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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Os pés de Aureliano

Lamento muito que a estátua de Aureliano de Figueiredo Pinto, recentemente inaugurada na Rua dos Poetas, tenha sido vandalizada e de nosso poeta tenham sobrado somente os pés. Triste imagem! Mas o que aconteceu era previsível. No começo de fevereiro escrevi a respeito da conservação da Rua dos Poetas, cujo pavimento está deteriorado, mercê do tráfego de caminhões pesados na via, além dos passeios extremamente lisos em alguns pontos, o que pode causar acidentes. Também me referi àquelas manchas negras incrustadas nas calçadas (não só na Rua dos Poetas, na cidade em geral). E frisei: "São as múltiplas marcas da ignorância, da falta de consciência, da incapacidade coletiva de preservar o que é de uso compartilhado por todos... Sugiro que os cidadãos que amam Santiago se mobilizem para preservar o patrimônio público, encontrando soluções exequíveis para esse problema e tantos outros que afetam a nossa qualidade de vida. A prefeitura poderia destacar zeladores para o logradouro e lançar campanha massiva de conscientização. Cada um pode fazer a sua parte. É só querer. Mãos à obra!"

Pois bem. Aconteceu. Conforme informações publicadas por Márcio Brasil em seu blog, a destruição da estátua de Aureliano não teria sido intencional - um ciclista bêbado seria o assassino...Com os reflexos prejudicados, errou a direção e trombou com Aureliano. Triste madrugada de não-carnaval em Santiago...Também sobrou para a escultura da Bruxa, de Arno Gieseler, que amanheceu com uma bolacha na boca...

Uma pergunta que não quer calar: De que material foi feita a estátua de Aureliano? Parece bastante frágil, inadequado para uma obra daquele porte. E falando em porte, uma curiosidade - Minha mãe conheceu Aureliano e estranhou que tenha sido representado tão pequeno, já que era um homem alto, forte e bem proporcionado. Sugiro ao autor que estude a possibilidade de representar nosso poeta com maior verossimilhança ao refazer a obra destruída.

Quanto à segurança do local, creio que a Prefeitura deveria manter um zelador na área, permanentemente. E a Brigada Militar? Não seria nada mal uma monitorada noturna na Rua dos Poetas.

E, de resto, para curar a ignorância, a falta de consciência, a incapacidade coletiva de preservar o que é de uso compartilhado, muita ação, muita doutrinação, muita educação, muita campanha.

Imagem: Site da Rádio Santiago

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