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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Governo mobiliza líderes contra aumento dos aposentados

O presidente Lula já ordenou e seus operadores políticos do governo articulam o engavetamento, na Câmara, dos três projetos que aumentam as despesas da Previdência com os aposentados. É relevante mencionar que as propostas não são da oposição. A autoria é do senador Paulo Paim (PT).

O ministro José Múcio, coordenador político do governo, começou a sua cruzada contra o “Pacote Paim”. Na próxima semana, o pedido será reiterado em reunião do Conselho Político, no Planalto. A alegação é que os projetos que beneficiam aposentados e pensionistas, se aprovados, vão estourar o caixa da Previdência. Como as propostas já passaram pelo Senado, com votos de governistas e oposicionistas, a carga do Planalto se volta para a Câmara.

O projeto mais recente, aprovado pelos senadores na quarta-feira
(12), amarra os benefícios previdenciários ao valor do salário mínimo. Determina que o governo reponha, em cinco anos, a defasagem dos benefícios antigos. Pela estimativa oficial, vai custar R$ 9 bilhões. As outras duas propostas estão engavetadas na Câmara há mais tempo, desde abril. Foram aprovadas no Senado em votações unânimes.

Uma prevê o repasse automático dos reajustes do salário mínimo às aposentadorias. Outra extingue o chamado fator previdenciário, criado no governo Fernando Henrique para coibir as aposentadorias precoces.

Contas preliminares do governo estimam que as três propostas gerariam um custo adicional de R$ 18 bilhões aos cofres da Previdência. Falam até em R$ 27 bilhões.

Mesmo com os esforços do Planalto, nem todos os deputados governistas se dispõem a comprar briga com os aposentados. Preferem que Lula vete as propostas. Para evitar constrangimento presidencial, o governo prefere implodir o “Pacote Paim” antes que chegue ao plenário. Conta com a boa vontade do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT), a quem cabe definir o que vai e o que não vai a voto. Essas decisões são tomadas em reuniões colegiadas, das quais participam os líderes partidários. Aí quer chegar o apelo do Planalto aos líderes fiéis ao governo. Melhor a tática da gaveta do que o risco de uma derrota em plenário.


Quando a estratégia para implodir propostas salariais que não interessam ao governo do PT, vale tudo, inclusive desautorizar os próprios companheiros (vide senador Paulo Paim, com sua elogiável luta para recompor o ganho dos aposentados e pensionistas!). Quando a governadora Yeda Crusius avisa que não tem como bancar piso salarial de R$ 950,00 para o Magistério, com todos os penduricalhos previstos na proposta do governo federal, ela é a megera! Nem sempre concordo com as medidas tomadas pela governadora, mas creio que, nesse caso, ela tem razão. Como vai bancar o aumento se ainda não tem caixa para isso? Acho que os professores merecem ter um piso três vezes maior do que o proposto, entretanto, ainda é inviável.

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