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domingo, 30 de novembro de 2008

Saramago: 'Não sou pessimista. O mundo é que é péssimo'

De passagem no Brasil para inaugurar a exposição A Consistência dos Sonhos e lançar seu mais recente romance, A Viagem do Elefante (Cia das Letras), o escritor português José Saramago mostrou, na terça-feira, que o pessimismo tomou conta de seus sonhos. Ganhador do Prêmio Nobel de Literatura em 1998, Saramago falou com jornalistas por mais de uma hora no Consulado de Portugal. A certa altura da conversa, declarou: “Não sou pessimista. O mundo é que é péssimo."

Para o autor de Ensaio Sobre a Cegueira, não há alternativas políticas, e a esquerda não está organizada. Hábil com as palavras, em vez de responder perguntas, Saramago elaborava questões. “Nessa longa história da humanidade, em que ponto tomamos uma direção errada que nos levou ao desastre que estamos hoje, do qual somos responsáveis? A literatura pode salvar o mundo? Mas salvar o mundo como? Principalmente depois de tudo o que já se escreveu. Como não conseguimos mudar o rumo de nossas vidas?” Depois de instaurar a perplexidade, o escritor continuou as provocações, sinalizando que a saída é a transformação individual — para mudarmos a vida, é preciso mudarmos de vida. “Quantos delinqüentes existem no mundo? A violência já atingiu o nível da barbárie. A corrupção chegou a tal ponto que é um problema de linguagem”, afirmou.

“A palavra bondade hoje significa qualquer coisa de ridículo. É preciso conquistar, triunfar. Ninguém se arrisca a dizer que seu objetivo é ser bom. Querer se bom em uma época como esta é se apresentar como voluntário para a eliminação. Como chegamos a isso?”, acrescentou Saramago. A Viagem do Elefante é, entre tudo o que escreveu, a obra em que há mais humor, disse o escritor. “A história pedia isto. Mesmo eu tendo parado de escrever o livro quando fiquei doente, não deixei em nenhum momento que transparecesse na obra que se tratava de um livro de um escritor à beira da morte." O lançamento do livro, com a presença de Saramago, aconteceu na quarta-feira, na Academia Brasileira de Letras, no Rio, e na quinta-feira (27), no Teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiros, em São Paulo, com uma leitura da atriz Sandra Corveloni.

Saramago se lembrou de um tempo em que a literatura brasileira era tão conhecida em Portugal quando à literatura portuguesa. “Agora desapareceu. Não sei por quê. O governo ou as editoras deveriam fazer algo. Mas creio que Portugal está muito bem representado em termos de literatura no Brasil e seria certo reequilibrar isso."

A Consistência dos Sonhos — exposição que reúne mais de 1.200 documentos de Saramago, entre manuscritos, primeiras edições, agendas, fotos e material audiovisual — foi organizada por Fernando Gómez Aguilera. Após dois anos de pesquisa entre o acervo e acesso a todo o material do escritor, Aguilera selecionou as preciosidades que retratam a vida e o trabalho do escritor. A mostra foi inaugurada para convidados na noite de 28 de novembro, com a presença de Saramago, e fica em cartaz no Instituto Tomie Ohtake até 15 de fevereiro, com entrada franca.

Fonte: Vermelho

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

O dólar volta a seu nível de normalidade e os números sociais também

Para reflexão:

Uma coisa é comemorar a queda estatística da pobreza com o dólar a R$ 1.60. Outra coisa é o dólar a R$ 2.40.

1. Mede-se pobreza com pessoa que recebe U$1 ao dia. Eram R$ 48. Agora os cálculos têm que ser feitos a R$ 72 por pessoa. Quantos voltam para baixo da linha de pobreza? IBGE e FGV poderiam dizer.

2. O Salário Mínimo era de U$259 e agora está em U$178 (6 dólares dia). Lula disse que nunca ficaria abaixo de 200 dólares. Já está.

3. No Bolsa Família a média era de R$ 112,00 ou 70 dólares. Agora está em 48 dólares e na segunda-feira chegou a 44.4. Muitas pessoas estão retornando aos braços estatísticos da pobreza. Provou-se: superar a pobreza não é apenas transferir renda monetária.

Em lan house, uma hora de leitura vale uma hora de internet

O Projeto Pirambu Digital que funciona no Ceará, foi finalista de prêmio de leitura. A Idéia é incentivo para que crianças e jovens tenham contato com livros. A criança ou o jovem que ler um livro por período de uma hora, terá direito a ficar outra hora na internet gratuitamente, sem nenhuma taxa para o uso do computador. Trata-se de u ali mesmo, na Bila - Biblioteca com lan house, que funciona na comunidade de Pirambu, bairro de Fortaleza (CE).

"A idéia é incentivar a leitura. Para usar o computador, não há taxa. A pessoa só precisa ler um livro pelo tempo correspondente ao que ela quer passar na frente do computador", conta Mauro Oliveira, professor do Centro Federal de Educação Tecnológica do Ceará (Cefet-CE) e idealizador do Projeto Pirambu Digital
, que deu origem à Bila.

"E a pessoa não tem nem como fingir que fez a leitura, porque, ao final, ela precisa entregar um resumo do que leu para o monitor da biblioteca", conta Oliveira. A iniciativa chamou a atenção fora do Ceará. A Bila foi um dos 15 projetos finalistas do Prêmio Vivaleitura 2008, promovido pelo Ministério da Educação e pela Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI). A premiação ocorreu em São Paulo, há duas semanas.

O Pirambu Digital é uma cooperativa formada em 2003 por ex-alunos do Cefet que moram na região. Hoje, eles trabalham com tecnologia de ponta e se preparam para expandir as suas atividades: em breve, terá início a Pirambu Wireless.


A Bila é mantida pela Pirambu Digital. Cerca de 50 usuários são atendidos por dia. E "filiais" da Bila foram abertas em outros bairros da capital cearense. "É algo que pode ser reproduzido em diversos locais. Propus até que fosse uma política pública no Ceará", diz.

Confiança do consumidor atinge o menor nível em três anos

Após duas quedas consecutivas, a confiança do consumidor brasileiro atingiu em novembro, às vésperas do Natal, o menor nível da série iniciada em setembro de 2005. Com 96,9 pontos, o índice medido pela FGV (Fundação Getulio Vargas) teve recuo de 4,2% em relação a outubro, quando bateu 101,1, e de 15,2% em relação a novembro do ano passado, quando chegou a 114,3.

