramago, encontrei um pequeno comentário do autor sobre essa epígrafe: "Escrevi-o para Ensaio Sobre a Cegueira há já uns bons anos. Hoje, quando se estreia em Espanha o filme baseado nesse romance, encontrei-me com a frase nos sacos da livraria Ocho y medio e na contracapa do livro de Fernando Meirelles “Diario de Rodaje” que a mesma livraria-editora publicou com primor. Às vezes digo que com a leitura das epígrafes dos meus romances já se sabe tudo. Hoje, não sei porquê, vendo esta, eu mesmo tive uma súbita percepção, a da urgência de reparar, de combater a cegueira. Será por tê-lo visto escrito num livro distinto daquele a que corresponde? Ou será porque este nosso mundo necessita de combater as sombras? Não sei. Mas se podes ver, repara".

Olhar. Ver. Reparar. A ação depende do olho e da sensibilidade de cada um.

Reparem. Vale a pena. http://caderno.josesaramago.org/

quinta-feira, 5 de março de 2009

Seção titia coruja

Meus sobrinhos Isabela e Gustavo estão passeando no Rio de Janeiro. Hoje foram a um jogo no Maracanã e visitaram a Calçada da Fama. Posaram junto aos pés de Kaká.

Há controvérsia...

Pancho, via Gazeta do Povo

Mea culpa

Acho louvável a determinação dos parlamentares que criaram o MPT - Movimento pela Transparência - são deputados e senadores com muitos mandatos, que já foram governadores, secretários de estado, deputados estaduais, vereadores, enfim, percorreram todas as instâncias do poder público e sabem muito bem como funciona a máquina administrativa. Por óbvio, todos (ou a grande maioria) também utilizaram os mecanismos facultados pela lei para nomear assessores de suas relações sem verificar sua idoneidade; destinaram recursos do orçamento para beneficiar os municípios que os elegeram (as tais bases eleitorais) e toda uma parafernália de artifícios legais que lhes permite manter uma rede de relações estável e, com isso, lhes garante sucessivas reeleições.

Pois esses próceres da moralidade e da ética deveriam fazer um mea culpa e declarar que muito contribuíram para instalar a situação vexatória em que o Brasil se encontra, hoje, no que diz respeito a desagregação de valores e a corrupção desenfreada que grassa nos corredores da república. Por que eles não começaram bem antes essa campanha? Por que se omitiram quando, pelo voto, absolveram colegas acusados de irregularidades, falcatruas e toda a sorte de ilícitos que acontecem no Congresso Nacional? Por que não levantaram a voz quando seus líderes, na Câmara e no Senado, nas Assembléias Legislativas e nas Câmaras de Vereadores, faziam alianças espúrias para conservar privilégios inaceitáveis? A resposta parece muito clara - precisavam conservar o poder e a exposição na mídia. Fama dá voto.

O Movimento pela Transparência só vai prosperar se a transparência começar por seus integrantes. É bem fácil e cômodo olhar ao redor e apontar o que está errado. O que dói mesmo é apontar-se. É reconhecer-se como parte. É desistir de benesses que ultrajam o povo brasileiro.

Senhores integrantes do Movimento pela Transparência, deem o exemplo!

quarta-feira, 4 de março de 2009

Professora Rosane Vontobel Rodrigues vai receber o Troféu Ana Terra

A professora mestra Rosane Vontobel Rodrigues, do curso de Letras da URI Campus de Santiago, vai receber, no próximo dia 9 de março, às 15h, no Theatro São Pedro, em Porto Alegre, o Troféu Ana Terra, láurea destinada às mulheres que se destacam em atividades na administração pública ou privada, em programas sociais ou na promoção da cidadania, nos municípios ou nas regiões onde vivem. Ela foi indicada pelos municípios que têm assento no Corede Vale do Jaguari.

Criado pela Coordenadoria Estadual da Mulher, órgão ligado ao gabinete da Governadora, em parceria com os Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes) e os Conselhos Municipais de Desenvolvimento (Comudes), o troféu é inspirado na personagem Ana Terra, da obra O Tempo e o Vento, do escritor Erico Verissimo. A dedicação, o amor e a perseverança com que a personagem defende seus ideais são comparados ao trabalho desenvolvido pelas mulheres escolhidas para receberem o prêmio.

