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sábado, 28 de fevereiro de 2009

Mudou, mas não muito

Na reunião dessa manhã em que foram discutidas algumas inovações nas regras do futebol profissional, a Fifa aprovou poucas mudanças. Foi introduzida, experimentalmente, a presença de dois juízes de linha (atrás dos gols) e rejeitada a proposta de aumentar o tempo de intervalo das partidas. Igualmente não foi aprovada a introdução do cartão laranja, que excluiria um jogador do campo por tempo definido pelo árbitro.

A presença de juízes assistentes foi uma novidade aplicada no torneio sub-19 da Uefa (a Federação Europeia de Futebol), disputado na Eslovênia em outubro/ novembro do ano passado. A nova regra será implementada agora em ligas profissionais, mais ficará ainda sob experiência.

Outros pontos foram decididos na reunião. A Lei 11 teve seu texto alterado para permitir que, caso um jogador deixe o campo sem permissão, passa a valer a sua posição como linha de impedimento. Houve mudança também no que diz respeito à ocupação da área técnica. Treinadores e seus auxiliares poderão permanecer na área técnica, sem voltar ao banco após transmitir instruções. No entanto, será cobrada maior responsabilidade de quem permanecer na área técnica.

A Ifab concordou ainda que a proposta de aumentar o número máximo de substituições em caso de tempo extra deve ser discutida pelos respectivos comitês da Fifa. Também voltará a ser debatido o procedimento que se aplica quando jogadores deixam o campo de jogo depois do atendimento médico.

Fonte: Site de ZH

International Board discute novas regras para o futebol

A International Football Association Board, organismo da Fifa responsável pelo estabelecimento de regras para o futebol, vai estudar em reunião a partir das 6h30min (de Brasília), em Newcastle, Irlanda do Norte, mudanças como expulsões temporárias de jogadores, uma substituição a mais nos jogos com prorrogações e aumento de 15 para 20 minutos no intervalo entre o primeiro e o segundo tempo das partidas.

A proposta de expulsões temporárias, solicitada pela federação da Irlanda do Norte, tem como objetivo punir ações entre a advertência do cartão amarelo e a exclusão pelo vermelho. Da mesma forma que em esportes como handebol e hóquei, o jogador ficaria fora por alguns minutos. Outra sugestão é aumentar para quatro o número de substituições em jogos que forem à prorrogação. Já o tempo de intervalo seria aumentado de 15 para 20 minutos em razão de problemas como a distância dos vestiários e a temperatura do ambiente.

O impedimento, lance mais polêmico do futebol, também ganhará a cena. A proposta para tentar esclarecer a questão é a de considerar que, se um jogador está fora dos limites do campo sem permissão do árbitro, é como se estivesse sob a linha da meta ou a linha lateral.

A 123ª reunião geral anual da entidade também tem como tema a inclusão de mais dois assistentes, cuja função ainda não está definida. A ideia inicial é que eles fiquem posicionados atrás das goleiras, auxiliando o árbitro na verificação de lances como o de uma bola que passou ou não a linha do gol. A medida foi testada durante a última Eurocopa sub-19, na Eslovênia, sob observação do ex-jogador francês Michel Platini, presidente da Uefa.

Fundada em 1886, a International Board é formada pelas federações de futebol de Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, além da Fifa. Cada associação tem direito a um voto, enquanto a Fifa, que representa as 204 federações restantes, possui quatro. Para aprovar uma proposta, é necessário obter 75% dos votos.

Essas mudanças já vêm tarde. O futebol tem que evoluir, assim como já acontece em outros esportes. A maioria das novas propostas é exequível. Aguardemos. Mas o que precisa melhorar, mesmo, e não está em questão é a qualidade dás arbitragens...

Fonte: Site de ZH

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Espinhos mil!

Nossa, a blogosfera santiaguense está agitadíssima hoje!
Calma, rapazes!

Ilustração via Blog do Miran

Informática na Escola & Educação de Jovens e Adultos

Uma das ferramentas mais importantes na educação atual, sem dúvida, é a informática, que coloca alunos e professores em contato direto com a informação e o conhecimento. Esse instrumento precioso que democratiza e torna de fácil acesso a informação só tem seus efeitos positivos se os professores estiverem capacitados a manejá-lo.

O Governo do Estado do Rio Grande do Sul oferece capacitação a professores sobre uso da informática na escola através da secretaria da Educação (SEC), por meio dos Núcleos de Tecnologia Educacional (NTE), proporciona, permanentemente, formação para professores sobre uso da informática como ferramenta pedagógica. Para se inscrever nas capacitações, os interessados podem procurar os NTE’s pertencentes as 30 Coordenadorias Regionais de Educação (CRE’s) localizadas em diferentes regiões do Estado. Os contatos estão disponíveis no site http://www.educacao.rs.gov.br/

A formação continuada de educadores visa incentivar o uso de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) no desenvolvimento de atividades curriculares. Além de promover cursos para qualificação dos professores gaúchos, o governo do Estado está abrindo novos espaços informatizados nas instituições de ensino.

Até 2010, estão previstas, dentro do Programa Estruturante Boa Escola para Todos, a abertura de 850 novas salas de aula digitais. Atualmente, já existem cerca de 1,7 mil ambientes para uso da informática nas escolas estaduais.

Educação de Jovens e Adultos

Os municípios que vão participar do Programa Brasil Alfabetizado tem até o dia 28 de fevereiro para informar a demanda de alunos para a edição deste ano do programa. Os dados deverão ser encaminhados para a Secretaria Estadual da Educação (SEC), por meio das 30 Coordenadorias Regionais de Educação (CRE). Com as informações, serão definidas as localidades de atendimento e o número de turmas de alfabetização de jovens e adultos.

O Governo do Estado, a partir da SEC, é responsável por promover o programa no Rio Grande do Sul. A iniciativa é desenvolvida em todo país pelo Ministério da Educação (MEC). Para 2009, a previsão é atender mais de 1,5 mil gaúchos que não tiveram oportunidade de frequentar a Educação Básica ainda na infância/adolescência. As aulas terão início no dia 2 de março, juntamente com o calendário letivo da rede estadual, e poderão ocorrer em escolas públicas, centros comunitários e espaços de eventos.

O Programa de Alfabetização de Jovens e Adultos é uma iniciativa louvável porque inclui na sociedade produtiva muitos cidadãos que antes não tinham perspectivas de crescimento pessoal e profissional por não terem acesso ao processo de alfabetização. Esperemos que haja turmas e vagas disponíveis para todos.

A fala eficiente de Jarbas Vasconcelos

Há poucos dias, o senador Jarbas Vasconcelos, em entrevista à revista Veja, se revelou decepcionado com a política e, principalmente, com os políticos. Ele disse que o Senado virou um teatro de mediocridades e que seus colegas de partido, com raríssimas exceções, só pensam em ocupar cargos no governo para fazer negócios e ganhar comissões. "Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção".