O resultado foi puxado principalmente pela pior avaliação do consumidor sobre a situação financeira de sua família e pelo menor ímpeto para compras. Esses fatores ajudaram a derrubar os dois eixos da pesquisa - as avaliações da situação presente e as expectativas para os próximos seis meses.

Também pesou para o resultado uma visão mais pessimista do mercado de trabalho. Em novembro, 37% dos entrevistados disseram acreditar que será mais difícil arranjar emprego nos próximos meses, contra apenas 15,2% que afirmaram que será mais fácil. Há um ano, esses números eram de 22,1% e 17,5%, respectivamente.

sábado, 22 de novembro de 2008

Efeito Marolinha

O dólar comercial teve um pregão de forte valorização nessa sexta-feira (21), acompanhando o dia negativo registrado na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Ao final do pregão, a moeda americana registrou alta de 2,84%, aos R$ 2,458. É o maior valor atingido pelo dólar desde 25 de julho de 2005.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Exame de consciência

O governo americano divulgou hoje documento que vale por um exame de consciência, redigido pelo NIC (National Intelligence Council), entidade que coordena as agências de inteligência dos Estados Unidos. As conclusões do estudo não são nada animadoras para os americanos do norte. O Global Trends 2025 prevê que nos próximos 20 anos vai decair o poderio econômico, militar e político dos Estados Unidos no mundo. Documentos dessa natureza são produzidos sempre que há troca de comando na Casa Branca.

Acompanhe as previsões do relatório (nada que já não saibamos de antemão!):

1. A atual crise financeira marca o início de uma grande mudança na economia global;
2. Haverá transferência de renda do Ocidente para o Oriente;
3. O dólar vai definhar;
4. Os EUA continuarão sendo o país mais poderoso do mundo. Mas perderão parte de sua influência para países como China, Índia, Brasil e Irã;
5. Os próximos 20 anos de transição para um novo sistema estão cheios de riscos para os EUA;
6. Até 2025, o mundo pode se tornar um lugar mais perigoso, com menos acesso das populações à comida e água;
7. Com novos pólos de poder, o mundo terá mais conflitos do que na época da Guerra Fria, marcada pela bipolaridade entre EUA e União Soviética;
8. O aquecimento global e a escassez de recursos naturais provocarão guerras no futuro;
9. A disseminação de armas nucleares também deve crescer. Estados vistos como párias e grupos terroristas terão acesso a artefatos nucleares;
10. Para a inteligência americana, a ação dos líderes globais será decisiva para os rumos do planeta.

Enfim, os EUA parecem se dar conta de que vai chegando ao fim a fase em consideravam-se portadores de salvo-conduto para cumprir os desígnios de potência econômica e moral do Universo. Nas ruínas do símbolo da pujança financeira dos EUA, esconde-se a principal novidade deste início do século 21- os conflitos já não são movidos por ideologia, tampouco são guiados por interesses econômicos. Os conflitos futuros opõem civilizações - de um lado, o Ocidente cristão e o seu fundamentalismo financeiro. Do outro, o indecifrável Oriente islâmico e o seu fundamentalismo maometano.

O império entra na fase de reflexão. E os dados contidos no Global Trends 2025 já causam arrepios. Menos mal que abrem portas para os países emergentes, entre eles o Brasil.

Mocinhos & Bandidos

Comentário de Roberto Jefferson, em seu Blog: "Em sua coluna na Folha de S. Paulo, Carlos Heitor Cony diz que, depois das embrulhadas da Polícia Federal e da Abin na Operação Satiagraha, "os mensageiros que trouxeram o caso ao conhecimento da nação estão ameaçados de terem a língua cortada. A má notícia em si, os crimes financeiros que teriam sido praticados pelo suspeitos, ficaram em segundo plano, aos poucos estão sendo esquecidos". Um momento: precisamos parar de dividir o mundo entre mocinhos e bandidos, porque não tão raramente a linha que os separa é tênue demais. Os mocinhos, ou seja, a polícia, sempre que abusa do imenso poder que tem, vira bandida, mas quem paga o preço é o país inteiro. Vira bandida quando abusa do Guardião para prender colarinhos brancos, vira bandida quando abusa do gatilho para acabar com traficantes em morros. E nem por isso os banqueiros e traficantes passam a ser mocinhos. Não ajuda defender este ou aquele, pois todos têm culpas a expiar."

Pois é, Roberto Jefferson, mercê de sua capacidade e inteligência, também reúne as duas características que menciona no comentário acima. Talvez tenha mais de bandido do que de mocinho, mas procede sua advertência. Ninguém é santo. A maioria sucumbe aos encantos do poder e do dinheiro fácil e esquece para quem trabalha. Principalmente os políticos...

Será que a Reforma Tributária desce do telhado?

A Comissão Especial da Câmara aprovou, no fim da madrugada de 20 de novembro, o texto da Reforma Tributária. O relator, deputado Sandro Mabel (PR-GO) fez algumas alterações para garantir o apoio do PMDB. Quando ficou decidido o apoio dos peemedebistas, a base aliada acionou o rolo compressor e o texto foi todo aprovado, inclusive com destaques, perto das 6h da manhã.

Governistas votaram a favor, oposicionistas votaram contra. Tudo como manda o figurino. A sorte está lançada! A reforma vai a plenário, e os governistas querem votar o primeiro turno até 11 de dezembro. Como se trata de uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional), há prazos regimentais a serem cumpridos, interstícios a serem respeitados. O texto precisa ser aprovado por, no mínimo, 308 deputados, em dois turnos. Emendas e destaques também precisam ser votados.

Portanto, mesmo que tudo saia conforme os planos, é possível (mas não é garantido) que o texto da Reforma Tributária seja aprovado na Câmara antes do recesso de fim de ano.

Aí, só fica faltando o mais difícil - passar pelo Senado. (Vale a pena lembrar que a primeira PEC da Reforma Tributária, entregue pessoalmente pelo presidente Lula e os 27 governadores ao Congresso, em 30 de abril de 2003, repousa em alguma gaveta do Senado até hoje.)

Vale lembrar, também, que não é fácil aprovar uma Reforma Tributária quando o caos aponta no horizonte econômico de 2009. Nem o governo federal nem os estados querem perder receita. Será que a reforma sai?

A Câmara dos Deputados quer dar uma demonstração de que, com ela, as coisas andam. Quem emperra é o Senado (exatamente como aconteceu na votação e derrubada da CPMF). O certo é que, em 2008, a Reforma Tributária não sai. E 2009 ainda está longe...

