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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Brasil é o 70° colocado no Índice de Desenvolvimento Humano do PNUD


O Brasil continua no grupo de nações com alto índice de desenvolvimento humano, mas não subiu posições no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), divulgado nesta quinta-feira (18) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O país ficou na mesma 70ª colocação obtida no último levantamento, divulgado em 2007, e foi ultrapassado pela Venezuela. Islândia, Noruega, Canadá, Austrália e Irlanda lideram o ranking.

O ranking com 179 países considera dados socioeconômicos de dois anos antes da divulgação do relatório. Pelos dados do PNUD, o Brasil teve uma melhora na avaliação – passou de 0,802 pontos no IDH para 0,807. Países com avaliação igual ou superior a 0,800 são considerados de alto índice de desenvolvimento humano. Quanto mais próximo de 1, melhor o índice.

O objetivo da elaboração do Índice de Desenvolvimento Humano é oferecer um contraponto a outro indicador muito utilizado, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, que considera apenas a dimensão econômica do desenvolvimento. Criado por Mahbub ul Haq com a colaboração do economista indiano Amartya Sen, ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 1998, o IDH pretende ser uma medida geral, sintética, do desenvolvimento humano. Não abrange todos os aspectos de desenvolvimento e não é uma representação da "felicidade" das pessoas, nem indica "o melhor lugar no mundo para se viver".

Além de computar o PIB per capita, depois de corrigi-lo pelo poder de compra da moeda de cada país, o IDH também leva em conta dois outros componentes:
a longevidade e a educação. Para aferir a longevidade, o indicador utiliza números de expectativa de vida ao nascer. O item educação é avaliado pelo índice de analfabetismo e pela taxa de matrícula em todos os níveis de ensino. A renda é mensurada pelo PIB per capita, em dólar PPC (paridade do poder de compra, que elimina as diferenças de custo de vida entre os países). Essas três dimensões têm a mesma importância no índice, que varia de zero a um.

Segundo o economista Flavio Comim, coordenador do Relatório de Desenvolvimento Humano Nacional do PNUD, “o Brasil teve uma melhora pequena, mas consistente”. “O país evoluiu bastante em saúde, com aumento da expectativa de vida, alfabetização, principal responsável pela melhora do índice e renda, embora com um crescimento um pouco menor.”

Na América Latina, porém, o Brasil foi ultrapassado no ranking pela
Venezuela. O país vizinho subiu 13 pontos no ranking, passando da 74ª posição para a 61ª, com um índice de 0,826.

O desempenho venezuelano só não foi melhor que o do
Equador, que subiu 17 pontos (passou da 89ª posição para a 72ª). Os dois vizinhos deixaram o grupo de nações de médio índice de desenvolvimento humano e passaram a integrar o grupo de 75 países de alto índice.

No caso da Venezuela, Comim disse que o crescimento se deveu a mudanças na metodologia da pesquisa. Neste último levantamento, o PNUD fez uma “revisão substancial” na Paridade de Poder de Compra (PPP), índice que leva em conta os preços comparativos de mil produtos entre os países. “Um dólar em Londres tem um valor diferente do que um dólar no México”, afirmou.

De acordo com Comim, o que aconteceu com a Venezuela e Equador foi o recálculo da paridade de compra. “Os preços estavam mais baixos do que se pensava nos dois países”, declarou. No caso da Venezuela, também houve um forte aumento do PIB per capita devido aos ganhos com o petróleo – o país é um dos dez maiores produtores de petróleo do mundo.

2 comentários:

Anônimo disse...

Adorável Nivia, estou me lixando para a posição do Brasil, espero que esteja algum lugar acima do período do grande presidente Fernando Cardoso. O importante é que com o passar do tempo, você continua sempre crescendo como pessoa solidária, mais do que simples jornalista diplomada como eu, uma escritora fantasticamente forte, a resistir contra a indústria da pseudo cultura. Lance emassifique suas idéias, estão muitos degraus acima do mero valor comercial. Você é artigo de luxo até se estivesse capenagamente pobre. IMPOSSÍVEL. Nivia aN DRES É Unicamente espetecular. A eterna diretora de redação sincera, amiga, compreensiva, tão verdadeira que fica quase difícil de entender entre tanta hipocrisia. Meu eterno carinho. minha modesta gratidão. 2009 que seja apenas o começo adorável discreta GIGANTE jornalista.

Anônimo disse...

Você escreve maravilhosamente bem, algo raríssimo, até entre jornalistas. E escreve sobre qualquer assunto, o que é mais raro ainda. Mas por alguma razão, tenho a impressão que vc não escreve com a alma, mas tenta apenas cumprir um compromisso. Acho que a alma, a emoção que te acompanham no início de um texto, chego a ficar emocionada, mas parece te abandonar da metade para o final dos teus textos e, por isso, tenho a impressão que no fim parece fugir do contexto. Fico com a impressão que vc não se entregou de fato ao texto, embora, evidentemente, talento não lhe falte. Parece ter medo das consequências do que diz,e talvez, sei lá, de se expor, o que é a melhor coisa que alguém pode fazer por si mesmo. O blog surgiu, em parte, para isso. Exponha-se. Sugestão: em nome da loucura, da beleza, da felicidade, manda as pessoas ao inferno ou a qualquer lugar. Na escrita, ao menos, tudo é possível, você sabe. É preciso emoção para escrever, vc a tem, mas parece querer deixá-la de fora e ser apenas política. Uma pena. É como viver no limbo, nem ao céu, nem ao inferno. Acho que quando o medo, a cautela, a insegurança, a dúvida e, ainda, crenças ultrapassadas ficarem para trás, você vai deslanchar. E vai ser mais divertido do que parece. Falta milímetros para isso. O mais difícil vc já tem.

Olívia