O efeito das denúncias do senador Jarbas Vasconcelos (PE) contra seu partido, o PMDB, causou ontem a primeira grande derrota dos peemedebistas, impedidos de assumir o controle do Fundo Real Grandeza, de Furnas, e de seu patrimônio de R$ 6,3 bilhões. No dia 18, em entrevista à revista Veja, Jarbas afirmou que "boa parte do PMDB quer mesmo é a corrupção" e acrescentou que "a maioria de seus quadros se move por manipulação de licitações e contratações dirigidas".

Sob a direção do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, ligado ao líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), e ao presidente do Senado, José Sarney (AP), os peemedebistas moveram mundos e fundos para derrubar Sérgio Wilson Ferraz Fontes da presidência do Real Grandeza. Tinham até o nome de um aliado para substituí-lo: o atual gerente financeiro de Furnas, Eduardo Henrique Garcia.

O senador Jarbas Vasconcelos causou o primeiro estrago. Espero que muitos outros venham logo. E que não poupem ninguém, seja qual for o partido a que pertençam os pilantras.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Cinismo puro...

Tiago Recchia, via Gazeta do Povo

Balada da Noite Enorme

Lamentando a destruição da estátua de Aureliano de Figueiredo Pinto na Rua dos Poetas, fui folhear a Antologia II, organizada por Erilaine Perez e achei um lindo poema do autor - Balada da Noite Enorme, que reproduzo:


Na noite grande, erma e silente,
a chuva mansa, fina e fria
enche de insônia a solidão.
E as horas rolam vagamente...
E os fios de chuva a chuva fia
para tecer a escuridão

Rouco, monótono, com sono
conta o relógio a antiga história
num melancólico refrão.
E ressuscita do abandono
Velhas legendas da memória:
- Recordação... Recordação...

Tristona, a lâmpada recorta
sombras remotas do meu drama
na vida instável... Penso, então,
que é a flor bizarra da hora morta
só abrindo as pétalas de flama
pelos jardins da solidão.

E noutras noites, entretanto,
já floresceu, loura e fremente
como as auroras de verão.
Mas, nesta noite, o tempo ausente
como esta chuva, longamente,
chove outra vez no coração.

A desmoralização da mentira

Do Blog da Lucia Hippolito:

"Imagino que muita gente ainda se lembre de Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara. Os dois pugilistas cubanos tentaram desertar durante os Jogos Panamericanos do Rio de janeiro em julho de 2007. Pretendiam seguir para a Alemanha, já com promessa de contrato. Entretanto, foram presos pela Polícia Federal e imediatamente deportados. Um avião posto à disposição do governo cubano pelo presidente da Venezuela Hugo Cháves levou os pugilistas de volta para Cuba.

Criticado pela sofreguidão do governo brasileiro em "prestar um favor" a Fidel Castro, o ministro da Justiça Tarso Genro declarou que os cubanos tinham expressado a vontade de voltar para a casa, para a família. Em Cuba, os pugilistas foram sumariamente excluídos da seleção nacional de Cuba e proibidos até de treinar. Pois a farsa não durou nem seis meses. Erislandy Lara fugiu para a Alemanha, deixando a família para trás.

Recentemente, o caso dos dois cubanos voltou ao noticiário no Brasil, depois que o ministro da Justiça, contrariando todos os pareceres e decisões de instâncias especializadas, decidiu, monocraticamente, conceder status de refugiado político ao italiano Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua em seu país por ter cometido quatro assassinatos.

Sua Excelência o ministro Tarso Genro continuou sustentando a farsa de que os cubanos estavam doidinhos para voltar para casa, mortos de saudade das famílias. Esta semana, a farsa desmoronou de vez. Guillermo Rigondeaux também fugiu, deixando mulher e filho - a mulher apoiou inteiramente a fuga. Está na Flórida e parte em breve para a Alemanha, para se reunir a outros pugilistas cubanos, Erislandy Lara entre eles.

E agora, o que se pode dizer das afirmações categóricas do ministro da Justiça? No mínimo, que sua Excelência mantém relações cerimoniosas com a verdade.

Não sei não, mas certas pessoas não desmoralizam apenas a verdade. Conseguem desmoralizar a mentira."

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Os pés de Aureliano

Lamento muito que a estátua de Aureliano de Figueiredo Pinto, recentemente inaugurada na Rua dos Poetas, tenha sido vandalizada e de nosso poeta tenham sobrado somente os pés. Triste imagem! Mas o que aconteceu era previsível. No começo de fevereiro escrevi a respeito da conservação da Rua dos Poetas, cujo pavimento está deteriorado, mercê do tráfego de caminhões pesados na via, além dos passeios extremamente lisos em alguns pontos, o que pode causar acidentes. Também me referi àquelas manchas negras incrustadas nas calçadas (não só na Rua dos Poetas, na cidade em geral). E frisei: "São as múltiplas marcas da ignorância, da falta de consciência, da incapacidade coletiva de preservar o que é de uso compartilhado por todos... Sugiro que os cidadãos que amam Santiago se mobilizem para preservar o patrimônio público, encontrando soluções exequíveis para esse problema e tantos outros que afetam a nossa qualidade de vida. A prefeitura poderia destacar zeladores para o logradouro e lançar campanha massiva de conscientização. Cada um pode fazer a sua parte. É só querer. Mãos à obra!"

Pois bem. Aconteceu. Conforme informações publicadas por Márcio Brasil em seu blog, a destruição da estátua de Aureliano não teria sido intencional - um ciclista bêbado seria o assassino...Com os reflexos prejudicados, errou a direção e trombou com Aureliano. Triste madrugada de não-carnaval em Santiago...Também sobrou para a escultura da Bruxa, de Arno Gieseler, que amanheceu com uma bolacha na boca...

Uma pergunta que não quer calar: De que material foi feita a estátua de Aureliano? Parece bastante frágil, inadequado para uma obra daquele porte. E falando em porte, uma curiosidade - Minha mãe conheceu Aureliano e estranhou que tenha sido representado tão pequeno, já que era um homem alto, forte e bem proporcionado. Sugiro ao autor que estude a possibilidade de representar nosso poeta com maior verossimilhança ao refazer a obra destruída.

Quanto à segurança do local, creio que a Prefeitura deveria manter um zelador na área, permanentemente. E a Brigada Militar? Não seria nada mal uma monitorada noturna na Rua dos Poetas.

E, de resto, para curar a ignorância, a falta de consciência, a incapacidade coletiva de preservar o que é de uso compartilhado, muita ação, muita doutrinação, muita educação, muita campanha.

Imagem: Site da Rádio Santiago

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Quanto vale um deputado federal

Cada deputado federal custa ao contribuinte a importância mensal de R$ 117.6 mil, isto é, em cada mês as excelências recebem o que um trabalhador que ganhe salário mínimo leva 21 anos para receber. Esse escandaloso recebimento distribui-se da seguinte forma:

Salário: R$ 15.512,00;
Verba de gabinete: R$ 60.000,00;
Passagens aéreas: R$ 18.280,00;
Verba indenizatória: R$ 15.000,00;
Correio e telefone: R$ 4.268,00;
Auxílio-moradia: R$ 3.000,00.
Além do 13°salário, cada deputado recebe anualmente mais dois (de igual valor) como ajuda de custo.

