Acompanhando Interface Ativa!

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Íntegra da entrevista de Vulmar Leite à FOLHA Santiago

Vulmar Leite, pré-candiato ao Executivo pelo PSDB, PDT e Dem, concedeu entrevista ao editor do jornal A FOLHA Santiago, na edição 111, publicada no dia 30 de maio. Aqui, a íntegra da entrevista que, por razões de espaço, não foi publicada em sua totalidade:
1. Como o senhor avalia sua preferência pelo eleitorado sondado na enquete publicada neste jornal sexta-feira da semana passada?

Com naturalidade e otimismo, porque os resultados da enquete me colocam numa boa condição para iniciar a campanha e vencer as eleições.

2. À que o senhor atribui o percentual de preferência? Considera fidedigno à realidade neste período de pré-campanha eleitoral? Por quê?

À lembrança da população ao nosso governo, que promoveu profundas transformações na infra-estrutura rural e urbana, nos serviços públicos e que protagonizou conquistas importantes que mudaram o perfil da nossa comunidade. Confio na lisura do Jornal A FOLHA; qualquer enquete ou pesquisa manipulada está sujeita a ser desmoralizada por novas pesquisas, realizadas por instituições idôneas ou pelas urnas.

3. O senhor acredita que a oposição tem condições de enfrentar este pleito em condições de igualdade, apesar da supremacia financeira do PP? A prestação de contas deixa muito claro quem tem mais dinheiro para fazer campanha, então, o senhor está dizendo que vence a eleição sem dinheiro, sem doadores, sem donativos, sem despesa com gráfica, mídia e tudo o mais que o povo está careca de saber?

Igualdade financeira certamente que não haverá, pois o dinheiro sempre foi o melhor argumento de campanha dos representantes do continuísmo conservador; valeram-se do capital financeiro para se manter no poder por mais de um século, além da máquina pública que os seus governos usam e abusam nos processos pré-eleitoral e eleitoral – empreguismo, contratações emergenciais, distribuição de benefícios especiais, além da sistemática coação econômica sobre comerciantes e prestadores de serviços, inibindo-os de manifestarem suas idéias e da própria participação política de forma livre e autônoma.

Felizmente os tempos mudaram, a população está mais consciente de sua cidadania, o voto é eletrônico, a Justiça Eleitoral está vigilante, a educação em seus diversos níveis se tornou acessível a todos, ricos e pobres - ser doutor não é mais privilégio só das famílias mais abastadas. Sinto que o capital humano, de forma livre e soberana, é que vai decidir os rumos de Santiago em todos os processos eleitorais do presente e do futuro.

É evidente que dependo de doações e de contribuições para fazer uma campanha eleitoral digna e eficaz. Minha expectativa é de que as pessoas, partidárias ou não, façam contribuições financeiras, doações de materiais e insumos de campanha, realizem trabalho voluntário a fim de viabilizarem nosso projeto de desenvolvimento para Santiago. Dessa forma terei reais condições de enfrentar o continuísmo conservador através do debate idéias e da apresentação de projetos que promovam a melhoria da qualidade dos serviços públicos, aprofundem a eficácia da gestão municipal, tenham absoluta transparência no gasto do dinheiro público, além de serem promotores da geração de emprego e renda para a nossa população.

4. Caso seu nome seja confirmado como pré-candidato de seu partido, por acaso, tem um programa para apresentar à comunidade, obviamente, através dos veículos de comunicação? (SE A SUA RESPOSTA FOR SIM, SINALIZE OS PRINCIPAIS PONTOS DESTE PROGRAMA QUE NADA MAIS É DO QUE SUAS IDÉIAS CONSOANTES AS DIRETRIZES DE SEU PARTIDO. OU NÃO TEM NADA A RESPONDER?)

Certamente que sim; se não, qual a razão da candidatura? Pretendo apresentar à população de Santiago, na abertura da campanha eleitoral, um conjunto de propostas consistentes, que serão discutidas amplamente e transformadas em políticas públicas inclusivas e desenvolvimentistas. Nosso grupo de trabalho está estudando os programas atualmente em execução com o intuito de torná-los transparentes quanto aos resultados alcançados e às despesas e investimentos realizados.

Vou dar continuidade a todos os programas existentes e perfectibilizar seu objeto, além de criar novas alternativas que atendam às necessidades da população. Nenhum prefeito tem o direito de interromper projetos que começaram em gestões anteriores ou mesmo trocar o nome, pois além de não ser ético fere o príncípio da continuidade administrativa. Não confundir com continuísmo político. A Administração Municipal tem que funcionar como numa corrida de revezamento, o grupo que está administrando tem fazer o máximo e entregar o bastão para que o sucessor possa fazer ainda mais.

5. O senhor aceitaria, caso seu partido decidisse, concorrer a vice e abrir mão da cabeça de chapa, em favor de que candidato a prefeito? (VULMAR, SANDRO PALMA, JULIO RUIVO, TONINHO, DINIZ COGO???)

Não sou candidato por vontade individual e sim por vontade coletiva dos integrantes do PSDB e do PDT, e de muitos Santiaguenses que desejam para o nosso Município a retomada do Caminho do Desenvolvimento. Portanto, cabe a esses partidos decidirem sobre a minha participação no processo eleitoral. Em favor da unidade dos partidos de oposição, aceitarei qualquer decisão que for tomada pelo PSDB e PDT.

