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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

The book is on de table

Luiz Felipe Scolari, o admirável Felipão foi demitido ontem do Chelsea, clube inglês de futebol a quem servia há oito meses e o comentário geral é de que a falta de domínio da língua inglesa foi o maior adversário de seu desempenho. Lamentável mas compreensível. O estilo Felipão de trabalhar sempre exigiu estreita convivência com os comandados, e a conversa ao pé da orelha, para ser aproveitada, não admite intervenção de terceiro (no caso, o intérprete). Imaginem a cena do Felipão conversando com o jogador, em português, tentando incentivá-lo ou passando uma nova determinação...o intérprete, ao lado, traduzindo, sem a mesma veemência, frio (como os ingleses sabem ser). Não, não cola.

Aliás, carece de investigação mais profunda a dificuldade quase inarredável que os brasileiros têm de aprender inglês (especificamente, porque é a língua mais falada no mundo, a que abre as portas) mas também o francês, o alemão e até mesmo o espanhol. Certo é que as políticas de ensino, no Brasil, nunca privilegiaram a aprendizagem de uma segunda língua desde a infância dos estudantes; os professores não são preparados; a metodologia é sofrível; - em suma, parece que não há interesse. No colégio, ninguém aprende uma segunda língua e a domina, salvo algumas poucas exceções. Quem quer ou precisa dominar uma língua estrangeira tem que, necessariamente, recorrer a cursos particulares e esses nem sempre são eficazes.

Felipão, pelo tempo que está na Europa, devia falar inglês fluentemente. Só a convivência já oferece uma maravilhosa contribuição. Se quisesse, em seis meses poderia falar um inglês razoável, sem o auxílio da gramática. Mas é preciso que o cristão tenha vontade, se esforce. Se não, the blue card is on de table...

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