O custo aos cofres públicos da verba indenizatória já chega a R$ 550 milhões em seus quase oito anos de existência, valor similar ao que o governo anunciou durante a crise financeira para dar garantia aos financiamentos habitacionais.
A verba teve início em maio de 2001, durante a gestão de Aécio Neves (PSDB-MG) na Casa. Na época, eram R$ 7.000 por mês a cada um dos 513 deputados. Hoje em R$ 15 mil, acumula reajuste de 115% mais a inflação no período foi de 69%.

O deputado é reembolsado por supostos gastos com aluguel de escritório, combustível, consultorias e "divulgação da atividade parlamentar", instrumento usado para promoção do congressista em seu reduto.

Até 2004, não havia nenhuma forma de consulta pública dos gastos dos deputados. A partir dessa data teve início uma divulgação genérica, na internet, apenas do valor usado pelos parlamentares em cada rubrica. No Senado, essa medida só foi adotada em 2008.

A Mesa Diretora anunciou ontem que vai divulgar na internet os detalhes dos gastos dos deputados com a verba indenizatória a partir de abril. Dessa maneira, os R$ 15 mil mensais que cada parlamentar recebe para ressarcir despesas como combustível, locomoção e consultorias serão discriminados - haverá a informação do nome do fornecedor beneficiário da verba, o número da nota fiscal emitida, a natureza da despesa e o valor ressarcido ao deputado. O dinheiro da verba indenizatória pode ser usado em despesas de aluguel, manutenção de escritório, alimentação do parlamentar, serviços de consultoria e pesquisa, contratação de segurança, assinatura de publicações, TV a cabo, internet, transporte e hospedagem do parlamentar e de seus assessores, entre outras. o saldo não utilizado em um mês acumula-se para o seguinte, mas a cada seis meses a conta é zerada.

Hoje, por pressão pública, o presidente da Casa, Michel Temer, resolveu que o CNPJ das empresas fornecedoras também vai ser divulgado.

Fonte: Blog Prosa & Política

Zuenir e a barriga*

Zuenir Ventura, jornalista, escritor e articulista de O Globo e da revista Época, confessa, em artigo para o Blog do Noblat, que quase deixou-se levar pela história da advogada brasileira Paula Oliveira, segundo ele, uma das mais desconcertantes histórias que já presenciou em 50 anos de jornalismo: "...Baseado no primeiro noticiário vindo de lá, redigi e já ia mandar para a Redação minha coluna de sábado, quando na última hora soube da reviravolta do caso. Foi um choque porque, a exemplo do presidente da República, do ministro das Relações Exteriores, da cônsul brasileira em Zurique e de quase o país inteiro, eu também fiquei indignado, e com esse espírito escrevera um artigo contundente falando mal da polícia e da imprensa suíças..."

Vale lembrar que Ricardo Noblat também condoeu-se com a notícia, talvez por conhecer o pai da moça, que logo acorreu a ele para divulgar o ocorrido, fazendo várias postagens para emprestar ênfase àquela barbaridade, que configura-se, agora - quando temos uma visão mais ampla dos fatos, incluídas a versão da polícia suiça e os laudos médicos - como uma farsa. Só não se sabe, ainda, quais foram os motivos de Paula que, logo mais, com certeza, serão fartamente estampados nos jornais, sites e TV's do mundo inteiro - provocando mais uma onda de desprezo pelos brasileiros, encarados mundialmente como desocupados, vigaristas, enrolões etc. Numa época de xenofobia exacerbada, certamente os brasileiros que vivem no exterior ou que estão viajando, vão ter mais problemas que os usuais.

Leia o artigo de Zuenir Ventura no Blog do Noblat
*Barriga: notícia falsa publicada na imprensa

Neve artificial em Pequim

O governo chinês provocou neve artificial para minimizar os efeitos da pior seca que castiga o gigante asiático em meio século. Hoje, Pequim e arredores amanheceram cobertas por um edredon de neve, que as autoridades dizem ter sido induzida artificialmente, para abrandar a estiagem.

Informou o Centro de Comando para a Alteração das Condições Meteorológicas de Pequim que foram disparados 426 cartuchos de iodeto de prata para as nuvens, a partir de 28 locais diferentes do norte do país - região mais afetada pela seca.

O governo chinês esclareceu que a utilização de tecnologia para provocar a precipitação artifical também está associada aos chuviscos que caíram na última quinta-feira na capital chinesa e que interromperam um período de 110 dias sem chuva - o mais longo do gênero nos últimos 38 anos. Em Pequim, a neve costuma chegar no início de dezembro. Mas até agora, ainda não tinha aparecido.


Imagem: Associated Press

Deputados aprovam multa para quem se envolver em trote

A Câmara aprovou hoje uma emenda substitutiva que disciplina a prática do trote estudantil. O texto prevê a aplicação de multas aos alunos e à instituição de ensino depois de comprovadas ações consideradas vexatórias ou violentas contra os calouros. O dinheiro, de acordo com o texto, seria revertido para equipar a entidades sociais.

A emenda, de autoria dos deputados Flávio Dino (PCdoB-MA) e Carlos Sampaio (PSDB-SP), estabelece a aplicação de multa de até R$ 20 mil ao aluno envolvido com trote. No texto da emenda, fica proibido o trote que "ofenda a integridade física, moral ou psicológica dos novos alunos, que cause constrangimento, exponha de forma vexatória ou implique em pedido de doação de bens ou dinheiro". A proposta ainda obriga as instituições de ensino a "instaurar processo disciplinar" contra os alunos que descumprirem a nova lei.

A proposta causou fortes discussões em plenário. Deputados afirmaram que a medida só foi votada por conta de recentes casos divulgados pela imprensa. Entre eles, está o caso de Santa Fé do Sul, no interior de São Paulo, onde uma aluna teve queimaduras após terem jogado uma mistura de gasolina e desinfetante durante o trote.

Para o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), as atribuições do texto já estão previstas na legislação atual. "Existe prática de violência? Existe. Mas também existe o Código Penal", ressaltou. Flávio Dino, um dos autores da emenda, disse que sua proposta tem três objetivos: estimular o "trote cidadão", deixar claro que o trote violento e humilhante é proibido e prever um sistema de punições.

Sou absolutamente contra o trote, em qualquer circunstância. Ainda mais quando não há limites. A nova lei não vai adiantar. As universidades tentam evitar os abusos, instituindo campanhas (como a do cartaz acima, da Universidade Federal de Goiânia), mas não há quem controle uma turba louca....Integração se faz com civilidade e não com atentados às integridade das pessoas.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Como salvar os jornais (e o jornalismo)

Walter Isaacson, ex-editor da revista Time e atual presidente do Instituto Aspen, em recente palestra na Universidade de Riverside, Califórnia, abordou a crise que assola o jornalismo impresso, especialmente no que se refere à disseminação das informações na internet e à gratuidade dos serviços prestados, levantando algumas questões que considero muito pertinentes e passíveis de discussão mais profunda.

