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terça-feira, 3 de junho de 2008

Filosofia e Sociologia voltam ao currículo do Ensino Médio

Por força de lei, sancionada hoje pelo vice-presidente, em exercício, José Alencar, as escolas de Ensino Médio deverão, a partir da vigência da norma, voltar a incluir as disciplinas de Filosofia e Sociologia no currículo. Em 1971, durante a ditadura militar, elas foram substituídas por Organização Social e Política do Brasil (OSPB) e Educação Moral e Cívica. Para tornar obrigatório o ensino de Filosofia e Sociologia no currículo do Ensino Médio das escolas brasileiras, o Congresso alterou o artigo 36 da Lei de Diretrizes e Bases, lei n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996.
Jane Graeff, responsável pela Divisão de Ensino Médio do Departamento Pedagógico da Secretaria de Educação, comenta que o Rio Grande do Sul está na vanguarda do cumprimento da lei, pois as disciplinas já são obrigatórias nos 995 estabelecimentos de Ensino Médio e nas 149 escolas profissionalizantes da rede estadual. Há, no mínimo, duas horas semanais de cada disciplina. Como não existem professores com licenciatura nessas áreas, para todas as escolas, profissionais de outras áreas têm ministrado as aulas, explica Jane.

Os 54 mil alunos da rede de escolas particulares gaúchas também já recebem conhecimento de Filosofia e Sociologia, informa o presidente do Sinepe, Osvino Toillier com, pelo menos, duas horas semanais de cada disciplina.

Filosofia e Sociologia também vão servir para humanizar o conhecimento, melhorar o raciocínio lógico, discutir, aprofundar e consolidar valores éticos e morais, colaborando para a formação de uma consciência cidadã. Se houver quem tenha competência e consciência para educar com sensibilidade.

Josias de Souza, colunista do jornal Folha de São Paulo, comenta, com a acidez dos céticos, em seu blog, a respeito: Alguém já disse que a filosofia, assim como a sociologia, é uma coisa com a qual e sem a qual o mundo continua tal e qual. No Brasil, o mais importante veículo difusor de mensagens filosóficas é o pára-choque de caminhão. Mas, na hora da batida, o que vale é o pára-choque, não a filosofia. Assim também com as escolas. Ao tomar conhecimento de Descartes, os alunos vão se dar conta de que pensam, logo existem. E perguntarão para os botões do uniforme: “Que preceitos cartesianos explicam a existência de tantos professores despreparados e de tão desprezível modelo de ensino?”

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