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quarta-feira, 30 de julho de 2008

Quando e porque o resultado das eleições nada tem a ver com as pesquisas de início das campanhas

Do Ex-blog do César Maia:

1. Os períodos anteriores às campanhas eleitorais vão informando ao eleitor sobre os políticos, suas posições e posturas, sobre os governos, as conjunturas que se sucedem... Especialmente nas pré-campanhas isso ocorre com intensidade. Por isso Paul Lazarsfeld dizia que era como uma foto (daquele tempo): impregnava a imagem no celulóide para ser revelada em campanha. Nos EUA a pré-campanha, as Primárias, é uma verdadeira eleição desde um ano antes das eleições. Nos regimes parlamentares, quase sempre binários, com os chefes de governo, atual e potencial de oposição, conhecidos, todo dia é dia de campanha, pois, teoricamente, os governos podem cair a qualquer momento e as eleições serem chamadas em 45 dias;

2. No Brasil além de nada disso ocorrer, ainda há uma legislação eleitoral que proíbe a pré-campanha e a reprime drasticamente com risco de inelegibilidade. Com isso, o eleitor chega ao processo eleitoral, 90 dias antes das eleições, com baixa informação. As exceções existem quando os candidatos são os que já foram governantes ou são para eleição. Exemplo: 2000 no Rio quando os candidatos eram um ex-governador, a vice-governadora, um ex-prefeito e o prefeito. Ou seja: o eleitor estava informado. Esse ano em SP da mesma forma. Os candidatos são um ex-governador/ex-prefeito, uma ex-prefeita, um ex-governador e o prefeito. O eleitor tem todas as informações sobre os atores políticos;

3. Mas quando isso não ocorre o eleitor entra em campanha muito mais desinformado do que deveria estar. Claro, pela ausência de pré-campanha, mas também porque a cobertura política é basicamente a cobertura dos governos. Sobre esses sim há informações. Os que já foram recentemente candidatos majoritários -a governador, prefeito e senador- têm seus nomes mais lembrados e em pesquisas antes da entrada da TV aparecem mais (o eleitor só entra em campo para valer uns 10 dias depois da TV);

4. Com isso as pesquisas pré-eleitorais entre nomes que nunca governaram têm uma taxa de decisão de voto (e não intenção) baixíssima e tudo pode acontecer. Este Ex-Blog semana passada lembrou os casos do Rio-Capital onde a população tem o maior índice de escolaridade entre as capitais e é a que mais lê jornal. Em 1992 nessa época o Data-Folha dava a Cidinha 23%, ao Albano Reis 13%, Amaral Neto 8% (havia caído, pois começou com 17% e Cidinha com 35%), Benedita 8% e Cesar Maia 7%. O primeiro turno, dois meses depois, terminou com Bené com 24%, Cesar Maia 16% e Cidinha 14%;

5. Em 1996, nessa época, o Data Folha dava a Sergio Cabral 26%, Miro Teixeira 21%, Chico Alencar 6% e Conde 4%. Dois meses depois foram 33% para Conde, 22% para Cabral e 18% para Chico Alencar (que foi prejudicado pelo fato dos institutos todos, só terem identificado seu crescimento com atraso) e Miro Teixeira 7%. Em 2006 na Capital, Cabral tinha 42%, Crivella 22% e Denise 12%. Dois meses depois -Denise 31%, Cabral 30% e Crivella 14%;

6. As restrições no Brasil exigem dos partidos a mudança da legislação eleitoral para criar regras de pré-campanha. Que os meios de comunicação antecipem o foco em pré-candidatos de fato, que os partidos antecipem suas decisões (tem feito através de pré-convenções) para que -em eleição sem governantes, de antes ou de agora, as pesquisas retratem mais a decisão do eleitor que uma intenção difusa. Os eleitores e políticos perdem confiança nos institutos (que não fazem mais do que retratar o nível de informação pré-existente) e que não são responsáveis por intenções de voto de mínima sustentabilidade;

7. Por isso no último Data Folha, na pesquisa espontânea, 79% dos eleitores do Rio-Capital não marcaram um nome sequer dos 12 apresentados.

Quem sabe, nem tudo está perdido...

Barack Obama em Berlim (2008)

John Kennedy em Berlim (1963)

terça-feira, 29 de julho de 2008

URI Campus de Santiago oferece cursos de Pós-graduação e Mestrado

A URI Campus de Santiago está oferecendo, no segundo semestre de 2008, excelentes cursos de Pós-graduação e o novíssimo Mestrado em Planejamento Urbano e Regional.

Mestrado em Planejamento Urbano e Regional: Oferecido como parte de convênio celebrado entre a URI Campus de Santiago e a UFRGS, para oportunizar acesso à formação acadêmica em nível de mestrado a docentes de nível superior vinculados à URI e a outras IES da região, contribuindo para o processo de aceleração da qualificação docente através da formação conjunta de mestres e para a consolidação de núcleos de pesquisa permanente na instituição, além de viabilizar a melhor adequação dos temas de dissertação desenvolvidos à realidade local e às necessidades e perspectivas da instituição receptora.

Disciplinas: Ambiente Hídrico Urbano; Sensoriamento Remoto; Introdução à Legislação Urbanística Básica; As Ciências Sociais e a Cidade. Elementos para uma História e Geografias Urbanas; Percepção e Análise Urbana; Infra-estrutura Urbana; As Práticas do Planejamento Urbano; Fundamentos Epistemológicos da Pesquisa; Geoprocessamento; O Estado e as Questões Urbanas e Regionais; Seminário Teoria da Urbanização; Imaginário Urbano; Infra-estrutura Urbana Computacional; Seminário Urbanismo Integrado - Enfoque no Trânsito, Transporte e Meio Ambiente.