Inicialmente Isaacson menciona "um fato chocante e algo curioso a respeito desta crise - os jornais têm hoje mais leitores do que nunca. O seu conteúdo, assim como o das revistas de notícias e de outros produtores do jornalismo tradicional, é mais popular do que jamais foi - até mesmo (na verdade, especialmente) entre o público jovem."

E levanta o problema específico: "um número cada vez menor de leitores está pagando pelo que lê. As organizações jornalísticas estão distribuindo gratuita e alegremente as suas notícias. De acordo com um estudo realizado pelo Centro de Pesquisas Pew, no ano passado houve uma virada marcante: nos Estados Unidos, as notícias gratuitas disponíveis na internet foram mais procuradas do que os jornais e revistas pagos que publicavam o mesmo conteúdo. Quem pode se espantar com isso? Até mesmo eu, um antigo viciado em publicações impressas, deixei de assinar o New York Times, porque se o jornal não acha justo cobrar pelo acesso ao seu conteúdo, eu me sentiria um tolo pagando por ele."

Tradicionalmente, jornais e revistas trabalham com três fontes de receita: as vendas nas bancas, as assinaturas e a publicidade. O novo modelo de negócios fia-se apenas na terceira dessas fontes. O resultado é uma cadeira de um pé só, de equilíbrio sempre tênue, por mais forte que esse pé seja. Quando o seu apoio fraqueja - o que incontáveis editores viram ocorrer como resultado da recessão - a cadeira não pode se manter de pé.

E segue Isaacson em sua elaboração do processo da crise: "Nos últimos meses, testemunhamos o fechamento completo de uma série de jornais locais, vimos a Tribune Company (dona do Los Angeles Times) pedir concordata, a Lee Enterprises ser retirada da lista da Bolsa de Valores de Nova York e o anúncio de uma nova rodada de demissões de fim de ano na Gannet e em outras empresas, reduzindo sua força de trabalho em 10% ou mais.

Henry Luce, cofundador da revista Time, desdenhou da noção das publicações gratuitas que dependem apenas da receita proveniente da publicidade. Ele chamou esta fórmula de "moralmente repugnante" e também de "economicamente inviável e derrotista". Isso porque ele acreditava que o bom jornalismo exigia que o compromisso primário de uma publicação fosse com os seus leitores, e não com os seus anunciantes. Num modelo em que a única fonte de renda passa a ser a receita publicitária, o incentivo é perverso. Ele é também inviável e derrotista porque, afinal, o elo de uma publicação com o público leitor vai definhar se ela não sentir que a sua renda é diretamente dependente desse público. Os jornais acabarão produzindo vários cadernos especiais sobre decoração e jardinagem, coisa que desejam os anunciantes, e terão de se livrar dos cadernos de resenhas literárias, como já fizeram o Los Angeles Times e o Washington Post."
Uma opção de sobrevivência adotada por publicações como o Christian Science Monitor e a Detroit Free Press, é eliminar ou reduzir drasticamente as suas edições impressas e se concentrar nas suas páginas gratuitas disponíveis na internet. Essa será uma das tendências para o futuro. Outras podem tentar suportar a crise eliminando a concorrência e rezando para que possam garantir uma fatia do mercado publicitário que viabilize a sua existência enquanto sites gratuitos.

A proposta de Isaacson é diferente: as organizações jornalísticas deveriam serem pagas pelos usuários em função dos serviços prestados e do jornalismo produzido. E arremata: "se isso ocorrer, a implosão da publicidade em 2008 trará consigo o benefício de ter criado uma estratégia de negócios que permita às publicações o estabelecimento de um vínculo mais forte com os seus leitores."

Atualmente, a maioria dos jornais e revistas (no Brasil, inclusive) cobram pelo acesso às suas edições eletrônicas por meio da exigência de uma assinatura mensal e essa é uma tendência mundial. Mas Isaacson não crê que essa seja a única maneira de cobrar pelo acesso ao conteúdo. Uma pessoa que deseja acessar a edição do dia de um jornal ou que é levada a um artigo interessante por meio de um link dificilmente vai pagar o preço de uma assinatura e se submeter às inconveniências dos desajeitados sistemas de pagamento atuais. Ele acredita que a chave para atrair renda por meio dos serviços oferecidos na rede seja estabelecer um sistema de micropagamento simplificado, algo como moedas digitais ou um sistema semelhante a um bilhete único ou uma carteira eletrônica - um sistema de interface extremamente simples que permita, por meio de um clique, as aquisições casuais de jornais, revistas, artigos, acesso a blogs ou vídeos, a preços ínfimos ou seja quanto for que o seu autor deseje cobrar.

O sistema poderia ser empregado, entende Isaacson, para todos os tipos de mídia: revistas e blogs, jogos e aplicativos, transmissões televisivas e vídeos amadores, imagens pornográficas e monografias programáticas, reportagens de cidadãos jornalistas, receitas de grandes chefs e músicas de bandas alternativas. Isso não apenas garantiria a sobrevivência das formas tradicionais de veiculação de mídia como também estimularia os cidadãos jornalistas e os blogueiros. "Eles enriqueceram muito o nosso universo de informações e ideias, mas a maioria deles não ganha muito dinheiro com isso. Como resultado, tendem a insistir na atividade simplesmente para satisfação pessoal ou como forma de cumprir algum dever cívico e costumam vir da elite privilegiada."

Mas um sistema de micropagamento também ofereceria uma outra opção. Jornais que avaliassem o valor da sua produção diária na casa de US$ 0,10 - e cujos leitores concordassem com este valor - poderiam acabar cobrando US$ 0,10, aumentando assim sua chance de sobreviver e até de prosperar. As pessoas trabalhando num jornal como esse sairiam de suas camas todos os dias motivadas pelo digno incentivo de produzir um jornal que os leitores considerassem valer ao menos US$ 0,10. Aqueles que acreditam que todo o conteúdo deve ser gratuito devem refletir sobre quem abriria sucursais em Bagdá ou voaria até Ruanda para trabalhar como freelance dentro de um tal sistema.

Durante as últimas semanas, por exemplo, estive muito interessado nos acontecimentos na Faixa de Gaza e como esses afetariam o status do Hamas. Procurei as reportagens inteligentes e matizadas de Ethan Bronner, do New York Times, de Griff Witte e Jonathan Finer, do Washington Post, e de Ashraf Khalil, do Los Angeles Times. Todos eles são muito informados sobre a região. Têm a coragem e a engenhosidade de chegar até a Cidade de Gaza e as muitas vilas mais ao sul. Eu valorizo isso enquanto leitor e acredito que o mundo como um todo valorize o fato de os seus jornais estarem dispostos a pagar seus salários e suas despesas - e contarem com os recursos necessários para tal finalidade - para que eles possam satisfazer nosso desejo por informação independente.