Não sou tributarista nem analista econômica, muito menos sou comentarista política, mas qualquer bom observador percebe que o corporativismo comanda as ações no Congresso Nacional - cada parlamentar defende os interesses de algum grupo econômico, principalmente na Câmara dos Deputados. O texto da Reforma Tributária vagueia nos porões da República há anos e transformou-se num monstro, descaracterizado por sucessivas emendas e soluções mirabolantes. Como sempre, quem vai pagar o pato são os contribuintes...

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Contra-grampo

Do site do Amarildo

Brasil é o 7º país em qualidade de vida na América Latina e no Caribe

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) divulgou um ranking que mede a satisfação da população latino-americana e do Caribe com sua qualidade de vida. O Brasil aparece na 7ª posição, atrás de países como Guatemala e Costa Rica. O Brasil está empatado na lista com Colômbia e Jamaica. Os três países obtiveram nota 6,2 no levantamento — a escala vai de zero a 10. A nação cuja população está mais satisfeita com seu nível de vida é a Costa Rica, que obteve nota 7,4. A última posição do ranking ficou com o Haiti, nota 3,8.

Para realizar o estudo Além dos fatos: compreendendo a qualidade de vida, que faz parte da série Desenvolvimento nas Américas, o BID utilizou como base a Pesquisa Mundial 2007 do Instituto Gallup, em que foram ouvidas mais de 40.000 pessoas com mais de 15 anos na América Latina e no Caribe, entre novembro de 2005 e dezembro de 2007.

O ranking, com os países e suas notas:

1- Costa Rica (7,4)
2- Panamá (6,8)
3- México (6,6)
4- Venezuela (6,5)
5- Belize (6,4)
6- Guatemala (6,3)
7- Colômbia (6,2)
7- Jamaica (6,2)
7- Brasil (6,2)
8- Guiana (6,0)
8- Argentina (6,0)
9- Trinidad e Tobago (5,8)
9- Chile (5,8)
10- Uruguai (5,7)
11- Bolívia (5,4)
12- Peru (5,3)
12- El Salvador (5,3)
13- Paraguai (5,2)
14- Honduras (5,1)
15- Equador (4,9)
15- Nicarágua (4,9)
15- República Dominicana (4,9)
16- Haiti (3,8)

terça-feira, 18 de novembro de 2008

A mãe de Obama era "o" cara!

"Sim, é ela. Essa branquela da foto é a mãe de Barack Obama, segurando o próprio no colo. Antropóloga, mulher da pá virada, teve nome de homem por loucura do pai. Conheça um pouco de Stanley, nesse texto de Urariano Mota:

Obama, o filho da mãe

Na vitória de Barack Obama há um aspecto original que não vem sendo notado. “Há muitos aspectos, colunista apressado”, poderia ser dito. Tentarei explicar. Além do mais claro, quero dizer, além do fato mais óbvio, de Obama ser o primeiro negro eleito para a presidência dos Estados Unidos, me chama atenção que na sua vida há uma vitória sem ruído de pessoas “derrotadas”, ou marginalizadas na cultura da sociedade norte-americana. Para ser mais preciso, na sua vitória há uma vitória muito especial da sua mãe. A mãe de Obama, Stanley Ann Duham, foi uma pessoa rara já a partir do nome com que foi batizada. O pai queria um filho homem, e se compensou , ou se vingou, impondo-lhe um nome de homem. Para quê? O bom da vida são as limonadas que fazemos dos limões que nos atiram. Stanley Ann, para a sociedade americana em 1960, não demorou a mostrar a que veio. Aos 18 anos, conheceu o negro Barack Hussein Obama na Universidade do Havaí, em uma aula de... russo! Branca, namorou o jovem queniano, casou.... queremos dizer, juntou suas roupas e livros às dele, e teve Barack Hussein Obama Jr. Como a estabilidade não era bem o seu ideal, separou-se poucos anos depois. Em 1964, ainda irrecuperável, Stanley Ann voltou à faculdade para se formar e casar à sua maneira mais uma vez: uniu-se a um estrangeiro não-branco, o indonésio Lolo Soetoro. Stanley Ann era não só diferente, rebelde, por intuição. Antropóloga, escreveu uma dissertação de 800 páginas sobre os trabalhos de serralheria dos camponeses de Java. Trabalhando para a Fundação Ford, defendeu o direito das mulheres trabalhadoras e ajudou a criar um sistema de microcrédito para os pobres. Maya Soetoro-Ng, a meia-irmã de Obama, afirmou recentemente sobre a mãe: "Essa era basicamente a sua filosofia de vida: não nos limitarmos por medo de definições estreitas, não erguermos muros à nossa volta e nos empenharmos ao máximo para encontrarmos a afinidade e a beleza em locais inesperados”. Stanley Ann Duham morreu de câncer no ovário em 1995. O pai, a quem Obama dedicara um livro, ele mal viu, depois dos 2 anos de idade. Por isso afirmou, o primeiro homem negro eleito para a presidência dos Estados Unidos: “Eu creio que se eu soubesse que a minha mãe não iria sobreviver à doença, eu escreveria um livro diferente – menos meditação sobre o pai ausente, mais celebração da mãe que era a única coisa constante em minha vida”, escreveu no prefácio de suas memórias, “Sonhos De Meu Pai”. E acrescentou “Eu sei que ela era a mais gentil, o espírito mais generoso que já conheci e o que existe de melhor em mim eu devo a ela”. Para essa Ann, mulher estranha para os valores dominantes, delicada e rebelde, na campanha eleitoral Obama chamava de a sua "mãe solteira". O presidente eleito não repete, é claro, o pensamento, os atos e as convicções da mãe. Se assim fosse, não teria chegado aonde chegou. Mas sem as idéias de Stanley Ann Duham, Barack Hussein Obama Jr. não teria tido a mais remota possibilidade de existir. Em lugar do “sonho americano”, que toda imprensa proclama, Obama é antes uma vitória do pensamento e de idéias não-conservadoras, que estavam no limite dos marginalizados hippies. E os hippies, vocês lembram, naqueles malditos tempos acabavam nas prisões, ou como em Easy Rider, sob tiros de espingarda. Em 2008, um filho de mãe solteira, de uma irrecuperável, é eleito presidente. Para essa nova história, somente espero não ser um colunista muito apressado."
Do Blog do Marcelo Tas. Você conhece o Marcelo Tas? Espero que sim. É "o" cara. Faz o CQC (Custe o Que Custar), na Band. Programa divertidíssimo.

domingo, 16 de novembro de 2008

Fim da moral que mata

Uma grande notícia ficou escondida debaixo da vitória de Barack Obamaé o começo do fim da moral que mata. Obama prometeu em campanha, e reafirmou depois da eleição, que vai revogar as restrições impostas por Bush às pesquisas com células-tronco embrionárias, nas quais repousam as melhores esperanças de alívio e até de cura de doenças como diabetes, Alzheimer e Parkinson. Bush proibiu o uso de dinheiro público para financiar essas pesquisas sob o argumento de que, ao destruir embriões, elas matam seres humanos. Bush é da opinião que óvulo e gente se equivalem.