Duração: 24 meses
Vagas: 20
Inscrições: até 11ago
Seleção: 12 a 21ago
Selecionados: 1ºset
Início das aulas (quinzenais): 05 e 06set

Cursos de Pós-graduação

Gestão em Agronegócios
História, Cultura e Patrimônio
Leitura, Produção, Análise e Reescritura Textual
Direito Civil e Processual Civil
Finanças em Controle Gerencial
Ensino de Física e Matemática
Gestão em Educação
Psicologia Jurídica

Mais informações em www.urisantiago.br ou pelo fone (55) 3251 3156

domingo, 27 de julho de 2008

Para reflexão

"...Viver significa sofrer também. E se a vida tem um sentido, então o sofrimento também deve ter. Frankl escolheu usar seu próprio sofrimento para se tornar uma pessoa melhor, para crescer por dentro. Transformar uma tragédia num triunfo pessoal pode ser um caminho para o sentido da vida.

A frase de Nietzsche, “aquele que tem um porque viver pode agüentar quase qualquer como viver”, é repetida com freqüência no livro de Frankl. Ao encontrar uma razão para viver, o homem parece disposto a encarar quase qualquer forma de vida. Esse motivo pode ser o amor por alguém, uma obra a ser realizada, ou qualquer meta que faça o indivíduo desejar continuar vivo, assumir a responsabilidade por sua existência e dar sentido a ela. Quem tem consciência do porquê de sua existência, pode suportar quase qualquer coisa. Para Frankl, existem duas “raças” diferentes de pessoas: aquela de pessoas decentes e aquela de pessoas indecentes. Existem os dois tipos nos diferentes grupos da sociedade. A postura diante da vida, e também do sofrimento que dela faz parte, separa o joio do trigo...".

Para ler na íntegra o artigo do economista Rodrigo Constantino, "A busca do sentido", sobre a escolha de Viktor Frankl, acesse rodrigoconstantino.blospot.com

As pontes de Obama

Barack Obama, candidato favorito na corrida à Casa Branca, encarna o triunfo do improvável – negro, descendente de africanos muçulmanos, tem diplomas de Columbia e Harvard – conseguiu vencer Hillary Clinton nas primárias do Partido Democrata, com um discurso de união e superação conjunta das dificuldades. “We can” é mais do que uma frase de marketing utilizada como bordão, pelo candidato. “Nós podemos” significa a possibilidade real de mudança e os americanos eleitores de Obama parecem acreditar nela. Quando novembro chegar, saberemos.

Na semana passada, Obama visitou a Alemanha e falou para uma platéia estimada em 200 mil pessoas, em Berlim. No discurso, construiu analogias em torno das ruínas do Muro de Berlim, referindo-se ao fantasma dos muros da pós-modernidade. Muros de todas as espécies - entre raças e tribos, nativos e imigrantes, cristãos e muçulmanos e judeus – mencionando que essas paredes que não podem continuar existindo. O candidato, sensatamente, disse que a hora é de construir pontes ao redor do mundo. Suas palavras chegaram numa hora emblemática, em que a Europa trata de construir novos muros de exclusão e burocracia, para impedir a entrada dos refugiados do subdesenvolvimento – hordas de imigrantes vindos do terceiro mundo, em busca de trabalho e sobrevivência. Nada muito diferente do que faz os Estados Unidos atualmente, na era Bush, construindo um monumental paredão para impedir a imigração a partir do México.

Numa época em que os governos das nações desenvolvidas tentam resolver os problemas sociais erigindo muros, aparece uma nova liderança propondo a construção de pontes... Esperemos que não seja apenas mais um belo discurso.

sábado, 26 de julho de 2008

O problema do voto em trânsito

A cientista política, historiadora e jornalista Lucia Hippolito, especialista em eleições, comenta, com muita propriedade, em seu blog, a necessidade de ser encontrada uma solução para o problema do voto em trânsito. Por que os eleitores que estão fora do seu domicílio eleitoral não podem votar nas eleições? O moderno sistema da urna eletrônica certamente permite o procedimento, com alguns ajustes. Nem sempre é possível ao eleitor estar em sua cidade ou no seu estado e, mesmo, no país, no dia da eleição. Está na hora de regulamentar a matéria.
A propósito: vai chegar o dia (está próximo...) em que votaremos pela internet!

Leia o comentário de Lucia Hippolito sobre o assunto:

O TSE divulgou os números do eleitorado brasileiro em 2008.
O eleitorado total atinge 130.469.549 de eleitores. Entretanto, como não haverá eleições em Brasília e em Fernando de Noronha, os brasileiros que irão às urnas este ano serão 128.804.063.
Em relação a 2006, houve um aumento de 3,7% no eleitorado.
Tudo muito bom. Tudo muito bem.
Mas até agora não se conseguiu resolver o problema do voto em trânsito.
Os brasileiros residentes no exterior, por exemplo, precisam registrar-se com antecedência nas embaixadas e consulados para poder votar, mas só nas eleições presidenciais.
Aliás, o ministro Joaquim Barbosa, que assumiu recentemente uma cadeira no TSE, deu declarações mostrando preocupação com esses votos.
É verdade. O número de votos que vêm do exterior é infinitamente menor do que o número de brasileiros que residem fora do Brasil.
Segundo o ministro Joaquim Barbosa, é preciso estimular a participação eleitoral desses brasileiros.
Mas há outro tipo de voto que precisa ser estimulado: o voto em trânsito dentro do Brasil.
Toda eleição é a mesma coisa. Milhões de brasileiros, fora de seu domicílio eleitoral, vão às seções eleitorais, não para votar, mas para justificar a ausência no local da eleição.
Nas eleições presidenciais de 2006, mais de 20 milhões de eleitores deixaram de votar, porque estavam fora de sua zona eleitoral
Ora, em tempos de urnas eletrônicas, o país já poderia ter resolvido esse problema. Com a informatização do processo de votação, é perfeitamente possível identificar o eleitor e registrar o seu voto.
Por exemplo, se o eleitor estiver em outro estado, vota apenas para presidente da República. Mas se estiver fora do município, mas dentro do estado, pode votar para governador, senador e deputado.
No Congresso, vários projetos tratam do assunto. Mas a coisa não anda.
Bem que a Justiça Eleitoral, tão operosa nos últimos anos, poderia insistir junto aos políticos para que dessem solução a esse problema.
Não deve ser muito complicado.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Juiz de Porto Alegre libera campanha no Orkut e no You Tube