Assim, espero que 2009 seja o ano em que alguns bons jornais e outros criadores de conteúdo valioso comecem a cobrar pelo acesso ao mesmo. Também digo isso porque amo o jornalismo. Acredito no seu valor para a sociedade e acho que ele deve ser valorizado pelos seus consumidores. Acho que precisamos dele para preservar a saúde das nossas comunidades locais, da nossa democracia nacional e do nosso mundo.

Nessa nova era digital, a definição do jornalismo está mudando. Não se trata mais de algo que é escrito na pedra e concedido ao público pelos altos sacerdotes da profissão e pelas principais empresas de mídia. Ele pode assumir formas que sejam, felizmente, mais pessoais e opinativas e cheias de atitude. O jornalismo tem a habilidade de ser mais interativo, colaborativo, "wikipédico", produzido pelos leitores e de borrar a distinção entre o jornalista sagrado e o cidadão consumidor.

Mas certas características definidoras do jornalismo não deveriam ser mudadas. Esses valores centrais permanecem no núcleo do jornalismo do qual nós necessitamos enquanto comunidade humana. O jornalismo precisa tentar preservar sua credibilidade. Seus praticantes precisam ter a mente aberta e ser honestos conforme reúnem e transmitem informações, seja da Faixa de Gaza ou da prefeitura local. Nós, leitores e consumidores, precisamos poder confiar neles - precisamos saber que eles estão tentando servir a nós e não a algum objetivo secreto. Eles precisam ter como objetivo a verdade. "A ideia de que haja algo como a verdade foi muito mal falada nos últimos 30 anos", disse Kurt Andersen na conferência realizada no Instituto Aspen no último verão, "mas ainda acho que a busca pela verdade é aquilo que deve mover os jornalistas".

Por quê? Porque o verdadeiro objetivo do bom jornalismo deve ser o serviço ao leitor. O que me traz de volta à minha esperança de que este seja o ano no qual os micropagamentos se tornarão aceitos e os leitores começarão a pagar pelo jornalismo que desejam. Assim, os jornalistas se sentirão dependentes principalmente dos seus leitores, em vez de procurar cada vez mais agradar aos anunciantes e contemplar outros objetivos. A cobrança pelo conteúdo obriga os jornalistas a manter a disciplina: eles precisam produzir material que as pessoas de fato considerem valioso. Suspeito que afinal descobriremos o caráter libertador desta obrigação. A necessidade de ser valorizada pelo público - servir a ele antes de mais nada, sem depender unicamente da renda publicitária - permitirá à mídia orientar-se novamente pelos princípios originais do jornalismo."

Bom tema para discussão. Pessoalmente entendo que todo trabalho jornalístico deve ser remunerado, seja em que mídia for, mas nada impede que os seus autores o ofereçam gratuitamente ao público leitor. Talvez a discussão maior esteja justamente na qualidade da informação veiculada.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Canção das mulheres

Ainda em janeiro ganhei um presente lindo - uma caixa com três livros de Lya Luft: Perdas e ganhos, Pensar é transgredir e o Silêncio dos amantes. Nem preciso dizer que considero livros o melhor presente. Ainda mais quando vem de quem amamos. Lya Luft é uma grande mestre na arte de escrever e uma grande mulher. Comum e nada comum. Simples e complexa. Serena e inquieta. Alegre e melancólica. Dual. Como todos, humana. Como poucos, sincera. Como raros, verdadeira.

Pois bem, já tinha lido Pensar é transgredir, que comprei há dois ou três anos, mas emprestei-o e não consegui que voltasse. Agora deve descansar em estante alheia, espero que não cheio de pó. A autora não merece. E é desse livro que copiei a Canção das mulheres (págs. 19-20). Um hino à compreensão e à cumplicidade que precisa existir entre pessoas que se amam:

"Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.
Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.
Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me dói a idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida, não porque lá está a sua verdade mas talvez seu medo ou sua culpa.
Que se começo a chorar sem motivo depois de um dia daqueles, o outro não desconfie logo que é culpa dele, ou que não o amo mais.
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo "Olha que estou tendo muita paciência com você!"
Que se me entusiasmo por alguma coisa o outro não a diminua, nem me chame de ingênua, nem queira fechar essa porta necessária que se abre para mim, por mais tola que lhe pareça.
Que se me entusiasmo por alguma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.
Que quando levanto de madrugada e ando pela casa, o outro não venha atrás de mim reclamando: "Mas que chateação essa mania, volta para a cama!"
Que se eu peço um segundo drinque no restaurante o outro não comente logo: "Poxa, mais um?"
Que se eu eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro - filho, amigo, amante, marido - não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo nada disso.
Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher."

Aliás, nossos colegas blogueiros, excelentes cronistas, contistas e poetas, poderiam escrever uma Canção dos homens, mostrando como eles se sentem a respeito. Quem se habilita?

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Caixa-preta

Embora o Brasil seja um país tropical (abençoado por Deus e bonito por natureza...) banhado pelo sol o ano inteiro, temos um problema crônico e recorrente de escuridão no que diz respeito à transparência das ações e atitudes da sociedade, principalmente dos agentes que a representam nas instâncias do poder público.

Não há dia em que não se estampem na mídia casos de corrupção, malversação dos recursos públicos e uma infinidade de situações que depõem contra o uso do poder político para gerar o bem comum. Os instrumentos de fiscalização e controle existem, mas são ignorados, porque a sociedade civil, amorfa, acrítica, estática e impassível, não tem interesse em acioná-los. Só os movimenta quando a mídia resolve discutir o problema.

Caso emblemático foi a recente eleição do deputado Edmar Moreira para a segunda vice-presidência da Câmara dos Deputados, assumindo, também, a corregedoria da instituição. Suas falcatruas só vieram à tona porque os colegas, unidos, movidos pelo "vício insanável da amizade" rechaçaram o candidato oficial, Vic Pires. Em uma semana, Edmar foi colocado no seu devido lugar, tal a enxurrada de denúncias de que foi alvo. Basta dizer que todas se confirmaram...Agora o deputado-castelão, destituído dos cargos, procura até outro partido que lhe dê guarida...

Voltando ao caso da caixa-preta e da necessidade de transparência, não precisamos ir tão longe. Em Santiago ocorrem situações similares que comprovam a falta de interesse das instituições em discuti-las com a sociedade - a mudança do Foro para local distante do centro da cidade; a má-gestão que ocasionou a situação falimentar da Cooperativa Tríticola; o possível fechamento da Vara do Trabalho, transformada em simples posto; e até mesmo os gastos do Executivo com eventos e criação de logomarcas da Administração - demonstram que transparência não é artigo de primeira necessidade entre nós, quando deveria ser o item número um da lista.