Nos Estados Unidos, quem melhor representa essa corrente são os radicais da direita cristã. Eles defendem o absolutismo moral, religião infecciosa segundo a qual a moral não comporta exceção. Se eles são contra o aborto, o serão em qualquer situação, mesmo no caso da menina de 13 anos que engravida ao ser estuprada pelo próprio pai. O absolutismo moral é o que leva, como no caso das pesquisas com embriões, à defesa da moral que mata. Mata portadores de doenças incuráveis e fatais. Mata gente para preservar óvulo. Eles chamam essa obtusidade de firmeza.

A eleição de Obama é um sinal de que as coisas podem mudar. Os eleitores do estado do Colorado, além de escolher o presidente, votaram a Proposição 48, que previa incluir na Constituição estadual que um óvulo fertilizado é igual a uma pessoa – o que implicaria enormes restrições ao aborto e às pesquisas com embriões. Resultado: 73,3% rejeitaram a idéia. No estado de Michigan, a Proposição 2 removia restrições às pesquisas com células-tronco de embriões. A proposta passou por 52,6% contra 47,4%, placar mais apertado que a aprovação do uso medicinal da maconha (62,6% a 37,4%).

Amy Comstock Rick comanda a Parkinson’s Action Network, entidade que representa os portadores da doença nos EUA (são 1 milhão; 60. 000 novos casos são diagnosticados por ano) e, nessa condição, foi escolhida para presidir a Coalition for the Advancement of Medical Research, guarda-chuva de uma centena de órgãos que defendem o avanço da pesquisa e da tecnologia na medicina. Amy Rick está otimista com os novos tempos. Sobretudo com a saída de Bush. "A oposição mais forte às pesquisas com células-tronco embrionárias", diz ela, "não vem do governo Bush, vem da pessoa do presidente. Bush é pessoalmente contra." Estaria Bush representando a maioria dos americanos? "Não. Três quartos dos americanos apóiam as pesquisas com embriões."

A normalização da pesquisa nos EUA, meca do dinheiro, do estudo e da tecnologia, será uma grande notícia para todos os cidadãos do mundo, doentes e sadios, incluindo os absolutistas morais que lutam para barrar a ciência e, um dia, vão se beneficiar dos seus avanços. Dos avanços, como se diria no vernáculo deles, da imoralidade que salva.
Fonte: Revista Veja

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Governo mobiliza líderes contra aumento dos aposentados

O presidente Lula já ordenou e seus operadores políticos do governo articulam o engavetamento, na Câmara, dos três projetos que aumentam as despesas da Previdência com os aposentados. É relevante mencionar que as propostas não são da oposição. A autoria é do senador Paulo Paim (PT).

O ministro José Múcio, coordenador político do governo, começou a sua cruzada contra o “Pacote Paim”. Na próxima semana, o pedido será reiterado em reunião do Conselho Político, no Planalto. A alegação é que os projetos que beneficiam aposentados e pensionistas, se aprovados, vão estourar o caixa da Previdência. Como as propostas já passaram pelo Senado, com votos de governistas e oposicionistas, a carga do Planalto se volta para a Câmara.

O projeto mais recente, aprovado pelos senadores na quarta-feira
(12), amarra os benefícios previdenciários ao valor do salário mínimo. Determina que o governo reponha, em cinco anos, a defasagem dos benefícios antigos. Pela estimativa oficial, vai custar R$ 9 bilhões. As outras duas propostas estão engavetadas na Câmara há mais tempo, desde abril. Foram aprovadas no Senado em votações unânimes.

Uma prevê o repasse automático dos reajustes do salário mínimo às aposentadorias. Outra extingue o chamado fator previdenciário, criado no governo Fernando Henrique para coibir as aposentadorias precoces.

Contas preliminares do governo estimam que as três propostas gerariam um custo adicional de R$ 18 bilhões aos cofres da Previdência. Falam até em R$ 27 bilhões.

Mesmo com os esforços do Planalto, nem todos os deputados governistas se dispõem a comprar briga com os aposentados. Preferem que Lula vete as propostas. Para evitar constrangimento presidencial, o governo prefere implodir o “Pacote Paim” antes que chegue ao plenário. Conta com a boa vontade do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT), a quem cabe definir o que vai e o que não vai a voto. Essas decisões são tomadas em reuniões colegiadas, das quais participam os líderes partidários. Aí quer chegar o apelo do Planalto aos líderes fiéis ao governo. Melhor a tática da gaveta do que o risco de uma derrota em plenário.


Quando a estratégia para implodir propostas salariais que não interessam ao governo do PT, vale tudo, inclusive desautorizar os próprios companheiros (vide senador Paulo Paim, com sua elogiável luta para recompor o ganho dos aposentados e pensionistas!). Quando a governadora Yeda Crusius avisa que não tem como bancar piso salarial de R$ 950,00 para o Magistério, com todos os penduricalhos previstos na proposta do governo federal, ela é a megera! Nem sempre concordo com as medidas tomadas pela governadora, mas creio que, nesse caso, ela tem razão. Como vai bancar o aumento se ainda não tem caixa para isso? Acho que os professores merecem ter um piso três vezes maior do que o proposto, entretanto, ainda é inviável.

Correção

Agradeço ao Senhor Anônimo a gentileza da observação incluída em comentário na postagem Ares de primavera?. De fato, quando mencionei o novo livro de Fernando Morais sobre Paulo Celho, deveria ter referido biografia e não autobiografia. Correção efetuada. Obrigada!
Aliás, por que se esconde no anonimato? Deveria saber que, neste espaço, todos os cometários são bem-vindos e publicados.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Ares de primavera?

Agitação total na blogosfera santiaguense! Talvez sejam os ares da primavera, que fazem o sangue correr mais rápido, preparando seus integrantes para o estio. Bom presságio! Feliz deve estar o Froilam, nosso mestre, que aguardava maior interação entre os blogs de Santiago. Chegou a ensaiar um estudo para a sua monografia da pós-graduação em Leitura e Produção Textual sobre os traços de literariedade em comentários postados nos blogs de Santiago. Abortou-o pela escassez de material... Agora, Froilam, ao que tudo indica, o estudo pode vingar, se a produção avançar num sentido que permita a investigação!

