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quinta-feira, 7 de agosto de 2008

O homem é o dinheiro

Desde tempos imemoriais ouvimos frases e ditos sobre a riqueza e a pobreza: “Pelas riquezas, o homem vale pelas suas riquezas” (Alceu); “Pobre nunca é nobre nem honrado” (idem); “O ouro abre tudo, até portas de bronze” (Menandro); “O bom samaritano é lembrado não só por sua boa ação mas porque tem dinheiro” (Margareth Tatcher); “O amor floresce na riqueza e morre na escassez” (Diotima).

Parece interessante discutir um pouco sobre o poder que exerce o dinheiro do homem sobre o homem, a ponto de construir uma barreira inarredável entre quem tem e quem não tem, ou entre quem tem muito e quem nada tem.

A idéia surgiu da leitura de uma conferência transcrita na revista Carta Mensal, proferida por Ary Cordeiro Filho, advogado, em uma das reuniões semanais do Conselho Técnico da Confederação Nacional do Comércio, de quem aluguei o título. Brilhante e culto orador, tece uma rede através dos séculos, analisando a cultura torpe que afaga quem é rico e afasta quem é pobre.
A quem tem, se lhes abrem todas as portas. Quem nada tem as encontra sempre fechadas. É assim que as sociedades registram ricos e miseráveis. Resta, a quem pode e quer, tentar mudar essa história.

É preciso pensar. É preciso discernir. Pois que há o dinheiro como elemento indispensável para o desenvolvimento da humanidade. Há o dinheiro acumulado honestamente e o acumulado pela iniqüidade. O acumulado ocioso e o produtivo socialmente.

Poderíamos dizer que “o dinheiro é o homem”, já que ele é um produto do homem e porta informações sobre ele, sobre sua forma de organização social, condicionantes ou opções de vida pessoal, políticas ou econômicas. O dinheiro traz informações sobre suas virtudes e sobre suas atitudes ofensivas às virtudes. Não é o fato de muitos não terem acumulado riqueza que os torna virtuosos. Nem as sociedades com melhor distribuição de renda são habitadas só por pessoas felizes.

Ao invés de ficarmos bradando contra as injustiças que se produzem diariamente por causa do dinheiro, seria mais eficiente e produtivo buscarmos meios de melhor organizar e racionalizar o nosso ambiente humano. A ação é mais importante que o discurso.

Há homens e mulheres que, motivados por critérios de justiça e de solidariedade, vivem e trabalham para estabelecer melhoras. Uma meta que parece ética e salutar é laborar, no material e no espiritual, no sentido de aperfeiçoar o próprio espírito e o do próximo, para que se reduzam e minimizem as desigualdades.

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