O juiz Ricardo Hermann, de Porto Alegre, que na sexta-feira tinha ordenado que a deputada federal Manuela D'Ávila (PCdoB) removesse as comunidades do Orkut e os vídeos do YouTube, mensagens alusivas à sua candidatura à prefeitura de Porto Alegre, decidiu voltar atrás.
O magistrado demonstrou compreensão do problema, tão logo inteirou-se melhor do assunto. Segundo a Lei Eleitoral, cada candidato somente pode divulgar a sua campanha na Internet usando um único site oficial. Em sua defesa, a candidata afirmou que o material teria sido publicado por simpatizantes de sua candidatura, sem o conhecimento da sua coordenação de campanha.
Ao julgar o mérito da ação, o juiz teria afirmado que, nesses casos, somente se configuraria crime eleitoral se fosse comprovada a participação do candidato na publicação do material. Segundo ele, em caso de denúncias, as provas da participação devem ser anexadas à ação.
O julgamento abre precedente para que todos os demais candidatos possam ser apoiados livremente por seus eleitores na Internet, com a criação de comunidades no Orkut ou outro site de relacionamento, imagens e sons no You Tube e listas de e-mails, desde que isto ocorra de modo próprio, sem a intervenção do candidato. Caso fique comprovada a intervenção, o registro do candidato poderá até ser cassado.

Eleições, imprensa e comunicação

Do ex-blog do César Maia:
Há uns dez anos atrás a pesquisadora norte-americana Kathleen Jamieson, provavelmente a mais importante em matéria de comunicação política, realizou uma grande pesquisa com base na Universidade da Pensilvânia, onde com um grupo de cinco mil pesquisadores fez o levantamento detalhado de todas as eleições presidenciais nos EUA desde Kennedy.

O resultado da pesquisa deu origem a um livro "O que você pensa saber sobre eleições e porque você está errado". Destacamos duas conclusões desse importante trabalho.

A primeira é que a imprensa nas eleições cobre a estratégia eleitoral e não programa, propostas e conteúdo. As matérias sobre programas e propostas surgem como obrigação na imprensa, mas são maçantes e ninguém as lê ou as memoriza. O que a imprensa cobre mesmo em eleições são as estratégias dos candidatos e as pesquisas. É isso que diagrama, destaca e edita, adequadamente. Os candidatos devem cumprir a agenda da imprensa sobre propostas, disciplinada e burocraticamente. Em temas não-polêmicos, qualquer assessor pode responder, tanto faz.
Estratégias de campanha são as ações dos candidatos no sentido de multiplicar sua imagem positiva, e principalmente, atingir a imagem dos adversários. As declarações que saem como flechas picantes, desconstituintes e as análises das pesquisas (porque desceu, porque subiu) são o que interessa a imprensa e que vai produzir uma edição mais saborosa. Não discuta com as pesquisas. Em dois dias a dor passa.

Outro ponto a destacar é sobre que tipo de comunicação (spot em TV, por exemplo) produz maior impacto. Jamieson chama o comercial propositivo ou de elogios ao candidato de "defensivo", e diz que esse é o que menos impacta e menos memória produz. O comercial "negativo", a critica ao adversário, gera um mal-estar inicial em quem vê, mas tem resultado superior ao "defensivo", especialmente num prazo maior. Finalmente destaca o que produz maior impacto e memorabilidade: é o comercial de "contraste", onde o candidato se compara com seu adversário mostrando o que "fez-faz-faria", um e outro. Os comerciais de Clinton foram especialmente competentes na comunicação por contraste.

Dianteira

Sandro Palma, Vulmar Leite, Cleunice Azevedo, Júlio Prates, Andréia Azevedo e Júlio Ruivo

A ULBRA/ISAED provou que, além de ser uma instituição superior de gabarito, pioneira no Ensino a distância, também tem visão estratégica e capacidade de mover-se na frente de suas eventuais concorrentes, ao promover um painel, na última segunda-feira, 21 de julho, com os candidatos a prefeito de Santiago.

A ULBRA, através do Curso de Sociologia, reuniu os candidatos a prefeito no auditório do Centro Empresarial de Santiago e diante de um espaço lotado de acadêmicos e de representantes dos partidos políticos envolvidos no pleito municipal, realizou o primeiro encontro dos candidatos, que puderam expor suas propostas, respondendo perguntas redigidas pelos acadêmicos, sobre ensino a distância, saúde, educação, orçamento, infra-estrutura e geração de emprego e renda.

Cumprimentos à direção, docentes e acadêmicos da ULBRA pela iniciativa, pela visão estratégica, pelo espírito cívico e pelo pioneirismo com que se revestem todas as suas competentes ações e atitudes.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Aprenda a detectar um AVC e ajude a salvar vidas

O prefeito de Canoas, RS, é médico emergencista. Não foi por outra razão que o médico Marcos Ronchetti investiu R$ 20 milhões e montou o único Hospital de Pronto-Socorro do interior do estado. Agora, ele resolveu tocar adiante outra iniciativa que é inédita. Ele acaba de lançar o projeto-piloto do Programa Nacional de Atendimento ao Acidente Vascular Cerebral (AVC) que irá atender pacientes no HPSC com o uso da telemedicina. Acompanhe a leitura:

1) Através da técnica, a aplicação de medicamento, o rtPA, o único que pode conter o AVC, pode ser coordenada por uma equipe de profissionais especializados em Porto Alegre – coordenados pela neurologista Sheila Martins – com a ajuda de um programa que conecta o tomógrafo – para avaliação da tomografia de crânio – e a webcam – para a visualização do paciente – à internet;

2) O medicamento rtPA (ativador do plasminogêneo tecidual recombinante) é a única forma de tratamento do AVC. No Brasil, somente 32 centros fazem o uso desse remédio, sendo que apenas 13 prestam o atendimento pelo SUS. No Rio Grande do Sul, por enquanto somente os hospitais de Clínicas e São Lucas, da PUC, ambos em Porto Alegre, utilizam a droga pelo SUS;

3) Conforme dados do Programa Nacional de Atendimento ao AVC, 20% dos brasileiros chegam ao hospital dentro das três horas de ocorrência dos sintomas, a tempo de serem atendidos, mas a maioria dos hospitais brasileiros não está capacitada para ajudá-los. Canoas, agora, poderá fazer isto.