6. Santiago vive o fantasma da violência crescente, do desemprego escancarado, caso seu nome seja elevado à condição de candidato a prefeito, como pretende enfrentar esse grave problema? E, ainda que não concorra na majoritária, qual é a posição de sua sigla diante dessa realidade?

Os serviços de segurança pública são competências constitucionais dos Governos estaduais e federal, mas entendo que o município deve protagonizar ações que articulem e fortaleçam as ações no âmbito municipal da Brigada Militar, Polícia Civil e da própria ação da Polícia Federal na repressão aos crimes de jurisdição federal, do Poder Judiciário, Ministério Público e da Defensoria Pública, além da reestruturação da Guarda Municipal. Nesse sentido estamos preparando um conjunto de ações para serem discutidas com os órgãos de segurança, o Judiciário e com a população de Santiago. A insegurança, a violência e o desemprego podem ser combatidos eficazmente se a comunidade e suas forças atuantes estiverem comprometidas e alinhadas para a tomada de medidas conjuntas.

7. A Administração Municipal de Santiago é considerada satisfatória, porém protagonista de um continuísmo partidário mantido pelo que especialistas não-filiados, não-comprometidos, denominam de aparelho ideológico do PP. O que tem a dizer a respeito disso?

O continuísmo conservador que se aboletou no poder público municipal se mantém, ao longo da história, graças à submissão dos dirigentes municipais aos interesses do grupos econômicos dominantes. Eleitos com o apoio do poder econômico não conseguem implementar políticas públicas de longo prazo augestionárias e sustentáveis. As nomeações de assessores e a escolha de prestadores de serviços são realizadas, predominantemente, por critério partidário, fragilizando a gestão pública e onerando os erário pela gastança desenfreada e improdutiva. Pior efeito à comunidade é o aparelhamento partidário das entidades e instituições privadas, pois esse expediente compromete o crescimento dessas organizações, mediocriza suas atividades e ações e inibe o surgimento de novas lideranças na comunidade, em decorrência do brutal patrulhamento ideológico a que historicamente são submetidas. Perde a Prefeitura, perdem as instituições, perde a sociedade porque tem o seu desenvolvimento natural tutelado.

8. O senhor entende como oportunismo o fato de o PP ser aliado do PT em nível municipal e adversário em âmbito estadual?

As eleições municipais não seguem a regra estadual e nacional, os arranjos políticos locais não obedecem às ideologias partidárias que orientam a formação das alianças estaduais e federal. Em tese não vejo nenhuma contradição ou oportunismo à aliança PT-PP. Por outro lado, considerando a nossa realidade local e as históricas lutas da militância tradicional de um e de outro partido nos pleitos municipais, fica difícil de entender essa aliança. Caso se confirme, devemos respeitar a vontade soberana dos partidos.

9. O senhor poderá, caso venha a ser efetivamente candidato, bancar sozinho as despesas de sua campanha ou não? Quem vai sustentar sua candidatura, afinal terá de prestar contas à Justiça Eleitoral conforme determina a legislação, pois se isso não for feito, a cassação é inevitável. Seu partido tem dinheiro para bancar as despesas ou depende de doações?

Minha campanha terá que ser sustentada pelas contribuições arrecadadas pelos partidos e por doações de pessoas físicas e jurídicas, de acordo com a norma legal. Meu partido no âmbito municipal não recebe subvenções do fundo partidário, depende de contribuições e de doações. Também vamos fiscalizar o uso da máquina pública na campanha eleitoral, inclusive estamos examinando a possibilidade de fazer uma representação à Justiça Eleitoral sobre eventos já realizados e que estariam programados pela Prefeitura, que são verdadeiras inaugurações-comícios.

10. Que garantia o senhor dá a população do município de Santiago que saberá enfrentar a falta de lazer, a poluição dos rios, o desemprego, e principalmente, justificar a aplicação de verbas sem desvios de rubricas, caso seja eleito prefeito?

Adotando políticas públicas e apoiando projetos de desenvolvimento econômico que promovam a geração de emprego e renda, bem estar social e sustentabilidade ambiental.

O gestor público tem o dever de prestar contas aos munícipes sobre todos os seus atos, a população tem que saber sobre tudo, como por exemplo: quem são os prestadores de serviços, o que fazem e por quanto fazem; quanto custa por mês o futsal e os prédios locados; quanto gasta com as obras de pavimentação e com o funcionalismo municipal; com a limpeza pública e com combustíveis; com a renovação de contratos emergenciais e com a remuneração dos agentes públicos, entre outros.

No nosso governo a população vai ter acesso direto e imediato a todos os atos da Prefeitura, além de contar com mecanismos legais para a efetiva participação popular na formulação das políticas públicas e na fiscalização das ações do poder executivo.

11. Considerações finais.

Queremos reafirmar à comunidade de Santiago, nossa firme determinação servi-la, com lealdade, dedicação, transparência e muito trabalho, além de radicalizar o diálogo na busca de soluções para os angustiantes problemas que a afligem - desemprego, diminuição da renda e da produção, deficiente gestão dos serviços públicos de saúde, etc. Pretendemos unir todas as pessoas, todos segmentos politicos, econômicos e sociais na busca do bem comum.

Mesmo com recursos escassos, advindos de gestos voluntários e solidários de amigos e companheiros, faremos uma campanha marcante, assentada na proximidade com a nossa gente, sempre tão generosa, sensível e parceira, pois é dela que advém a força que nos move para lutarmos e tornarmos realidade os sonhos que sonhamos juntos.

Nenhum comentário: