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sábado, 1 de novembro de 2008

Calão

Reproduzo texto que escrevi em 29 de abril de 2008:

Quando comecei a escrever minhas crônicas na mídia impressa, recebi um elogio inusitado, através de e-mail, de um colega que trabalhava em veículo "concorrente", dizendo que admirava a elegância com que eu me dirigia ao público leitor em meus textos. Suas palavras me sensibilizaram, muito! Nunca respondi a ele formalmente, mas tentei agradecer através de minhas crônicas, conservando, sempre, uma maneira polida, cordial, de respeito, reverência e apreço aos leitores. Procuro preservar a delicadeza de expressão até em críticas mais contundentes, acreditando que a opinião pode ser firme, determinada, veemente, sem jamais chegar aos limites que nos separam da grosseria e da brutalidade verbal, sem ofender as pessoas, mesmo que suas atitudes tenham sido ofensivas ou mereçam reparos.

É bastante deplorável a incidência cada vez maior, até mesmo nos blogs, de linguagem chula, ofensiva, depreciativa, num espaço que poderia ser melhor aproveitado para o desenvolvimento de idéias, para a aprimoramento do saber e do conhecimento. Tempo para reflexão.

Acrescento: Não pretendo ser exemplo para ninguém, muito menos ditar normas. Apenas sigo um padrão particular de procedimento.

Hoje, 1° de novembro, acrescento mais: Ontem, externei uma opinião, da maneira usual a que me dirijo a todas as pessoas. Sem ofender. Fui agredida. Paciência. Cada um tem uma forma toda própria de responder, aceitar ou rejeitar críticas.

Um comentário:

Júlio César de Lima Prates disse...

Prezada NÍVIA,que vc é uma pessoa elegantérrima, ninguém têm a menor dúvida. Admiro-a demais, pois transcede finesse e polidez. Considero-a uma espécie de ícone para todos nós, chulos, pobres, esses dessa espécie inferior da qual eu venho. Mas, convenhamos, sua insinuação de que eu estava assessorando a Prefeitura, depois da campanha difamatória que boa parte da oposição(os mesmos que andavam com vcs) fez contra mim, soa cinismo. Talvez o melhor exemplo exemplo esteja no post de Jorge Bitencourt, aliado de vcs. Posso até ser rude nos termos, mas não perco a ternura. O que fiz foi minha usual maneira de expressão. O que fazer, paciência, nem todos conseguimos ser finos e polidos. Talvez as condições de vida e da vida tenham me forjado assim tão grosseiro, mas isso não quer dizer que eu não tenha direito ao espaço de manifestar-me. Veja como vc é elitista e preconceituosa, pois a construção do seu juízo parte do princípio de que todos que usam a internet ou a imprensa devam ser iguais. Isso é impossível. Ninguém de nós pode se arrogar à condição de juízo moral para dizer quem pode ou não pode escrever, ter um blog e fazer uso dessa ou daquela ferramenta. A rigor, qualquer um pode se expressar livremante, esse é o princípio da nossa democracia. É tudo tão curioso, eu gosto de vcs, de ti, do Vulmar, gosto mesmo, não tenho nada contra, mas cada vez que eu leio ou falo com vcs aflora essa terrível contradição de pensamento: juízos de valores, juízos morais e preceitos éticos, dos quais vcs se dizem guardiães. Isso é falacioso e com as práticas do pessoal de imprensa próximo a VCS toda a lógica arguitiva cai por terra, afinal vivem e properam num diga o que eu digo mas não faça o que eu faço.
Um forte e cordial abraço. Apesar de todos os pesares sou um admirador de vc e sua distinta elegância.