Médicos especialistas afirmam que é possível salvar uma pessoa com AVC se ela for atendida até em 3h após a ocorrência dos sintomas. Mas como descobrir se é um AVC, logo após ter acontecido o fato?

Há um teste simples: 1. Pedir para a pessoa sorrir; 2. Solicitar que levante os braços; 3. Fazer com que fale uma frase simples, do tipo "Hoje está um dia ensolarado". Essas atitudes podem detectar a debilidade facial, a debilidade motora dos braços e a debilidade na fala.

A maior divulgação deste teste pode facilitar o diagnóstico e tratamento do AVC, evitar danos cerebrais e salvar a vida de uma pessoa. Passe adiante esta informação. Ela pode salvar vidas.

Razão e sensibilidade

Para viver bem, precisamos de razão e de sensibilidade. Razão para pensar e agir racionalmente, planejar, estruturar e executar. Sensibilidade para não permitir que a razão domine o sentimento e nos faça duros e implacáveis em nossas decisões.

Na verdade, cada pessoa é diferente em suas doses de razão e sensibilidade. Uns são racionais ao extremo, outros vivem mergulhados num mar de sensibilidade. Alguns são sensatos.

É estúpido aquele que julga ser a inflexibilidade uma virtude. É igualmente estúpido aquele que acredita ser a generosidade o único caminho.

Só podemos ser inflexíveis ao lutarmos para manter valores como a ética, a honestidade, a probidade, a dignidade do ser humano. Podemos ser generosos sempre, desde que haja justiça em nossas ações. Não podemos ser generosos para com a injustiça, a humilhação, a violência, a mentira.

Para que seja vitoriosa a justiça, precisamos de razão e sensibilidade. Para discernir o que é bom e o que é ruim. O que é verdadeiro e o que é falso. O que inclui e o que exclui.

Razão e sensibilidade. “Esprit de géometrie” e “esprit de finesse”, como já definia Blaise Pascal. Um significa capacidade de ordenação, de objetividade, de competição, de superação de obstáculos, de determinação na conquista de um objetivo. Outro inclui a capacidade de inteireza, de percepção de totalidades, de captação da unicidade do processo vital em suas mais diversas manifestações – subjetividade, acolhida, cuidado, cooperação, intuição – sentimentos experimentados no caráter sagrado e misterioso da vida e do cosmos que nos envolve.

Espírito de geometria define o que é exato, matematicamente comprovável. Espírito de fineza conceitua o que é subjetivo e só pode ser sentido, percebido, pressentido.

Razão e sensibilidade. Elementos imprescindíveis para bem-viver e viver bem, em sintonia fina com o cosmos que é nossa missão construir para afastar o caos.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Como o eleitor decide o voto?

Do ex-blog do César Maia:

1. A decisão de voto não é uma simples reação do eleitor à comunicação dos candidatos, apoiada nas prioridades ditadas pelas pesquisas. Muitas vezes temas que as pesquisas apontam como relevantes não estão na equação do eleitor na decisão de voto. Se fosse tão simples, candidatos com o mesmo tempo de TV, com publicitários competentes, abordando os mesmos temas, terminariam empatados;

2. O primeiro nó do diagrama que o eleitor ultrapassa é separar, entre os candidatos, aqueles em que acha que pode confiar. Os demais podem ter o tempo de TV que tiverem, e os publicitários mais competentes, que estarão - para este eleitor - fora do jogo. Depois o eleitor fecha sua atenção nesses e avalia o que será melhor para ele, seu bairro e sua cidade;

3. O ponto chave é menos a comunicação direta com os eleitores e mais a comunicação que faz -que será sempre parcial - ter o poder virótico de produzir fluxos de opinião de quem se convenceu, em direção aos demais - entorno de eleitor convencido a entorno de eleitor convencido;

4. Por isso a imagem e os compromissos dos candidatos devem ser formulados e comunicados, de maneira a que o eleitor receptivo, os repasse e multiplique. É assim que a opinião publica em torno de uma candidatura se formará. As pesquisas são fundamentais: desde que bem usadas. De outra forma não servem para nada e é melhor ver na TV e ler nos jornais, pois se economiza dinheiro;

5. A internet pode ser um veiculo de deflagração e impulsão. Mas se mal usada, estressa e produz o movimento ao contrário. É como se o candidato fosse um chato. Portanto sempre é bom consultar quem entende desse veiculo, e ler alguma coisa de marketing de guerrilha e, em especial, dos pontos com potencial virótico;

6. Finalmente, é bom lembrar que quase não existe eleitor definitivamente decidido. Ou melhor, que esses talvez passem um pouco dos 5%. Sempre haverá tempo para crescer. A eleição, como dizia o Chacrinha, "acaba quando termina".

quarta-feira, 16 de julho de 2008

A palavra desnecessária

A palavra desnecessária é torpe, vil e abunda. Grassa e conspira. Consome quem constantemente a articula e escreve. Humilha os que a ouvem e lêem.