Pois bem, o estopim da efervescência foi um artigo de Dayana Leite, postado no Blog de Vulmar Leite, referindo que é avessa a autobiografias, considerando que tais obras carecem de valor literário. Opinião. Pura e simples. Clara. Não percebi intenção de agredir ninguém. Um artigo que exprime opinião precisa, necessariamente, ser firme na defesa de posição. Se não, perde a graça. Ah, se a Dayana soubesse o bem que fez! Provocou a ira dos deuses - uns dispostos a proteger a sua obra (como se houvesse navalha ou flecha certeira embutida na palavra), outros a defenderem os amigos autores. Falo em bem-feito porque considero a discussão de idéias, conceitos, opiniões, atitudes, procedimentos um exercício muito saudável, que não pode ser cerceado. Afinal, em que democracia estamos? Só vale o que eu penso, o que eu faço e o que me agrada?

Tanto não pode ser barrada a livre manifestação do pensamento que também vou opinar. Não tenho nada contra autobiografias, embora não sejam o meu gênero preferido de leitura. Já li algumas. Umas excelentes, outras nem tanto. A maioria, insípida, sem graça ou animação, comprometida, apenas, com a autolouvação do sujeito que conta a sua sina ou a sua trajetória de sucesso. Creio que são mais interessantes as memórias, também autobiografias cuja diferença se prende ao conteúdo real. Em linhas gerais, a autobiografia é mais abrangente, percorrendo toda a vida da pessoa, de sua infância até a época em que a obra foi escrita. O enredo na maioria das vezes desenrola-se de maneira linear, cobrindo a maior parte dos principais eventos pelo caminho. Mais raramente a história se adianta e recua no tempo, tocando uma variedade de assuntos que a pessoa decide comentar.

Por outro lado, as memórias via de regra concentram-se numa parte especial da vida de uma pessoa ou em um tema específico. Em alguns casos, os eventos podem desdobrar-se por todo o curso da vida da pessoa, porém são transmitidos com referência a algum ponto central. Gostei de ler Solo de Clarineta, as memórias de Erico Verissimo; Memórias do Cárcere, de Graciliano Ramos; por outro lado, apreciei conhecer Chatô, o Rei do Brasil, de Fernando Morais, biografia do controverso Assis Chateaubriand. Aliás, Fernando Morais é um biógrafo profissional que não exita em "criar" fatos. Diz-se que na próxima biografia a ser lançada, O Mago - A Extraordinária História de Paulo Coelho, Morais "inventou" depoimento de Umberto Eco acerca do seu livro preferido de Paulo Coelho - Veronika decide morrer. Eco, consultado, mencionou apenas que lera um trecho da obra. O próximo título do gênero que está sendo preparado por Fernando Morais será As sete mortes de Antônio Carlos Magalhães, o painho dos baianos. Confesso que não li, mas vou ler Confesso que vivi, de Pablo Neruda (generosamente sugerido por Froilam de Oliveira) e a história de Barack Obama, A origem dos meus sonhos - afinal, ele é o depositário dos sonhos e das esperanças de grande parte da humanidade. Precisamos conhecer um pouco do que ele pensa, se bem que seus atos futuros vão determinar a qualidade de suas intenções.

Voltando ao princípio, creio que o imbróglio não originou-se da opinião de Dayana acerca das biografias, antes foi um reavivamento de antiga polêmica existente entre Vulmar Leite e João Lemes, já que o diretor do jornal Expresso Ilustrado dedicou diversas páginas de sua obra lançada em maio último - João Lemes, 20 anos de jornalismo - Autobiografia de um autodidata, reportando fatos que, a seu ver, prejudicaram o seu jornal. Dayana apenas publicou artigo no Blog do seu pai! Menciona, posteriormente, a articulista, sequer ter lido o livro.

Sobre os fatos que construíram a polêmica mencionada, o ex-prefeito Vulmar Leite já anunciou que brevemente vai confrontá-los. Acho ótimo. Urge o contraponto, até para o conhecimento dos mais jovens que, na época, devido à tenra idade, não dedicavam seu interesse à questão política. Falo desses episódios com a maior tranqüilidade porque, além de ser testemunha ocular (era chefe de gabinete do prefeito Vulmar), fui eu quem produziu a maior parte dos documentos para pedidos de resposta, publicações, ofícios, etc, acompanhando e fazendo parte de toda a situação. O prefeito agiu na defesa dos interesses do Município e quando foi atacado, em sua honra, procurou o fórum adequado para a questão, obtendo êxito em sua demanda. Foi produzida justiça, embora os envolvidos não aceitem isso até hoje. Aí reside a celeuma. Com o passar do tempo, talvez a maturidade produza seus efeitos benéficos. Como profissional do jornalismo, acho absolutamente normal que demandas sejam resolvidas na Justiça. Acontece todo dia, em todos os lugares. Por que aqui seria diferente?

Enfim, também tenho o livro de João Lemes autografado. Fiz questão de ir à cerimônia do lançamento. Nem sempre concordo com ele; disse isso em postagem, na época, mas o respeito e ele pode dizer e fazer o que quiser. Liberdade de expressão existe exatamente para isso. Isso vale para o João, para a Dayana, para o Júlio Prates, para o Froilam, para o Márcio Brasil, para o Tuca Maia (conheço? conheço, mesmo que se esconda no pseudônimo!), para o Vulmar, para mim e para o mundo.

sábado, 8 de novembro de 2008

TV usa técnica de 3D para simular holograma de repórter na cobertura da celebração da vitória de Obama

Teletransporte: A imagem de Jessica Yellin conversa com o âncora, resultado da operação simultânea de 44 câmeras e 20 computadores

"Quem acompanhava a cobertura das eleições americanas pelo canal a cabo CNN, na terça-feira passada, assistiu a um show de tecnologia. A repórter Jessica Yellin apareceu no estúdio da emissora, em Nova York, frente a frente com o âncora, Wolf Blitzer. Uma cena banal, não fosse por um detalhe: naquele momento, Jessica estava a 1.150 quilômetros de distância, em Chicago, cobrindo a aclamação popular a Barack Obama, no Grant Park.

Quem contracenava com o âncora era uma imagem virtual, em três dimensões, da repórter. Uma espécie de holograma, como aquele da cena clássica do primeiro filme da série Star Wars, em que a Princesa Leah aparece ao mocinho Luke Skywalker. O teletransporte da repórter foi sucesso de público – a audiência do canal, comparada à da noite da eleição presidencial de 2004, no mesmo horário, dobrou. Logo as imagens foram parar no site de vídeos YouTube.