A professora Rosane Vontobel Rodrigues recebe uma justa homenagem - além de dedicar-se à educação há 32 anos, é fundadora da URI Campus de Santiago e da Escola de Educação Básica da URI e atualmente coordena um projeto literário de grande relevância e repercussão - Santiago do Boqueirão, seus poetas quem são?, destinado a investigar e resgatar a história e a produção literária dos escritores santiaguenses, instigado pela percepção de que ainda não existe, no âmbito acadêmico, um estudo sobre a produção literária local. Já foram publicadas as obras dos escritores Oracy Dorneles, Lise Maria Fank, Antônio Manoel Gomes Palmeiro, Ataliba de Lima Lopes, Márcio Brasil e Ayda Bochi Brum.

Na solenidade de entrega do Troféu Ana Terra, a professora Rosane Vontobel Rodrigues vai falar em nome de todas as mulheres homenageadas.

Coordenadoria Estadual da Mulher prepara atividades especiais para março

A Coordenadoria Estadual da Mulher, ligada ao Gabinete da Governadora, apresentou, nesta semana, o calendário de atividades que serão realizadas no mês de março, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. As ações vão ser desenvolvidas por Coordenadorias Municipais da Mulher, secretarias e órgãos estaduais, prefeituras e secretarias municipais, entidades privadas, sindicatos patronais e funcionais, institutos, Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) e organizações não-governamentais (ONGs), entre outras instituições.

As atividades abrangem palestras, encontro de mulheres, inaugurações, eventos para a comunidade e divulgação de projetos de combate à violência contra as mulheres. Entre elas, destacam-se adesões de prefeituras ao projeto Cidade Amiga da Mulher, a inauguração das obras de ampliação da Delegacia da Mulher de Porto Alegre, Semana da Mulher Servidora e a entrega do Troféu Ana Terra, que premia mulheres de todo o Estado com trabalhos reconhecidos em favor da sociedade, em diversas áreas. As homenageadas são indicadas pelos Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes) e pelos Conselhos Municipais de Desenvolvimento (Comudes).

Ainda em alusão ao Dia Internacional da Mulher, está agendado para início do mês de abril, no Palácio Piratini, a assinatura do Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, entre os governos estadual e federal. O documento será assinado pela governadora Yeda Crusius e a ministra Nilcéa Freire, titular da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres.

terça-feira, 3 de março de 2009

Transparência real, não virtual

A palavra da moda no momento é transparência. No Brasil tem até ministro do Controle e da Transparência. Pouca gente sabe disso, porque uma distância enorme separa a realidade virtual da verdade do nosso dia a dia. A questão da transparência volta a ser debatida cada vez que as pressões da sociedade obrigam os governos, em suas diversas instâncias, a abrirem as caixas-pretas que escondem gastos públicos com cartões corporativos, verbas indenizatórias de deputados e senadores, fraudes em licitações, enfim, toda espécie de corrupção e malversação do dinheiro público.

A planilha do portal transparente exibe milhões de informações cobrindo mais de R$ 2,5 trilhões de contas federais e dados sobre montantes liberados para localidades, obras, datas, números de ordem bancária, nomes de beneficiários. A transparência virtual está garantida, mas a realidade continua escondida. Querem saber o motivo? Determinada empresa ganha uma licitação e passa a receber x milhões pelas etapas da obra; a planilha aponta volumes licitados, liberados e embolsados. Isso é formalidade, já que pressões sobre o tráfico de influência não são contabilizadas. Maus gestores, funcionários despreparados que se servem da coisa pública, e não a ela se dedicam com zelo, são responsáveis por teias de corrupção que contaminam estruturas nos três níveis da Federação. Há quadros lotados em ministérios, autarquias e empresas públicas que primam por qualidade, mas, infelizmente, o joio se espalha em escala geométrica, enquanto a boa semente cresce em ritmo apenas aritmético.

O presidente do TCU, o ex-deputado cearense Ubiratan Aguiar, sugere a criação de um cadastro nacional de maus gestores. Parece uma boa ideia. Por que não? Não há um cadastro nacional de maus pagadores? Os gestores deveriam ser responsabilizados por possíveis irregularidades na liberação de recursos. E para uma transparência completa, licitações e outros processos relativos a obras merecem maior visibilidade. As comissões julgadoras devem estar acima de qualquer suspeita. Maior espaço precisa ser atribuído ao controle social, por meio da participação de representantes de entidades das comunidades envolvidas. A cadeia de fiscalização só será fortalecida se houver intensa pressão da sociedade sobre a administração pública.