A palavra desnecessária é fel. Fere fundo. Vilipendia o dia a dia. Faca afiada. Acerta fundo.
A palavra desnecessária é matriz da violência. Ferro que queima e teima. Dilacerando tudo.
Palavras desnecessárias nós ouvimos todos os dias. Até já nos acostumamos com elas. Não poderíamos. Palavras desnecessárias são um argumento contra a vida. Invalidam tudo.
E o pior é que, geralmente, quem fala a palavra desnecessária nem tem consciência do que está dizendo ou, quem sabe, é só o que sabe dizer...
Mas a palavra desnecessária ofende, machuca, diminui o Ser que a disse, diminui o Ser que somos, porque implica em dor, em espanto, em denso pranto mesmo não chorado a olhos vistos, represado.
Desnecessária é a palavra que afronta, que magoa, que atormenta. Tormenta de letras desfalcadas de sentido. Escuridão profunda. Funda gruta de terror eu sinto.
Desnecessária é a palavra que corrompe, que compele ao delito. Que afrouxa e rompe as amarras, caras teias que tecemos no tempo, fios do céu ao chão se vão, subvertendo a mão que nos separa do conflito.
Desnecessária é a palavra que diz guerra, tortura, explosão, morte do irmão, sangue, aço retorcido, asa partida, torre desabada, sonho abandonado. Retumbante som.
Uma pergunta que não cala. Por que é tão falada a palavra desnecessária?
É por vontade?
É por maldade?
É por insensibilidade?
Ou já se acha descartada a palavra necessária?
Onde está escondida a palavra necessária?
Aquela que une, re-une e re-unifica e ressuscita os nossos sonhos. Aquela que soma e não divide. Aquela que atrai e aproxima. Aquela que cria, re-cria e revigora.
Onde está aquela palavra que dá vida?
Está aqui, aí, dentro de nós.
Vamos reaprender a falar a palavra necessária?
E a usar a borracha mental para apagar aquela que nos faz morrer um pouco cada vez que a pronunciamos, fadando-a ao lixo, escória, cinza da palavra, alijando-a do dicionário humano Ser que somos.

domingo, 13 de julho de 2008

A polêmica do uso das algemas

Na sexta-feira (11), dia em que o ministro presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, mandou soltar Daniel Dantas pela segunda vez, foi à pauta do STF o processo 91.952, um pedido de habeas corpus, que foi relatado pelo ministro Marco Aurélio de Melo. Tema: o uso de algemas. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e outros ministros do Supremo vêem no julgamento do caso uma oportunidade única para produzir um acórdão que discipline, definitivamente, o uso das algemas em operações policiais. Em recesso, o Tribunal vai se ocupar do tema na primeira sessão deliberativa depois das férias, em 6 de agosto.

O processo deu entrada no Supremo em julho do ano passado. Foi ajuizado pelos advogados de um condenado por homicídio, que pedem a anulação do júri, realizado em São Paulo. Alegam que seu cliente permaneceu algemado durante todo o julgamento. Algo que, além de “humilhar” um réu que não oferecia riscos, o teria colocado em condição de inferioridade, influenciado negativamente a opinião dos jurados.

Marco Aurélio considerou uma “feliz coincidência” o fato de o processo chegar ao plenário do STF agora. Justamente no instante em que as prisões de Daniel Dantas, Nagi Nahas e Celso Pitta reacendem o debate acerca da necessidade do uso de algemas.Nas pegadas das detenções, que revogaria horas depois, Gilmar Mendes declarou: “De novo é um quadro de espetacularização das prisões, isso é evidente...”

O ministro considera o fato "dificilmente compatível com o estado de direito. Uso de algema abusivo, já falamos sobre isso aqui. Mas tudo isso terá que ser discutido.”

Por sua vez, o ministro da Justiça, Tarso Genro, considerou normal o manejo das algemas: “A orientação que discuti com a Polícia Federal (...) foi de que o uso das algemas deve ser avaliado pelo agente...” E continua: “...O sentido é fazer a prisão com segurança e cumprir o mandado judicial ou o mandado de prisão.” Tarso Genro ainda enfatizou: “Se fizerem uma lei dizendo que o pobre pode ser algemado e o rico não, a PF cumpre. Mas não comigo como ministro.”

A celeuma foi criada porque não há, no Brasil, regras claras sobre o uso de algemas. O artigo 284 do Código de Processo Penal determina apenas que “...não será permitido o emprego de força, salvo a indispensável no caso de resistência ou de tentativa de fuga do preso.”

No ano passado, o Conselho Federal da OAB aprovou sugestão para que o Congresso acrescente a esse artigo um novo parágrafo, redifido nos seguintes termos: “É vedado o emprego de algemas, salvo quando haja perigo de fuga ou de agressão da parte do preso”. A sugestão ainda não emplacou. Sobre a mesma matéria, a Lei de Execução Penal, de 1984, exibe, em seu artigo 199: “O emprego da algema será disciplinado por decreto federal”.

Decorridos 24 anos, o decreto federal não foi editado. Daí a importância que pode assumir uma decisão que venha a ser tomada pela maioria dos 11 ministros do STF.

Em outro caso que chegou ao STF, a ministra Carmem Lúcia esboçou no seu voto a linha que tende a prevalecer no novo julgamento a ser realizado pelo Tribunal em agosto, decidindo que “a prisão não é espetáculo e que o uso legítimo de algemas não é arbitrário, sendo de natureza excepcional”. Listou os casos em que deve ser usada: A. para impedir, prevenir ou dificultar a fuga ou reação indevida do preso, desde que haja fundada suspeita ou justificado receio de que tanto venha a ocorrer; B. para evitar agressão do preso contra os próprios policiais, contra terceiros ou contra si mesmo. A despeito dessa decisão (uma sentença de turma, não do plenário do STF), a Polícia continua fazendo uso indiscriminado de algemas.

Para casos como o que Marco Aurélio vai expor no plenário (réu submetido a tribunal de júri), há uma novidade: a lei 11.689. Aprovada pelo Congresso, acaba de ser sancionada pelo presidente Lula. a nova norma modificou trechos do Código de Processo Penal. Redigiu assim o parágrafo 3º do artigo 474: “Não se permitirá o uso de algemas no acusado durante o período em que permanecer no plenário do júri, salvo se absolutamente necessário à ordem dos trabalhos, à segurança das testemunhas ou à garantia da integridade física dos presentes”.

Ancorado na nova lei e em convicções pessoais que já expressou em público, Marco Aurélio deve dar provimento ao pedido de habeas corpus 91.952, que que vai a julgamento no dia 6 de agosto. A exemplo do colega Gilmar Mendes, Marco Aurélio é crítico contumaz dos métodos da PF. Quando da prisão de Jader Barbalho, acusado de malfeitorias na Sudam, ele disse: "Não se pode utilizar um instrumento como a algema para humilhar. Se uma pessoa como ele, que foi governador, ministro de Estado e presidente do Senado, sofre o que sofreu, o que nós teremos quanto ao homem comum?"