Na verdade, o truque usado pela CNN guarda pouca semelhança com a holografia. A técnica consiste em gravar e reproduzir as ondas eletromagnéticas que compõem a luz, criando uma imagem em três dimensões. Até hoje, só se conseguiram criar imagens holográficas precárias de pessoas.

A técnica empregada pela CNN foi a telepresença 3D. No parque de Chicago, 35 câmeras de alta definição filmavam Jessica, sobre um fundo verde, captando seu corpo sob todos os ângulos. As imagens eram enviadas a vinte computadores, que as juntavam e reconstruíam a figura de Jessica com perfeição. Os softwares calculavam cada gesto da repórter com relação ao espaço que ela ocupava. As informações eram repassadas à central da emissora em Nova York, onde a imagem de Jessica sob o fundo verde era recortada e reproduzida para o público como se fosse um holograma. No total, 44 câmeras foram utilizadas para criar o efeito especial.

A telepresença 3D não é exatamente uma novidade. Diversas empresas a usam para fazer videoconferências entre seus executivos que trabalham em cidades diferentes. "Jessica foi incrustada num cenário, como se faz com as apresentadoras da previsão do tempo, só que por meio de uma imagem virtual, eletrônica", explicou Pierre-Alexandre Blanche, do grupo de ciências óticas da Universidade do Arizona. "O próprio âncora viu Jessica em uma televisão comum de 37 polegadas, em 3D". A elucidação do truque usado pela CNN não diminui o assombro de ver num estúdio, em carne e osso, uma repórter que se encontrava a quilômetros de distância."
Fonte: Site da Revista Veja

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

11ª Feira do Livro de Santiago - Quem não lê, não vê

Iniciou hoje, pela manhã, a 11ª Feira do Livro, juntamente com a Festa das Etnias, na praça Moisés Viana. A patronesse do evento é a poetisa Lise Fank, que está lançando o seu novo livro, Poetemas. Até o domingo, uma grande estrutura com estandes, praça de alimentação e palco de shows, ficará aberta à visitação da comunidade.

Participam da Feira escritores como Luiz Coronel, Kalunga, Lenira Heck, Auri Antônio Sudati, Selma Naci Feltrin, Cássio Machado da Silva, Sheila Waligora, Cecília Pires, Luis Carlos Pez e Narlei Gindri Rigotti. Entre os grupos que estarão animando a feira estão Factotum, Quilombolas e Pandorga de Lua. A Feira do Livro promove, também, shows com Analise Severo, Diogo Bonato, Marcelo Dielo, André Canterle, Edson Vargas, Guilherme Martins e Layla Deleon.
P R O G R A M A Ç Ã O

6 de novembro, quinta-feira
9h - Abertura Oficial, com apresentação da Fanfarra da 1ª Brigada de Cavalaria Mecanizada; Homenagem à patronesse da Feira, Lise Fank, apresentação do grupo Factotum (Santa Maria)
10h - Roda de Poesias, com Kalunga
10h30min - Apresentação do grupo Quilombolas (Restinga Seca)
11h - Oficina de danças do grupo Criança Feliz
14h - Pintura de rosto
14h15min - Esquete teatral- (Emei Boa Vista)
14h30 min - Grupo Quilombolas
15h30 min - Dança Coreografada (Escola Geraldina Bitencourt Borges)
16h - Oficina de danças do grupo Criança Feliz
16h - Peça teatral O Clube dos Monstros, do Teatro Liberdade, para alunos das escolas municipais, no auditório do Centro Cultural
17h - Apresentação da banda estudantil da Escola João Aquino (Unistalda)
19h - Apresentação do Coral Helena Teixeira, do Centro Cultural
20h - Show com Analise Severo
* Sessão de autógrafos com Lise Fank, Oracy Dornelles, Luís Carlos Pez e Kalunga


7 de novembro - sexta-feira
9h30min - Grupo de danças da Escola Criança Feliz
10h - Dança coreografada da Escola Carlos Humberto Aquino Frota
10h - Peça teatral Flictz, Grupo Despertando para a Arte, da Escola São José
10h30min - Grupo de danças da Escola Cristóvão Pereira
10h45min - Momento cultural com Lenira Heck
14h - Pintura de rosto; Momento cultural com Lenira Heck
14h30min - Show musical infantil Pandorga da Lua, de Santa Maria
15h - Peça teatral A Risada do Rei, do Grupo Artemágika
15h15min - Apresentação da Etnia Negra, da Escola da URI
15h30min - Oficina de danças, da Escola Criança Feliz
18h30min - Etnia Ingleses, parceria entre Colégio Medianeira e Skill, Escola de Idiomas
19h - Coral da Terceira Idade Arco Íris
19h30min - Show com Marcelo Dielo
20h - Show com André Canterle
20h30 - Etnia Italianos, parceria entre Colégio Medianeira e Vale In Fiori
* Sessão de autógrafos com Sheila Waligora, Lenira Heck, Auri Sudatti, Selma Feltrin, Natália GondochniKov, Ayda Bochi Brum, Ellen Barboza Ramos e pesquisadores que organizaram o livro Caio Fernando Abreu

8 de novembro, sábado
9h30min - Pintura de rosto; Rádio Teatro e TV Có-có-ri-có (SMEC Unistalda)
10h - Grupo de Dança Holandesa (Ijuí)
11h - Grupo de Dança Espanhola (Ijuí)
14h - IV Mostra de Bandas Escolares
18h- Grupo de Dança Portuguesa (Ijuí)
18h45min - Declamações de Juca Poeta
18h55min - CTG Coxilha de Ronda
19h15min - Recital com Luiz Coronel
20h - Premiação do V Concurso Conte um Conto
20h15min - Show com Edson Vargas e Guilherme Martins
* Sessão de autógrafos com Vinícius Louzada, Nuraciara Friedriczwski, João Lemes e Luiz Coronel

9 de novembro, domingo
10h30min - Oficina de gastronomia
14h - Grupo Platoon
15h - Show com Layla Deleon
16h - Grupo de teatro Fratello del Baracon
17h30min - Fanfarra da 1ª Brigada de Cavalaria Mecanizada
18h - Cantores solo da Escola Criança Feliz; encerramento oficial da 11ª Feira Municipal do Livro
* Sessão de autógrafos com Narlei Gindri Rigotti, Cácio Machado da Silva e Cecília Pires

Fonte: Site da Prefeitura Municipal

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Coordenadoria Estadual da Mulher divulga campanha mundial contra a violência

A Coordenadoria Estadual da Mulher está divulgando, em seu site (www.cem.rs.gov.br), a campanha mundial Homens Unidos pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em fevereiro, a fim de mobilizar a população masculina em torno do problema.

