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quinta-feira, 10 de julho de 2008

Fatal!

Impressionante a série de reportagens publicadas diariamente, pelo jornal Zero Hora, desde domingo, sobre o verdadeiro massacre que é a dependência por crack, droga que vicia e aniquila o indivíduo desde a primeira experiência, deixando-o praticamente sem chance de suplantar a dependência. o sucesso no tratamento não atinge 1% dos pacientes. Brutal. Por ser relativamente barato, entre R$ 5 e R$ 10 a pedra, o crack se popularizou rapidamente e não escolhe classe social, atingindo desde crianças até idosos.

O crack é uma droga ilegal derivada da planta de coca, é feita do que sobra do refinamento da merla, que é sobra do refinamento da cocaína, ou da pasta não refinada misturada ao bicarbonato de sódio e água. O bicarbonato de sódio faz com que a mistura tenha um baixo ponto de fusão (passagem de sólido para líquido) e ebulição (uma forma de passagem de líquido para gasoso), tornando possível a queima da droga com o auxílio de cinzas de cigarro ou cigarro de maconha, que são colocadas no cachimbo junto ao crack.

O uso de cocaína por via intravenosa foi quase extinto no Brasil, pois foi substituído pelo crack, que provoca efeito semelhante e é tão potente quanto a cocaína injetada. A forma de uso do crack também favoreceu sua disseminação, já que não necessita de seringa - basta um cachimbo improvisado.

O crack eleva a temperatura corporal, podendo levar o usuário a ter um acidente vascular cerebral. A droga também causa destruição de neurônios e provoca no dependente a degeneração dos músculos do corpo (rabdomiólise), o que dá aquela aparência esquelética ao indivíduo: ossos da face salientes, braços e pernas ficam finos e costelas aparentes. Normalmente um usuário de crack, após algum tempo de uso utiliza a droga apenas para fugir da sensação de desconforto causado pela abstinência e outros desconfortos comuns à outras drogas estimulantes: depressão, ansiedade e agressividade.

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