Vamos refletir, aí reside a diferença! Sempre que um poderoso vai em cana com algemas, muitas vozes se levantam. O “homem comum” sempre foi algemado no Brasil, cotidianamente. Às vezes, o preso pobre não dispõe nem de advogado. E é compelido a enfrentar eventuais arbitrariedades em silêncio perpétuo.

sábado, 12 de julho de 2008

Se a vítima é má, o crime é bom?

Do blog de Lucia Hippolito:

Esta é a grave pergunta em que se debate a política brasileira, desde, pelo menos, o governo Collor.
Traduzindo em miúdos: João fraudou uma licitação e corrompeu servidores públicos para ganhar e construir casas populares.
O evidente cunho social das atividades de João (construir casas populares) diminui o fato de que ele cometeu um crime?
De outro lado, sabendo-se que João fez isso e, não se conseguindo provas, torturar João para que confesse deixa de ser um crime?
Não, não deixa. Um crime foi cometido.
Por que estou dizendo essas coisas? Porque se construiu no Brasil a convicção de que, se a vítima é má, o crime é bom. Uma variante especialmente macabra de “os fins justificam os meios”.
(Em tempo: Maquiavel jamais advogou isso.)
Exemplo: durante a CPI do PC, que desvendou os meandros da corrupção do governo Collor, deputados do PT – com o auxílio luxuoso de gente do calibre de Waldomiro Diniz (aquele que pediu propina a bicheiro) e José Aparecido Nunes Pires (aquele alto funcionário da Casa Civil que vazou o dossiê contra Fernando Henrique e Ruth Cardoso) – quebraram sigilo bancário a torto e a direito, em flagrante ilegalidade.
Porém, como Collor e PC eram culpados a mais não poder, imperou a máxima brasileira: “Se a vítima é má, o crime é bom”.
Ou seja, tudo é permitido quando se está perseguindo bandidos.
Lamento, mas não é não. Por mais que queiramos ver os malfeitores na cadeia, é preciso adotar esta moda nova: respeito à lei.
E o exemplo tem que vir de cima.
Hoje, o líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), declarou que é indiferente se a Polícia Federal agiu com truculência ou não, se algemou alguém ou não.
Segundo o nobre parlamentar, o fundamental é o objetivo final, ou seja, mesmo se tiver atropelado a lei, a Polícia Federal teria agido certo, porque prendeu bandidos.
Menos, nobre deputado, menos.
Aplaudo de pé o trabalho da Polícia Federal. Aplaudo de pé a CPI dos Correios.
Aplaudo de pé as senadoras Ideli Salvati e Ana Júlia, do PT, por terem insistido na investigação sobre as estripulias de Daniel Dantas.
(Acredito piamente que elas não soubessem que, além de tucanos e democratas, existem inúmeros petistas de alto coturno incluídos na “bancada do Daniel Dantas”.)
Mas não posso concordar com a posição do líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana, do PT gaúcho.
O fato de a vítima ser má, deputado, não faz com que o crime deixe de ser crime.
Roubo é roubo, corrupção é corrupção (chame-se mensalão ou concussão, Delúbio ou José Dirceu), mesmo que a vítima seja membro da pior escória da Humanidade

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Ulbra/ISAED promove encontro com os candidatos a prefeito de Santiago

A Universidade Luterana do Brasil, Pólo Regional de Santiago, promove, no dia 21 de julho, às 19h, no Auditório do CES, um encontro com os candidatos a prefeito de Santiago e os acadêmicos do curso de Ciências Sociais, com a presença de representantes dos demais cursos da Instituição.

Serão sorteadas, na abertura, sete perguntas a serem respondidas pelos candidatos. A direção da Ulbra informa que não se trata de debate, mas de questionamentos dos estudantes, dispostos a ouvirem as ponderações dos candidatos.

As perguntas serão sorteadas diante de representantes da imprensa regional e serão respondidas num tempo máximo de cinco minutos para cada candidato. Todos os candidatos já confirmaram participação no evento.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Fatal!

Impressionante a série de reportagens publicadas diariamente, pelo jornal Zero Hora, desde domingo, sobre o verdadeiro massacre que é a dependência por crack, droga que vicia e aniquila o indivíduo desde a primeira experiência, deixando-o praticamente sem chance de suplantar a dependência. o sucesso no tratamento não atinge 1% dos pacientes. Brutal. Por ser relativamente barato, entre R$ 5 e R$ 10 a pedra, o crack se popularizou rapidamente e não escolhe classe social, atingindo desde crianças até idosos.

O crack é uma droga ilegal derivada da planta de coca, é feita do que sobra do refinamento da merla, que é sobra do refinamento da cocaína, ou da pasta não refinada misturada ao bicarbonato de sódio e água. O bicarbonato de sódio faz com que a mistura tenha um baixo ponto de fusão (passagem de sólido para líquido) e ebulição (uma forma de passagem de líquido para gasoso), tornando possível a queima da droga com o auxílio de cinzas de cigarro ou cigarro de maconha, que são colocadas no cachimbo junto ao crack.

O uso de cocaína por via intravenosa foi quase extinto no Brasil, pois foi substituído pelo crack, que provoca efeito semelhante e é tão potente quanto a cocaína injetada. A forma de uso do crack também favoreceu sua disseminação, já que não necessita de seringa - basta um cachimbo improvisado.

O crack eleva a temperatura corporal, podendo levar o usuário a ter um acidente vascular cerebral. A droga também causa destruição de neurônios e provoca no dependente a degeneração dos músculos do corpo (rabdomiólise), o que dá aquela aparência esquelética ao indivíduo: ossos da face salientes, braços e pernas ficam finos e costelas aparentes. Normalmente um usuário de crack, após algum tempo de uso utiliza a droga apenas para fugir da sensação de desconforto causado pela abstinência e outros desconfortos comuns à outras drogas estimulantes: depressão, ansiedade e agressividade.

terça-feira, 8 de julho de 2008

As sugestões da Martha

Há um texto da excelente cronista Martha Medeiros, chamado Como vencer uma eleição, onde a autora fornece algumas idéias aos candidatos de como convencer os eleitores de que eles são a melhor escolha. Vejam só as sugestões: 1. Não beije criancinhas, abandone as atitudes clichês. 2. Não prometa nada do tipo acabar com o desemprego e a violência, gerar 5.000 novas vagas de trabalho ou triplicar o número de viaturas da Brigada... 3. Crie um jingle diferenciado, nada de gritarias, prefira o ritmo bossa nova ou blues... 4. Não faça carreata, passeie pela cidade, não faça alarde, só dê uma buzinadinha e pisque o olho, aparecendo discretamente. Nada de forçar a barra...