No Brasil, uma mulher é espancada a cada 15 segundos. No mundo, uma em cada três mulheres já foi espancada, estuprada, escravizada ou sofre algum tipo de violência, conforme dados da Fundação Perseu Abramo e da Anistia Internacional.

A violência e a opressão existem desde que o mundo é mundo. Todas as campanhas de conscientização devem ser bem-vindas, mas só surtirão efeito com a disposição de todos, homens e mulheres, em colaborar.

Licença de seis meses para quem concorrer à reeleição

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado deu parecer favorável, nesta quarta-feira, a uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que obriga os chefes do Poder Executivo (presidente da República, governadores e prefeitos) a tirarem licença de seis meses quando forem se candidatar à reeleição. Agora o projeto, de autoria do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), terá de ser votado no plenário do Senado para, depois, ser analisado na Câmara.

Se sobreviver o instituto da reeleição (os aliados do governo são contra e já se movimentam para abatê-lo), a obrigatoriedade da licença de seis meses para presidente da República, governadores e prefeitos é interessante, porém sob intensa fiscalização. Como os olhos que fiscalizam são míopes, vai continuar tudo como dantes - máquina pública utilizada a todo vapor...

Reforma política volta à discussão em Brasília

Brasília voltou a debater um tema que parecia enterrado: o fim do instituto da reeleição e a ampliação dos mandatos executivos de quatro para cinco anos.

O assunto foi ressuscitado num almoço que reuniu líderes e presidentes dos partidos que integram o consórcio que dá suporte a Lula no Congresso, na casa do líder do PP, deputado Mário Negromonte (BA). Além de líderes partidários, estava presente José Múcio, o coordenador político de Lula. Decidiram unir forças para tentar aprovar no Congresso, finalmente, uma reforma política.

Reeleição e tamanho dos mandatos produziram um quase consenso, exceto pelo presidente em exercício do PDT, deputado Viera da Cunha (RS), todos os participantes do almoço manifestaram simpatia pela mudança de regras.
O assunto ressurgiu após uma eleição marcada pelo signo da reeleição. Cerca de 70% dos prefeitos que buscaram a renovação do mandato prevaleceram nas urnas. O deputado Mário Negromonte, resumiu o sentimento que alimentou o debate: “É uma covardia o sujeito disputar eleições sentado na cadeira, com a caneta na mão. Gasta o que pode e o que não pode. A disputa é desigual”.

O presidente Lula também se declara a favor de uma reforma do sistema eleitoral. Tem sido assunto recorrente em suas manifestações. Bem como a interminável reforma tributária.
Em duas semanas, nova reunião. A estratégia prevê a produção de uma reforma política em três tempos. Primeiro, seriam votadas as mudanças consensuais. Depois, as propostas que, embora polêmicas, podem unir uma maioria em torno delas. Num terceiro momento, iriam a voto os projetos polêmicos. Pretende-se formar uma comissão mista de deputados e senadores para fazer a triagem das propostas de modificação na legislação eleitoral

Além do fim da reeleição, outros temas parecem unir os partidos do governo. Um deles envolve a fidelidade dos políticos aos partidos pelos quais se elegeram. Parece que há uma maioria disposta a abrir uma “janela” na lei, permitindo a migração partidária nos 30 dias que antecedem as convenções em que são oficializadas as candidaturas. Também constrói-se um consenso quanto à necessidade de instituir o financiamento público das campanhas.

Transformando poesia em prosa

Obama em Berlim, no mês de julho
Do Blog de Josias de Souza:

"Barack Obama é o 44º presidente dos EUA. John McCain reconheceu a derrota em discurso pronunciado na madrugada desta quarta-feira (5). O novo presidente vai à Casa Branca, em janeiro, com a cara de gerente de crise. A maior crise financeira desde o crash de 29.

Obama prevaleceu sobre McCain vendendo sonhos. Seu grande desafio será converter o onírico em real. Nos discursos de campanha, Obama dirigia-se, primeiro, ao coração de suas platéias. Só depois capturava-lhes as mentes.

Ficou a impressão de que sua fala carece de densidade. Numa fase em que Hillary Clinton ainda media forças pela vaga do Partido Democrata, Bill Clinton disse: “Você pode fazer campanha em poesia, mas governa em prosa”. A metáfora do marido de Hillary resume o drama de Obama.

O triunfo nas urnas tanto pode convertê-lo em estadista como em fiasco. Por ora, sabe-se apenas que os eleitores americanos decidiram optar pela ousadia. A América fez uma concessão ao improvável. Acomodou no comando do império a mais vistosa novidade produzida pela política americana nos últimos tempos.

Some-se à ascensão meteórica de Obama à cor da cútis do novo presidente e tem-se uma exata dimensão do novo. Para os padrões brasileiros, Obama é mulato –filho de um negro queniano com uma americana branca do Havaí. Aos olhos do mundo, trata-se do primeiro negro a sentar-se na poltrona de presidente da economia mais importante do planeta. Não é pouca coisa.

Será no mínimo divertido observar as mãos brancas, que se julgam superiores, tendo de apertar, ao redor do mundo, a mão retinta de Obama.

De resto, convém torcer para que Obama consiga provar-se capaz na dura liça do cotidiano administrativo. O êxito do novo presidente americano faria bem não só aos EUA, mas ao mundo.

Em julho passado, falando para uma multidão de cerca de 200 mil pessoas, em Berlim, Obama pontificara: "Eu sei que não pareço com os americanos que já falaram aqui. A história que me trouxe aqui é improvável". Antes, esmerara-se na construção de analogias em torno dos escombros do Muro de Berlim. Mencionara o fantasma dos muros da pós-modernidade. Muros "entre raças e tribos, nativos e imigrantes, cristãos e muçulmanos e judeus". São paredes que, no dizer de Obama, "não podem continuar de pé".

A hora, dicursara Obama, é de "construir pontes” ao redor do planeta. Nada mais sensato. Nada mais improvável, contudo. Hoje, apenas o dinheiro dispõe de liberdade para passear pelo mundo. A pecúnia não tem pátria. Vai para onde ganha mais. Daí a natureza global da crise. Aos pobres que ousam pular os muros da pós-modernidade sonega-se a mesma desenvoltura. A eles são reservadas a prisão, a humilhação e a deportação.

É nesse mundo que une o capital e divide as pessoas que o fenômeno Obama irrompe como novidade alvissareira. Impossível desconhecer que há, de fato, um quê de poesia na trajetória do sucessor de George Bush. O alerta de Clinton não é despropositado. Longe disso.

