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sexta-feira, 2 de maio de 2008

A hierarquia do risco para investimento econômico. Saiba mais...

A Agência de Classificação de Risco para Investimento - Standard&Poor's (S&P) - classifica os países e empresas numa hierarquia de risco. Os níveis são: AAA (onde estão os Estados Unidos, por exemplo), AA+, AA, AA-, A+, A, A-; BBB+, BBB, BBB-. Este é o ultimo nível do que chamam de "grau de investimento". Depois vêm as classificações BB+, BB, BB-, B+, B, B- (Equador), CCC+ (Líbano), CCC, CCC-, CC, C, D, que é o calote.

O Brasil estava no nível BB+, o nível de fronteira, e agora passa a BBB-, o nível mais baixo dos países que são classificados como de baixo risco para investimentos. Na América Latina o Chile tem nível A+, e o México BBB+, ambos acima do Brasil, já há alguns anos. A Colômbia tem o nível BB+, o primeiro antes do "grau de investimento”, onde estava o Brasil anteriormente. A China é A, a Rússia, BBB+ e a Índia, BBB-. A Argentina, B+.

É interessante ressaltar que essas classificações já não ostentam a credibilidade de outras épocas. Basta lembrar que várias instituições financeiras alocadas na hierarquia superior nessa classificação da S&P, sucumbiram - e ainda sucumbem - na crise das "subprimes”, quando as classificadoras de risco foram duramente criticadas por suas imprevisões.
O aguardado status de grau de investimento conferido pela Standard & Poor’s ao Brasil foi anunciado num momento em que há grandes dúvidas no mercado internacional sobre as opiniões das chamadas agências de classificação de risco. O descrédito no papel das agências ganhou corpo depois que elas não conseguiram prever os enormes volumes de créditos duvidosos derivados das chamadas hipotecas de alto risco ("subprime") nas mãos dos bancos. A crise no mercado de títulos imobiliários nos Estados Unidos arrastou a maior economia do mundo para o risco de recessão.
A SEC, equivalente à Comissão de Valores Mobiliários brasileira, anunciou recentemente que pode adotar novas regras para disciplinar a operação das agências de risco e tentar, assim, evitar avaliações contaminadas. A idéia é limitar os conflitos de interesse, quando uma agência, mesmo participando de trabalhos de consultoria para emissão de papéis de empresas no mercado, também determina uma nota para esses títulos, quando eles circulam como ativos.

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