Boas sugestões as da Martha. E de graça, válidas para qualquer época e para todos os candidatos. Há que se abandonar as antiquadas e hipócritas campanhas eleitorais. Não cola mais fazer promessas incumpríveis, gastando um tempo precioso em discursos intermináveis que não dizem nada, sacrificando ainda mais um eleitor desinteressado e apático.

Conquistar votos também é uma questão de arte e criatividade. Nem precisa de muitos recursos. Os melhores são o olho no olho e a verdade. Chega de poluir o ambiente com propaganda desnecessária. Essa atitude só denigre o nome dos candidatos ao mostrar o desrespeito e o menosprezo que têm para com a natureza. O que precisa ser grande não é a fotografia e sim a qualidade do candidato, sua honradez, competência e vontade de trabalhar.

Chega de hipocrisia. Tolerância zero para com o uso da máquina pública que privilegia uns poucos. Há que cumprir estritamente o que determina a Lei Eleitoral. Chega de demagogia. Acabe-se com a idéia de que o eleitor é um joguete, manipulável conforme as circunstâncias. Respeito é fundamental para que possamos crescer como pessoas e fazer da “temporada” eleitoral um instrumento hábil de fortalecimento da cidadania, elegendo os melhores candidatos, aqueles que têm algo mais a dar para a sociedade que não seja a sua narcísica figura.

Oriente-se, reflita e mude. A Martha usou ironia e humor para criticar os políticos que utilizam estratégias obsoletas. Você tem uma arma melhor – o seu voto.

A palavra necessária

A palavra necessária é rara. E real o seu esplendor.
A palavra necessária é essencial porque única e unívoca em significante e significado.
Necessária é a palavra de conforto. A palavra de carinho. A palavra de solidariedade. Na medida e na hora certas. Morno alento para quem é sedento. Da palavra necessária.
Necessária também é a palavra dura. Severa. Áspera. Necessária para corrigir, recuperar, reencaminhar quem dela precisa e não sabe. Da palavra necessária. Dita com frio talento, se torna implemento para a retomada do fio.

A palavra necessária é composta de luz essencial. Clara, translúcida de sons e imagens e cores e valores imprescindíveis à vida.
Palavra às vezes morna às vezes fria mas duplamente necessária. Para autor e interlocutor.
Uma pergunta que não cala. Por que é tão rara a palavra necessária?
Por que é tão difícil de entoar a palavra necessária?
Falta vontade?
Falta coragem?
Ou já se acha descartável a palavra necessária?
Não. Criticamente analisando, a palavra necessária é vida válida. Vislumbre do por-vir. Horizonte.
Inválida é a omissão. O não-falar que invalida nossa vida, que a torna bruma, não brisa. Opaca, não lisa. Escura, não pura.

A palavra necessária é rio em desafio constante de seguir em frente, de encontrar gente.
A palavra necessária abomina o limitante. É cria-ativa. Magia polissêmica da linguagem universal, ordenada, harmônica, simbiótica, mística. Muito mais do que poema simétrico. Rítmico.

Muito mais do que rito. Real rima do eu que com o tu nos torna um só.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Os poetas e escritores de Santiago no Diário de Santa Maria e na Zero Hora

Ontem, no Diário de Santa Maria, hoje, em Zero Hora, o Projeto Santiago do Boqueirão, seus poetas quem são? foi destacado em espaço privilegiado das publicações editadas pelo Grupo RBS, numa demonstração óbvia da importância que atinge essa iniciativa do curso de Letras da URI Santiago, provavelmente inédita no sul e, quem sabe, no Brasil.

A idéia de democratizar o conhecimento da produção literária dos poetas e escritores santiaguenses, tornando-a acessível ao grande público é, por si só, maravilhosa e mais apaixonante se torna à medida em que mais autores são lançados e dados a conhecer para a comunidade. Mesmo efeito têm as exposições itinerantes, que circulam na cidade e na região, mostrando a cara e a produção de nossos poetas e escritores. Conviver com a cultura nos torna melhores como cidadãos e pessoas. A poesia, quem diria, é uma amiga que circula no ar de Santiago, dançando nos quatro cantos da cidade...
Há poucos dias, encontrei um artigo da professora Diana Maria Noronha - Escola e Literatura: O real e o possível - em que ela cita o revolucionário cubano José Martí, que também era poeta e ensaísta. Num artigo sobre o poeta Walt Whitman, Martí esclareceu qual o papel que, para ele, a literatura deve ter na vida dos homens: Quem é o ignorante que afirma que a poesia não é indispensável? Há gente de visão mental tão curta que acredita que toda fruta acaba na casca. A poesia que fortalece ou leva à angústia, que apóia ou derruba as almas, que dá ou tira dos homens a fé e o consolo, é mais necessária que a própria indústria, pois esta lhes proporciona um modo de subsistência, enquanto aquela lhes dá a vontade e a força da vida.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Assassinato em São Borja

O Procurador-geral do Município de São Borja, Sílvio Bastos, foi morto ao chegar em casa, na noite de ontem.
O advogado, de 32 anos, foi assassinado com dois tiros à queima roupa. Já em casa, após o trabalho, Sílvio foi surpreendido por dois indivíduos encapuçados que dispararam dois tiros e fugiram. Socorrido e levado ao Hospital Vicente Goulart, o advogado já chegou sem vida ao local.