Mas é preciso admitir que faltava à política, nos EUA e no mundo, uma dose daquele tipo de inspiração que conduz ao verso. Resta saber como será a migração para a prosa."

Imagem: Agência Reuters

Os números da vitória

Obama, Michelle, Jill e Joseph
Quase encerrada a apuração nos Estados Unidos, o novo presidente, Barack Obama, conquistou 338 delegados e já tem 62.438.115 votos (52%), enquanto John McCain conquistou 163 delegados e tem 55.380.169 votos (47%).
Imagem: CNN International

Obama amplia vantagem

Atualização das 3h40min: Barack Obama tem 51.786.098 votos e John McCain, 4.909.098 votos.
Atualização das 3h: Barack Obama, neste momento da apuração, tem 338 votos no Colégio Eleitoral e 46.810.471 votos (51%). John McCain tem 156 delegados e 43.480.762 votos (48%).

Barack Obama é o novo presidente dos Estados Unidos

A CNN Internacional acaba de informar que o candidato democrata Barack Obama é o novo presidente dos Estados Unidos, segundo as últimas projeções. Obama já tem 297 votos no Colégio Eleitoral, contra 139 de John McCain.

Neste momento John McCain está admitindo a derrota e cumprimentando Barack Obama, além de oferecer ao novo presidente o seu apoio, dizendo que todos são americanos e desejam o melhor para o seu país.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

It's time!

Analistas políticos prevêem vitória esmagadora do senador democrata Barack Obama sobre o republicano, também senador John McCain nesta terça-feira. Entre 26 estudiosos da política local, 25 apostam na eleição do democrata. Quase todos acreditam que Obama terá mais de 300 votos dos delegados.

Apoiados nas pesquisas de intenção de voto, que até ontem mostravam vantagem do candidato democrata na disputa presidencial norte-americana desta terça, analistas políticos do país apostam em que os Estados Unidos vão eleger o primeiro presidente negro da sua história. Um levantamento do site Huffington Post reuniu 26 dos mais proeminentes estudiosos da política do país e suas previsões para a votação. Segundo 25 deles, incluindo David Plotz, editor da revista Slate, Charles Mahtesian, do site Politico.com, Arianna Huffington, Mark Halperin e George Stephanopoulos, Obama vai vencer.

Além de acreditarem na vitória do democrata, quase todos os analistas reunidos pelo site dizem que ela vai ser esmagadora, com mais de 300 votos no Colégio Eleitoral, pelo menos 30 a mais do que o mínimo necessário para eleger o próximo presidente.

Apenas um deles, o editor da Weekly Standard, Fred Barnes, acredita de o republicano John McCain vai reverter as pesquisas e ser eleito o novo presidente A margem da vitória, entretanto, vai ser pequena, de 286 votos no Colégio Eleitoral contra 252 de Obama.


Até o final da tarde da véspera do dia de votação, a vantagem de Obama em todas as pesquisas de intenção de voto era marcante. Entre as pesquisas nacionais, as que prevêem a menor vantagem democrata são as da Diageo/Hotline e a de IBD/TIPP, que apontam 5 pontos percentuais de diferença. Algumas, como o Instituto Gallup, chegam a dar vantagem de 11 pontos para Obama. Considerando o formato eleitoral norte-americano, que escolhe o presidente em um Colégio Eleitoral, O Real Clear Politics aponta que Obama teria 338 votos no Colégio Eleitoral, 68 a mais que o mínimo necessário para vencer a eleição. Pelo menos 278 desses votos são apontados como garantidos, e os outros são de estados em que a vantagem de Obama é pequena para garantir sua vitória.

Fonte: G1
Imagem: Agência Reuters

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

sábado, 1 de novembro de 2008

Calão

Reproduzo texto que escrevi em 29 de abril de 2008:

Quando comecei a escrever minhas crônicas na mídia impressa, recebi um elogio inusitado, através de e-mail, de um colega que trabalhava em veículo "concorrente", dizendo que admirava a elegância com que eu me dirigia ao público leitor em meus textos. Suas palavras me sensibilizaram, muito! Nunca respondi a ele formalmente, mas tentei agradecer através de minhas crônicas, conservando, sempre, uma maneira polida, cordial, de respeito, reverência e apreço aos leitores. Procuro preservar a delicadeza de expressão até em críticas mais contundentes, acreditando que a opinião pode ser firme, determinada, veemente, sem jamais chegar aos limites que nos separam da grosseria e da brutalidade verbal, sem ofender as pessoas, mesmo que suas atitudes tenham sido ofensivas ou mereçam reparos.

É bastante deplorável a incidência cada vez maior, até mesmo nos blogs, de linguagem chula, ofensiva, depreciativa, num espaço que poderia ser melhor aproveitado para o desenvolvimento de idéias, para a aprimoramento do saber e do conhecimento. Tempo para reflexão.

Acrescento: Não pretendo ser exemplo para ninguém, muito menos ditar normas. Apenas sigo um padrão particular de procedimento.

Hoje, 1° de novembro, acrescento mais: Ontem, externei uma opinião, da maneira usual a que me dirijo a todas as pessoas. Sem ofender. Fui agredida. Paciência. Cada um tem uma forma toda própria de responder, aceitar ou rejeitar críticas.

XIV Semana Acadêmica de Administração

O curso de Administração da URI Santiago está promovendo, de 11 a 14 de novembro, no Círculo Militar, a partir das 19h30min, a XIV Semana Acadêmica de Administração, com a proposta de discutir sustentabilidade e responsabilidade socioambiental.

No dia 11 de novembro acontece a abertura, com o Coral da URI. Em seguida, dirigentes do Grêmio e do Internacional, de Porto Alegre, participam do Grenal de idéias sustentáveis. Logo após, show com Diogo Bonato e sorteio de brindes.

No dia 12 de novembro haverá o painel Responsabilidade Social, com a participação de AES Sul e Sicredi. Logo após, show com Anderson Mireski e sorteio de brindes.

Já no dia 13 de novembro acontece o painel Sustentabilidade, envolvendo Stora Enzo e Grupo Batista. Logo após, show com Alguém e sorteio de brindes.

No dia 14 de novembro acontece o encerramento e festa no Chaparral, com show de André Canterle (em parceria com o curso de Psicologia).

Inscrições com os acadêmicos do curso de Administração, no valor de R$10 um dia e R$ 25 o pacote dos quatro dias, com a festa de encerramento. Mais informações e inscrições com Alexandre Ferrari, pelo celular 9915 6758.

Realização: curso de Administração e URI Campus de Santiago.