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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Deputados aprovam multa para quem se envolver em trote

A Câmara aprovou hoje uma emenda substitutiva que disciplina a prática do trote estudantil. O texto prevê a aplicação de multas aos alunos e à instituição de ensino depois de comprovadas ações consideradas vexatórias ou violentas contra os calouros. O dinheiro, de acordo com o texto, seria revertido para equipar a entidades sociais.

A emenda, de autoria dos deputados Flávio Dino (PCdoB-MA) e Carlos Sampaio (PSDB-SP), estabelece a aplicação de multa de até R$ 20 mil ao aluno envolvido com trote. No texto da emenda, fica proibido o trote que "ofenda a integridade física, moral ou psicológica dos novos alunos, que cause constrangimento, exponha de forma vexatória ou implique em pedido de doação de bens ou dinheiro". A proposta ainda obriga as instituições de ensino a "instaurar processo disciplinar" contra os alunos que descumprirem a nova lei.

A proposta causou fortes discussões em plenário. Deputados afirmaram que a medida só foi votada por conta de recentes casos divulgados pela imprensa. Entre eles, está o caso de Santa Fé do Sul, no interior de São Paulo, onde uma aluna teve queimaduras após terem jogado uma mistura de gasolina e desinfetante durante o trote.

Para o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), as atribuições do texto já estão previstas na legislação atual. "Existe prática de violência? Existe. Mas também existe o Código Penal", ressaltou. Flávio Dino, um dos autores da emenda, disse que sua proposta tem três objetivos: estimular o "trote cidadão", deixar claro que o trote violento e humilhante é proibido e prever um sistema de punições.

Sou absolutamente contra o trote, em qualquer circunstância. Ainda mais quando não há limites. A nova lei não vai adiantar. As universidades tentam evitar os abusos, instituindo campanhas (como a do cartaz acima, da Universidade Federal de Goiânia), mas não há quem controle uma turba louca....Integração se faz com civilidade e não com atentados às integridade das pessoas.

Um comentário:

Márcio Brasil disse...

Correto, Nívia. Essas imbecilidades precisam ser reconhecidas como criminosas mesmo, pois são abusivas e expõe os calouros a situações humilhantes.

Quem prática esse tipo de ato demonstra a sua natureza vil de se considerar melhor, a ponto de "julgar" o novato e dar-lhe uma "lição". É realmente ridículo essa tradição besta que ocorre de norte a sul e que merece o desprezo.

E que reflete, na verdade, a cabeça vazia de todos que praticam esse tipo de ação desrespeitosa para com o ser humano.
Forte abraço!