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terça-feira, 22 de julho de 2008

Razão e sensibilidade

Para viver bem, precisamos de razão e de sensibilidade. Razão para pensar e agir racionalmente, planejar, estruturar e executar. Sensibilidade para não permitir que a razão domine o sentimento e nos faça duros e implacáveis em nossas decisões.

Na verdade, cada pessoa é diferente em suas doses de razão e sensibilidade. Uns são racionais ao extremo, outros vivem mergulhados num mar de sensibilidade. Alguns são sensatos.

É estúpido aquele que julga ser a inflexibilidade uma virtude. É igualmente estúpido aquele que acredita ser a generosidade o único caminho.

Só podemos ser inflexíveis ao lutarmos para manter valores como a ética, a honestidade, a probidade, a dignidade do ser humano. Podemos ser generosos sempre, desde que haja justiça em nossas ações. Não podemos ser generosos para com a injustiça, a humilhação, a violência, a mentira.

Para que seja vitoriosa a justiça, precisamos de razão e sensibilidade. Para discernir o que é bom e o que é ruim. O que é verdadeiro e o que é falso. O que inclui e o que exclui.

Razão e sensibilidade. “Esprit de géometrie” e “esprit de finesse”, como já definia Blaise Pascal. Um significa capacidade de ordenação, de objetividade, de competição, de superação de obstáculos, de determinação na conquista de um objetivo. Outro inclui a capacidade de inteireza, de percepção de totalidades, de captação da unicidade do processo vital em suas mais diversas manifestações – subjetividade, acolhida, cuidado, cooperação, intuição – sentimentos experimentados no caráter sagrado e misterioso da vida e do cosmos que nos envolve.

Espírito de geometria define o que é exato, matematicamente comprovável. Espírito de fineza conceitua o que é subjetivo e só pode ser sentido, percebido, pressentido.

Razão e sensibilidade. Elementos imprescindíveis para bem-viver e viver bem, em sintonia fina com o cosmos que é nossa missão construir para afastar o caos.

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