De igual maneira, os assuntos em questão só se tornaram de domínio público quando a imprensa resolveu discuti-los, provocando a manifestação dos responsáveis. Só há reação quando há provocação, porque vige, ainda, o princípio de que informar, discutir, prestar contas, esclarecer, não é prioridade. Isso gera desconfiança e perda de credibilidade, contribuindo para que as instituições fiquem cada vez mais desacreditadas e a sociedade se quede em inoperância cada vez mais acentuada.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Disponível

Via Gazeta do Povo

The book is on de table

Luiz Felipe Scolari, o admirável Felipão foi demitido ontem do Chelsea, clube inglês de futebol a quem servia há oito meses e o comentário geral é de que a falta de domínio da língua inglesa foi o maior adversário de seu desempenho. Lamentável mas compreensível. O estilo Felipão de trabalhar sempre exigiu estreita convivência com os comandados, e a conversa ao pé da orelha, para ser aproveitada, não admite intervenção de terceiro (no caso, o intérprete). Imaginem a cena do Felipão conversando com o jogador, em português, tentando incentivá-lo ou passando uma nova determinação...o intérprete, ao lado, traduzindo, sem a mesma veemência, frio (como os ingleses sabem ser). Não, não cola.

Aliás, carece de investigação mais profunda a dificuldade quase inarredável que os brasileiros têm de aprender inglês (especificamente, porque é a língua mais falada no mundo, a que abre as portas) mas também o francês, o alemão e até mesmo o espanhol. Certo é que as políticas de ensino, no Brasil, nunca privilegiaram a aprendizagem de uma segunda língua desde a infância dos estudantes; os professores não são preparados; a metodologia é sofrível; - em suma, parece que não há interesse. No colégio, ninguém aprende uma segunda língua e a domina, salvo algumas poucas exceções. Quem quer ou precisa dominar uma língua estrangeira tem que, necessariamente, recorrer a cursos particulares e esses nem sempre são eficazes.

Felipão, pelo tempo que está na Europa, devia falar inglês fluentemente. Só a convivência já oferece uma maravilhosa contribuição. Se quisesse, em seis meses poderia falar um inglês razoável, sem o auxílio da gramática. Mas é preciso que o cristão tenha vontade, se esforce. Se não, the blue card is on de table...

Castelão pede as contas

Edmar Moreira (MG), o deputado do castelo, além de renunciar ao mandato de segundo vice-presidente da Câmara (por livre e espontânea pressão), protocolou no TSE um pedido de desfiliação do DEM, por considerar-se vítima de perseguição política, com grave discriminação pessoal, já que o partido mantém a decisão de expulsá-lo sumariamente dos seus quadros. Hoje, às 15h, Edmar estará fora do DEM.

O que está em jogo, agora, é apenas o destino do mandato do congressista. Se o TSE der razão a Edmar Moreira, ele ganha o direito de filiar-se a outra legenda. Se o Tribunal concordar com as razões do Democratas, abre-se a possibilidade de que o partido reivindique a posse do suplente.

Por hora, livra-se o povo de ter um corregedor com cara e manhas de crupiê...

Ilustração: Dálcio, via Correio Popular

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Arte no concreto

Estamos tão acostumados à mesmice, à cópia e à cópia da cópia que nos surpreendemos quando aparece algo novo, formas insólitas que fogem do convencional corriqueiro ao qual nossos olhos já se acostumaram, por falta absoluta de novidade. Por isso, me alegrei ao deparar com um projeto de construção que foge aos padrões. O autor é o arquiteto Isay Weinfeld, de São Paulo, que acaba de somar mais um prêmio à sua carreira, mas este tem características especiais: é um prêmio internacional a um prédio residencial que só começa a ser construído daqui a quatro meses - o Edifício 360°, que vai ser erguido na Avenida Cerro Corá (zona oeste de São Paulo).

Weinfeld recebeu o Future Projects Awards, da mais respeitada revista inglesa de arquitetura, Architectural Review, concorrendo com grandes nomes internacionais. Ele foi vencedor não apenas na categoria para projetos residenciais, mas também “overall winner”, o melhor entre todas as categorias.

O 360° é candidato a se tornar um novo símbolo da cidade, com as quatro fachadas formadas por caixas que se acoplam à estrutura criando um ritmo assimétrico. Ele se distingue bastante do modelo “neoclássico” predominante em muitos empreendimentos imobiliários, com sua fachada de formas quadradas e vidros azuis.

As caixas serão pré-moldadas, em vez de concretadas diretamente na estrutura. Um quarto dos apartamentos foi adquirido por investidores e não moradores, o que mostra que há uma aposta em sua valorização. Com o prêmio dado ao projeto, essa aposta se tornou ainda mais consistente.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

A próxima atração

Vem aí mais um programa social do governo - o Bolsa-geladeira, para ajudar pessoas de menor poder aquisitivo a comprarem o eletrodoméstico. E tem muito mais. Será um pacote de bondades do governo, de olho nas eleições de 2010.

Com o objetivo de movimentar o comércio e a indústria, a título de economia de energia, o governo está trabalhando numa idéia que nasceu destinada a fazer barulho: trocar todas as geladeiras das famílias pobres do país por geladeiras novas. O que se pretende é dar financiamento do tipo "de pai para filho", através dos bancos federais. Ao comprarem a geladeira nova, aqueles que entrarem no programa terão de deixar a geladeira velha nas lojas. O destino delas já estaria traçado: seriam compradas pelas siderúrgicas do país. Jorge Gerdau já deu o seu "ok". O que você acha da ideia?

Achei a ideia maravilhosa. Quero uma geladeira nova. Pode ser esse modelo aí. Anotem as características. Muito prática para quem milita na profissão de jornalista. Além da cor titanium, bastante característica de objetos futuristas, a geladeira traz acesso à web. Com uma tela plana de cristal líquido de 15,1 polegadas sensível ao toque, você poderá navegar, trocar e-mails e, por que não, comprar pela internet, tudo a partir da sua geladeira. E o mais curioso - ou atraente - é que para assistir à TV e ouvir rádio, você contará com quatro caixas de som Hi-Fi. Uma câmera digital também pode ser acoplada ao monitor, permitindo o envio de mensagens com vídeo e a criação, envio e impressão de fotos digitais. A Internet Digital DIOS estará disponível no mercado pelo módico valor de US$ 8 mil.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

O vício insanável da amizade

Modernamente na política vivemos uma total inversão de valores na qual os representantes do povo não atuam mais em favor de seus concidadãos e sim em defesa dos interesses da classe - um corporativismo pernicioso que não respeita a lei e passa por cima de qualquer norma ou regra que prejudique, de alguma maneira, o mandato ou os negócios de seus asseclas. Isso acontece nas diversas instâncias do poder, que não é mais exercido para o bem de muitos, no máximo para satisfazer os poucos que fazem parte da confraria - os amigos.

Temos acompanhado, há anos, esse comportamento que agride a sociedade e agora parece atingir o seu ápice, com a eleição do deputado Edmar Moreira (o dono do castelo) para a segunda vice-presidência da Câmara dos Deputados. Armação bem engendrada já que esse cargo também lhe atribui as funções de corregedor-geral - aquele que é responsável por julgar o "comportamento" de seus pares, o guardião do decoro parlamentar.