Homem de confiança do prefeito Mariovane Weis, Bastos prestava assessoria jurídica para o Município desde 2005, quando a coligação PDT, PT e PMDB assumiu a prefeitura. Até o fim da noite, a Polícia ainda não tinha identificado suspeitos para o crime.
(De Wálmaro Paz, especial para a Folha Regional, por deferência de Diogo Brum)

O que está por trás das atuais pesquisas eleitorais

As pesquisas eleitorais já estão na rua. As consultas, é claro. Pois a publicação só pode ocorrer após o início da campanha, assinada por um profissional estatístico devidamente registrado, que cobra peso de ouro. O que há de diferente nesta eleição ? Ela é municipal. Segundo matéria postada no site do jornalista Políbio Braga, mesmo os melhores institutos de pesquisa concordam que têm dificuldade para apanhar o melhor retrato da circunstância. O Instituto Methodus, de Porto Alegre, busca superar as dificuldades através de uso intensivo de carros (todos os seus 40 pesquisadores usam carro) e trabalha com a ampliação do número de entrevistados.

Pesquisa em eleição municipal é desafio, diz o Ibope. As pesquisas de intenção de voto nas eleições municipais têm um grau maior de dificuldade para os institutos de pesquisa quando comparadas às realizadas nas eleições presidenciais. O motivo é a velocidade das informações que atingem o eleitor das cidades, interferindo na opinião que eles têm dos candidatos. A conclusão é de Marcia Cavallari, diretora-executiva do Ibope Inteligência: A eleição municipal é a pior eleição para realizar uma pesquisa porque a mudança é muito rápida, a informação circula rápido e o eleitor pode mudar de opinião na mesma proporção.

A diretora do Ibope aponta outro problema para os institutos de pesquisa que é o uso dos dados demográficos para realizar as amostras nas sondagens. Os resultados mais recentes do IBGE são de 2000, oito anos atrás. Segundo Marcia, é preciso realizar adaptações, como no caso da escolaridade, que vem mudando de forma acelerada no país.

A propósito, a enquete realizada pelo jornal Correio Regional, publicada ontem, apresentou os seguintes resultados: Julio Ruivo, 28%; Sandro Palma, 15%; Vulmar Leite, 12%; Júlio Prates, 6%. Indecisos, 30%. Brancos e Nulos, 3%. Essa consulta, como bem sublinhou o jornal, não possui cunho científico, pois não emprega a metodologia requerida por uma pesquisa de opinião pública. Em todo caso, a única surpresa foi o elevado índice de indecisos. Não tive acesso à publicação, ainda. Só vi os resultados da enquete no Blog do Leonardo Rosado. Talvez nunca antes na história das eleições municipais de Santiago tenha havido número tão expressivo de indecisos, mesmo que seja apenas o início da campanha eleitoral.

Os infiltrados!

A Polícia trava uma verdadeira guerra contra o crime organizado em Boston. Billy Costigan (Leonardo DiCaprio), um jovem policial, recebe a missão de se infiltrar na Máfia, mais especificamente no grupo comandado por Frank Costello (Jack Nicholson). Aos poucos Billy conquista sua confiança, ao mesmo tempo em que Colin Sullivan (Matt Damon), um criminoso que foi infiltrado na polícia como informante de Costello, também ascende dentro da corporação. Tanto Billy quanto Colin sentem-se aflitos devido à vida dupla que levam, tendo a obrigação de sempre obter informações. Porém quando a Máfia e a Polícia descobrem que entre eles há um espião, a vida de ambos passa a correr perigo.

The departed foi um grande sucesso do mestre Martin Scorsese e vale a pena ser apreciado pela densidade de sua proposta, bem mais profunda do que alcança a vã filosofia de alguns desprovidos de conhecimento e sensibilidade suficientes para compreendê-la.

Aliás, nessa época, trabalhar como infiltrado, seja em que ramo for, é uma missão bastante espinhosa... principalmente se o sujeito for apanhado com as calças na mão!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

A liberdade, enfim

Ingrid Betancourt (D) abraça sua mãe, ao sair do avião*
Em operação espetacular, a inteligência do exército colombiano resgatou, nesta quarta-feira, a senadora franco-colombiana Ingrid Betancourt, que era mantida como refém há seis anos pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Além de Betancourt, os militares resgataram mais 14 reféns: três americanos e 11 policiais e soldados colombianos. Ingrid foi seqüestrada quando era candidata à presidência da Colômbia.

O resgate ocorreu sem que fosse disparado um único tiro. A vida dos seqüestradores foi preservada, segundo o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, para que as Farc libertem os demais reféns. Calcula-se que ainda haja cerca de 700 pessoas em poder do grupo guerrilheiro.
Outra surpresa, certamente, foi a aparência saudável de Ingrid, já que a última fotografia disponível mostrava a refém combalida e visivelmente deprimida, pela expressão de seu rosto e pelas palavras que escreveu em carta dirigida à mãe, Iolanda e aos filhos, Melanie e Lorenzo, divulgada meses atrás. Nos meios jornalísticos comentou-se que a aparência doentia serviu como marketing da guerrilha para forçar negociação e troca de reféns com o governo colombiano.

Alguns sites e blogs brasileiros comentaram que a nota do governo brasileiro sobre o fato foi "morna" porque estava em andamento uma negociação para que Ingrid Betancourt fosse entregue ao presidente Lula.
*A foto é do site da BBCBrasil

terça-feira, 1 de julho de 2008

Convenção Municipal do PSDB

O PSDB realizou a sua Convenção Municipal no dia 28 de junho, à tarde, na Sede do Partido, ocasião em que os membros do Diretório escolheram os candidatos às eleições majoritária e proporcional e decidiram sobre coligações com outros partidos.

Os convencionais elegeram, por unanimidade, Vulmar Leite, como candidato a prefeito e decidiram coligar-se com o PMDB (que vai oferecer o candidato a vice-prefeito, José Renato Cadó); PDT; DEM e PRB.

Para a eleição proporcional, os candidatos a vereador do PSDB são: Sérgio Prates; David da Silveira Nunes; Oreste Ferreira; Jaime de Andrade; Izabel Nascimento; Maria Iolanda Ramos; Pedro Bassin e Pedro Henrique da Silva.

O PSDB vai disputar a eleição proporcional coligado com o PDT, o DEM e o PRB.