Obrigatórios também deveriam ser os registros de obras em praça pública, com os custos, etapas de construção, recursos aprovados e liberados, gestores e responsáveis. E por que não um demonstrativo na frente de cada obra? E todas as informações armazenadas para acesso nas redes eletrônicas da internet (um e-diário oficial do município seria ótimo!) Sem direito a slogans e autoelogios. A transparência precisa ser real, não virtual.

Texto reescrito a partir de artigo do jornalista Gaudêncio Torquato, professor titular da USP e consultor político, para o jornal Estado de São Paulo

Controle de viabilidade dos indicados...

Tiago Recchia, via Gazeta do Povo

Oportunidade perdida

...de manter a boca fechada! Vejam só, o ministro de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, disse ontem que é favorável ao recebimento de prisioneiros de Guantánamo (prisão americana sediada em Cuba) no Brasil. A mordaz Adriana Vandoni, do Prosa & Política, tem uma sugestão exemplar: "Muito bom, estava aqui pensando nisso que o ministro falou. Profundo né? Tá certo, tem lugar pra todos, e no governo. Veja, o Brasil deveria entrar com pedido de asilo do austríaco Josef Fritzl, aquele pedófilo doido que manteve a filha refém por 24 anos, ele poderia trabalhar com Marco Aurélio Garcia e nos finais de semana ajudar Padre Lancelotti. Poderia trazer uma muda de integrantes do Hamas para assessorar Tarso Genro nas questões que envolvem o MST. Bin Laden poderia vir dar uma forcinha na campanha de Dilma. Ah, sem esquecer do padre que negou o Holocausto e foi expulso da Argentina..."

O senhor Paulo Vanucchi deveria preocupar-se com os milhares de "ladrões de galinha" que estão presos nas superlotadas cadeias brasileiras, sem julgamento, aprendendo a serem bandidos, ao invés de abrir a boca para dizer besteira...Quem tem que resolver o problema de Guantánamo é o Obama.

domingo, 1 de março de 2009

Liras

Agradeço à Maria Joaquina a gentileza de ter enviado as Liras, de Tomás Antônio Gonzaga. Suas anotações estão perfeitas. Servirão para o desenvolvimento do meu trabalho.


La parábola del diamante

"Un hombre bueno había llegado a las afueras de la aldea y acampó bajo un árbol para pasar la noche. De pronto llegó corriendo hasta él un habitante de la aldea y le dijo: “¡la piedra! ¡la piedra! ¡dame la piedra preciosa!”. “¿Qué piedra?”, preguntó el hombre bueno. “La otra noche se me apareció en sueños un ángel”, dijo el aldeano, “y me aseguró que si venía a la anochecer a las afueras de la aldea, encontraría a un hombre bueno que me daría una piedra preciosa que me haría rico para siempre”. El hombre bueno rebuscó en su bolsa y extrajo una piedra.

“Probablemente se refería a ésta”, dijo, mientras entregaba la piedra al aldeano. “La encontré en un sendero del bosque hace unos días. Por supuesto que puedes quedarte con ella”.

El hombre se quedó mirando la piedra con asombro. ¡Era un diamante! Tal vez el mayor diamante del mundo, pues era tan grande como la mano de un hombre.Tomó el diamante y se marchó.

Pasó la noche dando vueltas en la cama, totalmente incapaz de dormir. Al día siguiente, al amanecer, fue a despertar al hombre bueno y le dijo: “Dame la riqueza que te permite desprenderte con tanta facilidad de este diamante.”

Tantas veces creemos que tenemos un gran tesoro con las cosas y los proyectos que para la mayoría de la gente tienen un gran valor, y no es fácil darse cuenta de que el verdadero valor de algunas cosas reside precisamente en lo que permiten construir y en lo que nos ayudan a crecer. Así ocurre también con muchos de nuestros proyectos, incluidos aquellos en los que sentimos que Dios nos pide un paso más, no basta con tener bien programado tu futuro, es necesario que sea un futuro que te haga feliz y te permita construir felicidad a tu alrededor.

Extraído de trinijoven.com