Após uma enxurrada de duras críticas, o plenário da Câmara deve votar na terça-feira, 10, em regime de urgência, projeto de resolução que tira do segundo vice-presidente da Câmara, deputado Edmar Moreira (DEM-MG), a função de corregedor-geral da Casa. A acusação? Logo depois de eleito, Edmar declarou que não encaminharia ao Conselho de Ética nenhum processo de cassação contra os colegas que, por ventura, viessem a quebrar o decoro parlamentar. A prosaica justificativa para a decisão: "Temos o vício insanável da amizade."

Foi por causa desse "vício insanável da amizade" que Edmar Moreira conseguiu passar a perna no candidato oficial do DEM para a segunda vice-presidência, deputado Vic Pires Franco (PA), e ganhar o voto dos colegas. Durante todo o processo do mensalão - o maior escândalo do primeiro governo do presidente Lula, ocorrido em 2005, em que parlamentares da base governista teriam votado a favor de interesses do Palácio do Planalto em troca de um pagamento mensal, em dinheiro - Edmar Moreira defendeu os colegas acusados de quebra de decoro parlamentar.

É ver para crer. O inacreditável não se cansa de aliar-se ao inaceitável para emboscar o interesse público. O que ainda precisa acontecer para que nos livremos desses canalhas?

E o princípio constitucional da impessoalidade na publicidade oficial?

A jornalista Cláudia Trevisan é correspondente do Grupo Estado de São Paulo em Pequim e tem seu blog Cláudia Trevisan - O Tao da China, hospedado no site do Estadão. Em postagem datada de cinco de fevereiro, discute, pertinentemente, o princípio da impessoalidade, presente na Constituição Federal de 1988, que proibe na publicidade oficial a promoção pessoal.

Leia o artigo:

"O atual número da revista norte-americana Foreign Affairs traz 10 páginas de anúncio sobre o Brasil nos quais o princípio constitucional que veta a aparição de autoridades em publicidade oficial foi totalmente esquecido. Financiada por BNDES, Petrobras, Embratur e um grupo de entidades e empresas privadas, a propaganda traz fotos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Henrique Meirelles, mas tem como estrela a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, apresentada como provável candidata às eleições presidenciais de 2010.

O texto lembra que Dilma também é presidente do Conselho de Administração da Petrobras e cita frases da ministra sobre o programa de biocombustíveis do governo Lula. O titular da pasta de Minas e Energia, Edson Lobão, é a única outra autoridade federal a aparecer no anúncio, que fala de maneira extremamente elogiosa do ex-presidente tucano, Fernando Henrique Cardoso.

“Os bancos brasileiros são sólidos e lucrativos graças à estabilidade criada pelo antecessor de Lula, Fernando Henrique Cardoso. De maio de 1993 a abril de 1994, FHC (como ele é conhecido) foi ministro da Fazenda do Brasil e introduziu o Plano Real para acabar com a hiperinflação. Embalado pelo sucesso de seu plano, ele foi eleito presidente em 1994 e reeleito quatro anos mais tarde. Cardoso foi sucedido em 2003 por Lula, que também foi reeleito; o mandato atual de Lula vai terminar em 2011”, diz a propaganda, apresentada em formato de reportagens sobre distintos temas com o título “Brazil, um gigante acorda”.

Meirelles participa com a defesa das políticas fiscal e monetária “conservadoras” que, segundo ele, deram ao país recursos para enfrentar a atual crise econômica. Mas nas dez páginas, o caso mais gritante do desrespeito à regra que proíbe promoção pessoal por meio de publicidade oficial é o anúncio da Embratur. Em uma página, a peça traz uma foto da presidente da estatal, Jeanine Pires, e um texto em forma de entrevista, que tem como última pergunta a seguinte pérola: “Que legado você gostaria de deixar para o turismo brasileiro?”.

A Constituição de 1988 instituiu o princípio da impessoalidade na administração pública e é claríssima em relação aos limites da propaganda feita com dinheiro do contribuinte. Seu artigo 37, parágrafo 1º, diz o seguinte: A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.

Será que o princípio não vale para propaganda em inglês?"

Boa pergunta! Estamos cansados de ver publicidade oficial unicamente voltada à promoção pessoal dos governantes, em quaisquer das instâncias de poder, sem que os órgãos oficiais de controle e fiscalização se manifestem. Para que servem mesmo os Tribunais de Contas?

**Repercutida a informação, Políbio Braga conta, em seu blog, que o anúncio custou R$ 303 mil para dois órgãos do governo federal. O BNDES investiu R$ 180 mil na edição e a Embratur, R$ 123 mil. O governo nega que tenha orientado os órgãos a patrocinarem o anúncio.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Vende-se

O deputado federal Edmar Moreira (DEM-MG), novo corregedor-geral da Câmara e também segundo vice-presidente da Casa, ex-integrante da Comissão de Ética, colocou à venda um castelo , inspirado nas construções européias, no valor de US$ 25 milhões (cerca de R$ 57,8 milhões) em São João do Nepomuceno, no sul de Minas Gerais. O castelo tem torres de até oito andares e 36 suites.

Vejam só, a Folha de São Paulo informou que o parlamentar declarou à Justiça Eleitoral em 1998, 2002 e 2006 somente uma casa e um terreno, avaliados em R$ 17,5 mil. E o castelo? O parlamentar está enroscado com a Previdência, por não ter depositado as contribuições previdenciárias de seus funcionários numa empresa de segurança, além de outros processos similares. O rolo chega a mais de R$ 10 milhões.

Ao tomar posse, o novo corregedor-geral defendeu que o julgamento de parlamentares seja feito pela Justiça e não pela Câmara, como é atualmente, nos casos de suspeita de quebra de decoro parlamentar. Ele disse que vai conversar com as lideranças sobre a proposta e sugeriu que os membros do conselho devem votar a admissibilidade de alguma eventual denúncia contra parlamentares e, posteriormente, encaminhá-la ao Supremo Tribunal Federal (STF), único órgão do Judiciário com poderes para analisar processos contra congressistas. Na opinião do corregedor, as denúncias contra parlamentares devem ser apuradas "até as últimas consequências".

Que cara de pau! Até que ponto vai a certeza da impunidade?

Aliás, o Seu Edmar, que é tão esperto, poderia vender o seu castelo à Câmara dos Deputados, naturalmente superfaturando o valor do imóvel... Notaram que lugar aprazível? Nesses meses de estio, onde Brasília é um inferno de calor e umidade do ar quase nula, os manos congressistas nem precisariam tirar férias, já que o local parece ser um hotel de luxo. Observaram que até lago tem? Muito próprio para a prática do jet-ski...

**Em tempo: No fim da tarde a Executiva Nacional do DEM pediu que o deputado Edmar Moreira (DEM-MG) deixe a vice-presidência da Câmara e, portanto, a função de corregedor da Casa. Em nota assinada por seu presidente, Rodrigo Maia (DEM-RJ), determina-se ainda o encaminhamento à Comissão de Ética do partido das denúncias contra o deputado.

Imagem: Leonardo Costa, Ag. Globo

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Alguma poesia

...e gira a roda dos poetas
...e gira a ciranda do sarau
na sala do solar
ao poema
o poeta sola
sua sinfonia afônica
sibilante na sílaba tônica
da voz rouca
que balbucia versos
numa escala pentatônica
no ninho do poema
qual passarinho
a poesia põe seus ovos
voando à base de vinho
totalmente embriagada
pelas asas avoadas
que batem
na mesma tecla
uma palavra imantada
pelo eco das cavernas
onde bem dita como verbo
realiza sua cerimônia
simultaneamente
profana e sagrada
...e gira a roda dos poetas
no intervalo
de cada palavra
tanto o que se diz
quanto o que se fala
faz parte do mistério
que a poesia inscreve
em sua cabala

Tavinho Paes*

*carioca, poeta, compositor com mais de 200 registros musicais, como Totalmente Demais (Caetano Veloso), Linda Demais (Roupa Nova) e Rádio Blá (Lobão). Possui mais de 100 títulos lançados como panfletos marginais desde 1975. Lançou seu primeiro livro, Os Monossexuais em 2007. Edita as webpages poemashow.com.br e tavinhopaes.com.br desde 2002. Produz com Bruno Cattoni o Festival Poesia Voa, no Circo Voador. Ano passado publicou pela Ibis Libris seu segundo livro, buzinai naïf.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Endeusamento e autoendeusamento

Froilam de Oliveira aborda, em seu Contraponto, com propriedade, uma situação que se desenrola no âmbito da "blogosfera", como diz ele - "o endeusamento que ela vem fazendo de certas pessoas. Endeusamento e autoendeusamento." E questiona se está contribuindo para isso. Certamente que não, Froilam. Estás radicalmente apartado desse processo por tua coerência e autocrítica constantes. O "endeusamento" e o "autoendeusamento" são fenômenos comuníssimos na mídia, seja em que veículo for. Rádio, jornal, TV ou qualquer mídia eletrônica. Na blogosfera o mecanismo está sendo notado agora porque o meio é relativamente novo entre nós, na província. Endeusamento e autoendeusamento também podem ser processados na língua com uma variedade de significados, todos apropriados - competição (do tipo vamos ver quem é o(a) melhor, quem tem mais seguidores, quem recebe maior número de comentários, quem tem mais acessos); autoafirmação; ciúme de outrem que se destaca por sua inteligência, competência, aceitação pública e credibilidade; autossuficiência; arrogância; despeito etc. E o blog, por seu formato, se presta exemplarmente para essas demonstrações porque, na maioria das vezes, é utilizado como diário.

Como muito bem argumenta José Saramago, em seu livro de memórias Cadernos de Lanzarote, o diário é um instrumento particular de comprazimento próprio. E segue: "Escrever um diário é como olhar-se num espelho de confiança, adestrado a transformar em beleza a simples boa aparência ou, no pior dos casos, a tornar suportável a máxima fealdade. Ninguém escreve um diário para dizer quem é. Por outras palavras, um diário é um romance com uma só personagem. Por outras palavras ainda, e finais, a questão central sempre suscitada por este tipo de escritos é, assim creio, a da sinceridade."

Pois bem, no universo da mídia (e dos blogs, portanto) a competição é elemento presente. A necessidade de afirmação, também. A de demonstrar superioridade, idem. Blogs gestam e geram Narcisos. Nem todos(as), obviamente, são Narcisos. Mas alguns não podem prescindir de admirar sua imagem nas águas ou, mais especificamente, nas ondas da "blogosfera".

Acho particularmente uma delícia observar e detectar essas "crises" de estrelismo. Elas me divertem muito, me desculpem o Froilam e seu amigo radialista. Os Narcisos e seus coadjuvantes ou compactuantes não devem ter mais nada a fazer ou a aprender do que observar sua imagem reproduzida num comentário elogioso ou até mesmo num insulto, desde que seu nome seja mencionado.

Remédio para a idiossincracia o Froilam já receitou - Autocrítica. Um pitada por dia já é suficiente, porque o princípio ativo acumula no organismo e recupera o vivente, se já não estiver irremediavelmente contaminado!

Ah! Esqueci de uma coisa importantíssima. Da liberdade de expressão. Cada um é dono de seu próprio nariz. Escreve e fala o que quer, quando quer e como quer. Da mesma forma, também podemos exercer o direito de escolher ler e ouvir.

Pesquisa de popularidade

Do talento do Sponholz

Rua dos Poetas

Interessante abordagem fez Márcio Brasil, ontem, em seu blog, a respeito da conservação da Rua dos Poetas. Concordo inteiramente com as suas observações. O piso está afundando em várias partes do pavimento, em decorrência do peso imposto por caminhões que ali trafegam. Ora, nessa rua devia ser absolutamente proibido o tráfego de veículos pesados. É necessário que o Executivo tome medidas urgentes no sentido de impedir que caminhões circulem na rua. E que recomponha o pavimento danificado.

Mas não é somente esse o problema. Já notaram que, na primeira quadra, o passeio, na altura da Farmácia Fronteira, está extremamente liso? O mesmo acontece do outro lado da rua, até a Farmácia São Leandro. Parece que o revestimento utilizado não oferece a aderência necessária e pode provocar acidentes por queda dos transeuntes. Quem usa tênis ou calçado com sola de borracha não percebe o quanto está escorregadio o passeio. Agora, solados de couro e, principalmente, sapatos de salto alto, são um perigo! Já escorreguei várias vezes, felizmente sem consequências. Escusado dizer que diariamente passam por ali centenas de pessoas, entre elas idosos e crianças...

A Rua dos Poetas é um cartão postal de Santiago e como tal, precisa ser conservada. Outra situação lamentável, que já toma proporções alarmantes e depõe contra a beleza (e a limpeza) do local são as manchas (negras!) de chiclete nas calçadas, que já somam milhares. Em frente ao Clube União é um desastre! Os proprietários dos imóveis situados ao longo da rua, tanto os residenciais como os comerciais, deveriam, também, zelar para que as calçadas não fiquem tão imundas. Remover o chiclete não é difícil. Basta utilizar uma espátula, raspar e retirar os resíduos. O problema é que são muitos. São as múltiplas marcas da ignorância, da falta de consciência, da incapacidade coletiva de preservar o que é de uso compartilhado por todos.

Sugiro que os cidadãos que amam Santiago se mobilizem para preservar o patrimônio público, encontrando soluções exequíveis para esse problema e tantos outros que afetam a nossa qualidade de vida. A prefeitura poderia destacar zeladores para o logradouro e lançar campanha massiva de conscientização. Cada um pode fazer a sua parte. É só querer. Mãos à obra!